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23 outubro 2016

Esvaziando a adega :: Vallontano Reserva Merlot 2005


Respeito muito os vinhos e espumantes da Vinícola Vallontano, uma das primeiras que conhecemos quando visitamos o Vale dos Vinhedos pela primeira vez, em 2008. Sob o comando do enólogo Luis Henrique Zanini, a vinícola elabora aproximadamente 45 mil garrafas por ano, entre espumantes e vinhos tranquilos. Foi fundada em 1999. 

Comprei esse Merlot no varejo da vinícola e ele ficou devidamente acondicionado em adega climatizada, junto com muitos outros vinhos da histórica safra de 2005, considerada e melhor desse século naquela região gaúcha.

Mas, o que esperar de um vinho com 11 anos de idade? Bem, se for um tinto brasileiro eu espero que ainda esteja vivo, com notas lembrando a evolução, mas ainda capaz de demonstrar boa estrutura e até uma capacidade para ser guardado por mais alguns anos. E com esse aqui a expectativa se confirmou. 

Na taça a coloração é rubi, com discreta lembrança de que era um vinho com essa idade. Aromas intensos, com destaque inicial para um tostado bem presente. Após um tempo de aeração a boa fruta madura toma conta, acompanhada de notas complexas lembrando folhas secas, feno, flores e, claro, o tostado da madeira.

Em boca está muito vivo, com taninos que ainda poderiam evoluir e a boa acidez que caracteriza os tintos do Vale dos Vinhedos. Muitas flores, como violetas e lírios, formando bom conjunto com a fruta, notas de café e baunilha. Final de longa persistência. Boa complexidade!

Vinho ainda potente, capaz de acompanhar pratos de igual característica. Ainda poderia evoluir porque tem muita estrutura para isso, mas considero que foi aberto em um momento muito bom, porque gosto de vinhos evoluídos, mas que ainda tenham boa fruta para deixar o vinho agradável.

Na garrafa ficaram muitos depósitos, o que é bem natural para um vinho dessa idade e poderíamos ter usado um decantador, mas não foi o caso.

Tem 13,5% de álcool e foi elaborado com uvas da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos, hoje uma Denominação de Origem. Teve maturação de 8 meses em carvalho e envelhecimento em garrafa. Foram elaboradas 10.000 garrafas. Abrimos a de nº 7.749.


Detalhes da compra:

Como disse acima, comprei esse vinho no varejo da vinícola pagando R$45 há muitos anos. A safra atualmente comercializada (2008) é vendida por R$ 69. 

Saúde a todos!



09 janeiro 2013

A alegria de beber uma das últimas garrafas: LH Zanini Espumante Extra Brut 2008


Esse espumante foi comprado numa das vezes em que estivemos no Vale dos Vinhedos. Na verdade, era uma das últimas 5 garrafas à venda no varejo da Vallontano. Comprei uma e o amigo Paulo Rabelo comprou outra.  A produção foi limitada a 2.500 garrafas.

Salvo melhor juízo, é o único espumante elaborado pelo Luiz Henrique Zanini pelo método tradicional (champenoise). No vinho base da safra 2008 foram utilizadas as tradicionais Chardonnay e Pinot Noir, com dois anos de autólise. 

Espumantes com esse tempo de fermentação em garrafa podem ser mais estruturados e até pesados, mas não é o caso desse, demonstrando elegância, complexidade e ao mesmo tempo uma maciez agradável a todos os paladares, mesmo aos menos acostumados com espumantes extra brut. 

Perlage elegante, aromas cítricos, frutos brancos e notas de fermentação formando uma boa gama de aromas. Na boca é macio, com acidez marcante, repetição da boa complexidade de aromas, notas de casca de pão e brioche (vindas da fermentação) sem se sobreporem ao frutado. Espumante equilibrado e fácil de agradar, sem nenhum peso e chamando sempre para a próxima taça. Final persistente, mesclando fruta e fermentação.

Final também marcado por uma sensação mesclando alegria por ter bebido uma das últimas garrafas disponíveis e ao mesmo tempo triste, por igual motivo.


Detalhes da compra:

Não me lembro quanto pagamos nesse vinho no varejo da Vallontano, mas no site de seu distribuidor, a Mistral, é vendido atualmente por R$ 77,50.  Então, se ainda restam garrafas à venda no site, vale a compra.

Avaliação VPT = 89 pontos. 

Saúde a todos!



16 julho 2012

Provamos e aprovamos o Vallontano Chardonnay 2011


Sempre que vamos ao Vale dos Vinhedos uma visita ao varejo da Vallontano é obrigatória. No início do ano não foi diferente. Comprei alguns vinhos deles e esse Chardonnay foi provado por lá e agradou bastante. 

Não tendo passagem por madeira, é um vinho jovem, com aromas típicos da variedade, ótimo frescor, boa fruta e final refrescante. Pode servir como aperitivo ou para acompanhar comida, já que a acidez lhe permite uma boa gama de harmonizações. Um estilo fresco, frutado e muito franco, sem as interferências da madeira. Pronto para beber agora.  

