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07 março 2024

No carrinho do supermercado :: Aurora Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2020


País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Uvas: 100% Cabernet Sauvignon
Maturação: 6 meses por barricas francesas e americanas
Álcool: 12,5%

Essa é uma linha da Aurora que gosto bastante. Além desse Cabernet Franc brasileiro eles fazem um Malbec argentino, um Carmenère chileno e um Tannat uruguaio. Mas, confesso minha predileção para este vinho de hoje. Não se trata de um vinho excepcional e nem mudará sua vida, mas tem suas qualidades, é muito fácil de beber e a um preço honesto pelo que entrega. 

Com uma passagem curta por barricas de carvalho americano e francês - até porque não é um vinho para grandes estágios em madeira - tem taninos macios, a acidez típica da Serra Gaúcha, com aromas de frutos negros, chocolate e tabaco. 

Um vinho para ser bebido de forma alegre e jovial, em razão da proposta, por isso é ideal para ocasiões menos formais, indo bem com uma massa, pizza, churrasco ou qualquer prato simples do dia a dia. Poderá ser servido aos seus convidados sem medo de desagradar, porque é equilibrado e fácil de agradar, além de ter um ótimo preço. 

Não guarde essa safra, porque ela está pronta! 


Detalhes da compra:

No site da vinícola o vinho é vendido a R$59. Uma excelente compra!

Saúde a todos!




22 fevereiro 2024

Não é mais um "malbecão" :: Bariloche Patagonia Malbec 2021


País: Argentina
Região: Neuquén (Patagônia)
Uvas: 100% Malbec
Maturação: breve amadurecimento em inox
Álcool: 14%

Quem já bebe vinhos com uma regularidade maior - vamos falar em dez anos, por exemplo - já sentiu uma mudança no paladar, no gosto pessoal. Nossas escolhas iniciais costumam recair sobre vinhos muito frutados, amadeirados, encorpados e alcoólicos. Normal, levando em consideração que o paladar do brasileiro médio tende ao doce, porque nossa alimentação está muito ligada às frutas, aos doces caseiros, ao café com açúcar e até à mamadeira com leite adoçado. 

Com o passar do tempo vamos mudando isso e escolhendo vinhos menos encorpados, menos tânicos, mais macios e "tranquilos". Dá para descrever como uma parábola: quem está começando está na parte ascendente da curva, quem é mais experiente está caminhando na curva descendente. Tudo isso me parece uma trajetória natural para o consumo de vinhos. 

Por já estar nessa curva descendente, preferindo vinhos mais francos, com a fruta mais fresca e sem grandes interferências, fico feliz quando ouço que há um certo movimento acontecendo na argentina no qual os enólogos estão buscando vinhos tintos mais leves, menos amadeirados, com menos extração de fruta. Em outras palavras, fugindo do "malbecão" a que nos acostumamos de tanto beber Catena e seus rótulos super concentrados.

O vinho de hoje é um desses vinhos fáceis e francos, sem (ou com pouca) passagem por madeira. Aroma muito fresco, com presença marcante de ameixas, cerejas e algo floral no fundo. Tem corpo médio e taninos macios, com acidez moderada. O frutado intenso em boca se repete no final de boca, longo e prazeroso.

Um vinho versátil para acompanhar diversos pratos, como pizzas diversas, carnes vermelhas ou mesmo para beber sem compromissos com uma boa tábua de pães, queijos e embutidos. 

Pronto para beber agora ou guardar por, no máximo, um ano para aproveitar todo esse frescor. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Enoteca Decanter e vendido em seu site por R$ 98. Aqui em Minas Gerais paguei R$ 109 em razão dos tributos. 

Saúde a todos!



03 fevereiro 2024

Apostando no inusitado :: Larentis Teroldego 2022



País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Larentis
Uvas: Teroldego 
Maturação: amadurecimento por 12 meses em barricas de carvalho francês
Álcool: 14%

O primeiro vinho tinto que provamos na visita à Larentis, no fim de janeiro, foi este 100% Teroldego, uma variedade que gosto bastantes e que já tinha provado antes. Aliás, a Angheben também faz (ou fazia) um vinho muito interessante com esta uva que é muito cultivada na região italiana do Alto Adige, ao norte. 

Resolvemos experimentar o vinho porque conversava com o André Larentis sobre a expressão (ou a falta) das uvas tintas em muitos vinhos, ou seja, não se consegue diferenciar, salvo com algum esforço, um Malbec de um Cabernet Sauvignon, por exemplo. E isso se deve, penso eu, a vinhos com muita extração, muito densos em cor, taninos e álcool, além de carregados por madeira. Se o vinho é mais "franco", ou seja, consegue demonstrar melhor as características da variedade, o consumidor sai ganhando. Dito isso, o André sugeriu degustarmos um vinho que ele entende seja a expressão da variedade Teroldego em solo brasileiro. 

