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06 março 2014

Vinícola Perini aposta também no mercado das cervejas artesanais

Foto: Divulgação

O crescimento do mercado de cervejas artesanais tem atraído investimentos de vários setores, alguns por pura paixão outros por enxergarem uma grande oportunidade de negócios, já que o brasileiro está descobrindo que a palavra “cerveja” estava muito mal definida nas tradicionais marcas líderes de mercado.

As cervejas “tipo Pilsen” que dominam as propagandas de TV nos intervalos do futebol, que usam e abusam do milho em sua composição (algo inaceitável na Europa, por exemplo), nem de longe lembram o que está sendo elaborado pelas cervejarias artesanais de todo o país. 

Veja aqui um estudo da USP/Unicamp publicado em 2012 sobre o tema.

Um projeto recente chama atenção porque é o ingresso de uma das maiores vinícolas brasileiras nesse mercado. A Vinícola Perini, tradicional produtora de vinhos finos, espumantes e suco de uva, sediada em Farroupilha (RS), acaba de lançar uma linha de cervejas premium, a Matarelo, nome ligado à origem da família Perini, na Itália.

Antes de vir para o Brasil, em 1876, Giuseppe Perini elaborava cerveja de forma artesanal e para consumo próprio na cidade de Matarelo, na região do Trento. Giuseppe era avô de Benildo Perini, proprietário da vinícola, que orgulha-se desse novo projeto por resgatar uma parte importante da história da família.

O lançamento acontece essa semana e serão colocados no mercado quatro estilos diferentes de cervejas artesanais, uma seguindo os parâmetros da escola norte-americana (American Lager) e outras três seguindo a escola alemã (Weiss, Red Vienna Lager e Munich Dunkel).

A elaboração dessas cervejas será feita em parceria com a Cervejaria Santamate, de Santa Maria (RS), visando fazer parte de um mercado que atualmente é tímido, mas em franco crescimento. Segundo dados do governo e da Associação Brasileira de Bebidas existem mais de 200 microcervejarias no Brasil e as cervejas artesanais ocupam 0,15% do mercado, mas a expectativa é que cheguem a 2% nos próximos dez anos.

Foto e informações: .DOC Assessoria de Comunicação

* Em breve no blog as impressões do colunista Paulo Rabelo a respeito das cervejas Matarelo, enviadas ao blog pela assessoria de comunicação da Perini.

Saúde a todos!

18 setembro 2013

Por uma boa causa: Vinícola Perini fará doação ao Hospital do Câncer de Londrina

Foto: Divulgação

Dados do Ins­­tituto Nacional do Câncer (Inca) e do Ministério da Saúde apontam que a Região Sul do Brasil é a que concentra a maior incidência de cânceres, proporcionalmente, no Brasil. Diante dessa realidade, a Vinícola Perini, de Farroupilha, se engajou na luta contra o câncer de mama no RS e, a partir de agora, passa a apoiar uma nova causa: a qualificação do atendimento do Hospital do Câncer de Londrina.

Através da campanha “Doe 1%”, as empresas interessadas irão auxiliar o hospital na aquisição de novos equipamentos, modernização e aperfeiçoamento do atendimento. Para tanto, basta doar 1% de seu faturamento, ou 1% sobre a venda de um dia, ou ainda, 1% sobre algum evento – a soma que o doador achar ou julgar mais conveniente. No caso da Perini, o valor será revertido a partir das vendas do Perini Solidário, no estabelecimento comercial Atend Festas.

“É um pedido mínimo para oferecer o máximo de qualidade no atendimento a diversos casos de câncer, uma doença que atinge todas as camadas da população e que exige um atendimento moderno e caro. Por isso, a Perini se engajou nesta campanha”, aponta o diretor de marketing Pablo Perini.

Através do vinho Perini Solidário, a empresa localizada no Vale Trentino, na Serra Gaúcha, já fez a doação de R$ 42 mil ao Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama) e à Federação Brasileira de Hemofilia. A Perini contabiliza a quantia revertida às entidades desde 2009, quando passou a elaborar o rótulo. Em cada garrafa da bebida vendida, R$ 1 é destinado às instituições parceiras.

O vinho, elaborado a partir das uvas Cabernet Sauvignon e Merlot, já é reconhecidamente uma referência de qualidade e um campeão de vendas. “Acreditamos que nossa empresa pode atuar para incentivar diversos avanços socais e a saúde é um setor que necessita de apoio sistemático dos governos e da iniciativa privada”, aponta o executivo.

Fonte: .Doc Assessoria de Comunicação

15 fevereiro 2013

Provamos o elegante Perini Qu4tro 2008

O vinho permaneceu 8 meses em barricas novas de carvalho francês, o que lhe conferiu boa complexidade

Sempre ouvia coisas boas sobre esse vinho ícone da Vinícola Perini, elaborado com quatro uvas, com uma garrafa de quatro lados, em homenagem aos quatro fundadores da empresa. Mas, só fui prová-lo em setembro do ano passado quando estivemos no Sul para mais uma edição do Projeto Imagem, do Ibravin (relembre). 

