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16 outubro 2016

Quer dicas valiosas para comprar vinhos rosés?

Foto: https://www.gentlemansgazette.com/the-rose-wine-guide/

Definitivamente, deveríamos beber mais vinhos rosés!

Nosso clima é muito propício a esses vinhos. No momento em que escrevo esse texto estou dentro de casa e da minha testa brotam gotas de suor de forma contínua. Se eu tivesse uma taça de rosé aqui do lado certamente meu humor seria outro. 

Creio que existam vários motivos para não comprarmos mais vinhos rosados: muitas pessoas ainda deixam de experimentar vinhos brancos, rosés e espumantes por acreditarem que os "grandes vinhos" sejam necessariamente os tintos.  

Também - infelizmente - muitos acreditam que os vinhos rosés são inferiores, um subproduto que as vinícolas colocam no mercado quando não conseguem uvas de alta qualidade ou, pior ainda, ainda há aqueles que acreditam que os rosés são uma mistura de vinho branco com vinho tinto. Dois erros!

Mas, como nós da Confraria Brasileira de Enoblogs não pensamos assim, publicamos alguns textos com dicas independentes e preciosas para você encontrar um belo rosé do Velho Mundo, ou seja, elaborado em países europeus. 

Boas compras!

- Bis Rosé 2015 - Portugal - blog Escrivinhos.  

Champagne Lanson Rosé Label Brut - França - blog Vinhos de Minha Vida. 

- Fonte do Nico Rosé 2015 - Portugal - blog Simplificando o Vinho.

Puech-Haut Prestige 2011 - França - blog Vou de Vinho.

- Vincada Rosé Vinho Verde DOC - Portugal - blog Vinho para Todos.  


Saúde a todos!

27 janeiro 2016

Aplicativo Vivino divulga os melhores vinhos avaliados por seus 13 milhões de usuários

Imagem: Vivino / Divulgação

O Vivino é um dos aplicativos para celulares mais populares no mundo do vinho e hoje divulgaram o resultado do Vivino's 2016 Wine Style Awards, um ranking com o reconhecimento dos "melhores vinhos do planeta, em mais de 100 categorias". 

Essa premiação foi determinada por 13 milhões de usuários do aplicativo em suas avaliações no decorrer de 2015, sendo que cada um dos vinhos escolhidos obrigatoriamente deveria ter mais de 50 avaliações, o que dá mais confiabilidade à nota média alcançada.

Os países presentes nessa lista são África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Nova Zelândia e Portugal. Para cada país foram determinadas algumas categorias e dentre as mais populares estão Malbec argentino, Cabernet Sauvignon dos EUA, Chianti Clássico, Shiraz australiano etc. 

O Brasil teve duas categorias nessa premiação, mas ambas para os vinhos tintos, com os espumantes curiosamente ficando de fora embora sejam o grande destaque da produção nacional. Mas, talvez isso decorra justamente da preferência do  brasileiro pelos vinhos tintos, que recebem mais avaliações que os espumantes.

Vejam os vinhos brasileiros mais pontuados em cada uma das categorias:

Categoria: Cabernet Sauvignon Brasileiro

1º) Casa Valduga Villa Lobos 2010
2º) Luiz Argenta Gran Reserva 2005
3º) Don Abel Rota 324 2012
4º) Aurora Millesimé 2011
5º) Boscato Reserva 2010
6º) Miolo Quinta do Seival 2011
7º) Almaúnica Reserva 2010
8º) Boscato 2010
9º) Guatambú Rastros dos Pampas 2013
10º) Jolimont Morro Calcado Reserva Especial 2008

Categoria: Merlot brasileiro:

1º) Casa Valduga Storia 2006
2º) Pizzato DNA 99 2011
3º) Miolo Terroir 2009
4º) Lídio Carraro Grande Vindima 2006
5º) Dom Cândido 2011
6º) Almaúnica 2012
7º) Salton Desejo 2006
8º) Pizzato Reserva 2012 
9º) Boscato Reserva 2010
10º) Máximo Boschi Vindima 2005

Para acessar todas as categorias, clique aqui

Saúde a todos!

17 janeiro 2016

Quer boas dicas para comprar Vinho Verde?

Foto: Campanha 2008 / Corpo Fresco / Espírito Jovem. Fonte: www.vinhoverde.com

Desde o dia 10 desse mês os integrantes da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE dedicaram espaço em seus blogs dando boas dicas de Vinhos Verdes, esse ícone de Portugal que vai muito bem no calor brasileiro. São vinhos refrescantes, leves, bem versáteis, que podem ser bebidos desde a descontração de um encontro entre amigos à beira da piscina até como acompanhamento de refeições à base de saladas e frutos do mar.   

Para aqueles que ainda estão iniciando no mundo dos vinhos é importante esclarecer que são chamados de "Vinhos Verdes" aqueles elaborados na região demarcada em 1908 (DOC) que se estende por todo o noroeste de Portugal, na zona conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Só podem ser elaborados a partir das uvas nativas (autóctones) da região e podem ser brancos, rosés, tintos ou espumantes.

* Vale a pena visitar o site da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes para mais informações.


