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03 fevereiro 2024

Apostando no inusitado :: Larentis Teroldego 2022



País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Larentis
Uvas: Teroldego 
Maturação: amadurecimento por 12 meses em barricas de carvalho francês
Álcool: 14%

O primeiro vinho tinto que provamos na visita à Larentis, no fim de janeiro, foi este 100% Teroldego, uma variedade que gosto bastantes e que já tinha provado antes. Aliás, a Angheben também faz (ou fazia) um vinho muito interessante com esta uva que é muito cultivada na região italiana do Alto Adige, ao norte. 

Resolvemos experimentar o vinho porque conversava com o André Larentis sobre a expressão (ou a falta) das uvas tintas em muitos vinhos, ou seja, não se consegue diferenciar, salvo com algum esforço, um Malbec de um Cabernet Sauvignon, por exemplo. E isso se deve, penso eu, a vinhos com muita extração, muito densos em cor, taninos e álcool, além de carregados por madeira. Se o vinho é mais "franco", ou seja, consegue demonstrar melhor as características da variedade, o consumidor sai ganhando. Dito isso, o André sugeriu degustarmos um vinho que ele entende seja a expressão da variedade Teroldego em solo brasileiro. 

O vinho é elaborado com uvas dos vinhedos da família e durante o processo de elaboração passou por fermentação malolática e envelheceu 12 meses em barricas francesas. Depois de engarrafado, passou mais um ano descansando na cave antes da comercialização. Então, estamos falando de um vinho que foi para o mercado somente agora em 2024. 

Vinho de coloração rubi-violácea com grande intensidade, uma característica da Teroldego. Aromas de frutos vermelhos e negros, combinados com um leve tostado vindo da madeira. Tem boa estrutura em boca, taninos macios e elegantes, boa acidez e vocação gastronômica. Não o vejo como vinho para acompanhar apenas petiscos, mas pratos mais estruturados e bem elaborados. Final longo, com notas frutadas e a lembrança da madeira bem presentes. 

O vinho está ótimo para consumir agora ou ainda deixar por mais 1-2 anos descansando para que alcance ainda mais equilíbrio e elegância. Vai harmonizar bem com pratos à base de carnes vermelhas, mesmo um churrasco, risoto de cogumelo ou massas com boa estrutura de molhos. 

Confesso que a uva já não é novidade para mim, mas quem nunca provou deve matar essa curiosidade, até para sair das uvas tintas mais tradicionais do mercado. 

Sobre a visita e as novidades da vinícola: https://x.gd/zFw48.


Detalhes da compra:

O vinho é vendido na loja virtual da vinícola por R$ 116, mas aqui em Minas Gerais deve chegar à casa dos R$ 125-130 em razão dos tributos. 

Saúde a todos!



01 fevereiro 2024

Novidade :: Larentis Viognier Gran Reserva 2022



País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Larentis
Uvas: Viognier
Maturação: 25% do vinho por 12 meses em barricas de carvalho americano
Álcool: 13,7%

O terceiro vinho branco que provamos na visita à Larentis, no fim de janeiro, foi este 100% Viognier que não conhecia. As uvas também vieram do vinhedo Arcangelo, parcela de terra onde a família plantou uvas no final da década de 1970. 

O rótulo do vinho é uma homenagem ao extinto Ursus Arctos Californicus, animal que simboliza o estado da Califórnia, onde o enólogo da família, André Larentis, realizou estágio e conheceu a variedade Viognier.

Fiquei curioso, porque essa uva é uma das brancas que me chamam atenção e não perco oportunidade de prová-la. O resultado foi bem interessante neste dia, tanto que trouxe uma garrafa para experimentar depois com mais calma.   

Na taça o vinho tem uma coloração amarelo palha. Aromas em ótima intensidade, lembrando frutas brancas maduras e toques florais. A passagem pelas barricas, mesmo que somente 1/4 do vinho, deu uma boa complexidade, lembrando coco e baunilha.