Dia desses resolvemos abrir o vinho para ser um dos acompanhantes da costela suína que a Érika fez. A harmonização ficou ótima e o vinho demonstrou virtudes que encantaram a todos os presentes, especialmente seu equilíbrio. 

Embora elaborado com quatro variedades com bastante cor (Ancellotta, Cab. Sauvignon, Merlot e Tannat) o vinho apresentou coloração rubi translúcido, deixando ver o fundo da taça. Aromas de muita fruta madura, ameixa, notas amadeiradas, chocolate e leve lembrança de especiarias. 

Em boca é elegante e macio, com taninos já domados e boa acidez. O álcool não aparece em nenhum momento (12% de teor). Final de boa persistência, limpando a boca quando degustado junto com o prato principal. Está num ótimo momento de consumo, porque acredito que já esteja dócil o bastante e não vai melhorar com a guarda.

Infelizmente tive notícias de que as últimas garrafas dessa safra 2008 se esgotaram. Quem tem, aproveite. 


Detalhes da compra:

Foi comprado no varejo da Perini, mas não me recordo o preço. Na loja virtual custa R$89. Brinco que, para aproveitar a numerologia, esse vinho poderia custar R$44. Ficaríamos gratos!

Saúde a todos!



09 outubro 2012

Numa noite gelada visitamos a Vinícola Perini

Entrada para o restaurante e varejo da vinícola.

A tradicional Vinícola Perini era outra que ainda não tinha visitado, mas na gelada noite de 27/09 estivemos por lá para uma visita às instalações, degustação de seus produtos e um jantar muito agradável com o pessoa da vinícola e demais participantes do Projeto Imagem.

A visita foi coordenada pelo Pablo Perini, responsável pelo Marketing da empresa, que nos levou para um tour pela cantina, uma enorme área produtiva que está em expansão para receber mais equipamentos, visando produzir toda a linha nessa unidade. O vento era tão gelado nessa noite que os espaços entre barricas e tonéis serviram de abrigo para as meninas do grupo.

Nesse clima de inverno degustamos um tinto diretamente da barrica e o famoso Moscato Bianco R2 diretamente dos tanques de inox. Esse vinho aromático foi um dos 16 presentes no painel da Avaliação Nacional de Vinhos.

Pablo Perini, responsável pelo Marketing da vinícola, conduziu nossa visita pela vinícola e nos acompanhou no jantar, sempre com a gentileza particular das famílias de produtores. 

Para alegria dos que moram em regiões quentes, como é o meu caso, saímos do vento gelado e fomos para a sala de degustações, onde passamos a provar alguns dos produtos da vinícola.

- Fração Única Chardonnay 2011 – esse vinho já foi comentado aqui no blog (relembre), com boas impressões. Faz parte de um projeto de terroir, que seleciona uvas de uma pequena parcela de um mesmo vinhedo. Um Chardonnay com passagem por madeira, elegante, fresco, de final mediano e boa capacidade gastronômica. R$33 na loja virtual da vinícola.

- Marselan 2010 – outro vinho de bom preço, vendido a R$33 na loja virtual. Púrpura violáceo. Fruta fresca nos aromas, taninos macios e acidez mediana. Bom final. Fácil de beber e ideal para a mesa do dia-a-dia. Jovem, para ser bebido agora. Sem passagem por madeira. 

- Fração Única Merlot 2010 – outro vinho com a filosofia de terroir. 60% do vinho tem passagem de 6 meses por barricas de carvalho, sendo 80% americanas e 20% francesas. Coloração violácea. Aromas terrosos e também de frutos vermelhos. Bom corpo, algo mentolado, taninos macios, boa acidez e final mediano. R$33 na loja virtual.

- Brut Champenoise – outro vinho da Perini que já foi comentado aqui no blog (relembre). Um corte de Pinot Noir e Chardonnay, com proporções variando ano a ano. A predominância (entre 85-90%) é de Chardonnay. O processo de elaboração com a segunda fermentação em garrafa dura 18 meses. Um espumante com boa complexidade, espuma delicada, cremoso e seco, com açúcar residual numa faixa que me agrada bastante. É vendido no varejo na casa dos R$ 30. A esse preço é uma excelente compra.

- Perini Licoroso Doce – pra mim a grande surpresa da noite. Um vinho de sobremesa elaborado a partir de um vinho base com 20 anos de idade, da uva Moscato, mesclado com parcelas de safras mais recentes, lembrando o sistema de solera dos Jerez. Tem 16% de álcool, boa acidez que não deixa o vinho excessivamente doce. Aromas florais em boa mescla com os aromas do destilado. Final longo. Excelente compra a R$ 27, preço na loja virtual.

