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03 novembro 2014

Jovem, por jovens e para jovens: Dunamis Espumante Ar Brut


Os vinhos da jovem vinícola Dunamis têm uma identidade definida: são feitos por jovens, para serem bebidos jovens. Isso vale para os tintos, brancos e espumantes. Seu público alvo (penso eu) são os que estão se iniciando no mundo dos vinhos, jovens paladares, portanto. Então, é sempre bom experimentar seus produtos, como dessa vez em que recebi três espumantes para participar de mais uma edição do Winebar, que aconteceu no dia 29/10 (veja o vídeo).

Pois bem. Degustei primeiro esse brut, elaborado pelo método Charmat com uvas 100% Chardonnay. Por esse processo a segunda fermentação, aquela em que as borbulhas e a espuma são formadas, ocorre em autoclaves de aço inox, com total controle de temperatura. Por ser um Charmat "curto", a ideia é que o resultado final seja um espumante leve, refrescante, que preserve as características aromáticas da uva, sem maiores complicações para o consumidor entender o produto. 

Possui cor amarelo palha, perlage em boa intensidade. Nos aromas a predominância é de frutos brancos, maçã e pera principalmente. Notas florais mais discretas. Em boca tem boa cremosidade, acidez mediana, frutos se repetindo e uma pitada de mineralidade, porque pra mim tem uma pontinha salgada (fiquei maluco?). 

Final mediano, repetindo mineralidade no palato e os frutos brancos. Espumante correto, como sempre. Uma pitada maior de acidez, até porque é um 100% Chardonnay, lhe cairia bem, mas tem bom equilíbrio e pode acompanhar pratos mais leves. 


Detalhes da compra:

O espumante tem bom preço, sendo vendido na loja virtual da vinícola por R$49,90 (clique aqui).

Saúde a todos!



25 setembro 2014

Vale a pena provar esse tinto brasileiro: Dunamis Tannat 2012

É um Tannat, mas mantém o perfil jovem que a vinícola sempre pretendeu para seus tintos. 

Sempre gostei dos tintos da Vinícola Dunamis, de Dom Pedrito. Normalmente são macios, fáceis de beber, de um estilo "jovem" que a vinícola sempre pregou, prontos para agradar aos paladares menos experientes, que estiverem migrando do vinho de mesa para os vinhos finos ou mesmo da cerveja para os vinhos. 

Esse perfil jovem da vinícola está nos rótulos de seus vinhos, nas ações de marketing e também em quem elabora o vinho, os jovens enólogos Thiago Peterle (24 anos) e Vinícius Bortolini Cercato (25 anos), que procuraram obter um vinho de "espírito descomplicado, criativo e ousado". 

Vamos ao vinho. 

Esse é um 100% Tannat, com uvas da Campanha Gaúcha, um terroir que parece muito promissor para essa variedade. Tem passagem de 12 meses por barricas de carvalho americano e fica mais um ano amadurecendo na garrafa, o que lhe permitiu ganhar bastante equilíbrio.

Coloração púrpura, com reflexos violáceos. Aromas em boa intensidade lembrando frutos vermelhos e negros, tabaco e notas de couro. Em boca tem bom corpo, com acidez refrescante e taninos finos, levemente rascantes. Frutos vermelhos estão em equilíbrio com as notas amadeiradas, presentes com um elegante tostado. Final persistente, repetindo tudo. 

Dos tintos que experimentei da vinícola esse é o "menos descontraído", no bom sentido, pois pede comida para acompanhá-lo. Mas, não confundir isso com o "peso" excessivo que podemos encontrar em outros vinhos com essa uva. Tem 13% de teor alcoólico.

Curiosidade: o vinho ganhou Medalha de Ouro no VII Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, realizado em abril, na cidade de Bento Gonçalves (RS).   


Detalhes da compra

Recebi esse vinho da assessoria de comunicação da Dunamis, mas pode ser adquirido por R$ 49,30 na loja virtual da vinícola (veja aqui).

Saúde a todos!




20 janeiro 2014

Provamos o Dunamis Movimento Espumante Champenoise Brut 2012


Em agosto de 2013 comentei aqui um espumante da Vinícola Dunamis, de Dom Pedrito (relembre), elaborado com 100% Chardonnay, mas pelo método Charmat, com a segunda fermentação em tanques de inox. 

O espumante de hoje é Champenoise ou método tradicional, como o utilizado na região francesa de Champagne, com a segunda fermentação acontecendo na própria garrafa. Esse método costuma ser utilizado para espumantes mais complexos e pode variar de 12 meses a 60 meses em alguns produtos brasileiros. 

