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24 setembro 2017

Bela experiência com um tinto brasileiro de 11 anos :: Marco Luigi Grande Reserva Cabernet Sauvignon 2006


País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos (Serra Gaúcha)
Produtor: Marco Luigi
Uvas: 100% Cabernet Sauvignon
Maturação: 20 meses de maturação em barricas de carvalho
Álcool: 13,5%

Na mesma noite de pizzas na casa do Marcel e da Carol esse tinto brasileiro "apareceu" na adega deles. Na verdade, ninguém sabe quem levou, nem quando... mas, como a adega me foi liberada não tive dúvida em abri-lo, movido pela grande curiosidade de provas vinhos com tanta idade. 

O vinho surpreendeu, porque mesmo com 11 anos de idade não apresentou demasiados sinais do tempo, como depósitos no fundo da garrafa, aquela fruta "passada do ponto" e um certo "peso" que pode deixar o vinho mais difícil de agradar. Ao contrário, esteve vivo e prazeroso durante todo tempo em que foi degustado, porque a primeira taça e a última foram minhas, justamente para observar essas características. 

Na taça uma cor viva, rubi, com bordas discretamente alaranjadas, fruto da ação do tempo. Sem turbidez. Lágrimas grossas nas paredes da taça. 

Aromas fechados de início, aparecendo notas terciárias. Com um tempo respirando na taça, apareceram notas de fruta em compota, leve tabaco e ervas secas.  

Em boca está macio, com taninos ainda presentes, bem finos. Acidez marcante. As notas de evolução, formaram bom conjunto com frutos compotados, feno, tostado e ervas secas. Madeira elegante, bem integrada. Final médio-longo, repetindo tudo. Vinho bem vivo e prazeroso, repito. 

A produção desse grande reserva foi limitada a 5.000 garrafas e abrimos a de número 2.900.


Detalhes da compra

Esse é um vinho que não é mais comercializado, mas considerando os preços das demais linhas acredito que custaria atualmente algo entre 80-100 reais. 

Saúde a todos!



12 fevereiro 2016

Simples, bem feito e agradável: Marco Luigi Reserva Marselan 2010

Foto publicada no Instagram do @vinhoparatodos

Há muito tempo não experimentava um vinho da gaúcha Marco Luigi, uma das primeiras vinícolas que visitamos em viagem ao Vale dos Vinhedos, em 2008. Um produtor tradicional, com belas instalações para receber o turista que pode degustar seus vinhos e espumantes, além de visitar a bela cave.

Esse vinho me interessou porque tenho tido boas impressões com a Marselan em solo gaúcho e, claro, ter experiências com outras uvas além das tradicionais merlot e cabernet sauvignon. Aliás, vale a pena também dar uma olhada no site deles na sessão Vinhos Raros, você vai encontrar preciosidades.

Pelo que me lembro a safra 2010 no Vale dos Vinhedos foi problemática, pois as chuvas chegaram em momento inoportuno. Então, os vinhos desse ano tiveram um menor potencial de guarda, o que não significa que esse Marselan não pudesse aguentar bem os cinco anos em garrafa.

Aberto, revelou coloração púrpura. Bons aromas, frutos vermelhos e uma boa mescla de aromas de especiarias e feno. Na boca é macio, com taninos doces, boa acidez. Frutado muito agradável. Final de média persistência, com algumas notas de chocolate.

Não é um vinho de grande complexidade, nem é muito estruturado. Mas, é bem feito, está macio e amigável, mantendo a boa acidez. Suportou bem o tempo de guarda. Me parece no momento exato para consumo agora e se tivesse outra garrafa eu não guardaria mais.


Detalhes da compra:

Comprei essa garrafa por R$ 42, na Produsul, em Uberaba, especializada em produtos do Rio Grande do Sul. 

Saúde a todos!



31 julho 2014

Belo espumante brasileiro: Marco Luigi Espumante Grande Reserva Brut

Foram elaboradas apenas 3.000 garrafas desse espumante. 