O vinho é elaborado com uvas dos vinhedos da família e durante o processo de elaboração passou por fermentação malolática e envelheceu 12 meses em barricas francesas. Depois de engarrafado, passou mais um ano descansando na cave antes da comercialização. Então, estamos falando de um vinho que foi para o mercado somente agora em 2024. 

Vinho de coloração rubi-violácea com grande intensidade, uma característica da Teroldego. Aromas de frutos vermelhos e negros, combinados com um leve tostado vindo da madeira. Tem boa estrutura em boca, taninos macios e elegantes, boa acidez e vocação gastronômica. Não o vejo como vinho para acompanhar apenas petiscos, mas pratos mais estruturados e bem elaborados. Final longo, com notas frutadas e a lembrança da madeira bem presentes. 

O vinho está ótimo para consumir agora ou ainda deixar por mais 1-2 anos descansando para que alcance ainda mais equilíbrio e elegância. Vai harmonizar bem com pratos à base de carnes vermelhas, mesmo um churrasco, risoto de cogumelo ou massas com boa estrutura de molhos. 

Confesso que a uva já não é novidade para mim, mas quem nunca provou deve matar essa curiosidade, até para sair das uvas tintas mais tradicionais do mercado. 

Sobre a visita e as novidades da vinícola: https://x.gd/zFw48.


Detalhes da compra:

O vinho é vendido na loja virtual da vinícola por R$ 116, mas aqui em Minas Gerais deve chegar à casa dos R$ 125-130 em razão dos tributos. 

Saúde a todos!



27 janeiro 2024

Provando uma novidade no restaurante :: Cristofoli Instinto Corte Tinto 2022


País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Cristofoli
Uvas: Merlot e Tannat
Maturação: 12 meses em barricas de carvalho francês
Álcool: 14%

Provamos este vinho no restaurante Valle Rústico, uma das boas atrações do Vale dos Vinhedos, mas que está situado na zona rural de Garibaldi. É elaborado pela Vinícola Cristofoli, situada no distrito de Faria Lemos, em Bento Gonçalves, e faz parte da Rota Turística Cantinas Históricas e Vale do Rio das Antas.

Um vinho com produção limitada a 3.000 garrafas, um corte de Merlot e Tannat com predominância da primeira, sem que a vinícola revele o percentual de cada variedade. O amadurecimento do vinho acontece com as variedades em separado em barricas de carvalho francês de média tosta por 12 meses, sendo o blend realizado após este período. 

Na taça uma cor bonita, rubi, com notas violáceas, denotando juventude. Aromas de frutos vermelhos e negros, com notas elegantes da madeira, um leve tostado, frutas secas e chocolate. A riqueza dos aromas vem para a boca, com taninos finos e macios, longo final e muita elegância. Vinho potente e elegante. Acidez bem presente, sem desequilíbrios.

No restaurante os pratos vinham em uma sequência que não deu para harmonizar tão cuidadosamente, mas a estrutura e elegância do vinho indicam que será boa companhia para assados, queijos maduros, massas com molhos mais encorpados e risotos igualmente potentes. 

Não é um vinho barato, mas a oportunidade de prová-lo em taça no restaurante proporcionou essa experiência muito interessante, de uma vinícola que ainda não conhecia. 


Detalhes da compra:

O vinho é vendido na loja virtual da vinícola por R$269 (veja aqui). 

Saúde a todos!




23 janeiro 2024

Sim, existe Bordeaux que cabe no nosso bolso :: Signatures Bordeaux Rouge 2016



País: França
Região: Médoc (Bourdeaux)
Uvas: Merlot (70%) e Cabernet Sauvignon (30%) 
Maturação: 12 meses em barricas francesas
Álcool: 13% 

Não é fácil comprar Bordeaux na faixa de preços que costumo investir. Há o risco de comprar vinhos muito duros, ríspidos, de pouca personalidade e que, no final das contas, não entregarão na taça o que o investimento esperava. 

Mas, assistindo a um programa de TV cujo nome não me lembro, vi o apresentador/cantor/enófilo Ronnie Von recebendo uma convidada que levou este vinho para degustação. E foi muito bem recomendado, embora eu desconfiasse que o importador pudesse ter enviado para esse fim. Comprei mesmo assim, confiando no "pequeno príncipe" (apelido do cantor, para quem não sabe). 