Para esse a Dunamis também utilizou exclusivamente a Chardonnay no vinho base e o contato com as leveduras para a segunda fermentação durou 18 meses, originando um espumante com 12% de álcool.  As uvas vieram da Serra Gaúcha, mais precisamente de Cotiporã.

Na taça a cor é amarelo palha. Aromas em boa intensidade, com destaques cítricos, como maçã verde a algo floral. Em boca tem boa cremosidade, revelando-se um espumante fresco e fácil de beber, com delicadas notas adocicadas. Final de boa persistência, equilibrado, fresco, ideal para bebericar ou para acompanhar pratos mais leves. 

Tem vocação gastronômica e como os demais vinhos da vinícola é bem feito, alegre e jovial, apesar do tempo em autólise de leveduras.


Detalhes da compra:

É vendido na loja virtual da vinícola por R$49, mas essa garrafa me foi enviada pela assessoria de imprensa da vinícola para avaliação. 

Saúde a todos!




24 outubro 2013

É tinto, mas é leve e descomplicado: Dunamis Cabernet Franc 2012


O primeiro vinho da Dunamis que comentei aqui no blog foi essa Cabernet Franc, mas da safra 2011 (relembre). O estilo jovem, descomplicado e fácil de agradar é repetido nesse 2012, que tem apenas 5% do vinho passando por barricas de carvalho americano pelo período de 6 meses.

Gosto bastante dos Cabernet Franc brasileiros, que ao lado da Tannat dão ótimos exemplares na Campanha Gaúcha, de onde vêm as uvas desse vinho. Mas, ao contrário de outras vinícolas que elaboram CF mais estruturados, com capacidade para envelhecer bem, esse está pronto para consumo de imediato. A passagem por madeira não lhe confere "peso", mas notas aromáticas e sabores que contribuem para um vinho mais interessante. 

Na taça tem coloração púrpura. Aromas em boa intensidade, com presença de frutos vermelhos, mas algumas especiarias e chocolate branco (proveniente da madeira). Na boca é leve, harmônico, fácil de beber, com taninos macios e ótima acidez. Sem amargores ou álcool em excesso (12% de teor). Madeira conferindo elegância. Final de boa persistência, com boca salivando por conta da acidez. 

Bom para bebericar e para acompanhar comida. Está pronto para beber, até porque acredito que tenha sido feito para consumo rápido. Pode ser guardado por mais um ano, mas não ganhará muito com a guarda. 

 
Detalhes da compra:

O vinho é vendido pela loja virtual da vinícola a R$43,70. Mas, essa garrafa me foi enviada pela assessoria de imprensa da vinícola para degustação. 

Saúde a todos!



21 outubro 2013

Ideal para os dias quentes que virão: Dunamis Pinot Grigio 2012

O vinho não tem passagem por madeira, para preservar todo o frescor da Pinot Grigio.

Recentemente provei quase todos os vinhos da jovem vinícola Dunamis, de Dom Pedrito. Não são novidades pra mim, até porque já havia provado esses produtos em ocasiões anteriores e desde a primeira vez sei que sua proposta é oferecer "vinhos descomplicados". 

Bom, esse objetivo eles conseguem e esse Pinot Grigio é mais um exemplo disso. Sem passagem por madeira, o vinho é refrescante, com grande acidez, bons aromas e grande equilíbrio em boca. 

Na taça tem coloração amarelo claro, com alguns reflexos alaranjados, porque a casca da Pinot Grigio lembra uma uva tinta, por isso não é raro que os vinhos brancos recebam um pouco dessa cor. Aromas em boa intensidade, frutos tropicais, notas cítricas. Na boca tem ótimo equilíbrio, grande acidez e boa fruta se repetindo. Final de média persistência, limpando a boca e indicando vocação gastronômica, embora seja ótimo também como aperitivo. 

Assim como o Merlot branco já comentado aqui (relembre), esse é mais um excelente exemplar elaborado pela vinícola na Campanha Gaúcha. Na sua faixa de preços pode ser comparado a Pinot Grigio de outros países sem receios, sejam do Velho ou do Novo Mundo.


Detalhes da compra:

Esse vinho é vendido na loja virtual da Dunamis, por R$43,70. Mas, essa garrafa me foi enviada para avaliação pela assessoria de comunicação da vinícola.  

Saúde a todos!



