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17 junho 2018

Ótima surpresa :: Yalumba The Y Series Shiraz Viognier 2014


País: Austrália
Região: South Australia
Produtor: Yalumba
Uvas: Shiraz (95%) e Viognier (5%)
Maturação: sem informações
Álcool: 14%

De vez em quando me pego pensando na mesmice dos vinhos que ando bebendo. Mas, quem tem amigos tem tudo... e dia desses o Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos) trouxe aqui para casa esse Australiano que ele disse ter sido uma excelente compra, porque comprou algumas garrafas na faixa dos R$50 aproveitando uma promoção. Fiquei empolgado duplamente. 

A Shiraz é a uva tinta que simboliza melhor os vinhos australianos e esse vinho tem uma pitada de Viognier, uva branca que dá uma acalmada na tinta também na região francesa do Rhône e na África do Sul.  

Na taça um vermelho rubi, bem brilhante e límpido. 

Interessante nos aromas, com notas de ameixa, cereja e condimentos. Corpo médio, taninos macios, acidez mediana. Muito agradável, fresco, fruta franca, notas levemente adocicadas. Final persistente. Álcool aparecendo, sem ser desequilibrado. Ótima surpresa. 

Consultando o site do importador encontrei essas sugestões de harmonização: "cupim assado com purê de nabo, espaguete à amatriciana, risoto de berinjela e tomate, frango assado recheado com farofa de bacon, carne seca na moranga, e queijos semiduros".


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Wine, que o vende em seu site na faixa dos R$ 88 para quem é sócio de seu clube. O preço normal é R$ 103. 

Saúde a todos!





25 julho 2012

A cada safra um novo corte, como deve ser: Bleasdale Langhorne Crossing Red 2010



Esse foi outro vinho que comprei num supermercado em Catalão (GO) pagando R$ 36,90. Embora já tivesse comentado há pouco tempo a safra 2008 dele (relembre), a impressão não foi boa e resolvi arriscar uma safra mais recente. 

Interessante que em todas as safras comentadas aqui (inclusive a 2004), o corte é diferente e nem mesmo as uvas se repetem. Veja:

- Safra 2004 - corte de 61% Shiraz e 39% Cabernet Sauvignon (39%), com passagem por 18 meses em barricas de carvalho, predominantemente americanas.

-  Safra 2008 - corte de 53% Cabernet Sauvignon, 35% Shiraz, 7% Petit Verdot e 5% Malbec, com passagem de 15 meses por barricas predominantemente americanas. 

- Safra 2010 - corte de 54% Shiraz e 46% Merlot, com passagem de 15 meses por barricas predominantemente americanas. 

Isso pode parecer pouco, mas um corte (assemblage) é fruto de uma intensa análise técnica feita pelos enólogos, que precisam decidir que vinho colocarão no mercado. Por isso, a cada ano é natural que o percentual de uvas varie, pois um corte não é uma fórmula matemática que pode ser repetida todos os anos, em todas as safras. Apesar disso, algumas vinícolas insistem em fazer isso, até aqui no Brasil. 

Quanto ao vinho: coloração rubi. Aromas com frutos vermelhos e pimenta bem presente, com essa última característica provavelmente vinda da Shiraz. Na boca tem médio corpo, fácil de agradar, redondo, com taninos macios e acidez equilibrada. Picante, com repetição da pimenta, caramelo e frutos compotados. Final mediano, com álcool presente (13,9%), mas sem desequilíbrio. 

Está pronto para beber agora e, apesar do teor alcoólico, pode servir para acompanhar refeição ou para bebericar, já que tem muita fruta e os taninos já estão macios.      

É elaborado pela Bleasdale Vineyards, uma vinícola fundada em 1850 pela Família Potts. Foi a segunda a se estabelecer no país. Seus vinhedos estão localizados na região de Langhorne Creek, South Australia, a 70 km de Adelaide. Esta região tem sua história iniciando em 1800 às margens do rio Bremer. Antes mesmo da introdução das atuais técnicas de irrigação, o cultivo de uvas na região ocorria com ajuda das enchentes do rio, o que torna possível encontrarmos parreiras com mais de 110 anos e ainda produzindo. 

Saúde a todos!



18 junho 2012

Chardonnay e Pinot, mas não é espumante: Cranswick Sarus Chardonnay Pinot Noir 2009


Quando estivemos no Rio para o Encontro de Vinhos, ficamos hospedados na maison Le Vin au Blog e numa de nossas idas ao supermercado comprei esse vinho por R$49. O que me chamou a atenção nele foi a presença de um percentual de Pinot Noir em sua composição. São 6% dessa uva tinta (vinificada em branco) e 94% da Chardonnay.

É elaborado pela Cranswick Wines, criada em 1991. Inicialmente produzia vinhos a granel para vários outros produtores, mas rapidamente passou a elaborar vinhos com seu próprio rótulo. A vinícola tem vinhedos em várias regiões australianas. 