Veja a lista das boas compras indicadas pelos confrades da CBE:

- Calamares Vinho Verde (Vou de Vinho)


- Casal Mendes Vinho Verde (Vivendo Vinhos)

- Club des Sommeliers Vinho Verde 2014 (Vinhos de Minha Vida)

- Morgado da Vila Vinho Verde 2013 (Balaio do Victor)




O tema foi indicado pelo confrade Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte, que escreveu um texto indicando não apenas uma, mas três boas opções desses vinhos disponíveis no mercado brasileiro (veja aqui). 

Saúde a todos!

07 janeiro 2016

Uma boa lista de espumantes acessíveis, para alegrar suas férias #CBE


Nos últimos dias de 2015 a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE mais uma vez cumpriu seu papel de indicar aos leitores dos blogs participantes alguns espumantes confiáveis e de preço acessível. 

Embora as dicas tenham sido direcionadas às festividades de fim de ano, ainda dá tempo de aproveitar o que os confrades beberam, já que as férias de janeiro e o verão são dois bons motivos para experimentar os espumantes. 

Vejam as indicações:

- Almaúnica Nature (Vou de Vinho)

- Bossa Brut nº 1 (EnoDeco)

- Casa Perini Brut (Vinhos de Minha Vida)

- Cave de Amadeu Brut Rosé (Vinho para Todos)

- Club des Sommeliers Brut (Balaio do Victor)


- Salton Lucia Canei Brut Rosé (Le Vin au Blog)

- Salton Series Brut (Universo dos Vinhos)


Apreciem as dicas, porque são dadas com independência, por quem tem bastante experiência.

Boas férias e saúde a todos!

04 outubro 2015

A chilena Maquis, vinícola de boutique em terroir único!

O enólogo Rodrigo Romero apresentando seu vinho TOP, um 100% cabernet franc.

Na última terça-feira recebemos aqui em Uberlândia o enólogo Rodrigo Romero, que pela primeira vez veio ao Brasil para apresentar os vinhos da chilena Viña Maquis, uma vinícola boutique que elabora vinhos de grande personalidade e que tem história e filosofia que gostaria de compartilhar com vocês. 

Depois de passar por São Paulo o enólogo-chefe da Maquis veio direto para Uberlândia onde participou de uma degustação promovida pela Wine Home e sua importadora, a Domno do Brasil. Recebidos com o carinho de sempre no charmoso Bistrô Benade, os convidados da noite degustaram alguns dos rótulos da bodega e tiveram oportunidade de conhecer um pouco do que a vinícola está fazendo. 


A Viña Maquis existe desde 1916, quando Don José María Hurtado adquiriu a propriedade e começou a plantar seus vinhedos. Portanto, já são quatro gerações da mesma família no comando do negócio e com experiência para elaborar vinhos realmente diferentes dos padrões a que estamos acostumados quando falamos em Chile. 

Imagem: Maquis/Divulgação

Essa particularidade dos vinhos é resultado de uma localização privilegiada dos vinhedos. Embora estejam no vale do Colchagua, região quente do país, as vinhas da Maquis estão situadas entre dois grandes rios, o Tinguiririca e o Chimbarongo. Esse fato faz com que as temperaturas nos vinhedos sejam mais amenas, o que favorece a elaboração de vinhos com mais fruta fresca e uma acidez natural mais evidente. 

O atual proprietário, Ricardo Rivadeneira Hurtado, juntamente com sua equipe sempre tomaram cuidados para que a vinícola recebesse certificados de sustentabilidade da Wines of Chile, ratificando o cuidado com o meio ambiente através de práticas sustentáveis em todos os processos de produção. Dentre as iniciativas mais relevantes estão a eliminação do uso de herbicidas na maior parte dos vinhedos, melhoria na ventilação dos vinhedos através do manejo da vegetação às margens dos rios, o o monitoramento diário do controle de pragas e a redução do consumo de eletricidade em 30% e de 90% do consumo de gás através da aquisição da primeira bomba de calor geotérmica da indústria chilena. 

Imagem: Maquis/Divulgação.

Atualmente a vinícola elabora um vinho rosé (100% malbec) e os demais são tintos. A linha mais básica já é considerada gran reserva, com quatro varietais: malbec, carmenère, cabernet franc e cabernet sauvignon. Há um vinho premium, o Lien, que é um blend de quatro uvas em que predomina a carmenère, acompanhada por Shiraz, cabernet franc e petit verdot. 

Mas, as grandes estrelas são os dois ultra premium, o Viola Carmenère e o Franco Cabernet Franc. Esses dois com capacidade de guarda para 15-20 anos. Aliás, fiquei muito feliz em encontrar um vinho com a cabernet franc sendo o mais importante de uma vinícola chilena, que na sua maioria preferem outras variedades para elaborar seus ícones. 

Ao provar os vinhos na última terça-feira ficou clara para mim a proposta de elaboração de vinhos frescos e elegantes. São todos vinhos com muita fruta fresca, sem serem pesados ou alcoólicos e o uso da madeira é sempre muito bem dosado. Em sua explicação Romero informou que as barricas utilizadas são de segundo ou até terceiro uso, isto é, barricas que já não interferem tanto nos aromas e sabores do vinho, apenas contribuem para sua elegância. 