04 outubro 2013

Existe merlot branco? Sim! Provamos o Dunamis Merlot Branco 2012

Durante a fermentação não houve contato com as cascas, resultando num vinho branco.

Talvez grande parte dos consumidores não imagine ser possível elaborar vinhos brancos a partir de uvas tintas. Mas, isso é muito comum especialmente na área de espumantes, porque a Pinot Noir, por exemplo, é bastante utilizada em Champagne e em outras regiões produtoras, como a Serra Gaúcha, e o resultado é um vinho branco. 

Em linguagem simples, isso é possível porque as uvas não têm contato com as cascas, a fonte da matéria corante. Se na fermentação de um Merlot - como é o caso desse vinho - não existe contacom com as cascas, o resultado é um vinho branco. No máximo terá alguns reflexos que sugerem não ser um vinho de uvas brancas.

Esse Merlot é elaborado pela Dunamis, jovem vinícola de Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha. Já havia provado o vinho em outra ocasião, quando estivemos na Escola de Gastronomia da UCS, em setembro do ano passado (relembre). Assim como naquela ocasião o vinho agradou muito. 

Na taça a coloração é amarela, mas com alguns reflexos alaranjados, sugerindo um levíssimo e rápido contato com as cascas, apesar de não ser essa a intenção. 

Aromas em boa intensidade, lembrando frutos brancos. Na boca é untuoso, com bom corpo, boa acidez e uma leve adstringência indicando uma discreta presença de taninos. É seco, gastronômico e refrescante. Final de boa persistência, com as gengivas secas e a boca salivando. É um "branco" diferente, sem dúvida. Vale conhecer, até porque tem bom preço!


Detalhes da compra:

Esse vinho é vendido na loja virtual da vinícola por $43,70. Mas essa garrafa me foi enviada para avaliação pela assessoria de comunicação da Dunamis.

Saúde a todos!



19 agosto 2013

Mais um espumante brasileiro bem interessante: Dunamis Espumante Ar Brut

Com teor alcoólico de 11,5% é um espumante muito agradável e com boa complexidade.

A Dunamis é uma vinícola jovem e tive oportunidade de provar todos (ou quase) os vinhos por eles elaborados. Sua proposta é colocar no mercado vinhos fáceis, que agradam aos paladares mais jovens, enfim, sem complicação. 

Isso não significa vinhos de menor qualidade ou que dediquem menos atenção aos produtos. Ao contrário, mesmo com essa proposta a inovação é uma busca constante, como na elaboração de um Merlot branco que já provei e gostei bastante e que estará em breve por aqui. 

Esse espumante é um 100% Chardonnay, elaborado pelo método Charmat. Não é um processo demorado, porque em poucas semanas é possível obter um espumante com a segunda fermentação em autoclaves de inox. É o que a chamam Charmat curto

Na taça o espumante tem coloração amarelo palha, perlage com bolhinhas finas e de boa intensidade. Nos aromas uma boa surpresa, porque um espumante elaborado para ser leve e descontraído apresentou boa complexidade, com notas de frutos brancos, pêra, maçã cozida, floral também presente. 

A presença de aromas mais maduros me fazem desconfiar que o vinho base passou por carvalho. Mas é só uma desconfiança, porque no site da vinícola não há essa informação. 

Na boca é um espumante de bom corpo, com acidez mediana, boa cremosidade e as sensações olfativas se repetindo. Final de boa persistência, marcado novamente pela sensação de fruta bem madura, me fazendo lembrar algum destilado. Essa complexidade aliada ao bom corpo e, claro, ao preço, me fazem indicar esse espumante como um produto muito interessante.


Detalhes da compra:

No site da vinícola o preço sugerido ao consumidor é R$29,90 e a esse valor é compra muito boa. Mas essa garrafa me foi enviada pela assessoria de imprensa da Dunamis para avaliação.

Saúde a todos!



10 outubro 2012

Harmonizando os vinhos da Dunamis na Escola de Gastronomia da UCS

Júlio César Kunz, diretor executivo da Dunamis e Emílio Kunz, consultor em enologia. 
Foto: Gilmar Gomes Fotografia Digital

A Escola de Gastronomia da Universidade de Caxias do Sul é uma referência no sul do país. Foi inaugurada em 2004, em Flores da Cunha, em tem como missão "difundir a cultura do gosto e a enogastronomia na América Latina, formando e qualificando profissionais de excelência em culinária e sommelierie".

