Mostrando postagens com marcador Casa Valduga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Casa Valduga. Mostrar todas as postagens

24 dezembro 2023

Direto da terra das hortênsias :: Casa Valduga Terroir Exclusivo Riesling Renano 2023


País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Casa Valduga
Uvas: 100% Riesling Renano
Maturação: sem estágio em madeira
Álcool: 12,5% 

Com é difícil encontrar um Riesling interessante e com um preço que cabe no bolso. Os melhores que bebi são alemães, mas a oferta desses vinhos é pequena e o preço é alto, normalmente. Além disso, há muitos vinhos que são doces ou meio-secos com um pé mais para o doce que para o seco. Então, nem me lembro a última vez que bebi um Riesling com aquela nota de petróleo que a literatura tanto fala. 

Esse vinho da Casa Valduga pertence à sua linha Terroir Exclusivo. A varidade é a Riesling Renano, que leva esse nome porque originalmente são cultivadas ao longo do rio Reno, na Alemanha. Aqui no Brasil foram plantadas na cidade de Nova Petrópolis, região da Serra Gaúcha também conhecida pelas hortênsias em abundância, clima ameno e boa altitude. 

Na taça uma coloração amarelo palha, bem brilhante. Nos aromas muita delicadeza, frutos brancos em predominância, algumas ervas aromáticas, chá, resultando em ótima complexidade e frescor já nos aromas. 

Embora seja um vinho meio-seco, não deu a sensação de adocicado enjoativo. Boa acidez e refrescância, com final longo e prazeroso, entregando em boca o que os aromas apontavam. Uma ótima pedida para acopanhar comida japonesa, frutos do mar, camarão na brasa, risotos mais leves e saladas. 

Não é um vinho para ser guardado. Suas características são para aproveitar agora em 2024!


Detalhes da compra:

O vinho é vendido no site da vinícola por R$ 149, preço que paguei aqui em Uberlândia na Wine Home. 

Saúde a todos!




13 outubro 2023

A melhor safra até aqui :: Casa Valduga Terroir Exclusivo Gewürztraminer 2023


País: Brasil
Região: Serra do Sudeste
Produtor: Casa Valduga 
Uvas: 100% Gewürztraminer
Maturação: sem passagem por madeira
Álcool: 14% 

Em 2004 um Gewürztraminer da Casa Valduga me fez um apaixonado pelos vinhos brancos. Naquela época havia um pequeno vinhedo que dava uma produção muito pequena, então resolveram plantar novos vinhedos na Serra do Sudeste, região que estava se apresentando como muito promissora

Mas, como se sabe, é preciso tempo para que um vinhedo alcance seu maior potencial. Digo isso porque a safra 2023 é a melhor que provei desde que resolveram elaborar este vinho com as uvas de Encruzilhada do Sul. Um belíssimo vinho brasileiro da mais aromática das uvas viníferas.

Na taça o vinho tem uma coloração clara, um amarelo palha. Nos aromas tem ótima intensidade, com lembrança muito clara de flores brancas, frutas maduras, algo lembrando lichia e algumas especiarias. Dá ideia de ser um vinho "adocicado", lembrando algum espumante, mas é seco!

Em boca uma explosão de frescor, acide lá em cima, elegante, com muita fruta e notas florais se misturando. Final longo, frutado, com a boca salivando para mais um gole em razão da acidez. 

Um vinho para ser bebido jovem e uma ótima companhia para pratos mais leves, como peixes, frutos do mar, petiscos mais leves. Pode ser bebido sozinho, pois é muito agradável e prazeroso, mas algum prato que harmonize bem vai tornar a experiência ainda melhor. Talvez dê para brincar até com sobremesas mais untuosas, porque a acidez ajudará na harmonização. 

Veja o post no Instagram: https://x.gd/Cnbtr.


Detalhes da compra:

O vinho é comercializado na loja da vinícola por R$ 149. Um vinho com tiragem bem limitada, o que dá uma subida no preço, sem dúvida. Mas, vale a pena para conhecer as caracteristicas desta variedade. 

Saúde a todos!




18 novembro 2018

Estava com saudade de um belo vinho brasileiro :: Casa Valduga Identidade Arinarnoa 2015


País: Brasil
Região: Encruzilhada do Sul
Produtor: Casa Valduga
Uvas: Arinarnoa
Maturação: 8 meses em barricas de carvalho francês e mais 12 meses maturando em cave. 
Álcool: 14%

Quando comecei a escrever esse blog a Valduga fazia vinhos tintos mais rústicos e que evoluíam lentamente na garrafa. Creio que por conta do mercado ser mais impaciente do que aqueles que escrevem sobre vinhos, o estilo mudou um pouco, provavelmente com outras técnicas de vinificação e os vinhos ficaram mais dóceis desde o lançamento (ou alguns meses após). 

Esse é um belo exemplar de tinto da Serra do Sudeste, onde fica o município de Encruzilhada do Sul. A uva não é muito comum no Brasil e mesmo nos importados não me lembro de um varietal com a Arinarnoa

Na taça coloração rubi. Aromas em ótima intensidade, frutos vermelhos e negros e notas de especiarias. Complexidade evidente, com aportes aromáticos dados pela passagem por barricas francesas. 

Corpo médio, bom volume seco em boca, acidez em destaque e taninos finos, já muito elegantes. Sem notas adocicadas, se mostrando um vinho para paladares mais acostumados a vinhos realmente secos. 