Não me lembro quanto paguei no varejo, mas no site de seu distribuidor é vendido a R$46,90. Uma boa compra se você gosta de Chardonnay mais frutados, frescos e sem aquela exagaerada sensação amanteigada que o carvalho deixa em vinhos mais robustos.  

Foram produzidas apenas 2.500 garrafas e abri a de nº 1.650.

Saúde a todos!


06 março 2012

O Charme da Vallontano e seu café


A primeira vez que visitamos a Vallontano foi em 2008. É uma charmosa vinícola de boutique, uma das primeiras para quem entra para o Vale dos Vinhedos por seu principal acesso. Além de produtora de vinhos consistentes, seguros e de preços atraentes, a vinícola mantém um Café que também serve de varejo para degustação e venda de seus vinhos. 

Em outubro de 2008 o Café estava fechado, mas em visitas seguintes conseguimos perceber que o espaço é bastante agradável. Mas nossa sensação é de que faltava uma direção mais focada para aquele espaço, uma lacuna que parece ter sido preenchida com a terceirização. 

Desde 1º de novembro do ano passado a administração do Café está a cargo da Jaqueline Schutkoski (administradora de empresas) e Michele Zortéa (enóloga e sommelier). Quem nos atendeu no varejo dessa vez foi a Jaqueline, que gentilmente conduziu a degustação dos seguintes vinhos:

- Vallontano Espumante Brut - Elaborado com as variedades Chardonnay e Pinot Noir, pelo método Charmat, é um espumante cremoso, com bons aromas, boa acidez e equilíbrio (R$43).

- Vallontano Chardonnay 2011 - Vinho com boa fruta madura e bom frescor, sem passagem por madeira. Pronto para beber (R$45).

- Vallontano Cabernet Sauvignon Reserva 2005 - Um clássico, que sempre repito quando vou à vinícola. Vinho que evoluiu no decorrer desses 7 anos, tem boa estrutura e está num ótimo momento para consumo (R$53). 

- Vallontano Tannat Reserva 2008 - Vinho de boa estrutura e com longa vida pela frente. Custo x benefício muito bom (R$39),

O único produto que não está disponível para degustação é o espumante top da vinícola, o Espumante Extra Brut Luiz H. Zanini, elaborado pelo método tradicional (champenoise) a partir de uvas Chardonnay e Pinot Noir, com 2 anos de autólise de leveduras.

Curiosamente havia apenas 5 garrafas no varejo. Segundo nos informou a Jaqueline Schutkoski eram as últimas, pois somente restavam as "garrafas históricas" para a vinícola. Então, não tivemos dúvida em levar 2 garrafas a R$79 apostando nas boas referências sobre esse espumante.      

Após a degustação bati um papo com a Jaqueline, que informou que o local passará por uma reformulação conceitual e na filosofia de atendimento, bem como o cardápio será mudado. Essas mudanças são importantes porque o turista do vinho quer mais que um café expresso, pois deseja opções que harmonizem com os vinhos oferecidos no varejo. 

Nosso desejo é que essas mudanças estejam implementadas na próxima visita. A única coisa que não pode mudar é a atenção com que fomos recebidos. Isso na Vallontano nunca faltou.

Saúde a todos!   


09 setembro 2009

Vallontano Reserva Merlot 2005

Estive na Vinícola Vallontano em outubro de 2008. É uma das primeiras vinícolas na rota do Vale dos Vinhedos e tem um espaço interessante, o Vallontano Café. Não sei se estavam em reforma ou foi por conta da baixa temporada, mas funcionava apenas a degustação. Quando voltei agora em julho, infelizmente não consegui ir até lá.
Comprei este Merlot por $45, após degustar toda a linha de tintos e espumantes. Todos muito corretos e chamativos, mas um turista comedido não leva tudo de todos os lugares, certo?
Abri o vinho somente em junho deste ano, mas esqueci de fazer o comentário. Foi aberto numa quarta-feira para acompanhar uma pizza e caiu muito bem. Ficou doce e harmônico com a massa. Obs.: O rótulo está sujo porque outras garrafas foram delicadamente quebradas pela companhia aérea.
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De coloração rubi-violáceo, não demonstrou a idade. Aromas intensos, típicos dos Merlot brasileiros. Muita fruta madura, leve toque de especiarias e notas vegetais em evidência. Corpo mediano, macio e equilibrado. Opção pela elegância. Taninos finos e acidez moderada.
Final longo, com frutado tomando conta. Álcool equilibrado (13,5%) e sem nenhum amargor. Madeira bem dosada e elegante, com toques tostados e de café. Estilo mais próximo aos vinhos europeus. Passagem de 8 meses por barricas de carvalho. Está num bom momento para ser aberto, embora possa melhorar em 1 ano.
Somente um ponto negativo: poderia ser mais barato.




Obs.: Não sou supersticioso, mas não ia perder a oportunidade de publicar este comentário no dia 09/09/09 às 09:09 h.