Estivemos por lá no dia 27/09 para uma apresentação e degustação dos vinhos da Dunamis, jovem vinícola de Dom Pedrito, cujo conceito "vinhos democráticos" foi apresentado pelo Júlio Kunz, seu diretor executivo.

Em síntese, a vinícola realizou uma pesquisa junto a consumidores para aprovação de alguns de seus vinhos, para definir estilo, corte e público alvo. Participaram de degustações às cegas enólogos, críticos e consumidores comuns, porque um dos objetivos da vinícola é colocar no mercado vinhos que estejam prontos para consumo imediato, que agradem aos paladares menos experientes, que sejam vinhos para serem apreciados de forma descontraída.   

Chef Mauro Cingolani, diretor técnico da Escola de Gastronomia, explicando o menu
Foto: Gilmar Gomes Fotografia Digital

O almoço na Escola de Gastronomia foi servido harmonizado com os vinhos, apresentados às cegas para o grupo, que não tinha nenhuma informação prévia quanto às variedades, rótulo ou faixa de preços. Um bom exercício para que cada um escolhesse a melhor harmonização. 

Foram servidos 7 vinhos, sendo três brancos, um rosé, um tinto e dois espumantes (brut e moscatel), que demonstraram essa filosofia de leveza dos vinhos, de jovialidade e frescor, mas com personalidade. Aliás, tivemos o prazer da companhia de Emílio Kunz, enólogo consultor da vinícola, que nos deu boas informações a respeito dos produtos, sem nos induzir durante a degustação às cegas.

Alguns dos vinhos servidos no almoço. Foto: Gilmar Gomes Fotografia Digital

Meu destaque foi para um vinho diferente, o Dunamis Merlot Branco. Isso mesmo, um Merlot branco e não tinto!

Para os que ainda não ouviram a respeito, o vinho é elaborado através do mesmo processo de qualquer outro vinho branco, mas não há contato com a casca. Assim, o vinho obtido é branco, com estrutura e aromas próprios. Foi servido às cegas e apresentou os aromas mais complexos entre os brancos, com boa acidez e final persistente. Será vendido na mesma faixa de preços do ótimo Cabernet Franc (já comentado aqui) e faz parte da coleção Shall We Dance, que tem ainda o Pinot Grigio e o Merlot.

Outros vinhos que merecem destaque são:

- Dunamis Ser 2011 - um branco, corte igual de Chardonnay e Sauvignon Blanc, macio, fresco, com boa complexidade vinda da madeira. Elegante e gastronômico. 

- Dunamis Tom 2011 - um rosé elegante, elaborado com 100% Cabernet Sauvignon. Coloração mais discreta, lembrando casca de cebola, aromas de frutos vermelhos e uma clara lembrança de mamão. Em boca tem boa fruta e boa acidez. 

Ótimos vinhos, ótima experiência gastronômica na Escola dirigida pelo Chef Mauro Cingolani

Saúde a todos!

*** Viajamos ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

06 julho 2012

A Vinícola Dunamis começará a vender em Minas Gerais, felizmente!


Há alguns dias comentei aqui um Cabernet Franc da Dunamis que me surpreendeu (relembre). Conheci o vinho num evento, mas se quiser comprar mais tenho que fazê-lo diretamente da vinícola, na Campanha Gaúcha. O valor do frete às vezes não compensa e a compra é desestimulada. 

Esse é um dos problemas do vinho brasileiro: a distribuição, pois há grande dificuldade de encontrar alguns produtos em regiões fora do Rio Grande do Sul e São Paulo. Alguns vinhos interessantes, elaborados por produtores menores, alguns até artesanais, só se consegue comprar no varejo das próprias vinícolas.

Ontem recebi notícia de que a vinícola começará a vender seus produtos aqui em Minas Gerais, através de um distribuidor em Belo Horizonte. Eis alguns trechos da notícia que me chegou por email:

Vinícola Dunamis fecha com distribuidor de bebidas de Belo Horizonte

Esta é a primeira venda para fora do Rio Grande do Sul da jovem vinícola gaúcha, que está há pouco mais de um ano no mercado

A Vinícola Dunamis acaba de fechar com um distribuidor de bebidas em Belo Horizonte (MG). Até agora, a jovem vinícola, que há pouco mais de um ano elabora vinhos brancos e tintos na Campanha Gaúcha e espumantes na Serra, só comercializava seus produtos no Rio Grande do Sul. O Empório Santa Tereza, uma das casas especializadas na venda de bebidas importadas da capital mineira, fez uma primeira compra de 15 caixas e, dias depois, já renovou a compra em mais de 100 caixas de vinhos e espumantes da Dunamis. “Gostei do estilo da Dunamis e da proposta da empresa de descomplicar o consumo de vinhos finos. Então resolvi fazer parte dessa revolução”, revela o proprietário do Empório Santa Tereza, Cristiano Augusto Gonçalves de Paula.