Para esse vinho as uvas vêm de vinhedos novos, com plantas com 5 anos de idade, situados nas colinas de Adelaide, South Australia. Nessa região de solos franco-arenosos as vinhas são irrigadas por gotejamento. As uvas fermentaram em cubas de carvalho francês e americano para dar complexidade e fermentou por dois meses sobre as próprias borras (sur lie).

Na taça a coloração é amarelo palha. Os aromas vêm ao nariz em boa intensidade, frutos brancos, maçã verde e algo amanteigado, lembrança da fermentação em madeira e da permanência sobra as borras. Na boca é sedoso, redondo, macio, com acidez em média intensidade. O final é de boa persistência, com madeira e frutado em boa harmonia. 

Saúde a todos!



04 junho 2012

Para beber ontem: Bleasdale Langhorne Crossing Red 2008


Fomos a Uberaba a trabalho e encontramos esse vinho numa loja do Mercado Municipal, a Mercador, comandada há 22 anos por um Português que veio para o Brasil em 1974 (ano em que nasci) por conta da Revoluçao dos Cravos. A loja tem boas opções de rótulos, mas a maioria deles importados pela Casa Flora, como esse. 

Trata-se de um corte de 53% Cabernet Sauvignon, 35% Shiraz, 7% Petit Verdot e 5% Malbec, com passagem de 15 meses por barricas "predominantemente" americanas, mas a vinícola indica uma passagem por barricas francesas para conferir maior elegância ao vinho. Tem expectativa de consumo para 2-3 anos, segundo o produtor. 

É elaborado pela Bleasdale Vineyards, uma vinícola fundada em 1850 pela Família Potts. Foi a segunda a se estabelecer no país. Seus vinhedos estão localizados na região de Langhorne Creek, South Australia, a 70 km de Adelaide. Esta região tem sua história iniciando em 1800 às margens do rio Bremer. Antes mesmo da introdução das atuais técnicas de irrigação, o cultivo de uvas na região ocorria com ajuda das enchentes do rio, o que torna possível encontrarmos parreiras com mais de 110 anos e ainda produzindo.

Vamos ao vinho. 

Na taça apresentou coloração rubi, límpido, com boa transparência. Muita fruta no nariz, cereja, amoras, baunilha, presença mineral. Em boca a primeira sensação é de notas salgadas (minerais) se sobrepondo à fruta. Os taninos estão maduros, deixando o vinho macio, fácil. Tem acidez discreta. 

O final é um tanto ligeiro, com madeira e fruta bem integradas, mas o salgado é muito intenso, deixando o vinho menos agradavel do que poderia ser. Álcool aparecendo de leve (14,5% de teor). Fundo de taça com aromas lembrando especiarias e chocolate branco.

Já passou o auge, como a própria vinícola admite quando revela sua expectativa de consumo. Portanto, não evoluirá. Beba o mais rápido possível se tiver uma garrafa dessa safra em casa. Pelo que vi já está no mercado a safra 2010, certamente uma compra mais segura. 

Pela garrafa paguei $45.

Saúde a todos!


17 fevereiro 2012

Bom exemplar australiano: Wakefield Riesling 2010


No dia 7 de janeiro o almoço à beira da piscina do DPNY começou com esse Riesling australiano, produzido pela Wakefield Wines, no Clare Valley, localizado na região de South Australia, que ocupa a porção centro-sul do país. Segundo informações, as primeiras vinhas foram plantadas por ingleses em 1840. O solo da região é variável: calcário, argila, rochas, ardósia são alguns elementos que auxiliam na produção de bons Riesling e respeitados Shiraz e Cabernet Sauvignon. 

Na taça tem coloração amarelo palha, com reflexos esverdeados. Aromas em boa intensidade, frutos brancos, como pêra e notas cítricas lembrando limão. Na boca é seco, quase austero, com bom corpo, acidez mediana e final de boa persistência. Algo mineral aparecendo de leve. Vinho muito correto que acompanhou bem os petiscos à base de frutos do mar.  Álcool a 13,5% de teor, sem incomodar. 

No mercado é vendido na faixa dos R$ 55-60. 

Saúde a todos!




07 setembro 2011

Hardy's Stamp of Australia Riesling Gewurztraminer 2010

Ganhei esse vinho de um amigo. Foi comprado num supermercado na casa dos $35. Um corte de Riesling e Gewürztraminer elaborado pela Hardys, vinícola fundada em 1853.

O vinho é meio seco, então esperava que não fosse enjoativo para meu gosto pessoal. Na taça apresentou aromas um tanto tímidos. Mineralidade da Riesling em evidência. Lembrança da Gewurztraminer também aparece com flores e frutos tropicais. Na boca é melhor, com acidez marcante e boa refrescância. Mineralidade e notas adocicadas muito presentes. Final ligeiro, com notas adocicadas bem presentes. Vinho leve e descontraído.

Repito: por ser um vinho meio seco o adocicado pode ser enjoativo para quem está mais acostumado aos vinhos secos, mas é um bom vinho pelo que propõe.