Final persistente, repetindo tudo e notas de chocolate amargo. Boa experiência!

* Arinarnoa - variedade resultante do cruzamento entre as francesas Merlot e Petit Verdot, realizado em 1956 por um diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas da França – INRA, em Bordeaux. Resulta em vinhos com a potência e coloração densa da petit verdot e a elegância da merlot. O Uruguai também tem elaborado bons vinhos com essa uva.  


Detalhes da compra:

O vinho pode ser encontrado na casa dos R$ 80 em lojas pelo país e também no e-commerce da Família Valduga (veja aqui). 

Saúde a todos!




20 novembro 2016

Esvaziando a adega :: Casa Valduga Premium Cabernet Sauvignon 2005


Quem me conhece sabe que aqui em casa guardamos muitas garrafas de tintos brasileiros da histórica safra 2005 e tenho aberto algumas delas, que na medida do possível estão aparecendo aqui no blog. 

Guardamos por muitos anos, em adega climatizada, três vinhos da Casa Valduga, de uma linha intermediária chamada de Premivm, antigamente elaborada apenas com vinhos do Vale dos Vinhedos. Atualmente apenas o Merlot dessa linha vem da mesma região e é chamado de Leopoldina, enquanto o Cabernet Sauvignon e o Cabernet Franc vêm da Campanha, rotulados como Raízes. 

O primeiro que escolhi para abrir foi esse Cabernet Sauvignon. Não anotei informações a respeito do tempo de madeira, mas salvo melhor juízo passa 8 meses por barricas francesas. Isso lhe confere um tostado bem evidente, uma característica dessa linha nessas safras mais antigas. Tem 13% de álcool.  

Na taça a coloração é rubi, com alguns reflexos demonstrando evolução. Muita intensidade aromática, com frutos vermelhos maduros, alguma fruta em compota, um tostado bem presente (como era esperado), especiarias e feno. 

Na boca estava muito vivo, com taninos ainda firmes, mesmo aos 11 anos de idade. A acidez característica dos tintos do Vale muito presente, fazendo a boca salivar. Muita fruta formando um conjunto intenso com o elegante e intenso tostado.  

Vinho gastronômico, seco, sem notas adocicadas, com final longo de boca, com a sensação dúplice de gengiva seca (taninos) e boca salivando (acidez). Ainda tinha estrutura para ser guardado por mais um tempo, mas já forma depósitos e a fruta começa a perder força, então acredito que tenha aberto no momento certo. 

Ainda esse ano, assim espero, abriremos o Merlot e o Cabernet Franc que estão guardados.


Detalhes da compra:

Não dá para lembrar quanto custou esse vinho, mas a atual safra é vendida aqui em Uberlândia por R$ 74. 

Saúde a todos!



07 agosto 2016

Um tinto brasileiro de respeito: Casa Valduga Raízes Gran Corte 2010


A primeira vez que provei esse vinho da Casa Valduga foi às cegas, na condição de jurado de uma edição do Encontro de Vinhos, em Campinas. Na ocasião faturou o primeiro lugar entre os tintos e causou grande surpresa, especialmente entre aqueles que ainda torcem o nariz para o produto nacional.

Essa é uma linha top da vinícola, muito bem feita, que recebe cuidados especiais na seleção das uvas, barricas de carvalho, garrafa, rótulo etc.

Esse é da safra 2010, que não foi das melhores no Vale dos Vinhedos, mas as uvas para essa linha vem de outras regiões: para esse Gran Raízes o terroir é da Campanha Gaúcha e para o Gran Identidade é a Serra do Sudeste. Sem dúvida uma estratégia para fugir das surpresas que o clima da Serra pregam todos os anos. Dos tintos ícones da vinícola apenas o Storia Merlot ficou no Vale dos Vinhedos.  

O corte é de cabernet sauvignon, cabernet franc e tannat, sem que sejam revelados os percentuais, o que não faz diferença nenhuma se o resultado for bom. Passa 12 meses por barricas de carvalho francês e 18 meses em cave para afinamento. Foram elaboradas 12.000 garrafas desse vinho e abrimos a de número 3.400.

Na taça a coloração é rubi, límpido e brilhante. Os aromas vem em boa intensidade, fruta madura (ameixa e amora) envolvida pelas notas de café, chocolate e especiarias. Complexo e elegante. Harmônico, sem que alguma característica se sobressaia sobre as demais.

Na boca tem corpo médio, taninos maduros e macios, boa acidez. Álcool equilibrado. Vinho aveludado, macio, fácil de beber, com elegância dos grandes vinhos tintos, sem excessos. Final bastante persistente, com frutado maduro e sensações da madeira em grande equilíbrio.

É um ótimo exemplar de vinho brasileiro, daqueles que podem ser guardados. Esse aqui está em ótimo momento para consumo, mas parece que ainda pode ser guardado por mais 2 anos sem risco de perder suas principais características.

Atenção: não abra esse vinho apenas como aperitivo. Prepare uma bela refeição porque merece!


Detalhes da compra:

O vinho pode ser encontrado com preços variando a partir dos R$130, uma faixa de preços que não é para o vinho cotidiano (para a imensa maioria dos brasileiros). Mas, é um ótimo produto para presentear, para guardar em sua adega ou abrir em momentos especiais. 

Saúde a todos!