Os enólogos Eric e Jacques Boissenot. Foto: http://www.mottox.co.jp/

O enólogo fez questão de ressaltar a contribuição que recebe dos consultores da vinícola, muito conhecidos e premiados na Europa e responsáveis por trabalhos junto a 95% dos Gran Cru Classé de Bordeaux, na França. Desde o início do projeto Jacques Boissenot (falecido em 2014) e seu filho, Eric, tem ajudado a Maquis a elaborar vinhos realmente diferenciados em solo chileno.

Tim-tim!

Nelsir Kuffel (Domno), Rodrigo Romero, Érika Mesquita, Márcio Mortari (Domno) e o anfitrião Washington Mendes (Bistrô Benade).



17 setembro 2015

Divulgação :: Dia 30/09 tem o Argentina Tasting Experience 2015, em São Paulo


A grande metrópole brasileira sediará o lançamento mundial desta nova iniciativa da Wines of Argentina para apresentar alguns dos melhores vinhos daquele país. O evento contará com uma Mega Degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os vinhos premiados com medalhas de Ouro e Prata no último Argentina Wine Awards.

No dia 30 de setembro de 2015, às 16:30 h, a Wines of Argentina, realiza o Argentina Tasting Experience na cidade de São Paulo no Hotel 115 - Vila Madalena. O evento contará com uma degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os vinhos premiados com medalhas de Ouro e Prata no último Argentina Wine Awards.

O Argentina Tasting Experience é um evento dinâmico e interativo e os participantes poderão participar de várias palestras onde os palestrantes serão renomados enólogos como Alejandro Vigil (Catena Zapata), Sebastián Zuccardi (Familia Zuccardi), Bernardo Bossi (Casarena), Hervé Birnie Scott (Diretor da Chandon) e Manoel Beato (Sommelier-Chefe do Grupo Fasano), entre outros.

Cerca de 150 pessoas terão a oportunidade de provar às cegas os 18 vinhos premiados com troféu e com medalha de ouro na última edição dos Argentina Wine Awards. Outra atividade durante o dia incluirão o "BAR AWA" com 22 vencedores de medalhas de ouro e prata na AWA 2015. O evento começa às 16:30 e vai até às 23:00 h.

Esta será uma forma inovadora de apresentar vinhos de forma descontraída e instrutiva.

Haverá também um espaço central e social, mais lifestyle, para que os convidados possam aproveitar um cocktail exclusivo, com música e um um DJ convidado, além de um espaço para fotos com cabine fotográfica. 

As entradas para o evento serão vendidas através do site: https://goo.gl/nEHCjE 

Os valores são:

- Palestras (16:30 às 19:00 h): R$ 80,00.
- Degustação Principal (20:00 às 22:30 h): R$ 100,00.
- Pacote Palestras + Degustação: R$ 150,00.

As Vinícolas argentinas participantes:

ANDELUNA CELLARS
BODEGA ARGENTO
BODEGA ATAMISQUE
BODEGA DEL FIN DEL MUNDO - PATAGONIA ARGENTINA
BODEGA RIGLOS
BODEGA SEPTIMA
Bodegas Salentein
CASA BIANCHI
CASARENA
DOÑA PAULA
EL ESTECO
FAMILIA ZUCCARDI
FINCA SOPHENIA
KAIKEN
LAGARDE
MASCOTA VINEYARDS
NIETO SENETINER
NORTON
PASCUAL TOSO
PROEMIO WINES
RICCITELLI WINES
TERRAZAS DE LOS ANDES
TRAPICHE
VINORUM

Sobre o Argentina Wine Awards:

Organizado desde 2007 pela Wines of Argentina, o AWA é a competição mais importante para o vinho argentino. Ele reúne os mais prestigiados especialistas internacionais e permite que as vinícolas locais mostrem ao mundo a força e qualidade de seus vinhos. Seu objetivo é avaliar e reconhecer a qualidade e o progresso do vinho argentino.

Os critérios utilizados para degustação são baseados na classificação de todas as amostras por tipo, variedade e preço, realizando provas às cegas.

O júri varia de acordo com cada edição, reforçando os diferentes aspectos dos mercados-alvo. No entanto, é sempre garantido que terão 12 especialistas altamante qualificados, com uma visão geral do mercado mundial do vinho, quer sejam jornalistas, Master of Wine, Master-Sommelier e Enólogos, entre outros. Além disso, a equipe destes jurados internacionais são sempre acompanhados por seis especialistas de prestígio da Argentina.

Sobre a WofA

Wines of Argentina é a entidade responsável pela “marca” vinho argentino no mundo. Desde 1993, a organização promove a imagem de vinhos locais no exterior, bem como ajudando a orientar a estratégia de exportação da Argentina, estudando e analisando as mudanças que ocorrem nos mercados de consumo. O seu objetivo é contribuir para a consolidação da Argentina entre os principais exportadores de vinho do mundo e contribuir para o sucesso global da indústria do vinho, procurando levantar a percepção positiva no comércio, formadores de opinião e consumidores.

