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29 janeiro 2009

Na Cooperativa Garibaldi respira-se um pouco da história do vinho brasileiro


Visitar a Cooperativa Garibaldi é voltar no tempo, é conhecer uma parte importante da vitivinicultura brasileira. Fundada em 1931 por um grupo de produtores, estabeleceu-se como uma das maiores vinícolas brasileiras, produzindo vinhos de mesa (com uvas americanas) e vinhos finos, especialmente os espumantes. Seu moscatel já ganhou premiações importantes em concursos internacionais, como a Medalha de Ouro  no Effeverscents du Monde, o mais importante concurso de espumantes do mundo.

A visita que fizemos foi bastante didática, com o guia nos levando pela área de antigas barricas de madeira, hoje desativadas, passando por um interessante museu e pelo varejo. No dia em que fomos havia dois ônibus com turistas para visitação, pois é uma das vinícolas preparadas para o enoturismo. 


29 novembro 2008

Garibaldi Espumante Moscatel

Quando visitei a Vinícola Garibaldi, em outubro, o pessoal da empresa estava eufórico com a premiação deste espumante. Em setembro, ele recebeu a segunda melhor classificação geral e a melhor classificação dentre os espumantes na degustação técnica realizada pela Wines From Brazil, em Bento Gonçalves, da qual participaram enólogos do Rio Grande do Sul, que utilizaram critérios da Organização Internacional da Uva e do Vinho - OIV. No varejo da vinícola, o espumante é vendido a R$15. Um preço baixo para um espumante com premiação tão importante. Assim, resolvi comprar uma garrafa, até para que a visita não passasse em branco. O resultado foi satisfatório, especialmente se considerarmos a relação custo x benefício. Mas nada de extraordinário.
Na taça, coloração amarelo bem claro, com notas esverdeadas. Boa perlage, com bolhas médias e persistentes. Aromas de boa intensidade, lembrando flores delicadas e frutos brancos (talvez melão). Cremoso, enchendo a boca, bastante delicado. Retro-olfato com toques cítricos. Refrescante, como deve ser. Final agradável, mas curto. Uma leve lembrança "verde", incomodando um pouco. Espuma persistente.
Produzido a partir das variedades moscato giallo e moscato branco este espumante vale o que custa, mas não foi o melhor moscatel que bebi.
E a premiação? Bem, pode ser que o vinho premiado não era desse lote (até porque não é safrado) ou no concurso as amostras estivessem um pouco melhores. Mas é uma boa compra a esse preço, sem dúvida.

31 julho 2006

Raschiatti Merlot 2004

Este merlot é produzido pela Cooperativa Garibaldi, vinícola fundada em 1931 e localizada na cidade de Garibaldi-RS. É um bom vinho que me custou R$ 16,50.
No exame visual, é púrpura com tendência ao rubi, formando lágrimas no copo, mas de pouca transparência. Tem boa fruta, aroma remetendo a azeitona preta e lembrança de madeira, já que passa dois meses em barricas de carvalho.
É seco, com acidez equilibrada, sem notas doces. Seu final é pouco persistente, com leve predominância do álcool. Possui retrogosto bastante aceitável.
Um vinho agradável, mas sem muita pretensão. Bom para o dia-a-dia.
Degustado em 31 de julho de 2006.