Mostrando postagens com marcador Dal Pizzol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dal Pizzol. Mostrar todas as postagens

29 janeiro 2016

Abrindo a adega: Dal Pizzol Merlot 2005


Temos vários vinhos da histórica safra brasileira de 2005 e, conforme já escrevi por aqui, decidi não abrir os vinhos em uma mesma ocasião, para poder curtir a experiência garrafa por garrafa. Então, no final do ano passado, abrimos esse Merlot da Vinícola Dal Pizzol, que já teve vários vinhos comentados por aqui (veja aqui). 

Segundo o contra-rótulo foram elaborados 20.000 litros desse vinho, o que resulta em 26.666 garrafas de 750 ml e abrimos a de nº 19.569. Tem 13% de álcool.

Na taça a coloração é rubi, bem brilhante e com muitas lágrimas na taça. 

Aromas intensos, frutos vermelhos e um floral bem aparente. Na boca é um vinho fácil de beber, macio e equilibrado. Os taninos já estão bem dóceis e a acidez um tanto discreta. O floral fica mais intenso em boca do que os aromas sugeriam, com notas lembrando lírios e violetas. Frutos silvestres aparecem formando um conjunto de boa complexidade.  

Final mediano, repetindo tudo. 

Vinho em boa forma para os dez anos, mas não guardaria mais porque me parece que sua estrutura (taninos + acidez) não o fará evoluir. Gostei do resultado, especialmente porque não é um vinho de preço alto e, salvo melhor juízo, não teve passagem por madeira, o que me parece ser o estilo dessa linha. 


Detalhes da compra:

Não me recordo onde comprei essa garrafa e nem quanto paguei por ela, mas a safra atual (2012) é vendida na faixa dos R$ 55-60. 

Saúde a todos!



01 abril 2013

Minha escolha para ser o 80º vinho para a CBE: Dal Pizzol Touriga Nacional 2009

O vinho não passa por madeira. É correto e fácil de agradar.

Esse é o 80º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs, cujo tema foi escolhido pelo confrade Maykel Campos, do blog Vinho por 2. Sua escolha foi a seguinte: "Um varietal de Touriga Nacional de qualquer região e faixa de preço."

Obviamente, minha primeira opção foi por um vinho português. Mas percorri lojas e supermercados de Uberlândia e não consegui um 100% Touriga Nacional, o que convenhamos não é muito comum nos rótulos portugueses, em que predominam os cortes. Então, comprei esse Dal Pizzol, que já teve a safra 2007 comentada aqui (relembre). 

O vinho é elaborado com uvas da Serra Gaúcha e não do Vale dos Vinhedos, ,já que a vinícola está localizada em área de Faria Lemos, pertencente ao município de Bento Gonçalves, mas fora da zona demarcada do Vale. 

O vinho não passa por madeira, mas amadurece por um período de 10 meses em tanques de inox. Após, é estabilizado, filtrado e engarrafado e permanece em média 3 meses descansando, antes de ser liberado para comercialização. Segundo o cotra-rótulo foram elaborados 5.000 litros do vinho (pouco mais de 6.600 garrafas). Comprei a garrafa de nº  4.155.

Na taça tem coloração rubi. Aromas em boa intensidade, floral (violetas) e frutos mais delicados (amoras). Na boca tem corpo leve. É macio e muito fácil de beber. Taninos dóceis, quase extintos e acidez equilibrada. Frutado e floral se repetindo, notas adocicadas, deixando o vinho bem agradável mesmo para paladares menos experientes. Final de boa persistência. Amargor discreto, sem parecer um defeito. 

Álcool a 13%, sem aparecer. Pronto para ser bebido já. Não tem grande complexidade, pois parece ter sido feito para ser bebido descontraidamente, até mesmo porque não passou por madeira. Pode acompanhar a comida do dia-a-dia, o feijão com arroz de todo brasileiro. 


Detalhes da compra:

Comprei essa garrafa na loja Bon Vivant, aqui em Uberlândia, pagando R$ 38. Mas, em lojas virtuais do Rio Grande do Sul encontrei o mesmo vinho a R$43. 

Saúde a todos!


16 março 2012

Beba agora (mas eu guardaria algumas garrafas): Dal Pizzol Tannat 2007



Os vinhos da Dal Pizzol, vinícola de Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves, normalmente têm um ótimo custo benefício. Esse me custou R$29 no varejo da vinícola, que visitei em agosto de 2010 (relembre). 