Na boca é um vinho redondo, de médio corpo, certa cremosidade e muito equilíbrio. Os 13,7% de álcool dão uma boa sensação de potência, com final persistente.

Vinho bem versátil na harmonização com vários pratos, como uma tábua de queijos e embutidos, empanadas, bruschettas, pizzas e culinária oriental.  

Sobre a visita e as novidades da vinícola: https://x.gd/zFw48.


Detalhes da compra:

O vinho é vendido na loja virtual da vinícola por R$ 137, mas aqui em Minas Gerais deve chegar à casa dos R$ 150 em razão dos tributos. 

Saúde a todos!



31 janeiro 2024

Para um belo prato :: Larentis Chardonnay Arcangelo Gran Reserva D.O. 2022



País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Larentis
Uvas: Chardonnay
Maturação: 12 meses em barricas francesas
Álcool: 13,8%

O segundo vinho branco que provamos na visita à Larentis, no fim de janeiro, foi este Gran Reserva, pelo qual a vinícola tem muito carinho porque as uvas vêm de uma parcela na qual foram plantadas as primeiras mudas de Chardonnay, no fim da década de 70. Para este vinho as uvas vieram de um vinhedo (Arcangelo) com 12 anos de idade.

É um vinho muito interessante porque reúne bons aromas, boa presença de madeira, acidez lá em cima, é encorpado e gastronômico. Um vinho para se beber de forma mais atenta, diferente do que postei aqui anteriormente, que é mais leve e descompromissado. 

Na taça uma coloração mais dourada. Aromas intensos lembrando abacaxi, notas abaunilhadas em razão da boa passagem por madeira, algumas frutas secas também. Amanteigado no paladar, bom volume e ótima acidez, pedindo um belo acompanhamento. Final persistente de boa complexidade, com notas levemente tostadas no palato. 

Penso que não seja um vinho para apenas bebericar. Na harmonização não há como não pensar em pratos com peixes ao forno, um risoto mais encorpado ou uma massa com molhos brancos ou cogumelos. Enfim, muitas opções para este belo vinho! 

Parece ter potencial para ficar na adega por mais 2-3 anos. 

Sobre a visita e as novidades da vinícola: https://x.gd/zFw48.


Detalhes da compra:

O vinho é vendido na loja virtual da vinícola por R$ 158, mas aqui em Minas Gerais deve chegar à casa dos R$ 180 em razão dos tributos. 

Saúde a todos!




30 janeiro 2024

Franqueza na taça :: Larentis Flos Reserva 2023


País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Larentis
Uvas: Chardonnay e Viognier
Maturação: apenas em tanques de inox
Álcool: 13,8%

No fim de janeiro estivemos na Larentis para uma visita depois de alguns anos e, como em muitos empreendimentos na região, o lugar está mudado, e para muito melhor. André, o jovem enólogo da família, e sua mãe, nos receberam com a atenção de sempre e ficamos muito felizes com as novidades da vinícola, que agora conta com uma área muito boa para receber os turistas e também eventos. Muito bom ver esse crescimento de quem trabalha com amor e honestidade! 

Degustamos três brancos e dois tintos. O primeiro foi esse corte muito interessante de Chardonnay (65%) e Viognier (35%), sem passagem por madeira, mas muito interessante porque as boas características das variedades podem ser experimentadas com muita clareza. 

Na taça um amarelo palha, bem límpido e brilhante. Aromas de frutos brancos, notas florais, dando a ideia de refrescância e da riqueza de sensações bem claras das variedades, já que não tem madeira. 

Na boca é elegante, muito equilibrado, certa untuosidade e uma acidez bem presente, deixando o vinho pronto para algum prato mais leve, como peixe assado, uma massa com camarões. Fiquei pensando em um carbonara, que mesmo com o peso característica poderia ir bem, já que o vinho limparia a boca a cada gole. Final de boa persistência, super agradável.   

