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01 agosto 2017

Vinho do mês para a Confraria :: Flor das Tecedeiras Tinto 2014 #CBE



País: Portugal
Região: Douro
Uvas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca, Tinta Amarela e Vinhas Velhas
Maturação: sem passagem por barricas de carvalho
Álcool: 14%

Se me perguntam que vinhos portugueses são meus preferidos a minha resposta depende do tempo que tenho para pensar. Se tiver tempo par argumentar darei uma resposta mais genérica, elegante, sem bater o martelo, porque não dá para eleger um vinho preferido de um país tão gigante no que diz respeito a vinhos. Mas, se querem uma resposta automática, responderei: tintos do Douro.

Por isso, quando a confrade Fabiana Gonçalves, do excelente blog Escrivinhos, me pediu para indicar o vinho do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE não tive muita dúvida, até porque tinha esse vinho na adega e estava com vontade de abri-lo. 

Esse tinto é um corte de cinco variedades típicas de Portugal, sem passagem por madeira. O toque interessante é que no corte também entram "vinhas velhas", que são uvas de vinhedos antigos que não necessariamente são identificados pelos enólogos. Sim, não interessa muito que uva sejam, desde que contribuam para aumentar a qualidade do vinho. 

Na taça tem coloração rubi intensa, brilhante. Os aromas têm boa intensidade, frutos vermelhos e negros, com algumas notas florais. Em boca tem bom corpo e apresenta-se intenso no frutado e em sua estrutura. Taninos firmes e acidez marcante. Confesso que errei um pouco a temperatura e o vinho ficou mais frio do que deveria, então demorou um pouco para mostrar toda sua expressão. Não cometa o mesmo erro!

Em boca, além dos frutos vermelhos e negros, apresenta notas discretas de baunilha, mesmo sem passar por madeira, tendo também boa mineralidade e presença floral. Um vinho de média complexidade e que poderá ser guardado por mais 2-3 anos para evoluir, embora esteja em ótimo momento. Final persistente e prazeroso. 

Um vinho que confirma toda a tradição dessa região que eu tanto aprecio. Ideal para acompanhar uma infinidade de pratos, desde a tradicional tábua de frios, como também pizzas, carnes vermelhas grelhadas e massas. Não me parece um vinho para apenas bebericar, como se fosse um simples aperitivo. 


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Winebrands e vendido em sua loja virtual por R$80. 

* Esse é o 125º vinho que comento para Confraria Brasileira de Enoblogs, a primeira e única confraria virtual brasileira, fundada em fevereiro de 2007. 

Saúde a todos!



01 janeiro 2017

Para começar o ano em grande estilo :: Ombú Reserve Petit Verdot 2016 #CBE


O primeiro vinho do ano é para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, nossa brincadeira virtual que em fevereiro completará 10 anos de atividades. A primeira e única confraria brasileira nesse formato e que tive o prazer de fundar, juntamente com outros blogueiros naquele distante ano, quando ainda éramos pouquíssimos blogueiros. 

O tema foi indicado pelo confrade Victor Beltrami, do blog Balaio do Victor, que assim pediu a todos: "um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização". 

Bom... o tema é realmente desafiador, mas devo de início pedir desculpas ao confrade, porque não consegui um vinho de um país que ainda não tenha sido provado. Afinal, já foram muitos países e em minha região não é tão fácil encontrar vinhos assim tão diferentes. 

Então, proponho - espero que aceitem - adaptar o tema para o seguinte: um país que eu gostaria de provar mais e uma uva que igualmente eu gostaria de provar mais vezes. Assim, escolhi um tinto do Uruguai com a uva Petit Verdot. Espero ser absolvido, Victor!

O vinho é elaborado pela Bracco Bosca, jovem vinícola fundada em 2005, mas possui vinhedos que são da família há 5 gerações. Originários do Piemonte (Itália), se instalaram na região de Atlántida para continuar a tradição do vinho.

Na taça o vinho apresentou coloração púrpura, bem jovem, límpido e brilhante. Aromas de boa complexidade, com frutas vermelhas e negras, flores, especiarias e notas lembrando couro. Boa concentração, corpo mediano, muito fácil de beber. Boa fruta, mineralidade, taninos macios e acidez marcante.

Final boa persistência. Harmônico, presença discreta da madeira. Aproxima-se mais de um vinho do Velho Mundo. Tem 13,8% de álcool e metade do vinho passou 5 meses por barricas de carvalho, ganhando harmonia, mas sem que a madeira interfira de maneira intensa no resultado final.



Ombú é uma árvore nativa do Uruguai e que também está presente na região da vinícola. Segundo uma história local, os antigos proprietários das terras da vinícola tinham o costume de guardar suas riquezas sob a árvore Ombú. Com o passar dos anos, a árvore acabou sendo atingida por um raio e perdeu suas folhas. Com o surgimento da vinícola, a árvore ganhou vida novamente, trazendo um significado para a Bracco Bosca de que seus vinhedos são a sua maior riqueza.


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno e vendido em sua loja virtual por R$ 135 para clientes de Minas Gerais. 

* Esse é o 124º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Saúde a todos!