Este vinho é elaborado na região do Médoc, região de Bordeaux onde a uva mais plantada é a Cabernet Sauvignon, seguida de perto pela Merlot. Ente as brancas a Sauvignon Blanc é a mais utilizada. O produtor é a Maison Schröder & Schÿler, fundada em 1739, e que adquiriu em 1925 o famoso Château Kirwan, classificado como “3ème Grand Cru Classé” em 1855. 

A linha Signatures é destinada a vinhos para o dia-a-dia, tendo também um branco que ainda não provei, um corte de Sauvignon Blanc (90%) e Sémillon (10%). 

Ao abrir esta garrafa já com oito anos de idade fui supreendido positivamente com um vinho de grande elegância, como esperava de um Bordeaux realmente bem feito e que valha a pena comprar. Parece já ter ultrapassado seu auge em razão de taninos já bem macios, mas ainda entrega muita qualidade, com frutado intenso, maduro, boa acidez, notas amadeiradas de muita elegância. 

É um daqueles vinho que dificilmente você bebe um gole sem prestar atenção, analisando cada nuance de aromas e sabores. Um tinto de classe que está no momento certo para ser aberto, podendo aguentar mais dois anos caso queira matar a curiosidade de beber um vinho com dez anos de idade. Eu abriria já, se tivesse outra garrafa!

Não sei a proporção do corte entre Merlot e Cabernet Sauvignon, mas a safra atualmente vendida pelo importador leva 70% e 30%, respectivamente, com passagem de 12 meses por barricas de carvalho, obviamente, francês.

Veja o post no Instagram: https://x.gd/J0Txj.


Detalhes da compra:

A Mistral vende atualmente a safra 2020 a R$ 165, mas comprei esta garrafa a R$ 189 em Uberlândia, na Wine Home. 

Saúde a todos!




16 janeiro 2024

Um vinho BBB (do jeito que gostamos) :: Ganda Lisboa Tinto 2021



País: Portugal
Região: Lisboa
Uvas: Aragonês (33%), Syrah (33%) e Castelão (34%)
Maturação: 3 meses em barricas de carvalho
Álcool: 13% 

Quem acompanha este blog desde o inicio sabe que o propósito (até no nome) sempre foi a busca pelo melhor custo x benefício, isto é, o melhor vinho que o bolso de um brasileiro médio pode comprar. Comecei com vinhos bem baratos, o que hoje não é mais possível quanto em outros tempos. Mas, encontrar algo na faixa dos R$60-80 e que seja bom é uma grande vitória. 

O produtor é a Adega São Mamede da Ventosa que tem vários projetos no Oeste de Portugal. Fundada em 1956, tem uma "histórica identidade cooperativista". O vinho é trazido pelo importador para ser um BBB (bom, bonito e barato) e entrega isso, sem dúvida. Não tem defeitos, não é grandioso, mas servirá bem a seus convidados e não fará feio. Aliás, o "bonito" fica por conta da apresentação. Eis a história contada pela vinícola:

"Um rótulo que carrega uma parte da história da cultura de Portugal. O rinoceronte Ganda chega em Lisboa, enviado como presentei para o Rei. No balão retrata-se o padrão mais popular da típica calçada portuguesa.

Os vinhos Ganda são inspirados na história das calçadas portuguesas. Em 1514, Dom Afonso de Albuquerque recebeu um presente inusitado de outro rei, um rinoceronte fêmea conhecido pelo nome Ganda. Dom Manuel decidiu então realizar um desfile com os animais exóticos que possuía. Para proteger o suntuoso animal da lama das ruas, acredita-se que o rei ordenou a construção de calçadas, surgindo assim o tradicional calçamento português".

Na taça um vinho de coloração rubi. Aromas em boa intensidade, predominando frutos vermelhos silvestres e algumas notas da madeira. Em boca tem corpo médio, é equilibrado e tem boa acidez, com frutado bem intenso. Vinho equilibrado, de final logo e muito agradável. Sem arestas de álcool. 

Harmonização: um daqueles coringas que gosto, algo típico dos vinhos com boa acidez e corpo médio, como os portugueses em sua maioria. Acompanhará muito bem uma infinidade de pratos, dos mais simples aos mais elaborados. Experimente com uma tábua de queijos e embutidos, pizzas, churrasco e risotos.  

Veja o post no Instagram: https://x.gd/ZaTN1.


Detalhes da compra:

O vinho é comercializado pela importadora Domno para ter uma ótima relação custo x benefício. No site é vendido a $56, mas pode ser encontrado entre R$65-70 em Minas Gerais, o estado onde o vinho é mais castigado pelos tributos neste país. 

Saúde a todos!