Sobre a visita e as novidades da vinícola: https://x.gd/zFw48.


Detalhes da compra:

O vinho é vendido na loja virtual da vinícola por R$ 79, mas aqui em Minas Gerais deve chegar à casa dos R$ 90 em razão dos tributos. Mesmo assim vale a pena. 

Saúde a todos!




21 outubro 2019

Ótimo na taça (e no bolso) :: Larentis Marselan 2017


País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Larentis
Uvas: 100% Marselan
Maturação: 6 meses em barricas americanas + 1 ano em cave
Álcool: 13,1%

Em julho publiquei aqui minhas impressões sobre outro vinho dessa linha "Cepas Selecionadas" (relembre), um Teroldego, uva pouco conhecida entre a maioria dos consumidores brasileiros. Hoje outra uva não tão comum, a Marselan, cruzamento entre a Cabernet Sauvignon e a Grenache, que tem dado bons vinhos no sul do país. 

Esse aqui me pareceu o melhor da linha, pelo menos entre os que eu provei e está, digamos, "meio degrau" acima do Teroldego. 

Na taça um vinho rubi com reflexos violáceos. Intenso nos aromas, lembrando frutos vermelhos e desde logo demonstrando a presença de madeira bem integrada, sem excessos, mas deixando claro sua influência. 

Na boca tem boa estrutura e ótima acidez, taninos macios e muita fruta madura. Essa fruta madura e a madeira deram uma ótima sensação de suculência, vontade de beber mais um gole em razão da acidez e confesso que a garrafa acabou mais rápido que o normal. Final longo, prazeroso. 

Daqueles vinhos que não se deve beber sozinho, sem acompanhamentos, e recomendo pratos com carnes vermelhas, massas com molhos densos, salamaria e queijos mais estruturados.   

Foram feitas apenas 7.000 garrafas e abrimos a de número 712. Considero uma boa compra, pois a relação custo x benefício é bem interessante para um vinho brasileiro dessa qualidade. 
  

Detalhes da compra:

A vinícola comercializa o vinho a R$ 65 em sua loja virtual e também em seu varejo no Vale dos Vinhedos.

Saúde a todos!






25 julho 2019

Vale a prova :: Larentis Teroldego 2015


País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Larentis
Uvas: 100% Teroldego
Maturação:  6 meses em barricas de carvalho francês e mais um ano em cave
Álcool: 13,5%

Tive oportunidade de provar pouquíssimos vinhos com a Teroldego, uva de origem italiana, do extremo norte do Trentino, nordeste do país. Aqui no blog já apareceram vinhos da Angheben, mas a Lídio Carraro e a Salton também a utilizam, em varietais e principalmente cortes.

Os vinhos dessa uva podem variar entre os mais leves e descomplicados até vinhos robustos, mais encorpados e intensos, como é o caso desse Larentis da safra 2015 que comprei diretamente no varejo e das mãos da família.

Na taça tem coloração violácea. Aromas intensos, com lembrança de frutos negros, notas florais e um tostado presente. Bom corpo, com a intensidade e paleta de aromas se repetindo. Na boca o ponto alto é para a acidez marcante e a presença de taninos que ainda podem amaciar com mais um tempo de guarda, embora esteja em ótimo momento.

Vinho de personalidade, intenso, com final de ótima persistência e boca salivando em razão da acidez. Um leve amargor presente, mas pelo que se escreve da Teroldego, essa pode ser uma característica de seus vinhos.

Será uma boa companhia para uma infinidade de pratos, especialmente com carnes vermelhas, churrasco e massas com molhos mais rústicos.


Detalhes da compra:

O vinho é comercializado pela vinícola em sua loja virtual por R$ 65.

Saúde a todos!




12 setembro 2014

Mais uma ótima opção de tinto brasileiro (e barato): Larentis Tannat Reserva Especial 2012

Ótimo preço, alta qualidade e produção limitada: atributos interessantes, não?