Maiores informações: Ate2015@winesofargentina.com

14 junho 2015

Divulgação :: ViniPortugal leva seu Road Show a cinco capitais brasileiras

Paisagem na região do Douro. Foto: .DOC/Divulgação

Degustação gratuita com a presença de produtores vindos de Portugal passará por Vitória (ES), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

Toda a diversidade dos vinhos portugueses estará à prova em cinco capitais brasileiras através do Road Show – Grande Degustação dos Vinhos de Portugal 2015, promovido pela ViniPortugal, que há 19 anos atua promovendo os vinhos do país em todo o mundo. É uma associação privada, interprofissional, sem fins lucrativos, que contribui para o crescimento sustentável do volume de rótulos portugueses nos mais importantes comércios do mundo.

A programação do evento é a seguinte:

- Dia 22 de junho Belo Horizonte recebe a degustação no Hotel Mercure Lourdes, das 16 às 22 h.

- Dias 24 e 25 de junho é a vez de Vitória, capital capixaba, dentro da Feira Expovinhos, que acontece das 18 às 23 h, no Centro de Convenções de Vitória. 

- Dia 26 de junho - Curitiba receberá 13 produtores que levarão 83 rótulos das principais regiões produtoras portuguesas. O evento acontecerá no Hotel Radisson. 

- Dia 29 de junho, em Florianópolis, desembarcam 18 produtores e 120 rótulos para degustação, no Hotel Majestic Palace. 

- Dia 1º de julho, no Hotel Radisson, em Porto Alegre, acontece a última parada da caravana portuguesa, com a participação de 14 produtores e 86 vinhos.  

A prova em todas as cidades (com exceção de Vitória) começa às 16h para profissionais. A partir das 20h, o evento é aberto para consumidores. Palestras técnicas harmonizadas com iguarias típicas de cada região serão realizadas em todas as cidades. 

Em Porto Alegre o convidado é o jornalista e sommelier Irineu Guarnier Filho, que falará das 18h às 19h para profissionais do setor, com vagas limitadas (30). Na capital catarinense, o jornalista e críticos de vinhos João Lombardo conduzirá a palestra-degustação das 16h às 17h, mesmo horário de Curitiba, com a apresentação do jornalista e crítico de vinhos Guilherme Rodrigues. Márcio Oliveira ministrará a masterclass na capital mineira.

Primeiro no ranking dos países europeus que mais vendem vinhos aos consumidores brasileiros, Portugal se caracteriza por elaborar rótulos diferenciados e únicos. “Nossas castas autóctones, únicas e exclusivas, são um grande atrativo para quem aprecia bons vinhos”, afirma o diretor de marketing da ViniPortugal, Nuno Vale.

Foto: .DOC/Divulgação

Com mais de 250 castas autóctones identificadas, a promoção dos Vinhos de Portugal concentra a sua divulgação em 10 uvas que se constituem nas bandeiras dos rótulos portugueses pelo mundo: entre as tintas, Touriga Nacional, Aragonez/Tinta Roriz, Touriga Franca, Trincadeira/Tinta Amarela, Castelão e Baga; e as brancas Alvarinho, Arinto, Fernão Pires/Maria Gomes e Encruzado.

As inscrições para as palestras são gratuitas, porém é obrigatório preencher os formulários abaixo (clique em sua categoria):

Porto Alegre

Florianópolis

Curitiba

Dúvidas podem ser respondidas pelo e-mail viniportugal@exponor.com.br. A confirmação da inscrição será enviada por e-mail.

Fonte: .DOC Assessoria de Comunicação

27 maio 2015

Ainda em solo argentino: o autêntico Karim Mussi e sua bodega Altocedro


A receptividade em todos os lugares que visitamos na Argentina foi impressionante. Tudo sempre organizado para nos receber com o melhor da hospitalidade de nossos vizinhos. 

Em nosso primeiro dia na Argentina fomos a Coquimbito, no departamento de Maipú, província de Mendoza, a 1.150 quilômetros da capital Buenos Aires. Ali, Karim Mussi assumiu uma vinícola antiga e montou a Bodega Altocedro, que iniciou a produção dos primeiros vinhos em 2001 e utiliza uvas de seu vinhedo de 5 hectares, localizado em torno das instalações principais, com idades variando entre 15 e 104 anos. 

Karim, proprietário e enólogo chefe da vinícola, tem personalidade muito forte, extremamente simpático e ao mesmo tempo desafiador. Mostra em seus vinhos e em suas palavras que sabe muito bem o que quer, onde quer chegar e não se interessa por produzir vinhos de “modismo”.

Karim Mussi Saffie tem 39 anos de idade e pode ser considerado um enólogo e empresário de vocação e formação. Em 2007 foi reconhecido pelo Conselho Empresário Mendocino com o prêmio Jovens Mendocinos Destacados, na categoria Negócios. Em 2008 o Altocedro Reserva Malbec foi eleito pela revista Wine Spectator como um 100 melhores vinhos do mundo. Segundo o site de sua bodega, Karim é mais que feliz ao falar de política mundial, atualidades, filosofia britânica do século 17 e rock dos anos setenta (The Doors e Led Zeppelin são suas bandas favoritas). 

Quando se refere à elaboração de seus vinhos, fica clara sua paixão e parece “incorporar” um grande alquimista para misturar os cortes, preservando sempre a boa acidez, o frescor e cuidando para que o teor alcoólico não fique tão elevado. 