Em contrapartida, a Dunamis identifica em Belo Horizonte, já conhecida como a “terra dos botecos”, um ambiente fértil para mais um plano arrojado: transformar o vinho em mais uma bebida de boteco. “É uma ideia ousada. Mas identificamos que o público os botecos mineiros é o mesmo que prestigia a Dunamis: jovem, interessados em novas marcas de bebidas de alta qualidade. Com a parceria com o Empório Santa Tereza, podemos mostrar a esses consumidores que o consumo de vinho é simples e prazeroso tanto em um happy hour como em um jantar”, observa diretor-executivo da Dunamis, Júlio Kunz.

Cristiano de Paula também destaca que o Empório tem a meta de inovar no comércio de bebidas na cidade, que é uma empresa jovem e dinâmica que busca satisfazer os desejos de um público exigente, interessado em uma grande variedade de produtos nacionais e importados do gênero. “Temos um perfil parecido com o Dunamis, nos identificamos, e isso facilita o nosso trabalho”, registra. Ele também informa que sua empresa trabalha com mais de 600 rótulos de vinhos, entretanto, somente cinco são nacionais. “Queremos investir na ampliação do consumo da bebida, principalmente dos vinhos finos nacionais, que alcançaram um alto nível de qualidade nos últimos anos e atraem muito o público jovem”, diz.

O contato com o Empório Santa Tereza ocorreu no Projeto Comprador da ExpoVinis 2012, promovido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). A parceria foi fechada durante o Circuito Brasileiro de Degustação, realizado no dia 17 de maio, em Belo Horizonte".

Fico na torcida para que outras vinícolas também consigam parcerias como essa aqui em Minas. 

Saúde a todos!

22 junho 2012

Gostei do estilo jovem desse Dunamis Cabernet Franc 2011


Acredito que está fora de discussão a a longevidade dos vinhos tintos brasileiros, sua capacidade de suportar bem os anos em garrafa mesmo quando falamos em vinhos baratos. Vale lembrar aqui a experiência que tive com um Marcus James 1991 (relembre). 

Mas qual consumidor moderno tem a disciplina de comprar um vinho e guardá-lo por 4 ou 5 anos para extrair o seu melhor? São poucos. E isso faz com que alguns vinhos sejam abertos quando ainda não estão prontos para mostrar suas melhores características, até porque são poucas as vinícolas que possuem condição econômica para colocar as safras à venda no momento ideal.

Mas, parece que algumas vinícolas brasileiras estão apostando em linhas mais fáceis de beber, de vinhos mais prontos, que não são feitos para longo período de guarda e permitem que o consumidor fique satisfeito de imediato, com poucos riscos de abrir vinhos ainda rústicos, tânicos e pouco agradáveis a alguns paladares.

Parece ser esse o caso desse Cabernet Franc da Dunamis, jovem vinícola de Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha, vendido no mercado na casa dos R$39. 

Conheci esse vinho no stand da vinícola no Circuito Brasileiro de Degustação, em Belo Horizonte (17/05). Após a degustação o Júlio Kunz me perguntou o que achei do vinho e respondi: "combina com o rótulo". Em síntese, um vinho leve, descontraído, jovial, que agrada no primeiro gole. 

Na taça a coloração é rubi, translúcido, menos denso que os demais CF brasileiros que conheço (veja na foto). Aromas em boa intensidade, frutos vermelhos maduros e chocolate. Em boca é equilibrado, amplo, muita fruta, notas adocicadas, chocolate, bala de café. Em segundo plano, muito discretamente, surgem notas vegetais. Acidez em equilíbrio e taninos macios. Álcool a 12% sem qualquer desequilíbrio. Final de boa persistência, com palato repetindo todas as sensações da boca, fruta, chocolate e bala de café. Livre de amargores. Pede comida. 

Vinho equilibrado, fácil de beber e pronto. Feito para ser consumido jovem. Em boca e nos aromas se aproxima mais do velho mundo.

Tem passagem de 3 meses por carvalho americano (barricas de segundo uso e tostagem média), o que lhe conferiu elegância sem perder fruta. Ótima compra a esse preço.

Saúde a todos!