Sempre que vou ao Vale dos Vinhedos faço uma visita à Larentis, vinícola familiar na essência da palavra. Numa dessas viagens ganhei do André (enólogo da vinícola) uma garrafa desse Tannat, ainda sem rótulo.

Mas, me esqueci que vivo no "país do terrorismo aéreo" e não despachei a bombástica garrafa. Resultado: o agente da Infraero queria confiscar o produto (ou me fazer perder a paciência até deixar o vinho pra ele). Mas, não senhor! Sou um terrorista marrento! Saí da área de raio-X e doei o vinho a uma simpática vigilante do aeroporto de Porto Alegre. Ela deve ter ficado feliz. 

Mas, em abril, estivemos no Vale para participar da Wine Run, corrida rústica pelos vinhedos, visitei mais uma vez a vinícola e comprei uma das 2.600 garrafas produzidas para esse vinho, a de número 1.534. Gostei bastante do resultado, pois é um vinho com boa complexidade especialmente porque fermenta em barricas de carvalho e nelas permanece por mais 5 meses. Depois de engarrafado ainda descansa por 6 meses nas caves. 

Na taça tem coloração rubi, ainda jovem. Ótimos aromas, lembrança de frutos vermelhos muito bem integrados com os aromas da passagem por barrica. Boa complexidade. 

Na boca é ainda melhor. Frutado harmônico, taninos finos e acidez lá em cima. Talvez encontre maior equilíbrio ainda com a guarda e ganhe complexidade. Um vinho já gastronômico, que pede comida. Tem 13,4% de álcool, sem desequilíbrio. 

Final persistente, com muita fruta e notas lembrando café. Boca com lembrança discreta dos taninos, mas salivando por conta da acidez. Acredito que um tempo no decanter lhe fará bem, porque bebemos metade da garrafa à noite e a outra metade no almoço do dia seguinte. Estava melhor!

Um vinho para ser guardado por mais 4-5 anos, sem problemas.


Detalhes da compra:

O vinho é vendido no varejo da vinícola por R$37 e assim também está anunciado no site (veja aqui). Uma ótima compra!

Saúde a todos! 




21 fevereiro 2013

Em vídeo minha última visita à Larentis, uma vinícola familiar em sua essência


Desde minha primeira visita à vinícola Larentis, em 2010, tenho feito citações a ela como sendo uma verdadeira “vinícola familiar”, onde gerações diferentes cuidam do vinhedo, da elaboração dos vinhos, divulgação e venda dos produtos.

Marquei uma entrevista com o jovem enólogo André Larentis para o dia 16 de fevereiro e tive a satisfação de conhecer seu pai, que estava chegando com um carregamento de uvas para vinificação. Ao cumprimentá-lo e dizer minha opinião sobre essa particularidade ele me disse: “o pai está no vinhedo”. Não pensei duas vezes e fui com eles para o campo, procurar o “Nonno” para uma foto. Lá estava ele, com uma caixa já lotada de uvas, sorriso no rosto e disposição de um jovem.

Três gerações da família Larentis: Cilo, Larri e André

Durante a entrevista provamos o Marsellan 2009, que continua sendo meu vinho preferido da vinícola. Além desse provamos novamente um dos melhores vinhos em bag in box do mercado, pronto para beber, macio e muito agradável, o que todo consumidor desses vinhos procura, porque costuma bebê-los no dia-a-dia, sem maiores preocupações com aromas, taninos etc. Vendido nas variedades Merlot e Cabernet Sauvignon é uma compra certa, na minha opinião.

Uva Marselan, quase pronta para ser colhida, com quase 13º de álcool natural

No vídeo produzido nesse dia o André fala um pouco da história da vinícola, da atual colheita e dos lançamentos programados para esse ano, um Malbec e um Tannat da safra 2012. Ao final dá sua opinião sobre o atual estágio de evolução do Mérito 2008, o tinto ícone da vinícola. 

