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23 dezembro 2011

O vinho tinto do último Wine Bar: Sonnenmulde Zweigelt 2008


No último dia 5 de dezembro foi realizada mais uma edição do Wine Bar, uma degustação virtual via Facebook que na ocasião teve como tema os vinhos austríacos. De São Paulo, o sommelier Daniel Perches comandou a degustação ao lado da produtora Kathrin Schreiner, da vinícola Sonnenmulde, que produz esse vinho na região de Burgeland.

O mais interessante da degustação fica por conta da uva com que é produzido o vinho, a Zweigelt, fruto de um cruzamento entre as variedades St. Laurent e Blaufränkisch realizado pelo pequisador Fritz Zweigelt. Ela também é conhecida como Rotburger. É a uva tinta mais cultivada da Áustria, com vinhedos ocupando cerca de 9% da área total plantada no país.

É um vinho biodinâmico, com fermentação em grandes tonéis de madeira, mas sem amadurecimento em carvalho. Vinho de coloração púrpura, com boa transparência. Aromas em boa intensidade, lembrando frutos delicados como cerejas. Na boca é leve, com adstringência inicial, boa acidez e notas levemente adocicadas. No paladar lembra um Gamay. Final mediano, com levíssimo amargor e palato marcado por chocolate.

Embora seja um tinto, é descontraído, para se beber nos dias quentes do verão brasileiro a uma temperatura de serviço mais baixa do que o de costume, talvez a uns 12-13 graus. Tem pouco teor alcoólico (12,5%). Em termos de harmonização, pareceu ter vocação para aves e massas.

Valeu a experiência de beber um vinho de um país tão raro por aqui e de uma uva ainda mais difícil. A importação para o Brasil é feita pela The Special Wineries e no mercado é encontrado a R$85. 

Saúde a todos!    

16 dezembro 2011

O vinho branco do último WineBar: Lois Gruner Veltliner 2009


No último dia 5 de dezembro foi realizada mais uma edição do Wine Bar, uma degustação virtual via Facebook que na ocasião teve como tema os vinhos austríacos. De São Paulo, o sommelier Daniel Perches comandou a degustação ao lado da produtora Kathrin Schreiner, da vinícola Sonnenmulde.

O primeiro vinho da noite foi esse branco elaborado com a uva que simboliza a Áustria, a Grüner Veltliner, já apresentada aqui em outra postagem (relembre). É um vinho leve, mas que consegue acompanhar as gordurosas comidas locais. Aqui em casa ficou fantástico com um Linguine com camarões que a Érika fez. 

O produtor é Fred Loimer, uma vinícola jovem que teve a primeira vinificação em 2000. Possui atualmente 69 hectares de vinhedos, sendo 60 deles na região de Kamptal e o restante em Thermenregion. As uvas do vinho degustado vem da primeira região, banhada pelo rio Kamp, cuja capital é Langelois, a maior cidade produtora de vinhos na Áustria. Essa região se destaca pela elaboração de ótimos vinhos brancos feitos com a Grüner Veltliner e com a Riesling. 

A importação para o Brasil é feita pela The Special Wineries e no mercado esse vinho é encontrado a R$ 96. 

Na taça uma coloração amarelo palha com reflexos esverdeados. Boa intensidade aromática, frutos brancos, especialmente maçã verde e notas minerais. Na boca tem bom corpo (considerando ser um vinho branco sem passagem por madeira). No começo da degustação leves “agulhas” apareceram, lembrando um Vinho Verde. Boca repetindo sensações aromáticas, com boa presença mineral.

Final mediano, mas harmônico. Vinho que vai bem como aperitivo, com 11,8% de teor alcoólico, mas que cresceu muito quando passou a acompanhar a massa.

Saúde a todos!   




21 novembro 2011

Finalmente um vinho austríaco por aqui: Grüner Veltliner Berg Vogelsang 2009


Esse é o primeiro vinho austríaco postado aqui no blog. Um ótimo vinho, embora o preço não seja tão atrativo como vinho para o cotidiano (faixa dos R$ 95-100), mas vale a pena ser degustado numa ocasião especial ou para presentear alguém que goste dos vinhos brancos.

O produtor é Weingut Bründlmayer, na região de Kamptal (Baixa Áustria). A variedade é a local Grüner Veltliner, que serve tanto à elaboração de vinhos secos como doces.

Essa variedade gera um costume interessante entre os austríacos, o de harmonizar vinho branco com caças, carnes bovinas, suínas e aves, ao contrário do que fazemos no Brasil. Lá, uma harmonização comum é com o prato nacional, Wiener schnitzel: costeletas de vitela envoltas em farinha de pão fritas rapidamente em banha até ficarem douradas.

Mas vamos ao vinho: na taça apresentou coloração amarelo palha, com reflexos esverdeados. Ótimos aromas, algo cítrico, mineral, evidência floral também presente. Boa complexidade no nariz. Em boca tem bom corpo, é seco (mesmo!), com mineralidade tomando conta. Acidez marcante, sem as notas adocicadas a que estamos acostumados na América do Sul. Vinho "sério". 

Final de médio a longo, marcado por leve álcool (apesar de apenas 12,5% de teor). Também apareceram notas minerais em destaque e perfumes florais. Ótima capacidade para acompanhar comidas, mesmo mais potentes e condimentadas.
Segundo a vinícola, tem potencial de guarda para 10 anos, mas está num ótimo momento. Talvez ganhe ainda mais complexidade com alguns anos de guarda.

Saúde a todos!