21 outubro 2019

Ótimo na taça (e no bolso) :: Larentis Marselan 2017


País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Larentis
Uvas: 100% Marselan
Maturação: 6 meses em barricas americanas + 1 ano em cave
Álcool: 13,1%

Em julho publiquei aqui minhas impressões sobre outro vinho dessa linha "Cepas Selecionadas" (relembre), um Teroldego, uva pouco conhecida entre a maioria dos consumidores brasileiros. Hoje outra uva não tão comum, a Marselan, cruzamento entre a Cabernet Sauvignon e a Grenache, que tem dado bons vinhos no sul do país. 

Esse aqui me pareceu o melhor da linha, pelo menos entre os que eu provei e está, digamos, "meio degrau" acima do Teroldego. 

Na taça um vinho rubi com reflexos violáceos. Intenso nos aromas, lembrando frutos vermelhos e desde logo demonstrando a presença de madeira bem integrada, sem excessos, mas deixando claro sua influência. 

Na boca tem boa estrutura e ótima acidez, taninos macios e muita fruta madura. Essa fruta madura e a madeira deram uma ótima sensação de suculência, vontade de beber mais um gole em razão da acidez e confesso que a garrafa acabou mais rápido que o normal. Final longo, prazeroso. 

Daqueles vinhos que não se deve beber sozinho, sem acompanhamentos, e recomendo pratos com carnes vermelhas, massas com molhos densos, salamaria e queijos mais estruturados.   

Foram feitas apenas 7.000 garrafas e abrimos a de número 712. Considero uma boa compra, pois a relação custo x benefício é bem interessante para um vinho brasileiro dessa qualidade. 
  

Detalhes da compra:

A vinícola comercializa o vinho a R$ 65 em sua loja virtual e também em seu varejo no Vale dos Vinhedos.

Saúde a todos!






04 agosto 2019

Descontração pura :: Portillo Malbec 2018


País: Argentina
Região: Vale de Uco (Mendoza)
Produtor: Salentein
Uvas: 100% Malbec
Maturação: sem passagem por madeira
Álcool: 13,5%

Como eu disse no post anterior ao comentar o Chardonnay da mesma linha, eu gostei menos desse Malbec, coisa que só o "VAR dos Vinhos" veria, entende? Coisa de milímetro.

A proposta da linha Portillo é oferecer vinhos mais leves e descontraídos e esse Malbec atende melhor a proposta porque sem a passagem por madeira a exuberância da fruta apareceu mais que no Chardonnay. 

Na taça a coloração é rubi, com maior transparência que a maioria dos vinhos com essa variedade em que a extração é maior, ficando mais densos. Nos aromas notas de frutos negros, ameixa, muito frescor e jovialidade na paleta de aromas. Na boca tem corpo leve, com boa tipicidade e muito fácil de beber. Sem excessos de fruta, madeira ou álcool. Taninos finos e acidez mediana. Sem complicações e sem defeitos.

Escoltou bem o churrasco de picanha, mas poderia ser com pratos mais leves, uma tábua de queijos maduros, salames, presunto, pães e geleias etc.

Interessante: Portillo é o nome da histórica passagem montanhosa que liga a Cordilheira dos Andes ao Vale do Uco, percorrida pelo general San Martín em seu ato libertador e depois pelo cientista Charles Darwin. Uma passagem que ligava Argentina e Chile no passado. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Zahil e em seu site o preço varia entre R$ 75-90 a depender da situação tributária do seu estado. Paguei R$ 76 aqui em Uberlândia.

Saúde a todos!




25 julho 2019

Vale a prova :: Larentis Teroldego 2015


País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Larentis
Uvas: 100% Teroldego
Maturação:  6 meses em barricas de carvalho francês e mais um ano em cave
Álcool: 13,5%

Tive oportunidade de provar pouquíssimos vinhos com a Teroldego, uva de origem italiana, do extremo norte do Trentino, nordeste do país. Aqui no blog já apareceram vinhos da Angheben, mas a Lídio Carraro e a Salton também a utilizam, em varietais e principalmente cortes.

Os vinhos dessa uva podem variar entre os mais leves e descomplicados até vinhos robustos, mais encorpados e intensos, como é o caso desse Larentis da safra 2015 que comprei diretamente no varejo e das mãos da família.

Na taça tem coloração violácea. Aromas intensos, com lembrança de frutos negros, notas florais e um tostado presente. Bom corpo, com a intensidade e paleta de aromas se repetindo. Na boca o ponto alto é para a acidez marcante e a presença de taninos que ainda podem amaciar com mais um tempo de guarda, embora esteja em ótimo momento.

Vinho de personalidade, intenso, com final de ótima persistência e boca salivando em razão da acidez. Um leve amargor presente, mas pelo que se escreve da Teroldego, essa pode ser uma característica de seus vinhos.