Saúde a todos!

24 outubro 2011

Larentis Mérito Gran Reserva 2008


Meu respeito pela Vinícola Larentis vem desde que conheci a família numa de minhas visitas ao Vale dos Vinhedos. Já comentei aqui outros vinhos deles: um Pinotage, um Ancellotta e um Marselan. Quando fiquei sabendo do lançamento desse corte em comemoração aos 10 anos da vinícola fiz questão de noticiar aqui no blog (relembre) e comprar duas garrafas, pagando R$ 63.

O vinho é um corte de quatro uvas da safra 2008, representando os quatro fundadores da empresa: 60% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon, 10% Ancellota e 10% Marselan, com passagem de 10 meses por barricas de carvalho norte-americano e mais 18 meses em cave depois do engarrafamento.

Foi feita uma tiragem de apenas 1.000 garrafas. A que abri recentemente foi a de nº 240. A outra será aberta daqui há alguns anos, para verificar sua evolução.

Na taça o vinho tem coloração púrpura, lacrimoso, manchando a taça. Nos aromas é intenso, frutos vermelhos maduros e aquela lembrança típica dos vinhos do Vale. Inicio com forte lembrança do carvalho americano, mas depois de um tempo aberto essa presença diminui, ganhando outros aromas, como chocolate. 

Na boca tem menos corpo do que eu esperava. Taninos macios, repetição da fruta e madeira bem presente, um leve amargor incomodou um pouco. Acidez em boa conta, deixando o vinho vivo, gastronômico. Final mediano, repetindo boa integração entre fruta e madeira. 

O vinho evoluiu na taça, sendo aconselhável uma aeração para que seus aromas se equilibrem. Como todo bom vinho brasileiro, tem ampla vocação gastronômica: carnes vermelhas, massas com molhos mais encorpados, queijos maduros etc.

Como bebi sozinho, deixei metade do vinho para o almoço do dia seguinte e estava em ótimas condições. Enfim, é um bom vinho, que ainda pode evoluir ganhar coplexidade para o próximo ano... mas o Marselan deles continua sendo meu preferido. 

Saúde a todos!






05 agosto 2011

Lançamento da Larentis comemora os 10 anos da vinícola


Quem acompanha o blog sabe que não faço propaganda para ganhar dinheiro ou vinhos. Faço quando quero e por achar que - nessas exceções - minha independência não será atingida. Hoje, tenho uma exceção.

Visitei a Vinícola Larentis em agosto de 2010, depois de passar inúmeras vezes à porta e nunca ter entrado. O ambiente familiar (na acepção exata da palavra) me chamou muito a atenção, além de ter gostado bastante de seus vinhos, especialmente os tintos e até mesmo um Cabernet Sauvignon em embalagem bag in box (surpreendente). Já comentei aqui um Marselan, um Ancellotta e um Pinotage.

Pois bem. Recebi deles um e-mail com material de divulgação sobre o último lançamento, um vinho comemorativo aos seus 10 anos de história, chamado Mérito, o primeiro assemblage da vinícola.

É um corte de quatro uvas da safra 2008, representando os quatro fundadores da empresa: 60% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon, 10% Ancellota e 10% Marselan, com passagem de 10 meses por barricas de carvalho norte-americano e mais 18 meses em cave depois do engarrafamento.

Foi feita uma tiragem de apenas 1.000 garrafas. Seu preço de venda é R$63 e comprei duas garrafas, uma para experimentar em breve e outra para guardar. Conhecendo a qualidade geral dos vinhos deles, aposto que será mais um excelente produto do Vale dos Vinhedos.

Saúde a todos!

10 julho 2011

Larentis Reserva Especial Ancellotta 2005


Esse é o terceiro vinho da Vinícola Larentis que comento. Já passaram por aqui um surpreendente Pinotage (relembre) e um elegante Marselan (relembre).