É um 100% Tannat, com passagem de 15 meses por pipas de madeira e mais alguns meses descansando antes de ser liberado para comercialização. Vinho robusto, com boa complexidade, que pode ser consumido agora ou nos próximos 2-3 anos, sem problemas. 

Na taça a coloração é rubi, sem reflexos de evolução. Nos aromas apresentou-se inicialmente fechado, indicando que poderia evoluir na taça. Frutos maduros, ameixas, especiarias, algo vegetal lembrando outros vinhos brasileiros e um tostado forte no início que evoluiu para uma presença mais elegante no final da degustação. Floral aparecendo em alguns momentos.

Em boca tem boa estrutura. Taninos finos, boa acidez. Muita fruta, especiarias, chocolate, café e o tostado. Final longo, com fruta presente e acompanhada de outras sensações conferidas pela madeira. Boca seca. Amargor de leve. Álcool a 13% sem incomodar. 

Vinho gastronômico, de bom equilíbrio e com tempo de vida pela frente. Acompanhou bem uma picanha grelhada.   

Foram produzidos 5.500 litros (algo em torno das 7.333 garrafas). Abrimos a garrafa de nº 3486, mas me arrependi de ter comprado apenas uma garrafa.

O vinho evoluiu na taça ao longo das 2,5 horas em que foi degustado. Não usamos decanter, porque presenciar a evolução lenta e gradativa na própria taça é bem mais divertido.   

Saúde a todos!




05 dezembro 2011

Lá se foi mais uma garrafa da nossa reserva histórica: Dal Pizzol Ancellotta 2005


Não temos muitos vinhos em casa, talvez umas 80-90 garrafas. Perto de outros enófilos que conhecemos isso é nada. Mas nos orgulhamos de ter umas 20 de vinhos brasileiros da safra 2005, entre Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e cortes.  Só que elas estão indo embora. Devagar, mas estão indo.
 
Dia desses foi a vez desse Ancellotta da Dal Pizzol, vinícola que visitamos no ano passado (agosto). Na ocasião fomos atendidos por um dos proprietários, o sr. Antônio, que comandou uma degustação de todos os rótulos.

Esse Ancellotta está num ótimo momento para consumo. Vinho elegante, gastronômico, com boa complexidade. Essa safra já esta esgotada e no mercado encontra-se apenas a 2007, que está sendo vendida a R$ 29 no site da vinícola. Mais uma boa relação qualidade x preço dessa vinícola de Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves.

Na taça coloração rubi, brilhante e lacrimoso. Aromas em boa intensidade, frutos vermelhos, ameixa e um toque de especiarias. Na boca tem médio corpo, com a boa e velha vocação gastronômica dos vinhos brasileiros. Taninos finos, boa acidez e boa fruta. Está em grande forma. Final de boa persistência. 

Nesse dia a Érika não pôde beber comigo, então deixei metade da garrafa para o almoço do dia seguinte e o vinho ainda estava inteiro, sem perdas consideráveis. Harmonizou-se bem tanto com carne vermelha quanto com massa ao molho bolonhesa, embora a primeira harmonização tenha sido melhor. 

Saúde a todos!





28 dezembro 2010

Dal Pizzol Gewürztraminer 2009

Bebemos esse vinho da Dal Pizzol num domingo de outubro. Dia quente, pedia um vinho branco ou espumante. Busquei na adega esse Gewürztraminer que comprei no varejo da vinícola em agosto, pagando R$ 21.
O vinho apresentou coloração amarelo palha, com reflexos esverdeados. Aromas em boa intensidade, destaque floral típico da variedade (jasmim e flores brancas). Boa acidez e corpo leve. Final mediano e refrescante.
Com comida melhorou muito, tanto em sabores quanto em retrogosto. Confirma indicação no contrarótulo. Harmonizou com alguns queijos que tínhamos em casa e especialmente com um lombo de porco, domando sua gordura e limpando a boca. Álcool a 12%, sem atrapalhar. Boa relação custo x benefício.

.