Saúde a todos!

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25 maio 2011

Beverford Shiraz 2007


Quem gosta de informações sobre vinhos tem lido muita coisa sobre os bons Shiraz produzidos na Austrália. Então, esperava muito desse vinho, apesar de saber que seu preço (na casa dos R$ 39) não indicava algo excepcional. Confirmou-se minha pouca expectativa e ficou aquela pontinha de "não quero mais"!

Produzido pela Buller Wines (fundada em 1921) na região de Victoria, é um varietal de linha mais simples, com 14,5% de álcool e um estilo um tanto chato de vinho, com muita fruta, taninos doces e álcool sobrando um pouco.

Vinho de coloração púrpura. Aromático, com frutos bem maduros e notas condimentadas (especiarias), além de leve lembrança da madeira. Corpo mediano, com taninos macios, doces, e pouca acidez. Final frutado, de média persistência.
Está pronto para beber e estou quase certo de que não evoluirá, pois falta acidez e taninos pra isso. Correto, mas não empolga. Vale como aperitivo (cuidado com o álcool), mas ponho em dúvida sua vocação gastronômica. Vinho um pouco chato em alguns momentos.
Estou certo de que esse estilo agrada a muitos, tanto que na própria garrafa vieram indicações de medalhas de prata e bronze em três concursos, mas aqui em casa não levou prêmios.


18 novembro 2010

Matilda Plains Cabernet Shiraz 2009

Esse tinto australiano é produzido na região de Langhorne Creek pela Bremerton Wines, fundada na década de 1980. Pela garrafa paga-se em torno dos R$65.

Dados técnicos: é um corte de Cabernet Sauvignon (64%), Shiraz (24%) e Merlot (12%), com passagem de 10 meses por barricas de carvalho. Álcool a 14,5%. Enóloga responsável: Rebecca Wilson.

Púrpura, jovem, aromático. Álcool deu recado já no início. Forte presença de pimenta e pimentão, frutos vermelhos maduros em segundo plano, pimenta do reino e outras especiarias. Depois de um tempo a complexidade diminuiu, sobressaindo a fruta madura. Na boca é marcante. Acidez pronunciada e taninos vivos, podendo ainda evoluir. Notas adocicadas bem realçadas na ponta da língua., mas também um destaque mineral, deixando o vinho um pouco salgado. Corpo mediano. Final um tanto ligeiro, com presença de fruta e especiarias. Álcool ainda presente, mas sem desequilibrar. Acompanha comida. Pronto para beber ou guardar por 1 ou 2 anos. Vinho com muita "cara" de Novo Mundo.

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01 abril 2009

Langhorne Crossing Dry Red 2004

Este é o 28º Vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs, desta vez escolhido pela Ivania Amaral, do blog I Vini Vinhos. Uma compra que sempre evitei quando encontrava o vinho no supermercado, pois a safra 2004 poderia ser um pouco antiga para um vinho em condições não muito adequadas. Paguei R$35, uma boa relação qualidade x preço. O vinho é produzido pela antiga Bleasdale Vineyards, casa fundada em 1850 pela Família Potts, a segunda vinícola a se estabelecer no país. Seus vinhedos estão localizados na região de Langhorne Creek, South Australia, a 70 km de Adelaide. Esta região tem sua história iniciando em 1800 às margens do rio Bremer. Antes mesmo da introdução das atuais técnicas de irrigação, o cultivo de uvas na região ocorria com ajuda das enchentes do rio, o que torna possível encontrarmos parreiras com mais de 110 anos e ainda produzindo.
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Em todos os momentos da degustação o vinho se mostrou bastante agradável, frutado, equilibrado, sem apresentar madeira em excesso. Ao contrário, nesse vinho a madeira é um ingrediente que lhe deu elegância e certa complexidade. Provavelmente já esteve melhor, mas ainda é um exemplar bem interessante. Um corte de Shiraz (61%) e Cabernet Sauvignon (39%), com passagem por 18 meses em barricas de carvalho, predominantemente americano e alguma parcela em francês. Álcool a 14,5%.
Na taça uma coloração rubi de boa transparência e bordas com leve tendência ao alaranjado. Aromas medianos, com fruta madura em evidência, algo de ameixa preta, sem percepção de madeira no nariz. Indícios do álcool, sem atrapalhar.
Vinho leve, com taninos marcando discreta presença e já doces. Acidez em evidência, com leve madeira no retro-olfato. Final longo, com leve amargor e algum floral. Final elegante, com madeira bem dosada e fruta presente. Notas de chocolate e tabaco apareceram em boca e no retrogosto. Álcool sem incomodar, apesar do teor elevado.
Enfim, um vinho mais elegante do que potente, com estilo bastante fácil de beber. Compraria outras garrafas.
Em tempo, a tampa de rosca colabora para que o vinho mantenha suas características, mesmo tendo ficado alguns anos em pé no supermercado.