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04 abril 2016

Belo vinho brasileiro, com 11 anos de idade: Pizzato Reserva Tannat 2005 #CBE


Com um pequeno atraso publico aqui minha escolha para ser o vinho do mês de nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que desde fevereiro de 2007 publica opiniões independentes de seus membros. 

O tema desse mês foi escolhido pelo amigo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos. Ele determinou: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais. Vamos ver como nossos vinhos, e de nossos hermanos, tem amadurecido!"

Tenho algumas garrafas de vinhos sul-americanos, mas são em sua grande maioria vinhos brasileiros da safra 2005. Então, o tema é uma excelente oportunidade para começar a "abrir a adega" e escolhi esse 100% Tannat da ótima vinícola Pizzato, que há muitos anos tem o respeito de quem acompanha a evolução do vinho brasileiro. 

Essa garrafa eu comprei diretamente do enólogo Flávio Pizzato,  em 2013. Saiu do Rio Grande do Sul e veio diretamente para minha adega e ficou climatizado. Portanto, em condições ideais para ser consumido agora aos 11 anos.  

O vinho teve 70% passando seis meses por barricas de carvalho americano. A produção foi limitada a 7.000 garrafas e abrimos a de nº 4.819. Tem 13,3% de álcool. 

Os aromas são intensos, com muitos frutos vermelhos e negros bem maduros, lírios. Uma pontinha de menta e álcool. Há uma nota de evolução, com aromas lembrando fruta em compota, mel e feno. 

Na boca é encorpado e potente, com taninos ainda rascantes e grande acidez. É um vinho seco, sem notas adocicadas, bem gastronômico. Fruta abundante, folhas secas em segundo plano e uma boa presença da madeira, com elegante tostado. Final persistente, com a gengiva enrugando e a boca salivando, taninos e acidez em ação, retrogosto com frutado, floral e feno.   

Em síntese: um vinho que ainda tem estrutura para ser guardado por mais 3 ou 4 anos, o que é um grande feito. Mas, em termos de aromas e sabores pode desenvolver notas muito evoluídas. Particularmente, prefiro como está, porque percebe-se que é um vinho mais antigo sem que isso atrapalhe as características de um vinho jovem. 

Mas, para quem prefere os vinhos muito evoluídos, como meu amigo Silvestre Gonçalves (Vivendo a Vida) a opção de guarda pode ser ótima escolha.    


Detalhes da compra:

Comprei esse vinho diretamente das mãos do Flávio Pizzato, em 2013, quando estive com ele na vinícola e fiz uma entrevista sobre a colheita em andamento (relembre). A safra atual é vendida na casa dos R$80. 

* Esse é o 115º vinho que comento para nossa Confraria, primeira e única virtual do Brasil. 

Saúde a todos!



11 maio 2015

A ótima experiência de provar o Pizzato Reserva Cabernet Sauvignon 2005 #desapego


Já que elegi o ano de 2015 como o ano do desapego, de abrir nossos vinhos brasileiros de safras 2005 ou anteriores, temos que dar continuidade à árdua tarefa de apreciar esses caldos que guardamos por tantos anos, com tanto carinho.

O vinho da vez é um cabernet sauvigon da ótima vinícola Pizzato, cuja história familiar e, claro, seus vinhos, tem meu inteiro respeito. Vale a pena relembrar a entrevista que fiz com o Flávio Pizzato, enólogo chefe da vinícola, em fevereiro de 2013 (clique aqui e assista). 

Sempre que for ao Vale dos Vinhedos não deixe de visitar a vinícola, que tem ótimos programas para receber os turistas e, quem sabe, você não dá a sorte de esbarrar com alguém da família para deixar a visita ainda melhor?   

Quanto a esse vinho, adquirido há alguns anos e guardado em adega climatizada, tem coloração púrpura, denso, sem notas de evolução que poderiam caracterizar um vinho de 10 anos de idade. Lágrimas grossas e rápidas na parede da taça. 

Os aromas apresentaram ótima intensidade, com destaque para frutos vermelhos maduros, acompanhados de algo vegetal lembrando musgo, especiarias e terra úmida. Boa complexidade e nenhum defeito ou aroma desagradável, mesmo sem decantar.


