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26 maio 2019

Festivo, mas elegante :: Clearwater Cove Sauvignon Blanc 2017


País: Nova Zelândia
Região: Marlborough
Produtor: Clearwater Cove
Uvas: 100% Sauvignon Blanc
Maturação: sem estágio por madeira. 
Álcool: 12,5%

Esse é o segundo vinho do produtor que comento por aqui. O primeiro foi um excelente Pinot Noir (relembre), outra uva que se dá muito bem na Nova Zelândia, ao lado da Sauvignon Blanc. Talvez sejam elas que melhor simbolizam os vinhos daquele país. 

O meu estilo preferido de Sauvignon Blanc é aquele com mais notas frutadas do que vegetais, porque não ficam enjoativos, de modo que posso afirmar que prefiro eles mais elegantes do que intensos. E esse entregou exatamente isso. 

Escrevi assim a respeito dele na minha conta do Vivino

"Aqueles aromas intensos mais para o lado vegetal, folha de tomate, grama... mas uma presença frutada interessante, tropical, maracujá especialmente. Isso deixa o vinho mais interessante, mais complexo. Em boca essas sensações se repetem. Acidez média-alta. Final persistente".

Creio ser um belo exemplar para você experimentar, até porque o preço não é tão salgado como costumam ser os vinhos neozelandeses. Será uma excelente companhia para a culinária asiática, mesmo as mais condimentadas, mas também será ótimo com peixes fritos ou assados, camarões grelhados ou uma manhã de domingo à beira da piscina.  


Detalhes da compra:

Esse vinho é importado pela Domno do Brasil e vendido em sua loja virtual por R$ 99. Paguei um pouco menos aqui em Uberlândia. 

Saúde a todos!



10 junho 2018

Semana de sorte :: Clearwater Cove Pinot Noir South Island 2016


País: Nova Zelândia
Região: Marlborough
Produtor: Clearwater Cove
Uvas: 100% Pinot Noir
Maturação: em carvalho francês durante fermentação malolática
Álcool: 13,5%

Parece que a semana em que provei o Pinot chileno (post anterior) estava bem propícia aos vinhos com essa uva, tanto que comprei esse da Nova Zelândia, país que gosto muito especialmente por seus brancos com a Sauvignon Blanc e tintos com essa "estrela da Borgonha". 

Estilo dos Pinot da Nova Zelândia, com frescor, leveza e sem exageros vegetais. Tem coloração rubi, límpido e com boa transparência. Aromas intensos lembrando frutos negros e vermelhos. De corpo leve, tem boa acidez e um "aveludado" que lhe confere um caráter macio. Equilibrado, tem final medianamente persistente.

Boa experiência. Ideal para queijos leves, bruschetas, tábuas de frios e outros aperitivos.


Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Domno do Brasil, que o vende em sua loja virtual por R$ 109.

Saúde a todos!






20 dezembro 2012

Bom exemplar da Ilha Norte: Trinity Hill Syrah 2009


Esse foi o último vinho do 3º encontro da nossa Confraria, realizado no dia 19 de novembro. O único que não veio da região de Marlborough (Ilha Sul) e nem é do mesmo produtor. 

Esse Shiraz é elaborado na região de Hawke's Bay, na Ilha Norte, pela Trinity Hill, cuja história tem início em 1987 pelas mãos do enólogo John Hancock. Atualmente a vinícola tem 40 hectares de vinhedos próprios na região.

O vinho tem passagem de 11 meses por barricas de carvalho francês e americano. Tem expectativa de guarda de 5 anos, conforme o site da Wine, onde comprei a garrafa pagando R$85.  

Na taça tem coloração rubi. No nariz um pouco de álcool incomodando no início (13,5% de teor). Aromas de frutos vermelhos, amoras, pimenta do reino. Taninos macios, com boa estrutura e acidez marcante, dando ao vinho condições de acompanhar pratos mais potentes. O carvalho dá certa complexidade ao vinho, com lembrança de baunilha ao lado da fruta. Final mediano. Apesar da expectativa de 5 anos de guarda, acredito que esteja no ponto ideal para consumo

Avaliação VPT = 86/100 pontos. 

