Esse é um vinho misterioso. Sim, porque em plena era da informação não encontrei um site ou outra fonte de dados sobre seu produtor, a Vinícola Serafini, de Dois Lajeados-RS. Foi comprado por indicação da Kátia França, do Armazém Canta Maria, em Bento Gonçalves. Não me lembro exatamente o preço, mas foi algo na faixa dos R$50-55. Trata-se de um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenère, que apresentou na taça uma bonita coloração rubi, sem traços de evolução. Brilhante, com lágrimas grossas e lentas.
Aromas intensos. Início com predominância para baunilha, côco, revelando passagem por madeira. Após agitação, surgiram frutos maduros escuros, como ameixa.
Na boca tem corpo mediano. Taninos levemente rascantes, que ainda vão amaciar. Acidez e álcool equilibrados (13,8% de teor). Retro-olfato frutado. Vinho potente, mas equilibrado, com notas adocidadas e ausência de amargor. Demonstrou que as uvas foram colhidas em bom estágio de maturação.
Final persistente, com muita fruta acompanhada por elegante madeira, deixando na boca uma gostosa lembrança de tostado e café. Fundo de taça com notas de mel.
Vinho surpreendente, com boa complexidade, que ainda pode evoluir nos próximos 2 anos.