02 dezembro 2016

Para o bacalhau das festas :: Prova Régia Reserva Bucelas DOC 2014 #CBE


A Confraria Brasileira de Enoblogs completará 10 anos em fevereiro e está a todo vapor e o tema desse mês foi muito bem escolhido pelo confrade Felipe Silva, do blog BebadoVinho, que pensou nas festas de fim de ano para escolher o vinho do mês: 

"Como no fim do ano o pessoal gosta de saborear um bacalhau (eu me incluo), e como geralmente a noite de natal é uma noite quente, que tal um vinho branco português para acompanhar? De preferência feito com a uva Arinto (varietal ou com ela na composição). Mas caso não encontre, qualquer branco português está valendo".

Pois bem!

Quando penso em bacalhau penso em vinhos brancos mais maduros e estruturados, como os Viognier e os Verdejo espanhóis. Mas, como nosso confrade indicou necessariamente um português e com a uva Arinto, decidi por esse 100% elaborado com essa variedade e dentro de uma faixa de preços interessante.   

O produtor é bem seguro, a Quinta da Romeira, propriedade que existe desde 1703. Tem área total de 130 hectares, sendo que desse total há vinhedos em 75 deles, dedicados especialmente à variedade Arinto, ícone dos vinhos brancos nessa área de Portugal.

Na taça a coloração é de um dourado intenso. Na taça os aromas são bem maduros, frutos tropicais , frutos brancos e notas amendoadas. Como teve breve passagem por madeira e também 1 mês de contato com as borras da fermentação, adquiriu uma boa complexidade no nariz que se refletiu em boca.

No primeiro gole confirmou sua intensidade e caráter maduro. Boa acidez. Final um tanto ligeiro, mas muito agradável. Palato com notas minerais em destaque. Boa capacidade gastronômica. Pode acompanhar pratos mais robustos à base de bacalhau!

O álcool a 13,5% deu potência, mas sem qualquer desequilíbrio. Um vinho maduro, de boa complexidade e acidez marcantes. São fortes atributos que fazem desse vinho uma ótima compra pelo preço encontrado.


Detalhes da compra

O vinho é importado pela Wine, que o vende em seu site por R$ 57,80,  mas para os associados de seu clube sai mais barato.

* Esse é o 123º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Saúde a todos!



01 novembro 2016

Um branco chileno refrescante por R$33 :: Luis Felipe Edwards Reserva Riesling 2015 #CBE


A nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE está sob nova direção. A amiga Fabiana Gonçalves, que escreve o excelente Escrivinhos, além de muitas outras atividades ligadas ao mundo do vinho, aceitou a tarefa de coordenar nossos trabalhos. 

E para o primeiro tema ela mesma se encarregou da escolha, nos fazendo voltar ao supermercado para garimpar uma boa opção de vinho com preço até R$40. Parece uma tarefa fácil, mas depois que os tributos aumentaram ainda mais (dezembro de 2015) e a inflação deus as caras nas prateleiras, encontrar esses vinhos não é tão fácil assim. 

Mas, a missão precisava ser cumprida e fui em busca de um vinho que não fosse tão óbvio por aqui, por isso fugi dos malbec, cabernet sauvignon, pinot noir, chardonnay e sauvignon blanc. Preferi optar por um branco porque o calor estava de matar. Então, caí nesse Riesling elaborado com uvas do Vale Central chileno, uma ampla e genérica região que pode trazer boas surpresas. 

Na taça tem coloração palha, bem claro. Nos aromas surpreende, porque tem muitas características da Riesling, como notas minerais, lembrança de derivados de petróleo, ervas aromáticas em segundo plano.

Embora surpreendente no nariz, em boca é ligeiro. Leve e refrescante, com toques minerais bem evidentes, mesclados com lembrança de castanhas. Ideal como aperitivo, mas acompanhará bem entradas variadas, saladas, peixe frito, sushi e sashimi.


Detalhes da compra:

Comprei essa garrafa por R$33,90. O Chardonnay da mesma linha custa o mesmo e é um pouco mais interessante.

* Esse é o 122º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs, no ar desde fevereiro de 2007. 

Saúde a todos!



16 outubro 2016

Quer dicas valiosas para comprar vinhos rosés?

Foto: https://www.gentlemansgazette.com/the-rose-wine-guide/

Definitivamente, deveríamos beber mais vinhos rosés!

Nosso clima é muito propício a esses vinhos. No momento em que escrevo esse texto estou dentro de casa e da minha testa brotam gotas de suor de forma contínua. Se eu tivesse uma taça de rosé aqui do lado certamente meu humor seria outro. 

Creio que existam vários motivos para não comprarmos mais vinhos rosados: muitas pessoas ainda deixam de experimentar vinhos brancos, rosés e espumantes por acreditarem que os "grandes vinhos" sejam necessariamente os tintos.  

Também - infelizmente - muitos acreditam que os vinhos rosés são inferiores, um subproduto que as vinícolas colocam no mercado quando não conseguem uvas de alta qualidade ou, pior ainda, ainda há aqueles que acreditam que os rosés são uma mistura de vinho branco com vinho tinto. Dois erros!

Mas, como nós da Confraria Brasileira de Enoblogs não pensamos assim, publicamos alguns textos com dicas independentes e preciosas para você encontrar um belo rosé do Velho Mundo, ou seja, elaborado em países europeus. 

Boas compras!

- Bis Rosé 2015 - Portugal - blog Escrivinhos.  

Champagne Lanson Rosé Label Brut - França - blog Vinhos de Minha Vida. 

- Fonte do Nico Rosé 2015 - Portugal - blog Simplificando o Vinho.

Puech-Haut Prestige 2011 - França - blog Vou de Vinho.

- Vincada Rosé Vinho Verde DOC - Portugal - blog Vinho para Todos.  