Iniciamos nossa degustação junto à sua equipe com um torrontés de Salta, um vinho que me impressionou pelos aromas. Sempre espero muita mineralidade nos vinhos dessa região e esse também apresentou muita fruta também, uma lembrança clara de lichia e uma acidez excepcional. Karim nos explicou que a torrontés é colhida em três etapas: mais verde, mais madura e bem madurinha, demonstrando nessa técnica o prazer que tem em ser um “alquimista”. 

Quando fala de seus vinhos Gran Reserva o enólogo diz que prefere que se pareçam com uma “dama elegante” e não com um “macho musculoso”. Conversei bastante com ele e descobri que ele conhece muito bem o Eduardo Valduga, filho do Juarez Valduga, que esteve por lá durante a elaboração do Mundvs Malbec, vinho de DNA argentino que faz parte dessa linha internacional da Casa Valduga. Para a próxima safra, o vinho da vinícola brasileira terá uma personalidade mais próxima dos vinhos da Altocedro. 


Tivemos ainda uma feira organizada para nós, em que degustamos os vinhos da Finca el Origen, Argento, Finca Agostino, Tapiz e Trivento. Foram 3 a 4 vinhos de cada produtor e por ali ficamos para um jantar caloroso ao lado de pessoas apaixonadas pelo que fazem. E fazem muito bem!

Durante o jantar o vinho que me acompanhou foi o Altocedro Año Cero Pinot Noir, da safra 2013, com uvas de La Consulta. Um belíssimo vinho para coroar uma visita harmoniosa e de muito aprendizado. 

Tim-tim!




23 abril 2015

A Patagônia e a bodega dos dinossauros!


Quando chegamos à vinícola da Família Schroeder, que fica no Vale de San Patrício del Chañar, a 53 km da cidade de Neuquén, fiquei impressionada e maravilhada com a estrutura da bodega, preparada para receber muito bem os turistas e com um maravilhoso restaurante, com uma vista perfeita para os vinhedos. 

O mais interessante ainda estava por vir: ao iniciarmos a visitação nos deparamos com um enorme esqueleto de dinossauro encontrado ali no início da construção da vinícola e preservado com muito cuidado. Os visitantes têm informações a respeito do dinossauro (Panamericansaurus Schroederi), de 75 milhões de anos.     

Os ossos verdadeiros foram retirados e ali foram deixadas réplicas, mostrando como foram encontrados e há muitos painéis contando a história dessa descoberta. 


Neste dia degustamos 21 vinhos e toda a degustação e visita foi acompanhada pela Carolina, uma excelente anfitriã, que inclusive providenciou que a bandeira do Brasil estivesse hasteada em nossa homenagem, uma gentileza que me emocionou. 

Nossa degustação foi dividida por uvas: primeiro degustamos todos os sauvignon blanc, depois os chardonnay, pinot noir, malbec, merlot, cabernet sauvignon, alguns cortes de uvas tintas e finalizamos com espumantes extra brut, nature e um Asti para a sobremesa. Gostei muito dos vinhos sem passagem por madeira, com muita fruta presente, boa acidez e para mim com uma característica gastronômica muito clara. Tenho gostado muito desse tipo de vinho, mais puros, que mostram o quanto nosso paladar muda com o passar dos anos, com a experiência em degustações. Voltamos a gostar do que é mais simples.


Depois dessa degustação fomos para o restaurante Saurus, onde iniciamos com um mimo do chef Sebastian Grimaldi: torradinha integral com creme de truta e um toque de beterraba. A truta patagônica é um dos peixes mais saborosos que já comi. 

A Carolina fez questão que o chef nos oferecesse em pequenas porções um pouco de tudo que o cardápio do restaurante oferece. Para mostrar as entradas: lagostin defumado com creme azedo de abacate, terrine de coelho com pimentões assados, purê de damasco com aioli, polvo marinado, truta confitada com quinoa andina. Estava tudo perfeito, mas a terrine de coelho me conquistou.

Meu prato principal foi um raviolli de truta defumada, apesar de serem oferecidos vários pratos de carne, mas havia prometido que em Neuquén daria preferência sempre aos peixes. Estava perfeito, mas eu e meus colegas de viagem sempre trocávamos uma garfada do prato alheio, para degustarmos um pouco mais da culinária local. 

Na sobremesa novamente um mix de tudo para degustarmos todas as opções do cardápio. Enfim, uma visita imperdível para quem for à Patagônia conhecer seus vinhos. 

Tim-tim!







26 março 2015

Os vinhos da Patagônia pelas mãos de Marcelo Miras

Bruno Agostini, Marcelo Miras, eu e um dos filhos de Miras, que também trabalha no projeto familiar.

Na última coluna comecei a contar sobre nossa visita à Patagônia, para conhecer os vinhos argentinos do fim do mundo, que assim podem ser chamados não só pela distância considerável que precisamos percorrer para chegar a essa região, mas também porque suas condições climáticas severas nos dão essa sensação. 

Depois de conhecer a Humberto Canale e provar muitos de seus ótimos vinhos, fomos conhecer o projeto familiar do enólogo Marcelo Miras, principal responsável pelos vinhos da famosa Bodega del Fin del Mundo. E, como disse na coluna de domingo passado, fiquei encantada com sua proposta e principalmente com o resultado na taça.