Quando estivemos no Vale dos Vinhedos pela primeira vez (2008) uma das primeiras vinícolas visitadas foi a Marco Luigi, charmosa bodega que teve suas atividades oficializadas em 1946, embora a família já se dedicasse ao vinho desde sua chegada, em 1875. 

Desde então não havíamos repetido a visita, não porque não seja muito interessante, mas por outras razões. O charme do lugar é sempre encantador, mesmo para quem já conhece dezenas de outras vinícolas. Mas, no último mês de abril resolvemos voltar por lá e degustar novos produtos e comprar alguns vinhos. 

Um deles foi esse espumante brut, elaborado a partir de três variedades: Chardonnay, Pinot Noir e Merlot, sendo essa última um diferencial do produto porque sai da fórmula tradicional dos espumantes à moda dos champagne. O método de elaboração é o tradicional (champenoise), com a segunda fermentação ocorrendo na própria garrafa. O contato do vinho com as leveduras ocorreu durante 18 meses.

Na taça tem coloração dourado claro. Perlage fina e intensa. Aromas de ótima complexidade, mesclando os frutos brancos, flores e as notas da fermentação, sem exageros. Na boca é cremoso, com ótima acidez e complexidade se repetindo, sem ser um espumante pesado. A acidez lhe dá frescor e capacidade de acompanhar comida. Final longo, frutado e com boa lembrança tostada vinda da fermentação. 

Espumante que permanece agradável ao paladar mais próximo dos vinhos mais leves, mas que também agradará aos apreciadores de espumantes mais complexos. É maduro, sem ser pesado. É fresco, sem ser simples demais. Entende?

Compraria outra garrafa, sem piscar. 


Detalhes da compra:

Comprei esse espumante no varejo da vinícola pelo mesmo preço que é vendido na loja virtual deles: R$ 44. Uma boa compra!

Saúde a todos!



23 maio 2011

Marco Luigi Grande Reserva Cabernet Sauvignon 2004


Sempre defendi a longevidade dos vinhos tintos brasileiros. Isso me foi comprovado em várias ocasiões em que abri vinhos de 6-8 anos, mesmo que tenham sido armazenados em condições duvidosas. E não estou falando de vinhos caros, pois muitos deles está na faixa de até R$40. Os mais caros chegam aos 10 anos em grande forma. Pena que nem sempre temos paciência para esperar, mas estou fazendo em casa uma coleção de vários tintos da safra 2005, alguns cortes, alguns Cabernet Sauvignon e muitos Merlot. Veremos quando tenho coragem de abri-los.

Somente para ilustrar, veja as seguintes postagens e a idade com que os vinhos foram comentados:

Casa Valduga Excellence Gran Reserva Tinto 2000 (8 anos);
Cave de Pedra Reserva Tannat 2002 (7 anos);
Casa Valduga Premium Merlot 2002 (6 anos);
Valmarino Reserva da Família 2004 (6 anos).

Hoje comento um Cabernet Sauvignon produzido pela tradicional Marco Luigi, que chegou aos 7 anos se mostrando um ótimo vinho, surpreendentemente maduro e elegante. Foi produzido na safra 2004, considerada muito boa por todos. Não sei quanto custou porque ganhei de presente, mas não é um vinho caro.

Na taça apresentou bela cor rubi, sem os tradicionais reflexos alaranjados. Parecia um vinho novo. Aromas em boa intensidade, elegantes. Muita fruta madura e fundo de especiarias. Na boca é surpreendente, equilibrado, com taninos macios, doces, muita fruta e retrolfato de ervas e temperos. Acidez discreta, mas ainda com grande caráter gastronômico.
Final persistente, misto de frutos vermelhos maduros e outros mais delicados, madeira discretíssima, notas lembrando bala de café, taninos ainda presentes, mas já macios. Está num ótimo momento de consumo, mas ainda pode evoluir nos próximos anos. Álcool na medida certa (13,5% de teor).

Às cegas seria confundido com vinho mais caro e causaria espanto ao se revelar a idade e a origem dele. Sobrou uma pontinha de arrependimento por tê-lo aberto, porque era a única garrafa e seria interessante ver como estaria em 2014, aos dez anos de idade.