Saúde a todos!

12 outubro 2016

Refresque seu dia e seja feliz: Vincada Rosé Vinho Verde DOC #CBE


Com certo atraso e aproveitando o feriado, publico hoje o vinho do mês para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), cujo tema foi escolhido pelo confrade Alexandre Takei, do blog Notas Etílicas, que indicou para degustação um "vinho rosé do Velho Mundo, sem limite de preço", 

O meu atraso é justificado pela correria, mas também por não ter encontrado um rosé que me deixasse com vontade de comprar aqui em Uberlândia, muitos deles já provados anteriormente e outros muito caros para arriscar. Mas, ao encontrar esse vinho além de cumprir com o combinado para a CBE escrevi sobre um Vinho Verde Rosé!

É elaborado pela Enoport na demarcada região dos Vinhos Verdes, no norte de Portugal, utilizando as uvas Espadeiro, Borraçal e Padeiro, variedades nativas incomuns para os brasileiros. Tem apenas 10,5% de álcool, indicando ser um vinho para servir como aperitivo ou acompanhar pratos leves. Não é safrado! 

Na taça apresenta coloração rosada, límpida e brilhante, com formação de leve efervescência, que é bem comum em muitos Vinhos Verdes e que os portugueses chamam de "agulhas", porque causam essa sensação na língua. 

Os aromas são intensos e muito agradáveis, lembrando frutas vermelhas como morangos e delicado floral. Na boca é leve e muito refrescante. Agradável acidez e muita fruta presente. Apesar de ser considerado meio-seco pela lei brasileira, não é nem um pouco enjoativo. Longe disso, eu beberia uma garrafa dessas sozinho, sem qualquer dificuldade. 

O vinho é ideal para servir de aperitivo em um dia de calor, mas poderá acompanhar com sucesso alguns pratos como salada de folhas, camarões, peixes assados ou fritos. 


Detalhes da compra:

Esse vinho é importado pela Domno do Brasil e vendido aqui em Uberlândia na faixa entre R$51-55. 

* Esse é o 121º vinho que comento para nossa CBE, primeira e única confraria virtual do Brasil, no ar desde fevereiro de 2007. 

Saúde a todos!



01 setembro 2016

Mais um belo vinho desse produtor chileno :: Maycas del Limari Sumaq Reserva Syrah 2012 #CBE


O tema desse mês para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs foi escolhido pelo confrade Evandro Vanti, do blog Vinhos que Provo. Ele escolheu "um Syrah / Shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja dessa uva".

Um bom tema, sem nenhuma dúvida. Mas, como deixei para a última hora acabei não encontrando muitas opções interessantes aqui em Uberlândia. Então, apostei em um vinho da Maycas de Limari, um produtor consistente do Vale que recebe o mesmo nome, situado a 400 km ao norte da capital Santiago.

Esse vinho tem 13,5% de álcool e uma passagem de 8 meses por barricas de carvalho francês. Um vinho que mescla a boa presença da madeira, a fruta e uma certa potência conferida pelo álcool, mas em bom equilíbrio, sem esconder as características da Syrah, principalmente nos aromas. 

Um vinho que parece ter uma boa evolução, mas ainda sem notas terciárias. Aromas característicos da variedade, com bastante especiarias e notas de chocolate. Na boca tem taninos com uma pontinha de adstringência ainda e boa acidez. Aliás, a acidez me surpreendeu, porque normalmente não a encontro na maioria dos vinhos tintos chilenos.

Final de boa persistência. Já com quatro anos de idade me parece em ótima forma e em momento ideal para consumo, mas se for guardar não deverá ultrapassar 2017, porque a partir daí as características de fruta, taninos e acidez começarão a decair.


Detalhes da compra:

Esse vinho é importado pela Wine, que o vendia em seu site na faixa dos R$60.

* Esse é o 120º vinho que comento para nossa CBE, primeira e única confraria virtual do Brasil, desde fevereiro de 2007. 

Saúde a todos!





01 agosto 2016

Sempre com a qualidade lá em cima: LA Espumante Brut Rosé #CBE


O tema desse mês para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs foi sugerido pelo confrade Marcello Galvão, do blog Agenda de Vinhos: "espumante brut rosé do novo mundo, elaborado pelo método tradicional", um tema interessante e relativamente fácil de atender, com muitas ofertas de bons produtos no mercado. 

Infelizmente, em minha região há pouca oferta de espumantes rosés pelo método tradicional (champenoise). Encontro com facilidade o Blush da Valduga e o Cuvée Tradition da Miolo, mas esses ótimos produtos já apareceram aqui no blog. Queria um diferente. 

Então, escolhi um espumante da Luiz Argenta, vinícola que também já apareceu por aqui em várias ocasiões, inclusive com outro espumante brut rosé, mas elaborado pelo método Charmat (relembre). Esse aqui é um 100% pinot noir, com 18 meses de contato com as leveduras e 12% de álcool.  

Na taça a cor é elegante, lembrando casca de cebola. Aromas em ótima intensidade, característicos dos frutos vermelhos como morango e framboesa. Na boca é cremoso, de boa acidez, refrescante, com teor de açúcar que o torna muito amigável sem que seja adocicado. 

Harmônico, elegante e gastronômico, capaz de acompanhar uma infinidade de pratos. Final longo, refrescante e frutado. Os 18 meses de maturação lhe deram elegância e fineza. Os aromas característicos da fermentação estão bem discretos. 