Na conversa que tivemos ele disse que “não pratica enologia” em seus vinhos, não interfere, não usa maquiagem, para que seus vinhos se apresentem de “cara lavada”. Disse, com orgulho, que utiliza o conceito uva + homem = vinho! E, apesar de trabalhar na maior vinícola da Patagônia revela muita simplicidade ao falar de seus vinhos, que elabora com sua família e sem ajuda de nenhum empregado. Ele, sua mulher e um dos filhos nos receberam com muito carinho. São donos e funcionários do projeto. Não tem como não funcionar!

Ao se apresentar deixa claro que não pertence a uma geração de enólogos, mas a duas delas: “dos enólogos mais jovens eu sou o mais velho”. Experiente, mas inovador.  

Saí de lá ainda mais apaixonada pelo mundo do vinho argentino, especialmente por descobrir muitos deles com uma personalidade tão forte, capazes de acabar com aquela ideia simplista de que todos os vinhos são muito parecidos. 

O apaixonante vinho com Trousseau Nouveau, uva um tanto rara na América do Sul.

Basta um gole de algum dos vinhos de Marcelo Miras para percebermos sua identidade própria. Aliás, eles até possuem uma certa “padronização”, se podemos dizer assim, porque todos são elegantes e com acidez bem presente, feitos para acompanharem uma refeição e não somente servir de aperitivo. Dos brancos elaborados com semillon e chardonnay, o seu rosé de malbec, os excelentes tintos de pinot noir, malbec e cabernet franc, todos possuem essas características. 

Provamos 14 vinhos elaborados por sua família e todos são encantadores. São duas linhas, uma jovem, que busca a expressão mais franca das uvas utilizadas, e outra reserva, com passagem do vinho por barricas de carvalho.    

São vinhos sem disfarces, acompanhados de uma delicadeza intrigante. Para mim a frase que define melhor esse produtor é: a riqueza da simplicidade, que deixei escrita a ele com muito carinho. 

Ganhei uma garrafa de um de seus vinhos, o Trousseau Nouveau 2014, que provocou reações emocionadas quando foi degustado na ocasião. Essa uva é conhecida em Portugal como bastardo e na França como gros cabernet. Possui taninos impactantes e grande acidez, mas a degustação desse vinho em casa será um capítulo à parte, que farei questão de relatar por aqui.

Tim-tim!

Os excelentes Pinot Noir, Merlot e Malbec da linha Reserva.

Três ótimos vinhos da linha Joven: Merlot, Malbec e um Blend da safra 2014.

O vinho da esquerda, da linha Reserva, prova que a Cabernet Franc está se tornando uma uva imperdível na Argentina.



19 março 2015

Visitando a Patagônia (e o brilho nos olhos)

A exuberante vista de um mirante patagônico.

Em nosso quarto dia de viagem saímos pela manhã de Buenos Aires com destino a Neuquén, na Patagônia. Confesso que de todo nosso roteiro este era o que mais fazia meus olhos brilharem. 

Sabia que ali encontraria vinhos diferentes daqueles que estou acostumada a experimentar no meu cotidiano. E foi assim que iniciei a viagem à Patagônia argentina, cheia de expectativas e com o propósito de ver o país muito além dos malbec, em busca de algo que me fascinasse. 

Iniciamos a viagem acompanhados pela Maria José, uma francesa que nos mostrou tudo sobre aquela pequena cidade onde o Rio Negro é o lugar preferido de seus habitantes, que usufruem não só de suas águas para a alimentação e agricultura, mas também como fonte de lazer. Por ali encontramos, além dos vinhedos, a cultura abundante de árvores frutíferas, principalmente peras e maçãs.  

O nosso anfitrião na Humberto Canale.

Nossa primeira visita foi à Humberto Canale, propriedade que desde 1909 dedica-se à elaboração de vinhos, mas também ao cultivo de frutas, sendo uma das pioneiras da região. Por lá fomos recebidos pelo Guillermo Barzi, seu diretor, que representa a quinta geração da família à frente do negócio. 

Ele nos levou a uma degustação com oito de seus rótulos: Humberto Canale Sauvignon Blanc 2014, vinho de boa acidez e bastante cítrico, com as uvas colhidas sempre na primeira semana de março. Os cachos para a versão 2015 desse vinho já estavam bem encaminhados durante nossa visita.

O ótimo riesling de vinhas velhas.

Para mim os vinhos de destaque nessa degustação foram, além desse sauvignon blanc, o La Morita Riesling, com uvas de vinhedos antigos, colhidas na primeira semana de abril. Bem doce no nariz, mas seco na boca e com acidez muito presente. Eu compraria muitas garrafas deste vinho. 

Interessante que a todo momento éramos informados sobre os ventos na região, sempre presentes, fortes e frios, fazendo com que as cascas das uvas fiquem mais grossas, beneficiando o resultado final na garrafa. 

Nesse mesmo dia o querido amigo Marcel Miwa agendou uma visita que acabou se transformando em uma grande surpresa da viagem. Fomos conhecer o vitivinicultor Marcelo Miras e as três horas livres em nossa agenda permitiram que nossos olhos brilhassem! 