Foi engarrafado em 2006. Foram produzidas somente 3.500 garrafas desse vinho. Abri a de nº 788.

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07 março 2010

Marco Luigi Espumante Moscatel

Respeito a Vinícola Marco Luigi e gosto de visitá-la no Vale dos Vinhedos. Tem instalações muito bonitas, um bom atendimento no varejo e vinhos com boa qualidade e preços acessíveis.
Este moscatel não é safrado mas veio de um lote de 2008. É um espumante fácil e com boa tipicidade. Não é adocicado em demasia, não sendo enjoativo. Tem 8% de teor alcoólico.
Na taça, apresentou coloração amarelo palha, com muita espuma e perlage persistente. Bolha pequenas e medianas.
Bons aromas florais e alguma presença cítrica, demonstrando refrescância que se repetiu na boca. Melhorou os aromas no retro-olfato. Certa cremosidade. Final um pouco curto, com discretas notas amargas (sem prejudicar resultado final). Não é complexo, mas agradará seus convidados.
Pela garrafa paga-se em torno dos R$ 23,00.

06 dezembro 2009

Tributo Merlot 2007

Numa degustação que participei em outubro, esse foi o melhor tinto da linha Tributo, da Vinícola Marco Luigi, que certamente tem alguma passagem por barricas, mas não sei precisar o tempo. Com 12% de teor alcoólico, é um vinho bastante acessível, custando em torno dos R$18.
Na taça tem coloração rubi, com boa transparência. Aromas discretos. Destaque para frutos vermelhos maduros e notas florais. Corpo mediano, com taninos macios e baixa acidez.
Final de boa persistência, com madeira muito discreta. Frutado tomando conta.
Vinho do qual não se pode esperar exuberância, mas não deixa de ser agradável e correto, com destaque para madeira que não escondeu as características.

05 dezembro 2009

Tributo Espumante Brut

Numa degustação que participei em outubro, esse foi o melhor espumante da linha Tributo, da Vinícola Marco Luigi. Um brut elaborado pelo método Charmat, a partir das uvas Chardonnay e Riesling Itálico, com 12% de teor alcoólico. Não é safrado, mas o lote indicado no contra-rótulo é de 2008.
Espumante de coloração amarelo palha, com notas esverdeadas. Perlage com bolhas finas e boa intensidade.
Aromas moderados. Frutado discreto, com lembraça cítrica (talvez maçã verde), sobrepondo-se aos aromas vindos da fermentação (tostado e fermento).
Boa cremosidade, com acidez correta e boa refrescância. Retro-olfato com lembrança de mel e um pouco de tostado. Final mediano.
Espumante simples e correto. Vale o que custa (R$ 23).

08 abril 2009

Marco Luigi Espumante Brut 2003

Conheci a vinícola Marco Luigi em outubro do ano passado e gostei de muita coisa por lá. A história da vinícola está ligada à chegada de imigrantes italianos ao Vale dos Vinhedos em 1875, mas o "registro" da vinícola ocorreu apenas em 1946. Tem um varejo bem estruturado e uma cantina pequena, mas interessante, construída numa encosta de pedras.
Este espumante brut é elaborado com uvas Chardonnay, da safra 2003. Certamente não tem o mesmo vigor de anos atrás, mas sempre acho interessante abrir vinhos com alguma idade para ver como envelheceram. Para este, o tempo não fez mal.
De coloração dourado-claro, apresentou perlage mediana, com bolhas irregulares. Apresentou bons aromas frutados, com leve lembrança de mel, fermento e casca de pão em segundo plano (aromas dados pela fermentação na própria garrafa - champenoise). Harmônico no nariz.
Na boca ainda está muito gostoso, sedoso e refrescante. Retro-olfato repetindo nariz, muito agradável. Final longo, com destaque para leve tostado e um pouco de mel, com frutado em menor intensidade.
Espumante que ainda está em forma, confirmando a boa reputação da casa. Se encontrar uma garrafa por aí e ela tiver sido bem cuidada, pode comprar.