Será uma boa companhia para uma infinidade de pratos, especialmente com carnes vermelhas, churrasco e massas com molhos mais rústicos.


Detalhes da compra:

O vinho é comercializado pela vinícola em sua loja virtual por R$ 65.

Saúde a todos!




21 julho 2019

Confirmando a excelência :: Almaúnica Reserva Merlot D.O. 2013


País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Almaúnica
Uvas: 100% Merlot
Maturação:  barricas de carvalho 50% francesas e 50% americanas, por um período de 18 meses, depois de engarrafado repousou nas caves subterrâneas da vinícola.
Álcool: 13,5%


Em junho estivemos na Serra Gaúcha e, como não pode faltar, fomos jantar no Primo Camilo, restaurante italiano em Garibaldi. Na carta uma boa quantidade de vinhos e espumantes brasileiros e alguns poucos importados. 

Começamos com esse tinto porque há tempos não provava nada da Almaúnica, que tem se notabilizado pela produção de vinhos com perfil mais do Novo Mundo no sentido de serem mais macios, prontos, com maior presença de madeira. O Syrah deles já se consolidou como um dos ótimos vinhos brasileiros para se experimentar. 

Quero adiantar que na sequência pedimos um Cabernet Sauvignon chileno à disposição na carta do restaurante, uns 40% mais caro que esse e, cá entre nós, não me deixou tão feliz quanto esse Merlot. 

O vinho já tem seis anos, mas sem nenhuma nota de evolução naturais para vinhos dessa idade e nessa faixa de preços. Coloração rubi, brilhante. Aromas em ótima intensidade com marcantes frutos vermelhos, ameixa seca e um abaunilhado da madeira, uma boa mescla de sensações aromáticas das barricas francesas e americanas utilizadas. 

Em boca é redondo, muito macio e harmônico. Taninos dóceis, acidez marcante, dando vontade de mais um gole. Final longo e prazeroso, com palato marcado pela madeira se sobrepondo delicadamente à fruta. 

Em razão de sua acidez acompanhou muito bem os diversos pratos de massas com molhos vermelhos, cogumelos, carnes vermelhas e também um pato muito bom.  


Detalhes da compra:

Esse vinho é vendido pela Almaúnica em sua loja virtual por R$ 77,00.

Saúde a todos!




02 junho 2019

Para beber um balde :: Chateau Lauduc Bordeaux AOC 2016


País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Maison Sichel
Uvas: 75% Merlot e 25% Cabernet Sauvignon
Maturação: 8 meses em barricas de carvalho francês e mais 12 meses maturando em cave.
Álcool: 13,5%

Eu gostaria de beber tintos de Bordeaux com mais frequência, mas é difícil encontrar bons rótulos e que caibam no meu bolso. Os baratinhos que encontramos nos supermercados da vida costumam ser decepcionantes, então na mesma faixa de preços opto por portugueses ou sul-americanos. Uma pena. 

Pela minha experiência de treze anos de blog cheguei à conclusão difícil de que para beber um Bordeaux que realmente me agrade tenho que desembolsar uns dinheiros a mais. Esse aqui foi um belo achado. 

Na taça a coloração rubi típica. No nariz uma boa paleta de aromas com frutas vermelhas e especiarias aparecendo em certa complexidade. Na boca um vinho aveludado, de bom volume, suculento, com boa acidez e um frutado intenso, elegante e sem excessos de álcool, fruta ou madeira. Final persistente e muito harmônico. 

Como escrevi na conta do Instagram: "para beber um balde inteiro". Foi essa sensação que tive na primeira taça e quando os 750 ml acabaram eu realmente queria outra garrafa, o que não faço para qualquer vinho. 

Harmonizará bem com pratos variados à base de carne vermelha, massas com molhos mais densos, risotos de cogumelos ou uma boa tábua de queijos maduros e salamaria. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno do Brasil e paguei R$113 pela garrafa aqui em Uberlândia. 

Saúde a todos!



  


19 maio 2019

Abrindo a adega :: Luiz Argenta Gran Reserva Merlot 2005


País: Brasil
Região: Flores da Cunha
Produtor: Luiz Argenta
Uvas: Merlot 
Maturação: sem informação da época, mas é costume da vinícola manter 12 meses em barricas francesas 
Álcool: 13,8%

Experimentar um vinho com 14 anos de idade pode ser prazeroso para muitos e decepcionante para outros tantos. Para esses últimos fica a dica de que não encontrarão, provavelmente, as características pujantes de um vinho jovem, seja em aromas frescos, vivacidade em boca e perspectivas de ainda melhorar na garrafa. 