Recomendo muito!  


Detalhes da compra:

O espumante é vendido na loja virtual da vinícola por R$79 (veja aqui) e aqui em Uberlândia consigo comprar por R$80.  

* Esse é o 119º vinho que comento para nossa CBE, primeira e única confraria virtual do Brasil, desde fevereiro de 2007. 

Saúde a todos!



01 julho 2016

Um tinto encorpado para o inverno :: Pedregal Roble Tannat 2015 #CBE


Hoje é dia de escrever sobre o vinho escolhido para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que dessa vez teve a experiência do confrade Luiz Cola no comando: "um tinto 'encorpado' de inverno com preço até R$100". 

Confesso que não foi difícil encontrar opções, mas acabei buscando algo que há muito tempo não aparecia por aqui, um Tannat Uruguaio. Então, considerando a faixa de preços interessante desse aqui, não tive dúvidas. 

É elaborado na região de Canelones pela Antigua Bodega Stagnari, cuja história começa em 1910. Tem passagem de 6 meses por barricas de carvalho americano e tem 13,5% de álcool.

Na taça a coloração é púrpura, denotando jovialidade. Aromas em boa intensidade, frutos silvestres, frutos escuros, um tostado elegante da madeira, chocolate e pimenta. Bom conjunto. Na boca é seco (sem notas adocicadas) e encorpado, com taninos poderosos e ótima acidez. Vinho gastronômico. Frutos silvestres se destacam. 

Final de boa persistência, com frutos e madeira bem integrados. A acidez e os taninos causam a sensação de "mais um gole", pedindo um prato mais potente para acompanhar toda essa exuberância. 

Vinho ainda jovem, mas que parece não ter sido feito para grande guarda. Para aproveitar todos esses predicados acredito que deve ser consumido até 2019 (4 anos). O importador sugere consumir o vinho com queijos maduros e carnes grelhadas, mas no dia em que foi aberto aqui em casa acompanhou um belo hambúrguer e foi uma ótima experiência.  


Detalhes da compra

O vinho é importado pela Mercovino e comprei aqui em Uberlândia pagando R$73. 

* Esse é o 118º vinho que comento para nossa gloriosa Confraria, primeira e única no Brasil, em atividade desde 2007.  

Saúde a todos!




02 junho 2016

Corte espanhol bem interessante: Abadal Pla de Bages D.O. 2013 #CBE


O tema desse mês para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE foi escolhido pelo amigo Deco Rossi, do consistente blog Enodeco. Amante que é da cabernet franc, escolheu que o vinho do mês deveria ser um corte em que essa uva prevaleça, o que não foi uma tarefa fácil. 

A maioria dos vinhos disponíveis no mercado brasileiro têm a cabernet franc como coadjuvante, normalmente da cabernet sauvignon ou da merlot. Mas, ao encontrar esse espanhol em que a cabernet franc predomina sobre a tempranillo, uva símbolo do país, não tive dúvida de que seria uma experiência interessante. Até porque vem de uma região que eu ainda não tinha provado: Pla de Bages, uma Denominación de Origen bem pequena, que possui atualmente 14 vinícolas, representada por sua uva autóctone (nativa) chamada Picapoll, da qual se obtém um vinho branco frutado, de aroma fresco, de boa textura e personalidade.

Esse vinho é elaborado pela Bodega Abadal, fundada em 1983. É um corte de 60% cabernet franc e 40% tempranillo, que passa 4 meses em barricas de carvalho francês e americano, de diversas idades. Tem 13,5% de álcool. 

Na taça a coloração é rubi, brilhante e com boa transparência. Aromas não muito intensos, mas de boa qualidade: frutos vermelhos delicados, framboesa, cerejas e lembrança de especiarias. Tem corpo médio, com taninos finos e boa acidez. Fruta muito intensa, mas com delicadeza, provavelmente por conta da tempranillo

Bem equilibrado. Álcool sem aparecer. A cabernet franc parece ter contribuído para certa potência, embora prevaleça a elegância e delicadeza no vinho. Final persistente, repetindo fruta e boca seca pelos taninos. 

Vinho que parece estar com um pé no Velho e outro no Novo Mundo do Vinho. Experiência interessante considerando o corte e a região. Obrigado, amigo Deco!

* Para saber mais sobre a uva Picapoll: https://goo.gl/7FEfsT


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Decanter, que o vende em sua loja virtual por R$91.

* Esse é o 117º vinho que comento para a CBE, primeira e única confraria virtual do Brasil, desde fevereiro de 2007.  

Saúde a todos!



01 maio 2016

Rosé português para nossa #CBE: Monte Vilar Selection Rosé 2013


Hoje é dia de vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs e o tema foi escolhido pela querida Alessandra Esteves, a Dama do Vinho, que mandou bem ao indicar um vinho rosé para os confrades, independentemente do país ou da faixa de preços. 

Eu queria um vinho em faixa de preços mais acessível, algo na faixa dos R$40-50, mas deixando para a última hora acabei me deparando com esse português que me tiraria das escolhas óbvias: Argentina, Brasil e Chile. Apostei, mesmo pagando um preço mais alto do que desejava de início.  

Esse vinho é elaborado pela Casa de Santa Vitória, levando as tradicionais Alfrocheiro, Aragonez e Trincadeira. Em seu rótulo, além da indicação que é um "vinho regional alentejano", tem o brasão que lembra uma das lendas da cidade de Beja, recordando "o triunfo do Touro sobre uma monstruosa Serpente que a assolava".  