Na boca tem corpo médio, incrivelmente vivo e equilibrado. Muita fruta vermelha, boa acidez, taninos finos e elegantes. Madeira muito bem integrada, sem atropelar a fruta. Álcool a 13,3% em equilíbrio. Final longo, prazeroso, dando vontade de experimentar mais um gole. Fruta e especiarias dividindo a atenção e formando belo conjunto. 

O mais surpreendente é que o vinho passaria por outro mais jovem, porque está muito equilibrado, mantendo boa fruta, frescor e estrutura para aguentar mais um tempo de guarda e ainda evoluir. Um senhor vinho brasileiro de 10 anos de idade. 


Detalhes da compra:

Não me recordo o quanto paguei por esse vinho à época da compra, mas a safra atual é vendida em lojas virtuais na faixa dos R$56, o que considero um valor excelente para um vinho que suportou tão bem os dez anos de guarda. Compraria mais garrafas, se as encontrasse por aí...

Saúde a todos!



08 abril 2013

Mais um vinho brasileiro de respeito, em sua segunda safra: Pizzato Legno Chardonnay DO 2012

O nome Legno (madeira em italiano) remete ao uso do carvalho pela primeira vez em um Chardonnay da vinícola Pizzato.

Quando fiz uma entrevista com o Flávio Pizzato no último dia 16 de fevereiro (relembre) aproveitei para comprar alguns vinhos no varejo da vinícola. Aliás, sempre que vou ao Vale dos Vinhedos aproveito para comprar os vinhos que mais me interessam porque chegam aqui em Minas Gerais custando uns 40% a mais que lá. 

Essa é a segunda safra desse Chardonnay com passagem por madeira. Aliás, foi a primeira experiência da Vinícola Pizzato com o carvalho francês em seus vinhos brancos. Tradicionalmente eles sempre lançaram vinhos que preservam o frescor e o frutado bem franco da variedade, mas nesse top o Flávio optou por uma maior complexidade. E conseguiu. 

É um vinho com o selo D.O. Vale dos Vinhedos, portanto, as uvas provêm exclusivamente dos vinhedos da vinícola nessa região demarcada. Vinho de coloração dourado claro. Aromas em boa intensidade, frutos brancos e notas amadeiradas (baunilha e chocolate branco) em boa mescla, um conjunto de boa complexidade.

Na boca tem boa acidez, untuosidade e corpo médio. Não é um Chardonnay amadeirado em excesso e corpulento, ao contrário, tem delicadeza, elegância, boa fruta e vocação gastronômica. Final de boa persistência, palato com leve e elegante tostado. Tem 13% de teor alcoólico.  


Detalhes da compra:

Foi comprado no varejo da vinícola Pizzato, mas é encontrado em lojas virtuais entre R$63-68.

Saúde a todos!



22 fevereiro 2013

Em vídeo: entrevista com Flávio Pizzato


No dia 16 de fevereiro cheguei atrasado na visita que agendei com o Flávio Pizzato e minha desculpa foi: “estava com o André Larentis e, você sabe, enólogos gostam muito de falar, então me atrasei”.

A brincadeira – feita na presença do André que não pode me acusar de difamação – tinha um fundo de verdade, mas depois da visita à Pizzato ela não só foi confirmada, mas ampliada.

O Flávio, que eu já conhecia de outros eventos, é um sujeito falante, daqueles que contagiam todos à sua volta com informações técnicas, curiosidades e impressões pessoais sobre seus vinhos, sobre o mercado e parece ter uma opinião sobre tudo que envolve esse mundo. Pra quem é curioso como eu é uma oportunidade rara. 

Nesse clima de entusiasmo degustamos alguns de seus vinhos, cuja exportação para importantes mercados já representa 20% do faturamento da Pizzato. Esses mercados buscam, segundo Flávio, uma característica do vinho brasileiro que é seu frescor, mantido mesmo após alguns anos em garrafa.

Corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat, elaborado com uvas da Pizzato em Dr. Fausto, município de Dois Lajeados.