Particularmente, quando abro uma garrafa assim, espero encontrar aromas terciários, que se desenvolveram com a longa guarda. Se for tinto, uma coloração mais clara, tendendo ao alaranjado ou atijolado, taninos mais dóceis e precisando de um tempinho para que eventuais aromas não tão agradáveis se dissipem. 

Posso assegurar que tenho alguma experiência em vinhos brasileiros de longa guarda!

Esse aqui se apresentou mais jovial que outros abertos com menos tempo em garrafa e todos foram guardados com o mesmo cuidado, em adega climatizada e na horizontal. Sem transtornos que pudessem atrapalhar o sono profundo!

A respeito dele escrevi assim em minha conta do ViVino

"Provando esse vinho de 2005 no dia 17/05/2019. São 14 anos de idade e em grande forma na taça. 

Coloração viva. Aromas maduros, algo terciário bem desenvolvido lembrando fumo, folhas úmidas, geleia de frutos vermelhos e feno. Bom corpo, acidez marcante, taninos finos. Sensações olfativas se repetem em boca. Final longo. 

Não guardaria por mais tempo. Em ótima forma para acompanhar pratos à base de carne vermelha".

Resumindo: bebemos em casa (2 pessoas) a garrafa toda. Eu devo ter ficado com uns 75% dela... nada de dor de cabeça no dia seguinte. 


Detalhes do produto:

Não sei quanto paguei pelo vinho à época da compra. Essa linha Gran Reserva não existe mais. A linha de mais alta gama hoje tem um Merlot ao preço de R$115. 

Saúde a todos!



14 maio 2019

Fresco e agradável :: Altos Las Hormigas Tinto 2017


País: Argentina
Região: Mendoza
Uvas: 48% Bonarda, 45% Malbec e 7% Sémillon
Maturação: sem estágio em barricas, mas passa 9 meses em tanques de concreto.
Álcool: 13,5%


Recebi esse vinho pelo amigo Deco Rossi que realiza um belo trabalho com os vinhos argentinos aqui no Brasil. Veio com cartinha e tudo, gentileza que agradeço. 

O vinho é um corte de duas uvas importantes na Argentina: a Malbec (obviamente) e a Bonarda, que é menos famosa mas é bem trabalhada no pais vizinho. Mas, as duas estão acompanhadas por uma variedade branca, a Sémillon, algo muito comum em regiões da França e também na África do Sul com objetivo de deixar o vinho mais dócil e, no caso argentino, para ganhar mais acidez. 

Como não tem passagem por barricas de carvalho o resultado é um vinho fresco, bem franco, com menor complexidade, para ser bebido mais jovem. 

A respeito do vinho escrevi assim na minha conta no Vivino:

- Por ser um corte as características das variedades estão em bom equilíbrio. Mais Bonarda que Malbec. Os 7% de Semillon deixam o vinho mais amigável, fácil e com melhor acidez que os tintos argentinos dessa faixa. Gostei da paleta de aromas e do frescor!

Complemento dizendo que o vinho irá muito bem com pratos mais descontraídos, como uma boa pizza margherita, tábua de queijos e embutidos, além de um belo churrasco no almoço de domingo. 


Detalhes da compra:

Esse vinho é importado pela World Wine que o vende em sua loja virtual a R$ 68. 

Saúde a todos!



18 novembro 2018

Estava com saudade de um belo vinho brasileiro :: Casa Valduga Identidade Arinarnoa 2015


País: Brasil
Região: Encruzilhada do Sul
Produtor: Casa Valduga
Uvas: Arinarnoa
Maturação: 8 meses em barricas de carvalho francês e mais 12 meses maturando em cave. 
Álcool: 14%

Quando comecei a escrever esse blog a Valduga fazia vinhos tintos mais rústicos e que evoluíam lentamente na garrafa. Creio que por conta do mercado ser mais impaciente do que aqueles que escrevem sobre vinhos, o estilo mudou um pouco, provavelmente com outras técnicas de vinificação e os vinhos ficaram mais dóceis desde o lançamento (ou alguns meses após). 

Esse é um belo exemplar de tinto da Serra do Sudeste, onde fica o município de Encruzilhada do Sul. A uva não é muito comum no Brasil e mesmo nos importados não me lembro de um varietal com a Arinarnoa

Na taça coloração rubi. Aromas em ótima intensidade, frutos vermelhos e negros e notas de especiarias. Complexidade evidente, com aportes aromáticos dados pela passagem por barricas francesas. 

Corpo médio, bom volume seco em boca, acidez em destaque e taninos finos, já muito elegantes. Sem notas adocicadas, se mostrando um vinho para paladares mais acostumados a vinhos realmente secos. 