O vinho top da Perini, corte harmônico de quatro variedades. Ótimo à mesa. 

Depois da degustação fomos ao jantar típico italiano, regado aos bons vinhos da Perini e à boa conversa com os amigos. Tive oportunidade de provar pela primeira vez o Perini 4, vinho tinto mais importante da vinícola. Elaborado com quatro variedades (Merlot, Cabernet Franc, Ancellotta e Tannat), em homenagem às quatro estações do ano, aos quatro fundadores da vinícola e com garrafa de quatro lados.

Particularmente eu gostaria que o preço fosse $44 pra manter o equilíbrio, mas é vendido a R$89 na loja virtual. Elaborado somente nas melhores safras, é um vinho que vale ser conhecido.  

Saúde a todos!

*** Viajamos ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.          

08 agosto 2012

Vale conhecer: Perini Fração Única Chardonnay 2011


Conheci essa nova linha da Vinícola Perini num evento em Belo Horizonte. Soube que o enólogo Mario Geisse é o consultor para esses vinhos, que procuram identificar os melhores resultados em pequenas parcelas de um mesmo vinhedo, daí o nome "fração única". Os vinhedos são conduzidos no sistema de espaldeiras em "Y" e estão localizados no Vale Trentino, onde a vinícola tem sua sede.

Na taça a coloração é amarelo palha. No nariz uma boa intensidade de aromas, com destaque para frutos brancos, maçã verde, baunilha e notas minerais. Em boca é untuoso, com boa presença do carvalho (baunilha, leve tostado), mas sem ser enjoativo. Boa acidez, fruta madura, notas adocicadas e marcante mineralidade.

O final é mediano, marcado por bom equilíbrio entre a fruta e a madeira, com bom frescor. Acerto da vinícola ao dosar a madeira e deixar o vinho ao mesmo tempo elegante, delicado e gastronômico, com boa complexidade para a faixa de preços (R$33 no site da vinícola).

Um vinho fácil de beber, mas com algo a dizer. Vale ser conhecido. 

Avaliação VPT = 86 pontos. 

Saúde a todos!


03 maio 2012

Perini Espumante Champenoise Brut (Tiragem 2011)


No dia do consumidor, 15 de março, fui ao Extra e comprei vários vinhos com 40% de desconto, dentre eles esse espumante brasileiro por R$ 36. No site do produtor é vendido a R$ 32,80. Essa foi a  faixa de preços considerada nessa postagem.

É elaborado pelo método tradicional (champenoise), com a segunda fermentação na própria garrafa, no consagrado corte de Chardonnay e Pinot Noir. A vinícola é a Casa Perini, que atualmente possui vinhedos em Garibaldi (12 hectares) e Farroupilha (80 hectares).   

O espumante tem coloração amarelo palha. Na taça é "nervoso", com perlage em grande intensidade, com bolhas finas e constantes. Aromas com boa complexidade, fruta delicada, floral e notas de fermentação, tudo em bom equilíbrio, sem sobreposição de uma característica em relação às outras.

Em boca repete o equilíbrio, com acidez refrescante e boa cremosidade, com frutos brancos, flores, casca de pão, nozes e leve tostado. Final médio-longo. Opção interessante tanto para servir como aperitivo como para acompanhar pratos leves como saladas, frutos do mar, sushi e sashimi.

Opção interessante nessa faixa de preços. 

Saúde a todos!




09 outubro 2008

Casa Perini Ancellotta 2006

Quem nunca bebeu ou esteve em algum lugar onde estivessem servindo o famoso vinho JotaPê? Eu, particularmente, nunca bebi, mas já vi muita gente comprando ou bebendo este vinho. Não posso falar nada a respeito, mas ele é um marco para a Vinícola Perini, que com ele passou a se transformar em empresa em 1970, embora a família já produzisse vinho desde 1928, em Farroupilha-RS.
Este vinho é honesto pelo preço que paguei R$18, sem provocar suspiros. É produzido com uvas Ancellotta, típica casta da Emilia-Romagna, onde entra no corte com a Lambrusco para produção do famoso frizzante italiano. A vinícola utiliza uvas provenientes do Vale Trentino, divisa entre Caxias do Sul e Farroupilha, onde predominam os costumes italianos.
Na taça, coloração púrpura, bastante escura, manchando as paredes de vidro e os dentes. Formação abundante de lágrimas (12% de teor alcoólico). Aromas de boa intensidade, com predominância vegetal (eucalipto, menta e alguns temperos). Leve, pouco corpo, com taninos macios, mas certa adstringência, que marcou o final de boca. Retro-olfato com lembrança unicamente vegetal. Final de boa persistência, agradável.
Não é potente nem impressiona pelos aromas, mas é agradável e vale o que custa.