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28 janeiro 2011

Don Ziero Vintage Clássico 2002

Esse é um surpreendente produto brasileiro, elaborado pela Vinícola Cordelier, no Vale dos Vinhedos. Comprei uma garrafa (R$ 45) no varejo da vinícola localizado no andar de baixo do excelente restaurante Don Ziero. Arrisco a dizer que por esse preço não há vinhos do Porto melhores no mercado brasileiro. Pelo menos os que conheço não tem a mesma personalidade.
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Na taça um vinho com boa evolução, de coloração vermelho grená e bordas alaranjadas, formando lágrimas finas na taça. Os aromas vieram em grande intensidade, um frutado maduro, lembrando frutos secos, mel, tabaco e álcool de leve (18% de teor).
Tem bom corpo, com taninos marcando presença, assim como uma boa acidez. Adocicado em boa medida, sem exageros, sem ser enjoativo. Final longo, frutado, com boa complexidade, toques amadeirados, tabaco, chocolate e mel. Álcool aparecendo sem destoar. Palato com fruta e madeira, chamando para o próximo gole. Combinação perfeita para sobremesas e queijo Gorgonzola.
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Enviei mensagem para a vinícola tentando descobrir mais detalhes técnicos sobre o vinho, como variedades e método de elaboração, mas não me responderam. Mas essa falta de atenção não me impedirá de visitá-los na próxima vez que for ao Vale e comer no ótimo restaurante Don Ziero.
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19 março 2010

Cordelier Equilibrium 2005

Comprei esse top da Cordelier em julho de 2009, pagando R$50 no varejo da vinícola. Trata-se de um corte de cabernet sauvignon, merlot e ancelotta, com produção limitada a 6.100 garrafas. Abri a de número 1.088 no final de janeiro. Tem 13% de teor alcoólico.
Na taça apresentou coloração rubi, brilhante e límpido. Lágrimas grossas e lentas. Aromas de início um pouco fechados, predominando o frutado característico dos merlot brasileiros. Abriu-se para um frutado mais maduro após um tempo, lembrando frutos escuros (amoras).
De corpo médio, possui taninos poderosos e boa acidez. Retro-olfato com frutas bem maduras, quase "passadas". Final mediano, com notas da fruta e leve tostado. Boca seca. Vinho que pede comida e com bom potencial de envelhecimento. Ainda não apresentou seu melhor. Guarda tranquila por mais 3 anos. Certamente vai melhorar numa prova futura. Hoje, é bom deixá-lo respirar pelos menos por meia hora no decanter.
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07 fevereiro 2009

Cordelier Merlot 2006

A Vinícola Cordelier é uma das mais charmosas do Vale dos Vinhedos. Possui lindas instalações e um restaurante muito bom, o Don Ziero. É a primeira vinícola do vale, bem na entrada e produz ótimos tintos, com destaque para o Reserva Cabernet Sauvignon 2005 (relembre). Mas seu Reserva Chardonnay também é especial, sendo o primeiro vinho comentado nesse blog, da safra 2000 (relembre). Este Merlot não é um "reserva" e acredito que não tenha passado por madeira. Embora a safra 2006 não tenha sido das melhores no Vale, conseguiu demonstrar as boas características da uva em solo brasileiro. O ponto forte fica por conta da garrafa estilizada com jato de areia, dando a impressão de que esteve por décadas na adega.
Um vinho de aromas típicos da Merlot cultivada no sul do país, de intensidade média. Leve, com taninos marcando presença, tem acidez moderada e bastante equilíbrio, sem que o álcool aparecesse em nenhum momento (12%). Ficou mais macio depois de um tempo.
Final persistente e frutado, com os taninos marcando levemente o palato. Retrogosto que surpreendeu. Vinho correto, pronto para beber (R$19, no varejo da vinícola).

05 fevereiro 2008

Cordelier Reserva Cabernet Sauvignon 2005

O primeiro vinho que comentei neste blog foi um achado, um chardonnay da Vinícola Cordelier, safra 2000, escondido na prateleira de um supermercado (relembre). Este fato me fez desenvolver respeito e carinho pela vinícola, fundada em 1987, no Vale dos Vinhedos.
Este cabernet sauvignon estagia em barris de carvalho. Não sei por quanto tempo ou qual a quantidade do vinho que tem contato com a madeira, pois a vinícola não informa. É um vinho muito fácil de beber e tem ótimo equilíbrio. Paguei R$ 23,00 por apenas uma garrafa, infelizmente.
No copo, um púrpura intenso, escuro, sem transparência, com muitas lágrimas e manchas no copo. Girando a taça, parecia que o vinho era denso, grosso, realçando o corpo. Bons aromas de frutos vermelhos maduros e lembranças florais (violetas).
Na boca, bom corpo, quase "mastigável". Taninos presentes, mas já domados, com boa acidez e álcool equilibrado (12,5%). Retrogosto frutado, com madeira discreta e bem integrada. Final longo e frutado. No fundo da taça, formaram pequenas bolhas de ar.
Vinho corretíssimo, que vale a pena ter em casa para momentos especiais, com boa relação qualidade x preço. Tenho dado sorte com os vinhos nacionais este ano. Espero que continue assim!

04 julho 2006

Cordelier Reserva Chardonnay 2000


Esse foi um achado interessante. Havia só uma garrafa na prateleira, meio perdida entre outros vinhos nacionais. Desconfiei no início, pois um vinho de 2000 poderia ter sido maltratado pelo calor do depósito. Mas o preço não me deixou pensar duas vezes: R$ 14,00.
No copo, apresentou-se de coloração verde-palha, com formação de bolhas no fundo. Aromas florais não muito intensos. Um toque de mel bem delicado, mas apenas no aroma, não deixando o vinho doce. O final tem boa persistência e o álcool não prevalece sobre a fruta.
É um vinho seco, macio e leve, com teor alcóolico de 11%, produzido em Bento Gonçalves, no Vale dos Vinhedos, pela tradicional Vinícola Cordelier. Talvez tenha evoluído na garrafa, pois não havia nenhum sinal de perda de qualidade, apesar das condições em que foi "encontrado".
Degustado em 02 de julho de 2006.