03 janeiro 2016

Valeu a pena esperar oito anos para beber esse Casa Valduga Identidade Arinarnoa 2007


A primeira safra desse vinho (2006) me deixou a impressão inicial de que a Arinarnoa resultava em um vinho mais rústico - na acepção positiva da palavra. A safra seguinte me deu novamente a mesma impressão. Nos dois casos eram necessários alguns anos em garrafa para que toda aquela potência dos taninos pudesse diminuir, bem como a madeira ainda precisava se integrar melhor ao vinho.

Aliás, sempre gostei desse perfil, embora eu saiba que o consumidor padrão prefere vinhos mais prontos para beber, porque quem esperaria cinco, oito ou dez anos para abrir um garrafa? Pois é, pertenço a esse pequeno grupo de malucos!

Pois bem. Sabendo dessa particularidade, optei por deixar o vinho em adega climatizada por algum tempo e na última terça-feira resolvemos abri-lo, com oito anos de idade. E o resultado foi muito bom, dentro do que imaginava. Pena que era a única garrafa!

A Casa Valduga ainda tem essa linha chamada Identidade, com uvas do terroir da Serra do Sudeste, em Encruzilhada do Sul. Por lá se dão bem a Marselan, a Gewurztraminer e a Pinot Noir, por exemplo. Vale a pena experimentar dessa linha o Gran Identidade, um belo vinho para se guardar por muitos anos. 

O vinho de hoje passou oito messes por barricas de carvalho francês e ficou mais 12 meses amadurecendo nas caves da vinícola. Tem 13,5% de álcool e devo observar que o resultado só foi tão positivo porque os anos que ficou aqui em casa foram em temperatura controlada, ao abrigo da luz e garrafa na posição horizontal.

O vinho apresenta borda com discretos reflexos de evolução. 

Na taça a coloração é rubi, com leves reflexos de evolução. Vinho muito aromático, um pouco fechado no início, mas depois abriu-se para frutos vermelhos e negros, algumas especiarias e boa presença do tostado da madeira, tudo em equilíbrio. 

Na boca é encorpado, com taninos ainda rascantes, mas sem a agressividade quando jovem. Grande acidez, muita fruta, ainda bem vivo, tostado da madeira dando complexidade. Discretas notas de evolução da fruta, lembrando compota. Final longo, palato frutado e floral, com presença também da madeira, tostado e chocolate amargo. Álcool sem incomodar em nenhum momento. 

Vinho que ganho equilíbrio e elegância com a guarda. Continua gastronômico e de boa estrutura. Perfil de Novo Mundo, daqueles ótimos vinhos com boa passagem por madeira. Vinho de grande personalidade e isso é importante em um vinho com essa idade. 

Embora esteja em ótimo momento, poderia ser guardado por mais 1-2 anos em perder suas características. 

* Arinarnoa - variedade resultante do cruzamento entre as francesas Merlot e Petit Verdot, realizado em 1956 por um diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas da França – INRA, em Bordeaux. Resulta em vinhos com a potência e coloração densa da petit verdot e a elegância da merlot. O Uruguai também tem elaborado bons vinhos com essa uva.  


Detalhes da compra:

Guardei esse vinho por vários anos, então não me lembro quanto custou, nem haveria de ser um parâmetro no país da inflação e do aumento dos impostos, mas a safra atual é vendida na loja virtual da vinícola por R$64,50. 

Saúde a todos!



10 abril 2015

Brasileiro, vivo, maduro e elegante: Casa Valduga Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2004 #desapego


Temos em casa uma quantidade considerável de vinhos brasileiros antigos, devidamente climatizados, esperando para serem abertos agora em 2015, porque decidimos que esse será o ano do desapego!

Não faremos uma degustação de todos os rótulos no mesmo momento, porque queremos aproveitar o máximo de cada garrafa, especialmente os vários merlot da safra 2005.

Para começar abrimos esse cabernet sauvignon da Casa Valduga, de uma linha que já saiu do portfólio da vinícola e, acredito, seja agora representado pelo Villa Lobos, o vinho top de linha que elaboram com essa uva. 

Não tenho como precisar - por falta de informações - o tempo de passagem por barricas de carvalho, mas certamente o vinho estagiou por um período considerável, talvez por 12 meses e ficou, segundo o contra-rótulo, mais oito meses descansando nas caves da vinícola. Tem 14% de álcool. 

Abri o vinho com bastante cuidado, porque com 11 anos de idade a rolha poderia estar comprometida. Mas, não estava, embora já com 1/3 bem encharcada pelo vinho. Não decantamos, para aproveitar os vários momentos do vinho na taça. 

Servido, o vinho tem coloração púrpura, com reflexos granada. Aromas com boa fruta madura, menta e madeira discreta. Na boca tem bom corpo, com taninos finos, mas vivos, e grande acidez. Apresenta estrutura muito equilibrada (taninos + acidez + álcool), mas paladar maduro e com boas notas de evolução, lembrando compota, mel, musgo, terra úmida e algo animal. Complexo!

Final longo, repetindo tudo. Prazeroso, é um vinho que evoluiu bem nesses 11 anos e está bem vivo, agradável, elegante. Como disse, as notas de evolução estão presentes, mas sem deixar o vinho enjoativo ou cansativo. A estrutura me surpreendeu, mantendo a boa capacidade gastronômica.

Ótima experiência e digo que começamos bem nosso "ano do desapego".


Detalhes da compra:

Esse vinho não está mais no portfólio da vinícola e, evidentemente, não me lembro quanto paguei pela garrafa há alguns anos atrás. Mas, considerando que o Villa Lobos é o cabernet sauvignon top da vinícola, podemos arriscar um preço atualizado pouco acima dos R$100. 