Esse Ancellotta tem coloração rubi, com lágrimas finas e lentas. Bons aromas, frutos vermelhos maduros (ameixas e goiaba) e um toque de especiarias. Na boca mostra-se pronto. É harmônico e fácil de beber. Os taninos estão domados, doces, com boa acidez mantendo o vinho ideal para gastronomia.

Final mediano, elegante, com frutas, especiarias e leve madeira. No palato uma sensação típica dos vinhos do Vale, vegetal de leve, frutas e ervas. Vinho que não apresentou nenhum amargor ou desequilíbrio na acidez. Elegante e pronto. Boa compra que fiz no varejo da vinícola, pagando R$ 36.
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18 maio 2011

Larentis Reserva Especial Marselan 2007

Comprei esse vinho no ano passado quando visitei pela primeira vez a Vinícola Larentis, no Vale dos Vinhedos. Produtor familiar, no sentido mais legítimo da expressão, produz tintos com qualidade que me surpreendeu, principalmente pelo equilíbrio apresentado.

Esse Marselan (cruzamento entre Grenache e Cabernet Sauvignon) custou algo em torno dos R$ 31 e valeu cada centavo. Tem coloração rubi profundo, de pouca transparência. De imediato aparecem aromas típicos dos vinhos brasileiros. Brinquei que minha memória olfativa me levou à cantina da Larentis.

No nariz frutos vermelhos maduros em boa intensidade, fundo vegetal, pimenta e café. Na boca é equilibrado, corpo médio, taninos doces e acidez moderada. As sensações olfativas se repetiram em boca. Final mediano. A cada gole o vinho mostrava sua personalidade, chamando para o próximo gole. Não sei o tempo de passagem por madeira, mas foi bem dosada pelo enólogo.

Uma grande surpresa. Foi muito bem com salamaria e queijos. Impressionou pelo equilíbrio e vocação gastronômica. Está num bom momento para consumo.


22 janeiro 2011

Larentis Pinotage 2008

Numa noite de agosto passado estávamos hospedados no hotel Villa Michelon, no Vale dos Vinhedos e resolvemos pedir no jantar apenas vinhos até então desconhecidos para os que estavam na mesa. O primeiro deles foi esse Pinotage produzido pela Villaggio Larentis, uma vinícola que eu ainda não tinha visitado. Mas o que esperar de um vinho brasileiro dessa uva e que custa em torno de R$20? Sinceramente não esperava muito, mas fui positivamente surpreendido, tanto que no outro dia fui à vinícola e comprei várias garrafas de seus tintos.
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Vinho de coloração rubi, translúcido e lacrimoso. Bons aromas de frutos vermelhos, notas herbáceas e tipicidade brasileira. Tem pouco corpo, boa acidez e taninos delicados. Notas adocicadas, competindo com um amargor um tanto incômodo no início. Depois de uma aeração por 30 minutos o vinho mudou bastante, com o amargor quase desaparecendo.
Final mediano, com fruta terminando e deixando ainda uma leve lembrança do amargor. No geral um vinho com muitas qualidades, franco, agradável, com muita fruta e bom equilíbrio, principalmente porque álcool, taninos e acidez dialogaram bem.
Ponto negativo para o amargor, mas uma curta decantada trará grandes benefícios ao vinho.
Ponto positivo para o preço mais que justo. A esse preço todos os outros Pinotage que conheço são um um suco de carvalho americano!
Álcool a 12%, sem aparecer.
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Em tempo, vale uma visita à vinícola, que realmente confirma o rótulo de "familiar", porque todos que trabalham lá, desde o manejo dos vinhedos, colheita, produção, marketing e parte comercial são da família. Subindo pela Linha Leopoldina é a primeira vinícola à esquerda, depois de passar pela Casa de Madeira. Está a uns 400 m antes da Casa Valduga.
Não deixe de experimentar um Cabernet Sauvignon que eles vendem em embalagem Bag in Box, você vai se surpreender.

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