Saúde a todos!


19 dezembro 2012

Achocolatado: Vicar's Choice Pinot Noir 2009


O terceiro vinho da noite impressionou nos aromas quando a garrafa foi aberta. Muito chocolate no nariz e um envolvente tostado, fruto dos 8 meses de passagem por barricas de carvalho.

Na taça tem coloração rubi. Aromas inicialmente tomados por notas lembrando chocolate, elegnte tostado, mas que depois de alguns minutos se equilibraram com o frutado delicado, lembrando cereja, groselha, framboesa. De leve corpo, apresentou boa acidez, álcool a 13,5% sem incomodar. Final mediano, com muita fruta e um discreto amargor.

É produzido pela Saint Clair, cujos fundadores produzem vinhos desde 1978, mas somente centralizaram a produção com uvas de vinhedos próprios a partir de 1994. Em 2005 recebeu o prêmio de melhor produtor da Nova Zelândia no International Wine and Spirit Competition, em Londres. Seus Sauvignon Blanc e Pinot Noir estão entre os mais premiados de todo o mundo.   

Foi comprado na loja da Grand Cru, em Ribeirão Preto e custou R$ 89. 

A indicação de guarda feita pelo importador é de 5 anos, mas acredito que esteja no auge e não deve ganhar muito em garrafa.

Avaliação VPT = 87/100 pontos .

Saúde a todos!



18 dezembro 2012

Tropical e mineral: Vicar'a Choice Sauvignon Blanc 2011


O segundo vinho da noite era o oposto do primeiro, mais delicado. Esse é intenso em aromas e sabores. Um típico Sauvignon Blanc da Nova Zelândia, elaborado pela Saint Clair, que produz vinhos desde 1978 e tem seus Pinot Noir e Sauvignon Blanc dentre os mais premiados do mundo.

Foi comprado por R$79 na loja da Grand Cru, de Ribeirão Preto.

Na taça a coloração é amarelo palha. Aromas intensos, ervas aromáticas, alecrim, muito maracujá, manga, discreta lembrança de amêndoas e toques minerais (salgado). Na boca tem grande acidez e mineralidade. Final persistente, repetindo frutos tropicais e mineralidade. As notas de maracujá estão no limite de deixar o vinho um pouco enjoativo, mas a grande acidez e a mineralidade dão a complexidade necessária para tornar o vinho muito interessante. 

Avaliação VPT = 88/100 pontos. 

Saúde a todos!


17 dezembro 2012

Abrindo os trabalhos: Vicar's Choice Riesling 2011


Começamos o 3º encontro de nossa Confraria com esse Riesling, produzido pela Saint Clair, na região de Marlborough, localizada na parte norte da Ilha Sul, na Nova Zelândia. Foi comprado na loja da Grand Cru, em Ribeirão Preto. Custou R$ 79. 

O produtor é a Saint Clair, cujos fundadores produzem vinhos desde 1978, mas somente centralizaram a produção com uvas de vinhedos próprios a partir de 1994. Em 2005 recebeu o prêmio de melhor produtor da Nova Zelândia no International Wine and Spirit Competition, em Londres. Seus Sauvignon Blanc e Pinot Noir estão entre os mais premiados de todo o mundo.   

Esse  é um vinho sem passagem por madeira, de coloração amarelo palha, com aromas florais e notas especiadas, como alecrim. Em boca tem boa acidez, corpo delicado e notas cítricas, como limão. O final é de persistência mediana, com palato lembrando amêndoas, além das notas cítricas e florais. 

Começamos bem a noite, com um vinho que prima mais pela elegância e delicadez, em oposição ao segundo vinho da noite, um Sauvignon Blanc bem potente.

Avaliação VPT = 86/100 pontos.

Saúde a todos!

 

26 setembro 2012

Beba logo: Hunter's Riesling 2010


Sempre tive curiosidade de provar os vinhos desse produtor, a Hunter's Wines, casa fundada em 1979. Já ouvi coisas boas sobre seu Pinot Noir, vinho que ainda preciso experimentar, e gostei bastante desse Riesling, elaborado na região de Marlborough (ao norte da Ilha Sul).  

