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13 setembro 2008

Marson Espumante Moscatel

Quer um vinho fácil para agradar suas visitas? Mesmo que elas "não gostem de vinho"? Aposte num moscatel. Sua leveza, refrescância e o leve "adocicado" deixarão seus convidados mais felizes. Apesar de pouco alcoólico (7,5%), fará muito bem ao humor de todos, que deverão ir embora de táxi, em razão rígida legislação.
Este espumante é produzido pela Cave Marson, com sede em Cotiporã-RS, que já teve outros vinhos comentados aqui, um merlot e um assemblage. Não é safrado, como a maioria dos moscatéis brasileiros. Isso significa na prática que podem ter sido utilizadas uvas ou vinhos-base de várias safras. Não é necessariamente comprometedor, mas...
Na taça, uma coloração amarelo palha, com perlage fina e muita espuma, dando a sensação visual de cremosidade. Ótima intensidade aromática, com lembrança de flores e frutas cítricas, característicos de um bom moscatel.
Na boca, leve e cremoso. Final de boa persistência, sem amargor. Lembranças cítricas e álcool sem aparecer. Surpreendeu pelo preço (R$21). Adocicado que não é enjoativo.

10 junho 2008

Marson Reserva Merlot 2004

Li em algum lugar que os vinhos brasileiros que custam menos de R$ 20 são melhores que os importados na mesma faixa de preço. Não é uma verdade absoluta, mas no caso deste vinho, afirmo sem muito medo: não compre um merlot argentino, chileno ou italiano barato, quando pode pagar R$ 15 por este vinho da Vinícola Marson, que iniciou suas atividades em 1887 e está sediada em Cotiporã-RS, ao norte de Bento Gonçalves.
Comprei uma garrafa no Carrefour, mas se soubesse do resultado, teria comprado algumas mais, porque pode ser bebido no dia-a-dia, sem maiores pretensões. Um ótimo vinho para uma segunda ou quarta-feira, por exemplo.
No copo, uma coloração granada, com formação de muitas lágrimas, bastante lentas. No nariz, aromas característicos dos merlot brasileiros, com notas moderadas a frutos vermelhos e forte presença vegetal. Vinho leve, com tanino macios e baixa acidez. Álcool sem incomodar (12%). Retro-olfato muito gostoso, frutado, com final mercante e longo (madeira bem integrada), deixando a boca seca. Segundo a vinícola, o vinho passa seis meses em barricas de carvalho americano e mais seis meses em garrafa.
Com comida, melhorou demais, ficando mais doce e redondo. Por ser da safra 2004, talvez já tenha sido melhor. Vinho simples, mas correto e fácil de beber. Boa compra.

03 novembro 2007

Marson Vale da Ferradura Tinto 2006

Quero deixar bem claro: não comprei este vinho por causa da foto do Edu Guedes no contra-rótulo. Aliás, acho de gosto duvidoso alguém estampar a foto num produto que assina, a não ser que esteja ligado à estética: tinta para o cabelo, creme facial, sandália etc. Acho que a empresa não acertou no rótulo... nem no vinho.
É um corte bordalês, de CS+CF+M, produzido pela Cave Marson, situada em Cotiporã-RS. Uma vinícola que há tempos tenho curiosidade de experimentar, porque tenho ouvido coisas boas. Mas neste caso, o vinho não me agradou muito.
No copo, um púrpura denotando juventude, lágrimas rápidas (12%) e aromas discretos de frutos vermelhos. Apareceram fortemente notas vegetais, que particularmente não me agradam. Parece que o corte não está harmonizado, com a merlot sobrepondo-se às demais uvas. Corpo mediano, leveza e certa adstringência. Um tanto desequilibrado. Final médio, com as nuances vegetais se perpetuando.
Não sei se melhorará com o tempo. Continuo a procurar um corte bordalês nacional que me agrade nesta faixa de preços. Por esta garrafa, paguei R$ 16, no Carrefour.
OBS.: apesar da minha resistência ao vinho, tivemos experiências piores na noite, mas que não valem a menção.