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27 dezembro 2013

Provamos o tradicional e refrescante: Chandon Espumante Réserve Brut


As pessoas me perguntam com certa frequência se eu gosto dos espumantes da Chandon. Respondo que gosto, mas também digo que existem muitos outros produtores nacionais com produtos tão bons ou superiores quanto. Fica parecendo que não gosto de verdade, mas depois de um tempo descobri que grande parte dos consumidores não percebe que os espumantes Chandon são brasileiros e não os franceses da Moët & Chandon, tradicional casa de Champagne. 

A mesma confusão eu vejo muito com os espumantes Mumm elaborados na Argentina e confundidos por muitos com os champagne de mesma marca. São casos de "sucursais" que as grandes produtoras francesas fundaram em outros países para elaboração de espumantes que levem suas marcas. A confusão é compreensível e prova o quanto o consumidor brasileiro ainda está engatinhando quando se trata de vinho.

Fiz essa observação porque há muito tempo queria falar sobre isso, mas não se trata de uma crítica negativa aos espumantes da Chandon, que têm tradição (desde 1973), qualidade e uma interessante política de preços: podem ser comprados em qualquer parte do Brasil ao preço divulgado na loja virtual da empresa, independente se o estado tem a famigerada substituição tributária ou não. 

O espumante de hoje é elaborado pelo método Charmat, com a segunda fermentação realizada em tanques de inox. O vinho base leva as tradicionais Chardonnay, Pinot Noir e uma parcela de Riesling Itálico.

Quando servido surpreendeu pela quantidade e qualidade das bolhinhas (perlage) e boa formação de espuma. A coloração é amarelo palha. 

Os aromas são intensos com destaque para frutos cítricos, como maçã verde, provavelmente conferidos pelo Riesling. A lembrança da fermentação é discretíssima, com algumas notas fermento. Na boca tem o bom frescor da acidez, a fruta cítrica e um açúcar residual que agradará à maioria dos consumidores. Sem grande complexidade, não apresentou as típicas notas de fermentação. O visual na taça me fez esperar uma cremosidade que não apareceu tanto. Final ligeiro, mas agradável. 

Espumante ideal para os brindes descontraídos, mas poderá acompanhar pratos mais delicados como os da culinária japonesa ou saladas. Particularmente prefiro um espumante mais seco, mas isso é gosto pessoal.


Detalhes da compra:

Essa garrafa foi trazida pela minha cunhada Denise, que ganhou de presente, mas é vendido por R$55 na loja virtual da vinícola (clique aqui). 

Saúde a todos!



28 janeiro 2010

Chandon Passion Espumante Rosé Demi-Sèc

A Vinícola Chandon dispensa apresentações. Fundada em 1973 é visita certa no roteiro da Serra Gaúcha. Seus espumantes têm uma boa qualidade média e podem ser encontrados em supermercados e lojas especializadas.
Este espumante me foi dado de presente, mas está na casa dos R$40-50. É elaborado pelo método charmat, com as uvas moscato canelli, malvasia bianca e pinot noir. Um espumante que qualifiquei de "tropical". Sem complexidade, bastante frutado e refrescante. Predominam os aromas florais da moscato canelli. Às cegas passaria por um moscatel mediano. Pelo número do lote parece que foi engarrafado em 2009. Álcool a 11,7%.
Na taça uma coloração voltada para o salmão. Boa formação de espuma e perlage intensa no início do serviço. Depois de um tempo na taça as bolhas diminuiram em intensidade.
Aromas em boa intensidade. Floral em destaque (característica da moscato), com frutado aparecendo (lembrança forte de pêssegos). Na boca é leve e refrescante, com boa acidez. Final de boa persistência.
Como disse acima, pouca complexidade, com muitos sabores e frescor tropicais. Mas existem espumantes meio-secos mais baratos e com maior complexidade que esse. .



Obs.: no contra-rótulo a vinícola indica que o espumante serve para acompanhar pratos, como aperitivo e até "com uma pedra de gelo". Caro leitor, desobedeça a vinícola nesta última dica. Não cometa esse sacrilégio. Não se trata de um refrigerante.