Na taça a coloração é amarelo palha. 

Aromas com forte presença de petróleo, notas minerais e florais em segundo plano.  Esse aroma que lembra petróleo é uma caracerística olfativa da Riesling, mas estava bastante acentuado nesse vinho.

Na boca é leve, com grande acidez e notas levemente adocicadas, embora também seja cítrico, com lembrança de lima. Boa complexidade, unindo todas as sensações olfativas nos sabores. Final mediano, unindo flores e mineralidade. 

Vinho gastronômico. Seu único porém foi a persistência mediana, porque os aromas e a presença em boca indicavam que fosse diferente. Apesar disso é um vinho muito bem feito, com boa complexidade.

Paguei R$76 pela garrafa, mas seu preço normal no mercado está na faixa dos R$ 90.

Saúde a todos!




19 setembro 2012

Vinho correto, mas beba logo: Club des Sommeliers Riesling 2009


Em julho comentei um Pinot Gris dessa linha Club des Sommeliers, também da Nova Zelândia. Na ocasião vi que estavam vendendo esse Riesling e um Pinot Noir.

No Extra aqui de Uberlândia encontrei apenas o Riesling por R$29, esperando encontrar um resultado tão bom quando o do Pinot Gris, mas não foi bem assim. 

Esse Riesling é também produzido pela Yealands Estate, na mais importante região da Nova Zelândia, localizada ao norte da Ilha Sul. Mas o melhor momento para consumo parece já ter passado, afinal é um vinho para ser bebido jovem e já tem 3 anos. 

Na taça a coloração é marelo palha. Boa intensidade de aromas, cítricos, flores e notas minerais discretas. Na boca tem boa intensidade, levemente adocicado, acidez já em baixa, notas cítricas, lima, mineral novamente aparecendo de forma discreta. Final um tanto ligeiro, repetindo as sensações anteriores. Bom para bebericar, com apenas 11% de álcool.

Parece ter perdido parte da acidez que é comum para essa variedade. Pronto para beber agora e não evoluirá com a guarda. Pela garrafa paguei $29.

Saúde a todos!




18 julho 2012

O Pão de Açúcar acertou de novo: Club des Sommeliers Pinot Gris 2010



Não preciso repetir o que penso sobre a importância dessa linha Club des Sommeliers à venda nos supermercados da Rede Pão de Açúcar e Extra.

Comprei uma garrafa desse Pinot Gris ($28,90) elaborado pela Yealands Estate na mais importante região da Nova Zelândia, localizada ao norte da Ilha Sul.

Na taça a coloração é amarelo palha. No nariz aromas de frutos brancos maduros, algo cítrico e notas minerais. Em boca tem boa acidez, untuosidade, aparecendo novamente os frutos brancos e as notas minerais no retrolfato. Leve adocicado, deixando o vinho agradável, mas sem perder a vocação gastronômica. Complexidade interessante para a faixa de preços.

Final de boa persistência, com destaque mineral, fruta e mel. Agradável como aperitivo, mas tem acidez suficiente para acompanhar saladas e peixes, como foi aqui em casa. Tem 13,5% de teor alcoólico.

Pronto para beber. Considerando a faixa de preços é um vinho muito interessante. Mais um acerto dos responsáveis por essa linha de vinhos. Pra comprar em caixas e deixar em casa para receber os amigos no meio da semana.

Tive notícias de que da Nova Zelândia ainda estão à venda os varietais Pinot Noir e Riesling. Vou experimentar certamente. 

Saúde a todos!



16 maio 2012

Respeitável! Saint Clair Pioneer Block 18 Snap Block Sauvignon Blanc 2010


Comprei esse vinho por R$85, mas pode ser encontrado no mercado por até R$115. 

É produzido pela Saint Clair Family Estate, cujos primeiros vinhos foram elaborados em 1994. Seus vinhos pertencem a quatro linhas. Esse é de uma intermediária chamada Pioneer Block, que tem além desse Sauvignon Blanc os varietais Chardonnay, Riesling, Pinot Gris, Grüner Veltliner, Gewürztraminer, Pinot Noir, Merlot e Syrah. Os vinhedos estão na Ilha Sul, na região de Marlborough.