Na taça uma coloração vermelho-acobreada, com reflexos lembrando casca de cebola. Nos aromas é intenso, com boa presença de morangos e groselha. Na boca a primeira sensação é adocicada, o que deixa o vinho lembrando mais um meio-seco, o que agradará os paladares iniciantes no mundo dos "vinhos finos". Boa acidez. Final de boa persistência, com retro-olfato marcado pela boa fruta, especialmente a groselha. Tem 13,5% de álcool, o que o deixa potente para apenas bebericar. 

Já com três anos de idade parece ter desenvolvido alguns aromas e sabores evoluídos. Para meu gosto pessoal apenas um senão: poderia ser mais seco! Aliás, no contra-rótulo a indicação é de um "vinho seco", mas parece ser meio-seco. Harmonizará bem com saladas, comida japonesa (sushi e sashimi) e aves. 



Detalhes da compra

Comprei esse vinho em uma loja aqui em Uberlândia (MG). Sinceramente, o preço pago é mais alto do que a qualidade que entrega (R$80), mas não tive como escolher outro para comentar aqui e cumprir meu compromisso com os confrades. A avaliação abaixo não leva em consideração o meu gosto pessoal, mas as características que o vinho apresenta.  

* Esse é o 116º vinho que comento para nossa gloriosa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. 

Saúde a todos!   


04 abril 2016

Belo vinho brasileiro, com 11 anos de idade: Pizzato Reserva Tannat 2005 #CBE


Com um pequeno atraso publico aqui minha escolha para ser o vinho do mês de nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que desde fevereiro de 2007 publica opiniões independentes de seus membros. 

O tema desse mês foi escolhido pelo amigo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos. Ele determinou: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais. Vamos ver como nossos vinhos, e de nossos hermanos, tem amadurecido!"

Tenho algumas garrafas de vinhos sul-americanos, mas são em sua grande maioria vinhos brasileiros da safra 2005. Então, o tema é uma excelente oportunidade para começar a "abrir a adega" e escolhi esse 100% Tannat da ótima vinícola Pizzato, que há muitos anos tem o respeito de quem acompanha a evolução do vinho brasileiro. 

Essa garrafa eu comprei diretamente do enólogo Flávio Pizzato,  em 2013. Saiu do Rio Grande do Sul e veio diretamente para minha adega e ficou climatizado. Portanto, em condições ideais para ser consumido agora aos 11 anos.  

O vinho teve 70% passando seis meses por barricas de carvalho americano. A produção foi limitada a 7.000 garrafas e abrimos a de nº 4.819. Tem 13,3% de álcool. 

Os aromas são intensos, com muitos frutos vermelhos e negros bem maduros, lírios. Uma pontinha de menta e álcool. Há uma nota de evolução, com aromas lembrando fruta em compota, mel e feno. 

Na boca é encorpado e potente, com taninos ainda rascantes e grande acidez. É um vinho seco, sem notas adocicadas, bem gastronômico. Fruta abundante, folhas secas em segundo plano e uma boa presença da madeira, com elegante tostado. Final persistente, com a gengiva enrugando e a boca salivando, taninos e acidez em ação, retrogosto com frutado, floral e feno.   

Em síntese: um vinho que ainda tem estrutura para ser guardado por mais 3 ou 4 anos, o que é um grande feito. Mas, em termos de aromas e sabores pode desenvolver notas muito evoluídas. Particularmente, prefiro como está, porque percebe-se que é um vinho mais antigo sem que isso atrapalhe as características de um vinho jovem. 

Mas, para quem prefere os vinhos muito evoluídos, como meu amigo Silvestre Gonçalves (Vivendo a Vida) a opção de guarda pode ser ótima escolha.    


Detalhes da compra:

Comprei esse vinho diretamente das mãos do Flávio Pizzato, em 2013, quando estive com ele na vinícola e fiz uma entrevista sobre a colheita em andamento (relembre). A safra atual é vendida na casa dos R$80. 

* Esse é o 115º vinho que comento para nossa Confraria, primeira e única virtual do Brasil. 

Saúde a todos!



01 março 2016

Para você que procura uma boa companhia para o churrasco: Garzón Tannat 2013 #CBE


O desafio de provar um vinho mensalmente para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs, primeira e única virtual do país, é um dos momentos mais especiais para mim, porque a comunhão entre as dezenas de blogs participantes é algo muito gratificante. Por isso, antes de mais nada, ergo um brinde à CBE, desejando que ela seja duradoura e continue ajudando aos leitores na escolha de seus vinhos. 

O tema desse mês de março veio do Recife, com a escolha feita pelo casal Maykel e Anna, do blog Vinho por 2: "Tannat uruguaio, em qualquer faixa de preços". Devo confessar que é um prazer procurar por vinhos uruguaios para o blog, porque aquele país é encantador e seus vinhos me agradam bastante. 

Esse Tannat é elaborado pela Bodega Garzón, cujo projeto capitaneado pelo casal Betina e Alejandro Bulgheroni teve início em 1999 que consideraram o lugar a sua "pequena Toscana no Uruguai". A construção da bodega de 19 mil metros quadrados levou em conta princípios ecologicamente corretos, como a menor utilização de energia elétrica, captação natural da água da chuva, restauração da biodiversidade etc, possuindo certificações internacionais nesse sentido. 