Marcelo é atualmente o enólogo-chefe da Bodegas del Fin del Mundo, além de ter trabalhado na Humberto Canale por doze anos. Mas, fomos conhecer seu projeto solo, para o qual arredondou uma vinícola inativa (Estepa) e utiliza suas instalações para elaborar em família o seu próprio vinho. Sua esposa e um de seus filhos estavam por ali nos acompanhando em uma degustação de 14 vinhos fantásticos.

Bruno Agostini, Marcelo Miras, eu e Marcel Miwa.

O projeto começou com uma produção de 6.000 garrafas em 2011 e hoje produz 30.000 garrafas, uma produção minúscula mesmo se comparado a vinícolas de porte médio. Muito dessa produção é feita com amigos, como se fossem uma cooperativa e para isso compraram um vinhedo com quatro hectares. 

Essa visita merecerá uma coluna só pra ela, porque Marcelo Miras fez meus olhos brilharem com sua simplicidade, seu amor pelos vinhos e seu respeito pela natureza. 

Até a próxima coluna. 

Tim-tim!


O vento deixa suas marcas nas árvores da Patagônia.

Sauvignon blanc da Humberto Canale - quase pronta para a colheita. 

Um ótimo exemplar de Pinot Noir da Humberto Canale.


01 março 2015

Diário de viagem: um hotel muito charmoso em Buenos Aires e seu restaurante impecável

O aconchego do restaurante do Hotel Fierro 

No dia 5 de fevereiro cheguei a Buenos Aires, pelo Aeroparque, no horário previsto (9:30 h) e fui muito bem recepcionada pelo Alejandro, enviado pela Wines of Argentina para me conduzir naqueles primeiros momentos na capital argentina. Um sujeito muito atencioso, que me contou várias histórias sobre seu país e me surpreendeu ao perguntar sobre o time de basquete de Uberlândia ao saber de qual cidade eu havia partido. Fiquei bem feliz por ele conhecer a fama do nosso time, que já conquistou o campeonato sul-americano, em 2005.

Do aeroporto fomos para o Hotel Fierro, em Palermo Hollywood, um charmoso e pequeno hotel boutique que está nos “roteiros de charme” da capital, muito bem avaliado nos sites de viagens, daqueles em que o próprio consumidor dá suas notas. O quarto era moderno, aconchegante, amplo. Nesse dia pedi apenas um room service e fiquei por ali para descansar da viagem e fiquei bem impressionada com o lanche que pedi. Muito cuidado com tudo, até mesmo com o visual de um simples lanche. 


No dia seguinte, no café da manhã, conheci um dos meus companheiros de viagem, o jornalista Bruno Agostini, inquieto, culto, conhecedor de muitos lugares mundo afora e que estava na sua enésima visita a Buenos Aires. O papo foi muito bom e o café da manhã melhor ainda no restaurante do hotel, chamado UCO. Seu chef é irlandês e o café tem um ar caseiro, artesanal, com sucos frescos, alimentos orgânicos, pães feitos na casa e o melhor iogurte caseiro que já comi. Tanto hotel como seu restaurante foram ótimas experiências que recomendo a todos.  

Nesse mesmo dia, no almoço, já na companhia de todos da viagem, incluindo o jornalista Marcel Miwa, do Estadão, e o Deco Rossi, representante da Wines of Argentina no Brasil, iniciamos os trabalhos. Marcel é o mais quieto e discreto do grupo, degustador experiente e preciso, descobre nos vinhos detalhes que somente os muito “rodados” tem capacidade de enxergar. Deco, nosso anfitrião brasileiro em terras argentinas, sempre é o responsável por unir integrantes de um grupo tão heterogêneo de maneira muito amigável e sincera, até para não sentirmos tanta falta de casa. 

Uma das entradas: ovo de 4 minutos, panceta, morrones assados, croutons de morcilla e folhas verdes

A entrada servida foi um granité de melão com erva doce, cebolas roxas e brotos de agrião, harmonizado com Colomé Torrontés 2014. Já o primeiro prato, uma insalata de tomates, berinjela assada, burrata e brotos de alfavaca com molho pesto ficou muito interessante com o Primogénito Chardonnay 2014 (bodega Patritti). 

Dois dos excelentes vinhos do agradável almoço

O segundo prato!

O segundo prato foi a pesca do dia (truta) com purê aromatizado com açafrão, salada mediterrânea de vegetais e harmonizamos com dois vinhos: Kaiken Terroir Series Corte 2012 e o Miras Pinot Noir 2011

Para finalizar em grande estilo a sobremesa: vulcão de chocolate, creme de baunilha de Madagascar e flor de sal da Patagônia, harmonizado com Malamado 2012, um vinho fortificado com 100% malbec, ideal para acompanhar sobremesas à base de chocolate.

Dá pra você perceber a dificuldade que foi esse primeiro dia na Argentina, não? Domingo que vem tem mais por aqui. 

Tim-tim!


Capricho total, mesmo para um simples lanche pedido no quarto


O melhor iogurte natural que já comi


22 fevereiro 2015

Minha viagem à Argentina e o que vi no AWA 2015


O evento mais importante para o vinho de nossos vizinhos é o Argentina Wine Awards, que nesse ano teve como tema a “visão das mulheres” sobre a indústria e o mercado vitivinícola mundiais, conforme anunciado aqui no blog em dezembro (relembre). Por alguns dias doze juradas avaliaram 671 amostras de 137 bodegas diferentes, representando as quatro regiões produtoras do país: Salta, San Juan, Mendoza e Patagônia. 

