Mostrando postagens com marcador Château Lacave. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Château Lacave. Mostrar todas as postagens

29 junho 2007

Château Lacave Espumante Brut

Das últimas vezes que abri um vinho da Château Lacave, fiquei um tanto decepcionado, especialmente com o cabernet sauvignon e merlot. São vinhos baratos, mas que não valem a experiência. Tenho um amigo que chega a dizer que os varietais da vinícola "se parecem bastante com vinho".
Exageros à parte, comprei este espumante elaborado pelo método tradicional champenoise, em que a segunda fermentação é obtida na própria garrafa, ao contrário dos métodos charmat e asti, que utilizam autoclaves para esta finalidade. Paguei $28,90, na inauguração do supermercado D'Ville, em Uberlândia.
É um espumante elaborado com 100% de uvas chardonnay, contrariando a tendência de se fazer cortes desta uva com a pinot noir. Não é safrado, mas foi engarrafado em 2005, conforme indica a numeração do lote (41112/05).
No copo, amarelo palha com notas esverdeadas. Perlage discreta, com bolhas irregulares, algumas grandes outras pequenas, com razoável intensidade. Aromas discretos de frutas cítricas, com algo lembrando banana (sentido por todos que experimentaram o vinho). Lembranças minerais ao fundo.
Na boca, boa acidez e refrescância, com retrogosto agradável e frutado (talvez maçã verde?). Final curto, mas agradável. Sensação de boca limpa em poucos segundos.
Em resumo, um bom espumante, nada mais.
Alguém talvez diga: "mas este vinho foi medalha de ouro no II Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, em 2005". Eu devolvo com uma pergunta: e daí? Aqui em casa ele não foi ouro...


22 agosto 2006

Château Lacave Cabernet Sauvignon 2004

Comprei este vinho por inacreditáveis R$ 9,90, mas constuma-se encontrá-lo por volta dos R$14,00. Produzido em Caxias do Sul pela tradicional vinícola Château Lacave, que iniciou suas atividades em 1973, este cabernet sauvignon ganhou pontos por conta da relação custo-benefício: um vinho razoável a preço baixo, resultando num vinho para o dia-a-dia.
No copo, revelou-se de coloração rubi escuro, límpido, de aspecto jovem, com lágrimas que mancham o copo. No nariz é seco, com fruta média e um tanto prejudicado pela prevalência do álcool já no exame olfativo (possui 12% de teor alcoólico). Os aromas característicos desta uva se revelaram bastante tímidos.
Na boca, é um vinho leve, de corpo médio e final de persistência igualmente mediana, com pequena predominância do álcool. Porém, é agradável.
Enfim, um vinho para se degustar sem maiores preocupações, especialmente com o bolso. Dica: se não for beber o vinho no mesmo dia, coloque a rolha de volta e deixe-o na geladeira por um período de até três dias. Mas jamais o deguste gelado, deixe-o na parte mais quente da geladeira. Nos tintos, a baixa temperatura faz desaparecer grande parte dos aromas e sensações tácteis.
Degustado em 21 de agosto de 2006.