Saúde a todos!


20 dezembro 2014

Esse você pode comprar em caixas: Arte Espumante Brut Rosé 2013 #CBE


Nas festas de fim de ano não pode faltar espumante. Pensando nisso, a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE publica nesses dias uma série de textos com indicações de seus confrades. O tema foi sugerido pelo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos: "espumante elaborado pelo método tradicional". 

Eis uma ótima oportunidade para você ter algumas dicas independentes e, no meu caso, poder escrever sobre esse espumante que temos bebido bastante em casa, mas ainda não tinha encontrado um tempo para publicar aqui minhas impressões. 

Ele é o mais recente espumante lançado pela Casa Valduga, que se juntou ao Brut (branco) e ao Demi-Sèc para formarem o trio da linha Arte. Os três são espumantes elaborados pelo método tradicional (Champenoise), com a segunda fermentação realizada na própria garrafa, com tempo 12 meses de maturação.

Esse rosé leva 60% de Chardonnay e 40% de Pinot Noir, um corte clássico para espumantes pelo método tradicional. Tem 11,5% de álcool.

Na taça tem cor salmão, com perlage fino e delicado e formação de uma espuma persistente. Nos aromas predominam frutos vermelhos delicados, como cereja e framboesa. Aromas provenientes da fermentação bastante discretos.

Na boca é bem cremoso, mas com boa acidez deixando o espumante também refrescante. Notas frutadas bem aparentes. Final de boa persistência frutado e cremoso. Espumante feito para os dias quentes do verão, mas também para acompanhar uma grande diversidade de pratos, especialmente saladas.

Uma ótima opção de espumante muito bem feito, barato e bastante charmoso visualmente.


Detalhes da compra:

Esse espumante pode ser encontrado na faixa dos $35-45 ou até mais barato, dependendo do estado e da situação tributária. Aqui em Uberlândia compro por R$38.

* Esse é o 98º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Saúde a todos!





03 outubro 2014

Divulgação :: Casa Valduga lança o espumante Arte Rosé


Foto: Divulgação

Há muitos anos os espumantes da linha Arte, da Casa Valduga, estão entre as melhores relações qualidade x preço do mercado. São elaborados pelo método tradicional (champenoise) e o período de fermentação na própria garrafa é de 12 meses. Isso resulta em espumantes muito bem feitos, com certa complexidade e a preço acessível.

Para ampliar a linha, que já conta com um brut (seco) e um dèmi-sec (meio-seco), a vinícola acaba de lançar o brut rosé, elaborado pelo mesmo método, com o vinho base levando o corte clássico de Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%), também com os 12 meses de fermentação. 

Já provei o espumante e gostei muito. Em breve publico aqui no blog um post sobre o resultado da degustação, mas posso adiantar que mantém o estilo da linha e, principalmente, o ótimo preço pela qualidade que entrega.  

Saúde a todos!

19 maio 2014

Acredite nos vinhos brancos brasileiros. Minha dica de hoje: Casa Valduga Premivm Leopoldina Chardonnay 2013

A linha Leopoldina revive a homenagem prestada à Princesa há 40 anos.

Tenho comigo que o Brasil faz ótimos vinhos brancos, cheios de frescor e alegria. E, de certa maneira, eles tem adquirido identidade própria, porque são capazes de apresentar as características mais conhecidas da variedade e ao mesmo tempo expressam diferenças na taça, dependendo do terreno onde as uvas são cultivadas. 

Um Chardonnay de Pinto Bandeira tem características aromáticas distintas de outro do Vale dos Vinhedos, por exemplo. Percebo isso na prática, toda vez que vou ao Rio Grande do SulE isso é algo importante para o consumidor, que pode ter vinhos que expressam essas diferenças e estão em variadas faixas de preço.

Pena que o consumidor brasileiro prefira os tintos, mesmo quando faz calor.

Esse vinho da Casa Valduga é um produto que me agrada muito, porque tem um bom preço, é muito bem feito e tem vocação gastronômica. Assim como o Gewürztraminer já comentado aqui (relembre), é um vinho bem confiável. E não posso deixar de mencionar o meu favorito dentre eles, o Sauvignon Blanc que passaram a fazer na Campanha Gaúcha, um branco muito elegante.  

Na taça a cor é amarelo palha, com reflexos esverdeados. Aromas intensos, com notas tropicais, pêra e abacaxi. Em boca é untuoso, tem boa fruta e ótima acidez, com grande frescor. Final persistente, com palato marcado pela fruta e a boca "limpa" em razão da acidez. 

Pode ser bom como aperitivo, mas será melhor aproveitado com um bom prato à base de frutos do mar. Fiquei pensando numa paella...   

Detalhes da compra:

Os preços para esse vinho variam muito de região pra região, em virtude da famigerada ST (substituição tributária). Mas, numa rápida pesquisa por lojas virtuais é encontrado variando entre R$33 e R$42.

Saúde a todos!



14 abril 2014

Qual a graça de provar um vinho antigo? Veja nossa opinião sobre o Casa Valduga Seculum Merlot 2000 #cbe


Algumas pessoas já me perguntaram: qual a graça de provar um vinho velho? Pergunta que esconde outras: por que abrir um vinho que pode estar estragado? Por que provar um vinho que perdeu suas principais qualidades?

A essas perguntas, sejam elas explícitas ou não, respondo: a graça está justamente em apreciar as transformações que o vinho sofreu durante o tempo em que está engarrafado.