O vinho tem coloração amarelo palha. Os aromas estão em ótima intensidade, discreto vegetal, algo mineral, frutado intenso com destaque para maracujá. Em boca tem bom equilíbrio, citricidade marcante, frutos brancos, acidez muito presente. Repetição de maracujá, notas vegetais mais discretas e uma pontinha salgada (mineralidade). Final persistente. Repetição de tudo. Boa complexidade. 13,5% de álcool, sem passagem por madeira.

Preço um tanto alto para o cotidiano desse blogueiro, mas um vinho muito interessante. Pronto para beber agora.

Saúde a todos!


05 abril 2012

Confirmando as características: Goldridge Sauvignon Blanc 2009


Bebemos esse vinho numa noite quente do mês de fevereiro e confirmou que os Sauvignon Blanc da Nova Zelândia, especialmente os da região de Marlborough são compra certa, intensos e ideais para bebericar ou acompanhar pratos leves (especialmente frutos do mar, saladas e comida japonesa).

Vinho de coloração amarelo palha. Aromas em boa intensidade, frutos tropicais, aspargos, grama cortada, maracujá de leve. Em alguns momentos apareceram notas minerais. Na boca é intenso, com boa acidez, marcante sensação cítrica, com boa fruta madura e notas minerais. Final de boa persistência.

Tem as boas características dessa variedade, mas parece já estar na linha descendente, perdendo em intensidade em boca. Não tem passagem por madeira. Foi comprado pelo site da Wine a R$64.

Saúde a todos!



22 fevereiro 2012

Não tem erro: Grey Wacke Sauvignon Blanc 2010


Bebemos esse vinho no sushi bar do hotel DPNY, no almoço do dia 8 de janeiro. Quando postei a foto no Instagram, o amigo Deco Rossi imediatamente mandou uma mensagem dizendo assim: "não me lembro de ter bebido um SB da NZ que não fosse bom".

Realmente essa é uma compra certa e que nos agrada muito em casa. Normalmente são vinhos de grande personalidade, marcantes, a bons preços e demonstram as melhores características dessa uva: aromas intensos, grande frescor e muitas opções de harmonização.


Esse é produzido pela Grey Wacke, vinícola de propriedade do enólogo Kevin Judd, que trabalhou por 25 anos em outra vinícola. A região produtora é considerada o "berço" dos melhores Sauvignon Blanc no país e está localizada na região norte da Ilha Sul.  

Na taça tem coloração amarelo palha, com reflexos verdeais. Nariz tipico, grama, aspargo, maracujá discreto e presença mineral. Em boca o maracujá aparece mais, deixando algo doce, mas sem ser enjoativo. Boa acidez. Algum fundo cítrico. Refrescante. Harmônico. Vegetal também forte.
Final mediano. Álcool a 13,5%.

Ótima opção para o verão.

Saúde a todos!


06 janeiro 2012

O intenso Allan Scott Marlborough Gewürztraminer 2008


Continuando com vinhos brancos aqui no blog, escolhemos uma uva que gostamos muito, a Gewürztraminer, nome que numa tradução aproximada do alemão significa aromático, temperado. De fato, é uma das uvas mais aromáticas (senão a mais), com toques florais, frutas e especiarias, dependendo da região produtora. 

Compramos esse vinho no Empório Santa Maria, em São Paulo, por R$ 75. Uma compra que imaginei ser arriscada porque é um vinho branco, delicado e talvez já não estivesse em grande forma. Felizmente estava.

É produzido pela Allan Scott Family Winemakers, fundada em 1990, na região de Marlborough. O vinho é fermentado parte em tanques de inox e parte em barricas. Segundo o site do importador, há permanência do vinho sobre as borras da fermentação (sur lie) pelo período de 3 meses. 

Na taça coloração amarelo palha. Aromas intensos, num primeiro momento a clara lembrança de lichia, acompanhada dos típicos aromas florais e outros frutos, como pêssego e maracujá.