Final persistente, repetindo tudo e notas de chocolate amargo. Boa experiência!

* Arinarnoa - variedade resultante do cruzamento entre as francesas Merlot e Petit Verdot, realizado em 1956 por um diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas da França – INRA, em Bordeaux. Resulta em vinhos com a potência e coloração densa da petit verdot e a elegância da merlot. O Uruguai também tem elaborado bons vinhos com essa uva.  


Detalhes da compra:

O vinho pode ser encontrado na casa dos R$ 80 em lojas pelo país e também no e-commerce da Família Valduga (veja aqui). 

Saúde a todos!




28 outubro 2018

Tem meu respeito :: Alto de La Ballena Tannat Merlot Cabernet Franc 2013


País: Uruguai
Região: Maldonado
Uvas: 50% Tannat, 35% Merlot e 15% Cabernet Franc
Maturação: apenas a Tannat envelheceu 9 meses em barricas de carvalho americano de 2° e 3° uso
Álcool: 13,9%


Essa vinícola está entre minhas preferidas no Uruguai. Não me lembro de ter provado algum vinho deles que não me agradasse bastante. 

Esse é um corte que provavelmente é feito com objetivo de dar mais elegância à Tannat e tirar dela um pouco de potência, embora já não se encontre mais aqueles vinhos dessa uva extremamente tânicos como em outros tempos. 

Na taça uma bonita coloração rubi. Com cinco anos de idade parece ter perdido levemente a intensidade de cores. Aromas de frutos maduros e um toque achocolatado. Na boca é muito macio, com taninos dóceis e boa acidez. Frutas maduras, tabaco e alguma especiaria. Notas lácteas dão uma sensação de maciez muito interessante. 

Final mediano. Agradável demais, fácil de beber. Creio já estar na linha descendente de sua evolução, mas ainda não apareceram as notas terciárias. Bom corte dessas três tintas! 

Fará boa companhia para queijos curados, massas com molho de tomate e, claro, carnes vermelhas. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Winebrands, que o vende em sua loja virtual por R$97. 

Saúde a todos!



16 setembro 2018

Belo conjunto :: Manz Platónico Tinto 2015


País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Manz Wine
Uvas: Touriga Nacional, Aragonez e Syrah
Maturação: o produtor menciona um "estágio", sem revelar mais informações
Álcool: 13,5%


Mais um vinho no pacote daqueles fáceis de beber, mas com bons atributos de elegância. É um corte bastante harmônico de duas uvas bem comuns em Portugal (veja acima) e a francesa Syrah. 

Durante a degustação percebo alguma predominância da Touriga Nacional e suas características, embora os aromas lembrando especiarias indicam que a Syrah também aparece dando complexidade ao vinho. 

Pelas informações do produtor tem um "estágio" em barrica, mas as características dadas pela madeira são muito discretas nesse vinho.   

Os aromas e sabores são intensos, dominados por frutos vermelhos maduros e notas florais. Conjunto gastronômico, podendo acompanhar carnes vermelhas, queijos maduros. Tem boa acidez e pode ir bem com pizzas ou massas com molho vermelho.

Boa compra!


Detalhes da compra:


O vinho é importado pela All Wine, de Curitiba (PR) e encontrado no mercado na faixa dos R$65-70.


Saúde a todos!



03 agosto 2018

No carrinho do supermercado :: Santa Julia Cabernet Sauvignon 2017



País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Santa Julia
Uvas: Cabernet Sauvignon
Maturação: sem informações
Álcool: 12,5%

Esse vinho entra no pacote dos "corretos, bem feitos, sem excessos, fáceis de beber" que ando gostando tanto ultimamente. E, para melhorar ainda mais a notícia, é barato!

É um varietal, de linha básica do excelente produtor, fácil de encontrar pelos supermercados brasileiros. 

Tem coloração rubi, com reflexos jovens, púrpura. Aromas francos, de frutos vermelhos como cerejas, amoras e alguma especiaria. Nada complexo, mas com tudo no lugar. Em boca é muito fácil de agradar, taninos macios, dóceis, com acidez mediana. Final de boa persistência. 

Tem pouco álcool, apenas 12,5%, por isso dá para beber sem maiores preocupações (a não ser com a direção, que deve ser evitada). Agradável, dá vontade de beber a próxima taça. 

Comprei esse vinho depois que o amigo Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos) trouxe um Reserva da mesma vinícola. Comentamos o quanto foi agradável aquele vinho, mesmo tendo passagem por madeira e ser argentino (Novo Mundo) estava mais próximo à delicadeza e elegância do que da potência. 

Mesmo não encontrando o Reserva esse aqui, mais simples, me deixou feliz! 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Cia. Brasileira de Distribuição e paguei por essa garrafa R$ 29. 