Fico triste se o vinho estiver avinagrado, mas isso normalmente não é culpa do produtor, mas das condições de armazenamento que podem não ter sido as melhores.

Um vinho tinto com o passar do tempo vai perdendo cor, os taninos vão ficando mais macios, a acidez vai perdendo sua força e os aromas vão ganhando complexidade, porque a fruta vermelha perde espaço para aromas mais evoluídos.

Esse vinho de hoje foi aberto para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema do mês foi sugerido pelo confrade Luiz Cola, editor do ótimo Vinhos e Mais Vinhos. Ele propôs: vinhos evoluídos, com pelo menos 10 anos de idade.

Tínhamos na adega esse Merlot da Casa Valduga que guardamos há alguns anos e um Cabernet Franc da mesma safra. Optamos por abrir esse para acompanhar uma torta de gorgonzola com brócolis e alho poró, além de um frango assado. Harmonização que ficou muito boa por sinal.

Mas, vamos ao vinho.

Ele pertence à antiga linha Seculum, que hoje equivaleria (penso eu) à linha Premium, vendido na faixa dos R$40-45. Na taça a cor era rubi no centro, mas as bordas alaranjadas. Minha filha de 7 anos foi a primeira a dizer: "a cor é diferente".


Servi o vinho diretamente na taça, mas o álcool estava bem presente (12,5% de teor). Então, deixei o vinho aerar por uns 15 minutos no decanter. Melhorou bastante. Aromas de boa intensidade, frutos vermelhos, chocolate e menta em alguns momentos.

Na boca tem corpo médio, com taninos finos ainda presentes e acidez bem marcante. Gastronômico e bem vivo. Final mediano, marcado pela fruta vermelha, tabaco e chocolate. A estrutura do vinho ainda é marcante, com gengivas marcadas pelos taninos e acidez salivando a boca.

Um show de vinho brasileiro, prazeroso ainda, sem defeitos e sem desequilíbrios.

Não sei se você consegue perceber "a graça" de provar um vinho desses pelo texto, então aconselho que não perca a chance de fazer isso um dia, porque é uma experiência diferente e sempre aprendemos algo com ela. 

* Esse é o 92º vinho que comento para a CBE, a primeira e única confraria virtual do Brasil.

Saúde a todos! 


22 janeiro 2014

Mais um vinho branco brasileiro que merece ser conhecido: Casa Valduga Identidade Gewürztraminer 2013


Sempre gostei desse vinho. Quando era elaborado com uvas da Vale dos Vinhedos a intensidade variava bastante, em razão das condições climáticas nem sempre favoráveis.  Em algumas safras os aromas explodiam na taça, em outras o resultado não era tão bom.

Mas, da safra 2012 pra cá as uvas vêm da Serra do Sudeste, dos vinhedos que a Casa Valduga mantém em Encruzilhada do Sul. Por lá a variação climática (especialmente as chuvas ao final da maturação das uvas) tem menor influência no resultado final. Aliás, ao buscar os melhores terroir para seus vinhos, a vinícola deixou para a tradicional região do Vale dos Vinhedos os seus espumantes, o Merlot e o Chardonnay. Os demais vinhos "tranquilos" ficaram para a Serra do Sudeste e para a Campanha Gaúcha. Um acerto!

Vamos ao que interessa:

Na taça amarelo palha. Bons aromas, com o típico floral da Gewürztraminer, mas também lichia e outros frutos brancos. Em boca é leve, mas untuoso, com acidez equilibrada, repetindo o floral e os frutos brancos. Bom frescor e perfil gastronômico evidente, limpando a boca quando servido para acompanhar pratos mais leves. Final de boa persistência. 

Enfim,  um Gewürztraminer brasileiro em que você pode confiar. Confesso que já tive experiências não muito boas com vinhos dessa uva de outras regiões importantes do mundo (Alemanha e Alsace, por exemplo), mas em alguns casos o valor gasto não compensa o resultado. Então, aposte nesse vinho que tem preço acessível. 


Detalhes da compra:

Esse vinho é vendido no varejo da vinícola na casa dos R$29, mas nas lojas virtuais pode ser encontrado na faixa dos R$32-37. Mesmo assim, um preço bem honesto.

Saúde a todos!



06 setembro 2013

No restaurante japonês foi imbatível: Casa Valduga Espumante 130 Brut

Foto: Marcel Gussoni - www.saborsonoro.com.br

No dia 29 de agosto estive no Keiretsu, um excelente restaurante japonês aqui em Uberlândia, que funciona no Center Shopping. A convite de seu proprietário, Alexandre Rangel, participei de uma degustação onde foram apresentados alguns rótulos que farão parte da nova carta de vinhos. 

Havia espumantes, vinhos brancos e tintos. Sim, vinhos tintos, porque há clientes que não abrem mão de seu Malbec ou Cabernet Sauvignon para harmonizar com a culinária oriental. Particularmente esses vinhos não são apostas que faço, mas o restaurante precisa atender todo os gostos, não é mesmo?

Ao longo da degustação fizemos comentários sobre as harmonizações. Para o prato que levava lichia o Torrontés caiu bem, o Sauvignon Blanc suportou a pimenta de outro prato, o Pinot Noir fez bonito com alguns peixes, um espanhol "passou por cima de tudo" e por aí fomos. 