Em razão do tempo que tínhamos, não degustamos os espumantes, uma certa "novidade" para a vinícola, que sempre se destacou por seus vinhos tranquilos. Mas provamos os seguintes rótulos: 

- Chardonnay, tradicionalmente sem madeira – mantém um ótimo frescor e a franqueza da fruta.

- Legno Chardonnay – com boa complexidade conferida pela madeira, usada com parcimônia, tem boa acidez e vocação gastronômica.

- Concentus 2007 – um vinho em franca evolução ainda, com bom potencial de guarda, onde predomina a Merlot, com cerca de 55% de participação no corte. 

- Verve de Pizzato - um corte vendido ao mesmo preço que o Concentus, mas com uvas de vinhedos localizados a 50 km da sede da vinícola (Dr. Fausto, em Dois Lajeados). No assemblage predomina a Cabernet Sauvignon. Nesse momento está mais pronto que o Concentus, mas com evolução por mais 1-2 anos sem preocupações.  

- DNA Merlot 2008 – o ícone da vinícola, ainda sem rótulo e que será lançado na Expovinis 2013. Ainda ainda está muito jovem, uma criança, com taninos marcantes e boa acidez. Ponto forte para sua complexidade aromática. Deve evoluir bem por muitos anos ainda.

No vídeo em alguns momentos há pessoas conversando ao fundo. É que a Pizzato tem um interessante programa de visitação para turistas e nesse dia algumas famílias estavam por lá, passeando pelos vinhedos, aprendendo sobre a elaboração de vinhos, pisando uvas e degustando os produtos.
Saúde a todos!

22 agosto 2012

Aos 7 anos está em grande forma: Pizzato Concentus 2005


Certa vez experimentei o Concentus 2004 e não me arrancou suspiros. Há algumas semanas provei novamente e de novo não fiquei encantado. 

Então, resolvi abrir uma das garrafas da safra 2005, que comprei em junho numa promoção pagando $39. Nessa safra as impressões que tive foram as melhores possíveis. 

A Vinícola Pizzato elaborou o Concentus 2005 com as uvas Merlot, Tannat e Cabernet Sauvignon. Passou 7 meses por barricas de carvalho (50 % em barris de carvalho francês novo e 50 % em barris de carvalho americano de segundo e terceiro usos). Foram produzidas 8.000 garrafas.

Na taça o vinho ainda é púrpura, sem reflexos indicando evolução, parecendo um vinho de safra recente. Aromas intensos. Muita fruta madura, muito couro, menta, especiarias. Grande complexidade. 

Na boca tem corpo mediano. Taninos finos e elegantes. Grande acidez, deixando a boca salivando bastante. Muita fruta e repetição das demais características aromáticas. Madeira presente e bem integrada. Final longo, e dando vontade de beber mais um gole. 

Um vinho de 7 anos e num grande momento para consumo. Gastronômico, elegante e complexo. Ótima compra!

Onde comprar: aproveitei uma promoção do Supermercado D'Ville, aqui em Uberlândia, pagando $39. O preço de mercado por aqui gira em torno dos $60. 

Avaliação VPT = 88 pontos. 

Saúde a todos!



12 junho 2011

Pizzato Espumante Brut 2009


Na degustação on line realizada no dia 3 de junho, o segundo vinho aberto foi esse ótimo espumante elaborado pela Vinícola Pizzato, através do método champenoise, com uvas Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%). A garrafa aberta para os presentes e enviada aos demais blogueiros ficou por 22 meses em autólise de leveduras. É vendido por $42 no varejo da vinícola.

Na taça coloração dourado claro, com perlage fino e persistente. Aromas em boa intensidade, cítrico e notas de fermentação em equilíbrio. Na boca tem volume e cremosidade, mas com frescor garantido por uma boa acidez. Espumante de grande elegância e boa complexidade. O final é persistente, sensação final de boa integração entre frutado, algum floral e notas de pão torrado dadas pela fermentação em garrafa. Tem açúcar residual na casa dos 8-9 g/litro, uma faixa que me agrada bastante.

O enólogo Flávio Pizzato esteve presente. Falei com ele sobre esse vinho e ele disse: "estamos aprendendo a fazer espumantes". Modéstia dele, posso garantir.