Saúde a todos!



17 julho 2018

Ótima compra :: Perez Cruz Reserva Cabernet Sauvignon 2015



País: Chile

Região: Vale do Maipo
Produtor: Perez Cruz
Uvas: 94% Cabernet Sauvignon, 4% Carmenère e 2% Cabernet Franc
Maturação: 12 meses em barricas 60% americanas e 50% francesas
Álcool: 13,5%

Há algum tempo - entre amigos - tenho confidenciado que o tempo de estrada tem me deixado mais propenso aos vinhos mais elegantes, sem excessos, daqueles que posso beber por horas sem que isso me traga embriaguez, nem me chame demais a atenção para pontos positivos ou negativos. Enfim, estou ficando velho e quero tranquilidade inclusive nos vinhos! Pronto, falei!

Ao abrir esse Cabernet Sauvignon eu esperava um vinho de alta qualidade em razão de seu produtor, mas fiquei especialmente contagiado porque ele reúne tudo isso que escrevi acima. Tem o vegetal dos CS chilenos? Tem. Aquele pimentão? Tem. Mas é tão macio, tão redondo, tão agradável, que eu sinceramente queria outra garrafa para abrir naquele domingo. Mas, infelizmente eu só tinha essa!

Na taça cor de Cabernet Chileno, ora pois!

Aromas de frutos vermelhos maduros, baunilha, pimenta e alguns frutos secos. Na boca é suculento, taninos macios e acidez mais alta que a maioria dos tintos chilenos que conheço. Sem excessos de madeira e vegetais. Harmônico e elegante, com fim de boca persistente. 

Considero uma excelente compra, mesmo com preço acima da média dos vinhos que costumo comprar. Valeu a experiência!


Detalhes da compra:

O vinho é importado pelo Olivetto Bar & Mar, de Campinas (SP) e encontrado no mercado na faixa dos R$70-75.

Saúde a todos!



27 junho 2018

Correto e agradável :: Real Compañía de Vinos Garnacha 2015


País: Espanha
Região: Castilla y León
Produtor: Real Compañia de Vinos
Uvas: Garnacha
Maturação: sem passagem por madeira
Álcool: 14,5%

Quando vejo uma garrafa de Garnacha me lembro de vinhos mais potentes, "quentes", boa estrutura e cor, características normalmente ligadas às regiões em que são produzidas as uvas. 

Esse aqui não é diferente, sendo interessante como aperitivo ou para acompanhar carnes vermelhas em geral. Fácil de beber, agradará mesmo os paladares iniciantes no mundo dos vinhos finos. 

Tem corpo médio. Fruta bem franca, ameixa e algo sintético também. Notas salgadas, dando impressão de certa mineralidade. Taninos macios, acidez mediana. Uma pontinha de álcool aparecendo, mas sem desequilibrar.

Pelo preço é uma compra interessante para ser um vinho do dia-a-dia, se você gostar do estilo!  


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Winebrands, que o vende em sua loja virtual por R$ 56.

Saúde a todos!



17 junho 2018

Ótima surpresa :: Yalumba The Y Series Shiraz Viognier 2014


País: Austrália
Região: South Australia
Produtor: Yalumba
Uvas: Shiraz (95%) e Viognier (5%)
Maturação: sem informações
Álcool: 14%

De vez em quando me pego pensando na mesmice dos vinhos que ando bebendo. Mas, quem tem amigos tem tudo... e dia desses o Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos) trouxe aqui para casa esse Australiano que ele disse ter sido uma excelente compra, porque comprou algumas garrafas na faixa dos R$50 aproveitando uma promoção. Fiquei empolgado duplamente. 

A Shiraz é a uva tinta que simboliza melhor os vinhos australianos e esse vinho tem uma pitada de Viognier, uva branca que dá uma acalmada na tinta também na região francesa do Rhône e na África do Sul.  

Na taça um vermelho rubi, bem brilhante e límpido. 

Interessante nos aromas, com notas de ameixa, cereja e condimentos. Corpo médio, taninos macios, acidez mediana. Muito agradável, fresco, fruta franca, notas levemente adocicadas. Final persistente. Álcool aparecendo, sem ser desequilibrado. Ótima surpresa. 

Consultando o site do importador encontrei essas sugestões de harmonização: "cupim assado com purê de nabo, espaguete à amatriciana, risoto de berinjela e tomate, frango assado recheado com farofa de bacon, carne seca na moranga, e queijos semiduros".


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Wine, que o vende em seu site na faixa dos R$ 88 para quem é sócio de seu clube. O preço normal é R$ 103. 

Saúde a todos!