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21 julho 2019

Confirmando a excelência :: Almaúnica Reserva Merlot D.O. 2013


País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Almaúnica
Uvas: 100% Merlot
Maturação:  barricas de carvalho 50% francesas e 50% americanas, por um período de 18 meses, depois de engarrafado repousou nas caves subterrâneas da vinícola.
Álcool: 13,5%


Em junho estivemos na Serra Gaúcha e, como não pode faltar, fomos jantar no Primo Camilo, restaurante italiano em Garibaldi. Na carta uma boa quantidade de vinhos e espumantes brasileiros e alguns poucos importados. 

Começamos com esse tinto porque há tempos não provava nada da Almaúnica, que tem se notabilizado pela produção de vinhos com perfil mais do Novo Mundo no sentido de serem mais macios, prontos, com maior presença de madeira. O Syrah deles já se consolidou como um dos ótimos vinhos brasileiros para se experimentar. 

Quero adiantar que na sequência pedimos um Cabernet Sauvignon chileno à disposição na carta do restaurante, uns 40% mais caro que esse e, cá entre nós, não me deixou tão feliz quanto esse Merlot. 

O vinho já tem seis anos, mas sem nenhuma nota de evolução naturais para vinhos dessa idade e nessa faixa de preços. Coloração rubi, brilhante. Aromas em ótima intensidade com marcantes frutos vermelhos, ameixa seca e um abaunilhado da madeira, uma boa mescla de sensações aromáticas das barricas francesas e americanas utilizadas. 

Em boca é redondo, muito macio e harmônico. Taninos dóceis, acidez marcante, dando vontade de mais um gole. Final longo e prazeroso, com palato marcado pela madeira se sobrepondo delicadamente à fruta. 

Em razão de sua acidez acompanhou muito bem os diversos pratos de massas com molhos vermelhos, cogumelos, carnes vermelhas e também um pato muito bom.  


Detalhes da compra:

Esse vinho é vendido pela Almaúnica em sua loja virtual por R$ 77,00.

Saúde a todos!




09 maio 2012

Syrah brasileiro? Bebi e recomendo: Almaúnica Reserva Syrah 2010


Comprei esse vinho no varejo da vinícola, mas não me lembro exatamente quanto paguei, mas foi algo abaixo dos R$50. Também não me lembro a data, mas o Márcio Brandelli ainda não o havia colocado à venda. Comprei porque insisti bastante. Para o enólogo, o vinho ainda não estava pronto e se fosse aberto naqueles dias talvez não revelasse toda sua qualidade. 

Lembro também que em junho de 2011 estive com outros amigos blogueiros no Vale dos Vinhedos e gostamos bastante desse vinho. Mas as impressões aqui relatadas são de março de 2012, quando abri a garrafa que comprei na vinícola.

É um vinho que revela a qualidade e o estilo próprio da Vinícola Almaúnica, uma das mais jovens da Serra Gaúcha. É um varietal de Syrah com passagem por barricas francesas e americanas (50/50) pelo período de 12 meses. Metade das barricas são de primeiro uso e a outra metade de segundo uso, garantindo uma interferência menos intensa da madeira sobre o vinho.

Na taça o vinho tem coloração púrpura, com lágrimas grossas. No nariz os aromas apresentaram boa intensidade, frutos vermelhos, notas lácteas, algo vegetal, flores, ervas aromáticas, revelando boa complexidade e, claro, a inconfundível tipicidade brasileira. 

Em boca é macio, tem corpo médio, taninos aveludados, boa acidez, notas adocicadas, muita fruta, café e chocolate em segundo plano. Final longo, repetindo fruta, chocolate, café e um levíssimo amargor. Vinho gastronômico, equilibrado, pronto para beber. Se estiver em boas condições de guarda, acredito que ainda estará no auge em 1 ano.

Não sei quantas garrafas foram produzidas, mas por uma boa coincidência abri a de nº 10.000, como se vê abaixo.

  
Talvez alguém vá dizer: mas por esse preço eu posso comprar um Syrah/Shiraz chileno, sul-africano ou australiano de boa qualidade. Realmente, mas as experiências são diferentes. A avaliação que fiz não compara esse vinho com nenhum outro Syrah, pois são apenas o relato de suas qualidades próprias. Além disso é preciso perceber que os tintos brasileiros têm características próprias, goste você ou não.  

Saúde a todos!



06 abril 2012

Pronto para beber: Almaúnica Cabernet Sauvignon Reserva 2009


Salvo prova em contrário, penso que a proposta de Márcio Brandelli em sua vinícola Almaúnica é produzir vinhos ao estilo Novo Mundo, mas próximos de nossos vizinhos argentinos e chilenos, contrastando com o estilo Velho Mundo de seu irmão Ademir Brandelli. 

Para constatar isso basta provar o Merlot (relembre) ou o Syrah (que estará em breve aqui no blog). São vinhos macios, com taninos domados, paladar mais fácil, para serem consumidos mais jovens.

Os estilos são diferentes, mas em ambos os casos os irmãos Brandelli fazem vinhos de respeito. 

Esse Cabernet Sauvignon passou 10 meses por barricas novas de carvalho americano e francês (50/50). É vendido no varejo da vinícola a R$ 38.  Foram produzidas 14.000 garrafas e abri a de nº 6.410.

Tem coloração rubi, com reflexos violáceos, denotando juventude. Os aromas têm boa complexidade, com fruta madura, chocolate, café e baunilha, esses últimos conferidos pela passagem por madeira. Na boca tem bom corpo e surpreendentemente os taninos são macios, ao contrário de outros CS produzidos no Vale e tão jovens assim. Boa acidez. Final de boa persistência. Álcool a 13% sem aparecer. Fácil de beber agora ou em 1-2 anos.

Saúde a todos!


27 abril 2011

Alma Única Reserva Merlot 2009



Conheci a vinícola Almaúnica na minha última viagem ao Vale dos Vinhedos, no início de 2011. É a mais nova vinícola da região (criada em 2008), capitaneada pelos irmãos Magda e Márcio Brandelli (enólogo), pertencentes à família que fundou a conhecida Don Laurindo. A vinícola tem uma construção bonita, moderna, como proposta de elaborar vinhos igualmente modernos. Na ocasião provei todo o portfólio da empresa, inclusive um Syrah que somente será comercializado em junho desse ano. Insisti um pouco e consegui comprar uma garrafa, com o compromisso de somente abri-la em meados de 2011.

Esse Merlot passou 10 meses em barricas francesas e americanas e me custou R$ 35. Uma ótima relação custo x benefício.

Vinho de coloração púrpura. Aromas em boa conta. Notas lácteas, frutos vermelhos maduros, café e discretíssimas notas de especiarias aparecendo em alguns momentos. Aromas indicaram desde o início ser um vinho macio, mais elegante que os tintos jovens do Vale.
Na boca os taninos macios e elegantes confirmaram a suspeita. Boa fruta. Fácil de beber, com acidez discreta. Final mediano, com leve madeira (tostado e café) e frutos vermelhos. Álcool sem atrapalhar (13%).
Não me parece um vinho longevo, mas ainda estará em forma com mais 1 ano em garrafa e boas condições de guarda. Surpreendeu pela elegância e delicadeza. Bem feito e com bom preço. Acompanha carnes vermelhas apesar dos taninos macios. Nenhuma agressividade ou desequilíbrio.
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