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22 abril 2010

Pizzato Chardonnay 2008

A Vinícola Pizzato dispensa apresentações, pois trabalha seus produtos com seriedade e a qualidade é boa, mesmo na linha Fausto, a mais simples. É pena que encontremos vez ou outra seus produtos tão mal cuidados nas prateleiras de alguns supermercados. Tenho certeza de que os produtores não gostariam de ver seus vinhos assim!
Mas esse chardonnay estava bem acondicionado. Foram produzidas 9.700 garrafas de 750 ml, sem passagem por madeira. Paguei R$26 pela garrafa de nº 1.523.
Na taça um bonito amarelo-dourado. Aromas moderados, frescos, presença dominante de abacaxi em calda. Na boca é leve e macio, com pouca acidez e retro-olfato começando a lembrar mel (uma ruga na face dos brancos).
Final curto. Retrogosto repetindo abacaxi e um pouco de mel. Discretíssimas notas defumadas apareceram. Vinho bem feito, cujo auge já passou, mas ainda é muito agradável.
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01 julho 2009

Pizzato Reserva Merlot 2005

Este é o 31º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs. A escolha foi dos confrades Rafaela e Cláudio, do Le Vin ao Blog. Um vinho fácil de se encontrar em qualquer região do país, a um preço acessível e produzido pela respeitada Vinícola Pizzato. Qualquer enófilo conhece a história do Merlot 1999 desta vinícola, que chamou a atenção dos críticos sobre as potencialidades desta uva em terras brasileiras.
A qualidade deste vinho, portanto, não é surpresa. Com passagem de 5 meses por barricas de carvalho americano, é chamado de "reserva" pela vinícola, um critério próprio porque a legislação brasileira não regula estes parâmetros, como se faz na Espanha, por exemplo. Com a nova Denominação de Origem para o Vale dos Vinhedos, quem sabe não se corrija isso?
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Na taça tem coloração púrpura-violáceo, aparentando ser mais jovem que um 2005. Muitas lágrimas, grossas e lentas. Aromas iniciais fechados e terrosos. Agitando a taça abriu-se para frutado moderado (ameixas talvez) e um fundo de especiarias. Esperava mais complexidade.
Na boca apresentou corpo mediano, com gostoso adocicado na ponta da língua, que desparece logo. Taninos ainda presentes e acidez moderada. Retrogosto com boa presença de frutas maduras e madeira bem integrada, sem se sobrepor. Equilibrado, com álcool sem incomodar (13% de teor).
Final de média persistência, com permanência curta do frutado, prevalecendo um gostoso amadeirado. Boca seca, marcada levemente pelos taninos. Vinho com ótimo equilíbrio, privilegiando a delicadeza e elegância.
Representa bem a tipicidade da Merlot do Vale dos Vinhedos, embora não seja excepcional. Pronto para beber ou para guardar mais um ano.
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Paguei R$ 35 pela garrafa nº 00795, de um total de 29.500.

01 agosto 2008

Pizzato Concentus 2004

Este é o 18º vinho comentado para a "Confraria Brasileira de Enoblogs", da qual participam os blogs brasileiros listados no menu à direita. Uma escolha do blog Diário de Baco. Pode ser comprado pela internet ou no sul do país na casa dos R$38. Mas aqui em Uberlândia, cheguei a encontrar o vinho a R$ 70! Depois de muito choro, consegui um desconto e comprei o vinho a exorbitantes R$48.
Trata-se de um corte de merlot, tannat e cabernet sauvignon, que passa 6 meses em barricas (metade em barricas de carvalho francês novo e a outra em carvalho americano), com produção limitada a 6.400 garrafas. Comprei a de nº 3855. Fiquei bastante curioso com a escolha, especialmente pelo respeito que tenho pela
Vinícola Pizzato, que já teve outros vinhos comentados aqui, mas da linha Fausto. No entanto, a expectativa foi frustrada, porque encontrei um vinho que não justificou o preço pago.
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Na taça, uma coloração púrpura com notas violáceas. Formaram-se lágrimas finas e irregulares. Pouca transparência.
No exame olfativo, aromas discretos a frutos vermelhos. Algo vegetal no fundo. Inicialmente, destacaram-se os aromas da merlot. Madeira discreta.
Vinho de pouco corpo, magro. Com taninos ainda vivos e acidez mediana. Álcool sem incomodar (13% de teor). Final mediano, mas sem atrativos, marcado por frutado discreto e “amarrando” um pouco. Madeira bem integrada e discreta no palato.
Não foi fácil descrever este vinho. Demonstrar o descontentamento com um vinho deste preço é correr o risco de "apanhar na rua". Mas a decepção foi grande. Pareceu-me um vinho que em franco declínio. Não tinha defeitos, mas mostrou-se fraco nos aromas, no corpo e tem final desinteressante. Não comprarei outra garrafa, mesmo se encontrar a $38.
Infelizmente, tive que discordar da “crítica especializada”.

