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24 setembro 2012

Garbo e elegância: Maximo Boschi Speciale Extra Brut 2007


Em julho publiquei aqui o primeiro vinho da Maximo Boschi que comprei, um Merlot da safra 2000 (relembre) que comprovou na taça a proposta da vinícola de entregar ao consumidor vinhos evoluídos, elegantes e com bom preço. E com esse espumante não foi diferente. É um produto exclusivo, com linda apresentação e tiragem de apenas 900 garrafas (abrimos a de nº 16). 

É elaborado pelo método tradicional (champenoise), com vinho base de Chardonnay (55%) e Pinot Noir (45%). As uvas são vinificadas em separado, com a Chardonnay sofrendo fermentação malolática, uma parte em barris de carvalho, enquanto a Pinot Noir fermenta em tanques de inox. A autólise de leveduras ocorrem por 36 meses, resultando num espumante com apenas 2,8 g de açúcar por litro.

Na taça o espumante tem coloração dourada, com reflexos esverdeados. Perlage com bolhinhas finas e persistentes. Nos aromas é intenso, com complexidade evidente, lembrando notas de tostado, frutos maduros, abacaxi.  Em boca tem boa acidez e cremosidade, com a complexidade se repetindo. Final de boa persistência e muita elegância.

Mais um grande espumante brasileiro, que vale ser conhecido. Encontrado nas lojas virtuais na faixa dos R$ 65. 

Avaliação VPT = 87 pontos.

Saúde a todos!



03 julho 2012

Evoluído por opção: Maximo Boschi Merlot Vindima 2000


Comprei esse vinho há uns 3 anos no Armazém Canta Maria, em Bento Gonçalves e não me lembro quanto paguei. Acredito que tenha sido um preço na casa dos R$40 e alguns detalhes me chamaram a atenção à época: vinho antigo e ainda no mercado; a produção muito pequena; e um galho de videira colado à etiqueta.

Um detalhe importante não foi percebido e só descobri esse ano: a Vinícola Maximo Boschi é um projeto de dois enólogos, Renato Savaris e Daniel Dalla Vale, esse último diretor técnico do Grupo Valduga e eleito o Enólogo do Ano 2011 pela Associação Brasileira de Enologia - ABE. 

A proposta é muito bacana: colocar no mercado vinhos de alta qualidade, longevos e que já estejam num estágio que permita ao consumidor entender as características de um vinho evoluído. Pra se ter uma ideia, agora que está no mercado a safra 2004 desse Merlot. O Chardonnay deles também é de 2004 e por aí vai. 

Como a produção é pequena e a proposta é única no Brasil (até onde eu saiba), o sucesso está garantido, até porque a qualidade dos produtos é indiscutível. Provei um espumante extra brut deles e fiquei impressionado. Tenho uma garrafa em casa e num futuro próximo será comentado aqui no blog. 

Quanto a esse Merlot, ele teve passagem de 1 ano por barricas francesas. Na taça a coloração é rubi, com bordas alaranjadas e boa transparência. 

No nariz o frutado maduro perdeu força dando lugar à lembrança de frutos secos, ameixa seca, especiarias, pimenta do reino, tabaco e couro. Boa complexidade. 

Na boca os taninos ainda são marcantes, com acidez ainda presente, reptindo em boca as sensações olfativas. Não tem a fruta exuberante de um Merlot jovem, mas a complexidade em boca é muito boa. Final um tanto ligeiro, marcado pelos taninos e acidez.

Abri essa garrafa na companhia de amigos que ainda não tinham provado um vinho tão antigo e evoluído. Ficaram encantados com a mudança que o vinho tinto sofre com os anos em garrafa, desde a cor às características aromáticas, mas sem perder a estrutura.

Saúde a todos!