O vinho pertence à linha de Varietais da vinícola, que também tem vinhos Reserva. É um 100% Tannat, com passagem de 9 meses por barricas de carvalho francês. Tem 14,5% de álcool. 

Na taça tem coloração rubi, lacrimoso. Na taça aromas em boa intensidade, lembrando o carvalho, chocolate, café e muita fruta madura, como ameixa. Depois de um tempo aberto a complexidade aumentou, com o surgimento de notas de especiarias e geleia. 

Na boca tem corpo médio, taninos já macios, boa acidez e muita fruta madura se repetindo. Está entre os Tannat mais "parrudos" do Uruguai e aqueles com  notas doces que acabam sendo enjoativos. Esse é um meio-seco, segundo a legislação brasileira (informação do contra-rótulo), mas ao acompanhar carnes vermelhas assadas se mostrou um bom par. 

Final persistente, repetindo as sensações em boca, muita fruta e presença amadeirada, mas em bom equilíbrio. 

Enfim, um vinho muito fácil de beber, macio, sem desequilíbrios e mesmo sendo um demi-sèc (tem em torno de 3,5 gramas de açúcar por litro) passa longe de ser enjoativo e está pronto para beber agora.  


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela World Wine, que o vende em sua loja virtual por R$ 89. 

* Esse é o 114º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs, primeira e única!

Saúde a todos!



04 fevereiro 2016

Boa opção de Borgonha por R$ 90 (ou menos): Ropiteau Frères Mâcon-Villages AOC 2013 #CBE


Não é fácil apostar em vinhos da Borgonha abaixo dos R$ 100. Mas, os riscos me parecem menores entre os brancos, porque os Pinot Noir nessa faixa de preços costumam ser muito simples ou decepcionantes. 

Esse vinho deveria ter sido comentado aqui em abril do ano passado, quando o amigo Silvestre Tavares (do excelente Vivendo a Vida) escolheu o tema do mês para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE: "Branco da Borgonha até 150 reais". 

Então, antes tarde do que nunca!

No dia 14 de janeiro abrimos em casa esse 100% Chardonnay, elaborado pela Ropiteau Frères, fundada em 1848, que tem vinhos de 12 denominações dentro da complexa Borgonha, atendendo a todos os gostos e bolsos. Esse vem da AOC Mâcon-Villages, destinada apenas aos vinhos brancos elaborados exclusivamente com a Chardonnay, cujas regras foram estabelecidas em 1937.

Segundo o importador o vinho tem amadurecimento parte em tanques de inox, parte em barricas de carvalho. Tem 12,5% de álcool.

Na taça coloração palha. Bons aromas, Notas cítricas mais evidentes, mas também frutos tropicais e leve mineralidade. Em boca tem bom corpo e untuosidade. Elegante, tem interferência da madeira, mas sem excessos. Mineral e boa fruta cítrica e tropical dão boa complexidade.

Final persistente. Fruta se sobrepondo à madeira. Palato com toques minerais e leve álcool aparecendo, apesar do baixo teor. Talvez o único senão para esse vinho.

Boa compra para experimentar um Borgonha de região "menos genérica". Para harmonizar imagino queijos leves, ceviche, peixes grelhados, saladas de folhas ou entradinhas descontraídas.


Detalhes da compra:

Por essa garrafa paguei R$76 no site da Wine, por ser associado a um clube deles, mas seu preço normal de venda é R$90. Eles também são os importadores desse produtor para o Brasil.

* Esse é o 113º vinho que comento para a primeira e única confraria virtual do país, nossa gloriosa CBE. 

Saúde a todos!



01 fevereiro 2016

Sem máscaras, leve e muito agradável: Domaine Bousquet Chardonnay 2014 #CBE

Foto: Marcel Gussoni (www.saborsonoro.com.br)

O tema desse mês para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE foi indicado pelo amigo Tiago Bulla, do blog Universo dos Vinhos. Ele seguiu a tendência desse início de ano e sugeriu um "Chardonnay sem passagem por madeira, de qualquer país e preço, para combater o calor". 

Duas observações quanto a esse tema: a primeira é que não é fácil encontrar um Chardonnay sem passagem por barricas de carvalho, pois a maioria passa pelo menos alguns meses; a segunda é que atribui-se a vinhos sem madeira o rótulo de "mais simples" ou "baratinhos". 

Essa última é uma meia-verdade: SIM, os vinhos sem madeira podem pertencer a linhas mais simples de muitas vinícolas; NÃO, pois nem todos esses vinhos podem ser considerados simples ou baratos, porque há grandes vinhos que são a expressão pura da fruta, como em muitos Petit Chablis. 

Pois bem. Saindo às compras, encontrei esse vinho da excelente Domaine Jean Bousquet, que já teve vinhos comentados aqui. Foi fundada em 1997 pelo produtor que dá nome à bodega. Possui 110 hectares de vinhedos em Tupungato, região do Vale de Uco, em Mendoza. Nessa localidade as chuvas não passam de 20 cm ao ano e os vinhedos (a 1200 metros de altitude) são irrigados por gotejamento.

Os vinhedos foram plantados já em 1997 em "terras virgens", o que possibilita o cultivo orgânico das vinhas, sem utilização de pesticidas ou outros produtos químicos.

Na taça apresentou coloração amarelo palha.

Aromas em média intensidade, frescos, frutos brancos (pera, melão e goiaba branca), discretas notas herbáceas. Em boca é leve, com boa fruta se repetindo e acidez mediana. Vinho franco, sem interferência da madeira a fruta se apresenta bem nítida. Final de média persistência, bem agradável.