Foto: Marcel Gussoni - www.saborsonoro.com.br

Mas, de todos os vinhos da noite um foi eleito imbatível nas harmonizações, porque foi bem com quase tudo que experimentamos, da tradicional dupla sushi & sashimi até os condimentados pratos das culinárias Tailandesa e Vietnamita. Confirmou minha ideia de que espumante vai bem com quase tudo, um coringa nas harmonizações.

Esse belo espumante brasileiro foi lançado para comemorar os 130 anos da chegada da família Valduga ao Brasil. De lá pra cá ganhou inúmeros prêmios em concursos importantes mundo afora e conquistou a confiança do consumidor porque sua qualidade é mantida ano após ano. 

É elaborado pelo método tradicional (com segunda fermentação na própria garrafa) a partir das uvas Chardonnay e Pinot Noir, em processo que pode variar de 30 a 48 meses. Um espumante de boa complexidade, sem ser pesado. Ótimo frescor dado pela acidez, aromas típicos das uvas utilizadas mas também vindos da fermentação, açúcar residual em percentual que o deixa agradável, nem seco em demasia, nem adocicado a ponto de ser enjoativo. Ótimo equilíbrio, como sempre.

Nessa degustação ouvimos uma boa notícia: o objetivo do Alexandre Rangel é tornar o Keiretsu o restaurante com os vinhos mais baratos da cidade. Qualidade lá em cima e preços honestos na carta? Isso vai fazer sucesso!


Detalhes da compra:

O espumante foi servido durante a degustação da nova carta de vinhos, mas pode ser encontrado em lojas virtuais na faixa de R$ 60-70.

Saúde a todos!





25 fevereiro 2013

Em vídeo: Juciane Casagrande, diretora da Casa Valduga, conta as novidades para 2013 e faz um balanço do ano que passou



No último dia 16 de fevereiro encontrei com Juciane Casagrande, diretora comercial da Casa Valduga, no encerramento da convenção anual da empresa com seus representantes de todo o Brasil. Nesse ano o evento foi realizado no Hotel Dall'Onder (Grande Hotel), em Bento Gonçalves, onde foram apresentados os números de crescimento da vinícola e as metas para 2013. 

Em nossa conversa Juciane comenta o sucesso de duas medidas que a Valduga tomou no ano passado e que foram muito bem aceitas pelo mercado. 

O Arte Tradicional conta com um selo indicando ter passado 12 meses de maturação.

A primeira foi a inserção no rótulo de seus espumantes Champenoise de um selo com a indicação do tempo mínimo de maturação pelo qual o vinho passa, como acontece há muito tempo nos uísques. Desde então a linha Arte Tradicional (brut e demi-sèc) conta com um selo de 12 meses, a linha Reserva (brut e Blush) com o selo de 25 meses e a linha Gran Reserva (extra-brut e nature) com o selo de 60 meses. Essa identificação visual facilita muito a vida do consumidor.

A outra medida foi a divisão de suas linhas de acordo com o terroir de cada região produtora. Os vinhos tranquilos elaborados no Vale dos Vinhedos fazem parte da linha Leopoldina, numa homenagem à princesa que denomina inclusive o endereço da vinícola no Vale. 

Para os vinhos da Serra do Sudeste, onde a vinícola tem vinhedos em Encruzilhada do Sul, foi criada a linha Identidade, que já denominava os vinhos Marselan, Arinarnoa e Ancellota, mas agora ganha um corte (top da região), um Gewürztraminer e o lançamento do ano, um Pinot Noir safra 2012. 

Por fim, a região da Campanha Gaúcha também tem sua linha própria, chamada de Raízes, com um ótimo Sauvignon Blanc, as tintas Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, além do excelente Gran Raízes, um corte muito bem elaborado com as variedades Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat.

O Gran Raízes Corte é um dos vinhos brasileiros que tem recebido boas avaliações em feiras e degustações às cegas

Assim, para a região tradicional do Vale dos Vinhedos ficaram os espumantes e os vinhos Chardonnay e Merlot, inclusive o ícone Storia, além das linhas mais básicas (Duetto, Arte e Naturelle). 

Saúde a todos!

03 dezembro 2012

A elegância de sempre: Casa Valduga Gran Leopoldina Chardonnay DO 2011


Desde 2008 esse Chardonnay da Casa Valduga faz sucesso em casa. Um vinho sempre elegante e complexo, variando de acordo com a safra algumas de suas características, como a intensidade da fruta, a acidez e a interferência da madeira. Mas sempre figura entre os melhores vinhos brancos brasileiros, tendo sido (até onde eu saiba) o primeiro vinho nacional a passar por barricas romenas, fato que em 2008 me causou uma ótima impressão, conferindo ao vinho uma sensação amanteigada que eu até então desconhecia em vinhos por aqui feitos. 

Esse 2011 já faz parte da linha Leopoldina, que é uma das três que a Valduga criou recentemente para seus vinhos tranquilos, respeitando o terroir que melhor resposta dá para cada variedade testada. Foram anos de estudos que determinaram que no Vale dos Vinhedos serão produzidos apenas os vinhos com Chardonnay e Merlot, nas linhas Premivm e Gran Reserva, além do ícone Storia.

Quem conhece a região sabe que a via onde está sediada a vinícola é chamada Leopoldina, batizada assim em homenagem à Princesa, filha do Imperador Dom Pedro II. Esse nome está muito ligado à história dos Valduga, que em 1972 batizaram de Leopoldina seu primeiro vinho, uma alusão também à bravura dos primeiros imigrantes italianos que ali chegaram em 1875. 

Mas, vamos ao vinho.