Tive o prazer de presenciar as atividades do evento em viagem recente que fiz à Argentina a convite do órgão encarregado de divulgar o vinho do país mundo a fora: Wines of Argentina. Através do André (Deco) Rossi, seu representante no Brasil, recebi o honroso convite e fui acompanhada pelos jornalistas Bruno Agostini e Marcel Miwa, ótimas companhias e com quem aprendi muito durante essa viagem.    

Bem. No dia 13 de fevereiro as atividades do evento começaram às 8 da manhã, com seminário intitulado “vinos y estilos exitosos”, sendo degustados vinhos da Itália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Chile e França. Para cada vinho degustado houve uma breve explanação sobre um determinado tema pelas integrantes da mesa, as doze juradas que representam vários setores do vinho em seus respectivos países.

Mesa do seminário, com Suzana Barelli ao centro e Jancin Robinson, à direita da foto

Quem representou o Brasil foi a amável Suzana Barelli, jornalista especializada em vinhos e gastronomia e editora da Revista Menu. Em seu grupo de degustação para a escolha dos melhores vinhos do evento esteve a mais importante jornalista de vinhos do mundo, a britânica Jancis Robinson, que também a acompanhou no seminário. 

Durante todas as palestras foram apresentadas as visões de mercado de cada país, com foco nas tendências e a possibilidade de participação e entrada dos vinhos argentinos. O que mais chama atenção em todos esses dias na Argentina, seja inúmeras visitações e mesmo durante o AWA 2015, é que o mercado está sedento por novidades e dentre esses novos desejos do consumidor estão os vinhos menos estruturados, menos carregados em madeira e menos alcoólicos. Uma tendência que acompanha o amadurecimento de qualquer mercado.

Aliás, tive oportunidade de estar ao lado de grandes personalidades do vinho e sentir o quanto um mercado é aquecido quando o vinho faz parte da cultura do país.  

Também é digno de nota o fato de que a Argentina vem fazendo ótimos cabernet franc e petit verdot, que antes eram meras coadjuvantes da sua principal uva, a malbec, ou apareciam apenas na composição de blends, mas agora são grandes apostas em vinhos varietais (uma só uva).

Na mesma noite fomos à premiação dos melhores de 2015, na Bodega Trivento. E, depois de ter degustado 279 vinhos durante a viagem, tivemos a certeza de que muitos dos nossos preferidos estariam ali. Apenas para deixar registrado esses quase trezentos vinhos foram degustados tecnicamente, ou seja, ninguém saiu embriagado das degustações e em posts futuros contarei mais sobre as várias visitas que fizemos nesses dez dias.

Os vinhos premiados com os "troféus" do AWA 2015

Na manhã seguinte provamos os vinhos que foram merecedores de troféus, os mais representativos do evento, divididos em categorias e também por faixa de preços, que abaixo estão arredondadas para facilitar a leitura. Foram eles:

Categoria espumante: 
- Ruca Malen Brut.

Categoria chardonnay:
- Finca la Escondida Reserva Chardonnay 2014 (entre 7 e 13 dólares).
- Salentein Single Vineyard Chardonnay 2012 (entre 30 e 50 dólares).

Categoria bonarda:
- Cadus Single Vineyard Finca las Tortugas Bonarda 2013 (entre 30 e 50 dólares).

Categoria malbec:
- Séptima Obra Malbec 2012 (entre 13 e 20 dólares).
- Riglos Quinto Malbec 2013 (entre 20 e 30 dólares).
- Casarena Single Vineyard Malbec – Jamilla’s Vineyard – Perdriel 2012 (entre 30 e 50 dólares).
- Zuccardi Aluvional Vista Flores Malbec 2012 (acima de 50 dólares).

Categoria petit verdot:      
- Decero Mini Ediciones Petit Verdot – Remolinos Vineyard 2012 (entre 30 e 50 dólares).

Categoria cabernet franc:
- La Mascota Cabernet Franc 2013 (entre 20 e 30 dólares).
- Salentein Numina Cabernet Franc 2012 (entre 30 e 50 dólares).

Categoria cabernet sauvignon:
- Proemio Reserve Cabernet Sauvignon 2013 (entre 13 e 20 dólares).

Categoria tannat:
- Serie Fincas Notables Tannat 2012 (entre 30 e 50 dólares).

Categoria red blend:
- Sophenia Synthesis The Blend 2011 (acima de 50 dólares).

Tanto pra mim quanto para meus companheiros de viagem o melhor vinho dentre os premiados foi o petit verdot, da Finca Decero, bodega de Mendoza.

Além desses vinhos que receberam troféus, foram distribuídas medalhas de ouro para 19 vinhos, medalhas de prata para 193 produtos e 369 medalhas de bronze. Para conhecer todos os vinhos premiados, clique aqui.

Tim-tim!

Meus companheiros de viagem: Bruno Agostini, Marcel Miwa e Déco Rossi. 

Com a jornalista Suzana Barelli, editora da Revista Menu 

Degustação de dez rótulos premiados no AWA 2015