Não deverá ser guardado para além de 2016, para manter todo esse frescor, que aliás é seu grande trunfo, porque está longe de ser daqueles Chardonnay potentes e alcoólicos que encontramos pelo Novo Mundo.  

Sem grandes complexidades é um vinho de entrada da vinícola, bem feito e harmônico. Será interessante como aperitivo pela leveza, mas poderá acompanhar saladas, sushi, sashimi e vários frutos do mar, desde que sem preparações muito condimentadas.


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Casa Santa Luzia, onde comprei essa garrafa pagando R$ 54, mas o preço normal de venda é R$ 59. Fui atendido pela mineira Cassiane, que foi muito atenciosa conferindo a ficha técnica do vinho para confirmar que não passou por madeira.

* Esse é o 112º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Saúde a todos!



27 janeiro 2016

Agradável (e uma boa opção para "iniciar" seus amigos): Torres Viña Sol Tempranillo 2013 #CBE


Experimentei três vinhos com a uva Tempranillo nos últimos dias, com o propósito de escolher um deles para cumprir com o tema de setembro/15 da nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, escolhido pela confreira Ju Gonçalves, do blog Vou de Vinho, que propôs: "Um vinho feito de uva tempranillo, de qualquer lugar e qualquer preço."

Minha ideia era encontrar no supermercado algum vinho que merecesse uma menção aqui, como vinho do mês. Infelizmente, não consegui nenhum com grandes atributos, mas esse que escolhi foi o que se mostrou mais interessante, com possibilidades de agradar à maioria dos leitores do blog. 

O produtor, a Bodega Torres, já apareceu aqui com outros dois vinhos brancos, também elaborados na região da Catalunha. Um deles, inclusive, pertence à essa mesma linha, Viña Sol, mas para esse tinto não encontrei informações no site da vinícola.

Na taças apresentou coloração rubi translúcido. Ótimos aromas, com destaque para frutos frescos, groselha e cerejas. Uma pontinha de álcool (13,5%) que se dissipou depois de aberto.

Na boca tem corpo médio. A primeira sensação percebida na degustação são as notas adocicadas bem presentes. Fruta em abundância. Taninos finos, boa acidez. Final de boa persistência, gengivas marcadas pelos taninos, boca salivando, fruta fresca no palato, com destaque para groselha.

Vinho simples, bem feito e bastante amigável. Gostoso para bebericar, mas tem estrutura para acompanhar comida. Pronto para beber agora. Não é um vinho de guarda.

Vai agradar a quem gosta de vinhos com notas mais adocicadas, mais próximos a um meio-seco. Particularmente (e isso não é levado em conta aqui) prefiro vinhos com menos dulçor, mas fico imaginando aquele seu amigo que está começando no mundo dos vinhos finos, que está saindo agora dos vinhos de mesa e partindo para novas descobertas. Esse é um vinho interessante para esse propósito.


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Cia. Brasileira de Distribuição, que reúne os supermercados Extra e Pão de Açúcar. Paguei R$ 49 pela garrafa, aqui em Uberlândia.

* Esse é o 111º vinho que comento para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Saúde a todos!



17 janeiro 2016

Quer boas dicas para comprar Vinho Verde?

Foto: Campanha 2008 / Corpo Fresco / Espírito Jovem. Fonte: www.vinhoverde.com

Desde o dia 10 desse mês os integrantes da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE dedicaram espaço em seus blogs dando boas dicas de Vinhos Verdes, esse ícone de Portugal que vai muito bem no calor brasileiro. São vinhos refrescantes, leves, bem versáteis, que podem ser bebidos desde a descontração de um encontro entre amigos à beira da piscina até como acompanhamento de refeições à base de saladas e frutos do mar.   

Para aqueles que ainda estão iniciando no mundo dos vinhos é importante esclarecer que são chamados de "Vinhos Verdes" aqueles elaborados na região demarcada em 1908 (DOC) que se estende por todo o noroeste de Portugal, na zona conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Só podem ser elaborados a partir das uvas nativas (autóctones) da região e podem ser brancos, rosés, tintos ou espumantes.

* Vale a pena visitar o site da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes para mais informações.


Veja a lista das boas compras indicadas pelos confrades da CBE:

- Calamares Vinho Verde (Vou de Vinho)


- Casal Mendes Vinho Verde (Vivendo Vinhos)

- Club des Sommeliers Vinho Verde 2014 (Vinhos de Minha Vida)

- Morgado da Vila Vinho Verde 2013 (Balaio do Victor)




O tema foi indicado pelo confrade Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte, que escreveu um texto indicando não apenas uma, mas três boas opções desses vinhos disponíveis no mercado brasileiro (veja aqui). 

Saúde a todos!

10 janeiro 2016

Começando o ano de nossa Confraria com o refrescante Quinta da Aveleda Vinho Verde 2014 #CBE


O primeiro tema de 2016 para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE foi indicado por nosso confrade Daniel Perches, do ótimo Vinhos de Corte. Aproveitando o calor previsto para o início de ano em quase todo o país, indicou: "Vinho Verde, de qualquer preço". 

Empolgado com o tema saí à caça de um vinho aqui em Uberlândia e, dentre as opções que encontrei, essa me pareceu a mais segura. Até imaginei ser interessante voltar a beber o famoso e simpático Casal Garcia, mas me pareceu óbvio demais. Então, aproveitei para comprar (de novo) uma garrafa do Quinta da Aveleda, já comentado aqui em várias safras anteriores. 