Elaborado com 100% de uvas Chardonnay do Vale dos Vinhedos, enquadra-se nas normas exigidas para levar em seu rótulo o selo da recém criada Denominação de Origem, a primeira do Brasil. Tem passagem de 6 meses por barricas de carvalho fracês e romeno e teor alcoólico de 14%. As garrafas são numeradas e abrimos a de nº 996. 

Na taça a coloração é amarelo palha e reflexos dourados. Os aromas são intensos e elegantes, mesclando frutos tropicais como abacaxi, banana e pêssego, com presença equilibrada dos aromas conferidos pela madeira, como chocolate branco. Na boca tem corpo médio e grande elegância, com acidez mediana e repetição da fruta e das notas amadeiradas. 

O final é de boa persistência, com o retro-olfato marcado por um tostado intenso e elegante, dando ao vinho grande complexidade. Apesar da presença marcante da madeira, não é um vinho pesado e chato, mas com bom frescor (acidez) e vocação gastronômica. 

Avaliação VPT = 88 pontos. 

Obs.: garrafa enviada pela assessoria de imprensa da vinícola para avaliação. 

Saúde a todos!



02 outubro 2012

Casa Valduga Reserva Prosecco 2010 #CBE


Com atraso de um dia, em virtude da última viagem à Serra Gaúcha, publico o 73º vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mais antiga (e talvez ainda única) confraria virtual de vinhos do Brasil, criada em fevereiro de 2007. 

A escolha desse mês coube ao amigo Tiago Bulla, do blog Universo dos Vinhos, com quem estive no último sábado em Bento Gonçalves, por ocasião da 20ª Avaliação Nacional dos Vinhos. 

Quando escolheu o tema o Tiago determinou: "Amigos, aproveitando a chegada do calor e da primavera sugiro apreciarmos um refrescante espumante Prosecco."

Escolhi um espumante que aqui em casa faz sucesso desde a safra 2006, com preço bastante honesto pela grande qualidade que entrega. Não me lembro exatamente quanto paguei por essa garrafa no varejo da Casa Valduga, mas nas lojas virtuais do Rio Grande do Sul é vendido na faixa dos R$ 37-43.

É um espumante elaborado pelo método Tradicional (Champenoise), com uvas 100% Prosecco, do Vale dos Vinhedos, com 12 meses de maturação para autólise de leveduras. 

Na taça a coloração é amarelo palha. Perlage em boa intensidade, bolhas finas, boa formação de espuma. Espumante "barulhento". Nariz com aromas intensos, floral e frutos tropicais. Lembrança muito discreta da fermentação, ao contrário de safras mais antigas em que a vinícola apostava num espumante mais complexo. 

Na boca tem grande acidez, notas florais e alguma lembrança cítrica. Boa cremosidade. Grande equilíbrio entre acidez, açúcar e álcool. Ideal para bebericar mas com grande capacidade de harmonização. 

Embora o açúcar residual seja de 10,7 g/l não se percebe um dulçor excessivo, pois a acidez e o gás carbônico não deixam o espumante ser enjoativo em nenhum momento. 
Saúde a todos!


30 maio 2012

Mesmo cansado dessa uva, gostei do Mundvs Malbec 2007



Abri esse vinho no dia 22 de abril, na casa do amigo Paulo Rabelo, um amante das loiras, ruivas e morenas... as cervejas. Tanto que criou um blog (Cervejas do Paulo), mas anda bebendo mais do que escrevendo.  

Levei o vinho e não esperava fazer anotações ou publicar a respeito, porque já havia comentado a safra 2006 (relembre). Além disso, não ando muito empolgado com vinhos Malbec. Acho que com o passar do tempo, com alguma litragem, os enófilos começam a achar esses vinhos muito parecidos e os deixam de lado, assim como os Carmenère e outros por aí.

Mas quando servi o vinho alguns aspectos me chamaram a atenção e valeram esse post. Primeiro porque é um vinho com um aroma vegetal e de especiarias bastante raros nos Malbec que vemos por aí, indicando que na boca poderia se revelar um vinho diferente. Um tostado bem evidente também chamou a atenção, provavelmente pelo uso de barricas novas. 

Também foi um vinho que evoluiu bastante depois de aberto. A fruta madura que por vezes é enjoativa apareceu depois de um tempo, mas mesclou muito bem com as outras características, resultando num vinho com boa complexidade para a faixa de preços (R$ 45-50). No início era um vinho um pouco mais duro, mas rústico, mas no final ficou mais fácil, abrindo-se para uma boa fruta madura. 

É elaborado pela Casa Valduga em solo argentino, dentro da proposta da vinícola brasileira de produzir vinhos em grandes terroirs mundo afora. Boa compra.

Saúde a todos!



19 dezembro 2011

Nossa dica de espumante para o fim de ano: Casa Valduga Espumante Blush Brut 2007 #cbe


Como acontece no fim de ano, fica a dúvida de qual espumante comprar para as festas. Pensando nisso a Confraria Brasileira de Enoblogs sempre faz suas indicações. Nesse ano o tema é "espumante rosé, elaborado pelo método tradicional", uma escolha do intrépido Deco Rossi, do blog EnoDeco.

Aqui em casa testamos dois espumantes brasileiros e resolvemos que uma boa indicação seria esse rosé elaborado pela Casa Valduga, com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, com segunda fermentação pelo período mínimo de 24 meses. Aliás, todos os espumantes feitos por essa vinícola têm segunda fermentação em garrafa (exceto, claro, o Moscatel).