15 novembro 2010

Dal Pizzol Espumante Brut

Em agosto estive pela primeira vez na Vinícola Dal Pizzol, localizada no Distrito de Faria Lima, em Bento Gonçalves. Das vezes anteriores eu sempre errei o caminho para a vinícola, mas dessa vez acertei e tive a grata satisfação de ser recebido pelo sr. Antônio Dal Pizzol, uma figura simpatissísima, que conduziu uma degustação muito interessante.
Os vinhos dessa vinícola são uma grande pedida quando se procura uma boa relação custo x benefício. Fiquei especialmente encantado com um Tannat deles e com o tinto comemorativo aos 35 anos da vinícola, que serão comentados aqui em breve.
.
Esse espumante recebeu a medalha de prata num concurso na França, sendo vendido no varejo da vinícola por R$ 28. Elaborado pelo método Charmat "longo", é um corte de Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico, com 12% de teor alcoólico.
Perlage intensa, “nervoso”, bolhas finas e espuma rápida, mas prevaleceu colar de bolhinhas. Quando servido apresentou aromas da fermentação. Depois apareceram frutos cítricos e frutos brancos.
Na boca é refrescante, com boa acidez. Leve. Cremosidade poderia ser um pouco maior. Final mediano, com prevalência para o frutado, com discretíssimas notas da fermentação. Boa relação custo x benefício. Atende bem a proposta de um Charmat a esse preço.
.

22 setembro 2010

Um cantinho charmoso da Serra Gaúcha


Nas duas vezes anteriores que estive em Bento Gonçalves não fui à Dal Pizzol. Na primeira vez porque errei o caminho, na segunda porque não deu tempo. Mas em 2010 era uma questão de honra, afinal de contas é uma vinícola que tem meu respeito. Seus vinhos são todos corretos e com bom preço.

Está localizada no distrito de Faria Lima, cuja entrada está num trevo entre a cidade e o distrito de Tuiuti, onde fica a Salton. 

Quem nos atendeu foi o Sr. Antonio Dal Pizzol, proprietário da vinícola que comandou uma degustação com muita naturalidade, deixando todos muito à vontade. Os vinhos que eu já conhecia confirmaram o que eu já sabia e os que experimentei pela primeira vez foram boas surpresas, como um Tannat deles e o top da casa, um tinto comemorativo dos 35 anos da vinícola, um corte de Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (35%), Cabernet Franc (10%) e Ancelotta (10%), da safra 2005, sem passagem por madeira, mas com 24 meses em tanques de aço inox e igual período em garrafa.

A vinícola está instalada numa região muito bonita e mantém um parque temática numa área de 80.000 metros quadrados e um restaurante, o Ristorante Enoteca Dal Pizzol. Vale a visita.  

Para saber mais: www.dalpizzol.com.br.

17 dezembro 2008

Dal Pizzol Touriga Nacional 2007

Este vinho foi elaborado pela Dal Pizzol em comemoração aos 200 anos da chegada de D. João VI e sua corte ao Brasil. Por isso foi escolhida a cepa mais emblemática de Portugal: a Touriga Nacional, que produz excelentes vinhos em várias regiões portuguesas, como Dão, Douro, Bairrada e Beira, seja sozinha, seja acompanhada de outras uvas locais, como a Alfocheiro e Aragonês. São vinhos descritos pelos especialistas como densos e estruturados, com boa acidez e final longo. Foram produzidos 10.000 litros deste vinho. Pela garrafa de nº 6.631, paguei R$28 em agosto. O resultado foi satisfatório, mas as características estruturais da cepa (carga tânica e acidez) não estavam presentes. O vinho amadureceu por 10 meses em tanques de inox e mais 3 meses descansando nas garrafas.
Na taça, coloração rubi-violáceo, com lágrimas muito finas e lentas, denotando pouco corpo desde logo. Aromas de boa intensidade, com floral discreto e frutos vermelhos maduros em destaque (amoras). Aromas um tanto fechados no início, melhorando com o tempo, dando destaque para um leve vegetal. Bastante "adocicado" e agradável no nariz.
Vinho de pouco corpo, com taninos macios e doces, sem adstringência, bastante delicado. Boca cheia, com acidez discreta e álcool equilibrado (13% de teor). Retro-olfato com leve frutado.
Final curto, mas com lembrança frutada bastante agradável. Leve álcool aparecendo. Vinho honesto, sem grande complexidade, marcado pela delicadeza. Está pronto para beber. Não vai melhorar com a guarda.