Na boca a intensidade se repete, aparecendo um leve mineral, álcool aparecendo (14%) e dando potência. É untuoso, com ataque doce e boa acidez. Boa presenta de flores e frutos brancos. 

O final é longo, repetindo frutos, flores e lembrança mineral. Boa complexidade.  

Vinho que demonstra a tipicidade da Gewürztraminer e tem boa complexidade, provavelmente pelo tempo que passa fermentando sobre as borras. Se há algum ponto negativo é para o álcool, que deixou o vinho um tanto quente. Mas é um estilo, não um defeito.  

Avaliação VPT = 89/100 pontos.

Saúde a todos!


07 outubro 2011

Oyster Bay Sauvignon Blanc 2010


Comprei esse vinho no free shop pagando US$ 20. É produzido pela Oyster Bay, uma vinícola jovem da Nova Zelândia. Em 1991 seu Sauvignon Blanc ganhou o prêmio de melhor vinho dessa cepa no 22º International Wine & Spirit Competition, em Londres. 

A vinícola também produz Chardonnay, Pinot Noir, Merlot e dois espumantes, um brut (100% Chardonnay) e outro rosé (com Chardonnay e Pinot Noir). Os vinhedos estão em duas regiões do país: alguns na Ilha do Norte, na região de Hawke's Bay e outros, de onde vêm as uvas desse vinho, na Ilha do Sul, na região de Marlborough. 

Essa última região tem um dos climas mais secos e ensolarados da Nova Zelândia, com noites frias e amplitude térmica em torno dos 10ºC, permitindo condições ideais de maturação das uvas por um longo período que se estende de outubro até a colheita, em abril. 

O vinho foi degustado no dia 15 de agosto. Apresentou coloração amarelo palha. Ótimos aromas, boa tipicidade, algo vegetal, aspargos e mineralidade marcante. Na boca é intenso, cítrico, limão, acidez marcante, repetindo mineral também. Final de médio a longo, marcado pelo cítrico (limão) ,vegetais e mineralidade. Equilibrado, complexo, com álcool em boa dose (13%). Intenso em aromas e sabores. Boa tipicidade. Acidez refrescante, servindo como aperitivo ou para acompanhar comida. Nesse dia acompanhou muito bem a salada. 

Saúde a todos! 

25 janeiro 2009

Matariki Aspire Pinot Noir 2006

Não tenho dúvida em afirmar que este é o melhor Pinot Noir comentado neste blog. Um vinho que reúne todas as marcantes características desta uva, embora seu preço não seja muito convidativo (R$79). Mas foi um vinho comprado com especial atenção, já que há muito tempo pretendia comentar um vinho da Nova Zelândia.
É produzido na região de Hawke's Bay (a sudeste, na Ilha Norte) pela
Matariki Wines, fundada em 1981 pelo jogador de rugby John O'Connor e sua esposa Rosemary. O nome da vinícola vem da tradição Maori e simboliza a mãe de um pequeno aglomerado de estrelas da constelação de Touro. Acredita-se que as seis estrelas em torno dela sejam suas filhas (veja imagem) e quando é possível visualizá-las da terra a região terá uma temporada de fartura.
O vinho é um espetáculo para os sentidos, com ótima intensidade aromática, indicando frutos vermelhos silvestres típicos da variedade e um perfumado interessante, lembrando pó para maquiagem. Discreto mineral aparecendo.
Na boca é leve, macio e marcante, com boa acidez e frutado repetindo-se no retro-olfato. Adocicado bem agradável. Com final longo, deixa um frutado bastante intenso na boca, com leve álcool aparecendo (13,5%), mas sem atrapalhar o conjunto. Embora passe um ano em barricas de carvalho, a madeira mostrou-se bastante discreta, deixando o vinho mostrar suas qualidades.
Vinho de personalidade, marcante e intenso. Sem defeitos, um ótimo exemplar de Pinot Noir do Novo Mundo. O preço não é baixo, mas vale a pena gastar um pouco mais para ter a experiência. Pronto pra beber.