O produtor é o mesmo dos dois vinhos mencionados, a Aveleda Vinhos S/A, fundada em 1870 por Manuel Pedro Guedes, que colocou seus vinhos em definitivo no cenário dos melhores produtos de Portugal já em 1888 e 1889, quando ganho medalhas em concursos em Berlim e Paris, respectivamente. 

Esse Vinho Verde, elaborado na famosa região portuguesa, é um corte das variedades Loureiro e Alvarinho, sem passagem por madeira e tem apenas 11% de teor alcoólico. Pelo menos em teoria a primeira uva dá aromas florais ao vinho, enquanto a segunda confere notas tropicais. 

Na taça a coloração é palha. No fundo da taça formaram-se as famosas "agulhas", assim chamadas pelos portugueses, pequenas bolhinhas que dão sensação de frescor.

Aromas cítricos muito nítidos, com algumas notas de frutos tropicais em segundo plano. Na boca é leve, repetindo as sensações do olfato e aparecendo notas minerais. Ótima acidez, mas um final um tanto ligeiro. Embora a proposta seja de um vinho marcado pela informalidade (até mesmo pelos 11% de álcool), passou ligeiro pela boca.

É uma compra segura, porque sempre mostra as principais características de um Vinho Verde e irá muito bem com frutos do mar, peixes ou camarões fritos, bem como saladas e com pratos da culinária oriental, mesmo os mais condimentados.

* Sinceramente, esperava comprar outro vinho para comentar, porque esse aqui e seu irmão Casal Garcia já estiveram muitas vezes por aqui, como dito acima. Mas, infelizmente, em nossa região (e acredito que na maior parte do Brasil) a oferta de outros rótulos de qualidade não é tão grande.   


Detalhes da compra:

Comprei essa garrafa no D'Ville Supermercado, aqui em Uberlândia, pagando R$54,90. Até fiz um post no Instagram informando que no mesmo dia o Pão de Açúcar vendia o mesmo vinho, mesma safra, por R$74,90. Vai entender!

* Esse é o 110º vinho que comento para a primeira e única confraria virtual do Brasil, nossa gloriosa CBE. 

Saúde a todos!



07 janeiro 2016

Uma boa lista de espumantes acessíveis, para alegrar suas férias #CBE


Nos últimos dias de 2015 a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE mais uma vez cumpriu seu papel de indicar aos leitores dos blogs participantes alguns espumantes confiáveis e de preço acessível. 

Embora as dicas tenham sido direcionadas às festividades de fim de ano, ainda dá tempo de aproveitar o que os confrades beberam, já que as férias de janeiro e o verão são dois bons motivos para experimentar os espumantes. 

Vejam as indicações:

- Almaúnica Nature (Vou de Vinho)

- Bossa Brut nº 1 (EnoDeco)

- Casa Perini Brut (Vinhos de Minha Vida)

- Cave de Amadeu Brut Rosé (Vinho para Todos)

- Club des Sommeliers Brut (Balaio do Victor)


- Salton Lucia Canei Brut Rosé (Le Vin au Blog)

- Salton Series Brut (Universo dos Vinhos)


Apreciem as dicas, porque são dadas com independência, por quem tem bastante experiência.

Boas férias e saúde a todos!

23 dezembro 2015

Para quem prefere a elegância: Fortant de France Reserve des Grands Monts Carignan 2012 #CBE


Meu amigo Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos, é um sujeito generoso. Certamente não guarda mágoas desse blogueiro atrasado, que deveria escrever sobre o vinho que ele escolheu como tema de nossa Confraria em julho. Sua escolha, como sempre saindo do trivial, foi: "um vinho francês que não seja nem Bordeaux e nem Borgonha".

O vinho que escolhi é de um produtor que já esteve por aqui com um ótimo Viognier (relembre), coincidentemente também degustado para nossa CBE.

A Fortant de France, foi fundada no início dos anos 1980 e elabora esse vinho com 100% Carignan, cultivadas no Languedoc, região que a vinícola divide em três terroir distintos: Litoral, Colinas e Grandes Montanhas (veja vídeo). 

Pelo nome desse vinho percebe-se que vem do terroir das Grandes Montanhas (Grands Monts), com passagem de 10 meses por barricas francesas, permanecendo em contato com as borras da fermentação (sur lie), gerando boa complexidade de aromas e sabores.

* Para saber um pouco mais sobre essa a uva Carignan sugiro um texto bem objetivo (clique aqui). 

Na taça tem coloração rubi. Bons aromas, frutos silvestres, morango, groselha, mas com destaque maior para especiarias secas, tomilho, orégano, feno. Em boca tem corpo médio, com frutado delicado, sem ser uma "bomba" como alguns Carignan que bebemos abaixo do Equador. Taninos macios e boa acidez. 

Final mediano repetindo todas as sensações anteriores, mas com uma pitada de notas terrosas. Boa complexidade. Perfil para amantes de vinhos mais elegantes. O álcool é de 13,5%, mas não incomoda em nenhum momento. Evoluiu depois de aberto.    

Acredito que esteja em um ótimo momento para consumo, já com 3 anos .A expectativa de guarda do importador, no entanto, é para 10 anos. Se tivesse outra garrafa não esperaria tanto!


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Wine e comprei a garrafa por R$83. 

* Esse é o 108º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblog - CBE, primeira e única confraria virtual do Brasil. 

Saúde a todos!