17 outubro 2008

Dal Pizzol Pinot Noir 2008

Em março, comentei um pinot noir da Dal Pizzol, mas da safra 2007 (relembre). O resultado me agradou bastante. Embora não fosse um vinho espetacular, a boa relação qualidade x preço e a dificuldade de se cultivar a cepa em terras brasileiras me levaram a atribuir quatro taças ao vinho. Tinha fruta e refrescância ideais.
A boa experiência me fez comprar algumas garrafas da safra 2008. Mas o resultado não foi o mesmo, especialmente por um fato: o vinho que degustei não parecia um pinot noir. Cheguei a provar três garrafas em três dias diferentes, com pessoas diferentes que sempre me perguntavam: "você acha que parece um pinot noir?".
Na verdade, o vinho é macio, fácil de agradar, mas me lembrou muito mais um shiraz do sertão nordestino do que qualquer outra coisa. Às cegas, diria se tratar de um Terranova Shiraz. Estranho, não?
Na taça, coloração púrpura com notas violáceas, com boa formação de lágrimas. Aromas discretos, floral em destaque (violetas), sem sinal de madeira. Pouco corpo, com notas adocicadas, taninos escondidos e baixa acidez. Agradável e macio, mas com final curto e pouca acidez, que lhe negaram a refrescância costumeira de um PN.
Pronto para beber, mas sem perspectiva de evolução em garrafa. Faltou tipicidade. Os aromas frutados típicos desta uva não apareceram. Vinho barato (R$20), mas não o reconheci como um pinot noir. O vinho de 2007 estava muito melhor!

01 setembro 2008

Dal Pizzol Tannat 2004


Este é o 19º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs, brincadeira que tenho orgulho de ter criado com o amigo Leonardo Araújo, do Viva o Vinho, em fevereiro de 2007. Brincadeira bacana, que conta atualmente com a participação dos blogs brasileiros listados à direita. Neste mês, a escolha deste Dal Pizzol foi do blog Avaliador de Vinhos. Na verdade, escolheu a safra 2005, mas não consegui encontrar aqui em Uberlândia. Encomendei do sul do país, mas me mandaram a safra 2004. Como sou curioso, aceitei comentar esse mesmo. O resultado me agradou bastante, porque fico feliz de encontrar um vinho brasileiro que tenha envelhecido bem.
Na taça, uma coloração púrpura intensa, bastante escura. Muitas lágrimas, grossas e lentas. Vinho bonito. Aromas medianos, com frutos maduros e notas vegetais em intensidade semelhante.
Corpo mediano, com taninos ainda marcantes, mas com clara evolução. Redondo para um Tannat. Pouca acidez, com retro-olfato frutado. Boca cheia. Final longo, marcado por fruta e madeira bem integrada. Álcool sem exagero (12%).
Vinho elegante, marcante, com personalidade. Evolução evidente, mais que pronto para beber. Acompanhou comida muito bem. Valeu o que paguei (R$ 28). Ainda vivo e com boa intensidade.
Um vinho produzido com uvas de vinhedos de Faria Lemos, na Serra Gaúcha.

11 março 2008

Dal Pizzol Pinot Noir 2007

A pinot noir é uma uva de difícil cultivo, muito sensível às mudanças climáticas. Dizem os especialistas que no Brasil dificilmente teremos um bom vinho produzido com ela, porque normalmente dão frutos com muita acidez e pouco açúcar. Ideal para espumantes, mas não indicados para os tintos. Tanto é que algumas vinícolas pararam de produzir tintos com ela (Casa Valduga) ou estão mudando a região para tentarem melhor sorte (Miolo). Mas eu continuo insistindo em provar nacionais com esta cepa de muita personalidade e história.
Desta vez, encontrei um vinho da Dal Pizzol, casa fundada em 1974, pelo qual paguei R$ 22 em setembro de 2007. Segundo o contra-rótulo, foram produzidos 15.000 litros (=20.000 garrafas). Abri a garrafa nº 01232.
Coloração para o rubi, com muitas lágrimas, lentas e grossas, apesar dos 12% de álcool. Aromas de média intensidade, remetendo a frutos vermelhos, com algumas notas herbáceas discretas. Álcool sem incomodar. Depois de um tempo, apareceram notas florais delicadas.
Na boca, corpo mediano, com taninos macios, redondos. Acidez mediana. Um pouco "quente" para um pinot noir. Final persistente, com retrogosto frutado. Vinho muito melhor na boca do que os aromas indicam. Revelou-se melhor aos 16ºC.
No geral, um vinho que surpreendeu, até pelo pessimismo que cerca esta uva no Brasil. Valeu a experiência. Vinho jovem, pronto para beber. A garrafa de nº 01240 me aguarda.