Na taça a cor é salmão, com perlage fina e com boa persistência. Em boca a acidez está bem presente, com frutado em grande equilíbrio com a lembraça da fermentação, com algo evoluindo para mel. Boa cremosidade. Final persistente, com palato lembrando frutos vermelhos delicados, tostado, mel e ferrugem. Amargor discretíssimo, sem ser um defeito.

O ponto alto desse espumante é o equilíbrio entre as principais sensações em boca: cremosidade, acidez, fruta e fermentação. Não tem a intensidade da fruta de outros espumantes mais baratos, o que o deixaria mais simples. Nem tem a fermentação tão presente, que o deixaria mais pesado. É evoluído, mas delicado.

Acreditamos que seja uma boca compra (faixa dos R$35-40) e trará um charme especial às comemorações do fim de ano.



Para acompanhar o espumante a Érika fez uma saladinha rápida, com radicchio, alface romana, tomate cereja, manga, lascas de pão sírio (passadas na frigideira rapidamente com azeite e ervas) e um molho de mostarda, mel e pimenta do reino. Ótima harmonização!

* Ainda dentro da programação festiva da Confraria, publicaremos no dia 2 de janeiro o outro tema sugerido pelo Deco: "vinho branco do Novo Mundo, exceto Chardonnay e Sauvignon Blanc". Aqui, vamos de Torrontés de Salta. 

Saúde a todos!


 


18 novembro 2011

O melhor das últimas quatro safras: Casa Valduga Premivm Gewürztraminer 2011


Talvez já tenha contado isso aqui no blog (não me lembro), mas o Gewürztraminer da Casa Valduga foi um dos vinhos que me fizeram entrar de cabeça nesse mundo. Ganhei do amigo Edihermes uma garrafa de uma linha antiga, acho que se chamava Seculum, da safra 2004. A explosão de aromas parece que até hoje está na nossa memória aqui em casa. Um vinho branco inesquecível pra nós. 

Desde então tenho bebido todas as safras dele, há um tempo pertencente à linha Premivm da vinícola. Esse 2011 é o melhor desde 2008, na minha opinião.

Na taça a tradicional coloração amarelo palha. Aromas em boa intensidade, as flores típicas da variedade e uma lembrança que me lembrou lichia. Na boca é leve, com acidez correta, jovem e refrescante. Final mediano, palato floral e discreto mineral. 

Vinho ideal para climas quentes. Leve, descontraído, bem feito, com pouco álcool e sem passagem por madeira (ao menos pareceu). Acompanhará pratos mais leves. 

Vale experimentar. Ótima compra a R$ 29, faixa em que são raros os varietais Gewürztraminer.

Caiu muito bem com um risoto de quiabo que a Érika fez em casa. Receita ainda hoje aqui no blog.

Avaliação VPT = 87/100 pontos.

Saúde a todos!
 



11 novembro 2011

Meu vinho para 11/11/11: Maria Valduga Espumante Brut 2006



Não tenho superstições. Não me preocupo se é sexta-feira 13, não tenho cueca da sorte, nem mudo meu caminho se um gato preto passa na minha frente. Só não gosto de passar embaixo de escadas, mas é por causa do risco, não do azar.

Mesmo assim, não posso perder a oportunidade de publicar um vinho hoje, dia 11/11/11, às 11:11 h. Cheguei a pensar num vinho de 2011 que custasse R$11, mas a Érika me disse que a esse preço seria difícil encontrar alguma coisa boa e sugeriu a escolha de um vinho especial dentre os já programados para postagem. Como não costumo discordar dela (apenas em pensamento), aceitei a sugestão.

Minha escolha recaiu sobre a "jóia do espumante brasileiro", slogan criado pela Casa Valduga para designar esse produto, criado em homenagem à Dona Maria, mãe de Juarez, João e Erielso Valduga, que estão no comando da vinícola.

Aliás, tive o prazer de anunciar seu lançamento aqui no blog em primeira mão, graças à gentileza do gerente de Marketing da vinícola, o tricolor Fabiano Olbrisch (relembre). 

O Maria Valduga é vendido no mercado com grande variação, de R$ 120 a R$ 200. Elaborado pelo método champenoise com uvas Chardonnay (80%) e Pinot Noir (20%), passando pelo menos 48 meses em segunda fermentação. Um espumante de classe, para ser degustado em momentos especiais e uma ótima opção de presente.

Na taça uma coloração amarelo palha. Perlage intensa e elegante, com bolhas pequenas e persistentes. Aromas intensos, frutos brancos, forte presença de notas da fermentação, brioche, casca de pão etc. Bom equilíbrio nos aromas, sem lembrança oxidada que percebo em alguns espumantes brasileiros com maior tempo de autólise. 

Na boca é seco, com açúcar residual presente, mas não com tanta intensidade quanto em outros brut do Vale dos Vinhedos. Fruta muito presente e fermentação em segundo plano. Espumante cremoso, com final longo, repetindo as sensações anteriores. 

Espumante de grande fineza, elegante, sem peso, equilibrado, mantendo frescor e boa complexidade, atributos que o tornam um produto diferenciado, não só por sua beleza, mas pela qualidade do que vai à taça.

Alguém pode dizer que por $120-200 dá pra comprar champagne, mas a qualidade dos famosos espumantes franceses nem sempre é garantida nessa faixa de preços. Não se iluda: há muita mediocridade também no mundo dos champagne.   
 

Saúde a todos!