27 janeiro 2008

Fausto de Pizzato Cabernet Sauvignon 2005

A Vinícola Pizzato é uma tradicional produtora de bons merlot. Mas quando estive no Angeloni, de Joinville, somente encontrei este cabernet sauvignon. Apesar de já ter comentado o mesmo vinho, da safra 2004, achei interessante degustar este, até mesmo para apagar a frustração do comentário que fiz anteriormente (relembre). E apagou mesmo!
O vinho tem ótima relação qualidade x preço e é cuidadosamente produzido com uvas de Dois Lageados-RS. São apenas 7.500 garrafas e abri a de nº 2024.
No copo, coloração púrpura intenso, bastante escuro, mas brilhante. Boas lágrimas. Bons aromas de frutos vermelhos maduros, também lembranças de pimenta e cacau. Corpo mediano, com taninos aparentes e acidez marcante. Álcool equilibrado. Vinho seco, austero, sem notas doces e boa estrutura, garantindo-lhe um tempo de guarda. Vinho feito para acompanhar comida, especialmente carnes. Não servirá como mero aperitivo.
Retrogosto com gostoso frutado. Final surpreendentemente longo, frutado, com madeira delicada no palato. Aliás, a lembrança de côco acompanhou toda a degustação, em razão do estágio de 20% do vinho em carvalho, mas não mascarou as características da uva, o que pra mim é um ponto positivo.
Vinho corretíssimo, sem arestas. Comportou-se melhor quando servido a 17ºC. Às cegas poderia passar tranquilamente por um vinho mais caro. Por esta garrafa paguei R$18.90, mas deveria ter comprado outras.

19 novembro 2006

Fausto de Pizzato Cabernet Sauvignon 2004


Comprei este vinho a R$ 17,00 em julho deste ano e o guardei com muito carinho. Ao retirá-lo, todo empoeirado de seu canto escuro, imaginei quão prazerosa seria a degustação de um vinho tão bem cuidado pela Vinícola Pizzato, de Bento Gonçalves. A cuidadosa produção se revela desde o rótulo até a produção limitada a 7.500 garrafas deste Lote 01 (abri a garrafa n. 0328). É um vinho produzido com uvas de vinhedos próprios, localizados em Dois Lajeados (RS).
Ao abri-lo, no entanto, me senti um tanto frustrado com o resultado. Acredito que o tempo pode melhorá-lo. Pelo cuidado com que é produzido, pode ser um vinho que suporte dois anos de guarda. Tem bom corpo e taninos firmes, que fortalecem esta expectativa.
No copo, revelou cor púrpura, com notas bastante escuras e formação de lágrimas grossas, lentas e que mancharam o copo. Seu teor alcoólico (13%) fez o álcool atrapalhar um pouco os aromas iniciais, mas não foi um prejuízo tão grande assim.
Seus aromas é que me pareceram tímidos: frutas vermelhas, pimenta e algo lembrando cacau (?) precisaram de muita agitação para aparecerem. O vinho foi decantado, podendo respirar por cerca de 30 minutos antes da degustação.
Tem final persistente, mas pouco interessante. É um vinho sem muita complexidade. Seria melhor se fosse mais macio. A passagem rápida de 20% de seu volume pelas barricas de carvalho não o melhoraram neste aspecto. Imagino então que o ponto ideal de consumo ainda não tenha chegado. Quem sabe 2007/2008?
Degustado em 18 de novembro de 2006.