Mas, da safra 2012 pra cá as uvas vêm da Serra do Sudeste, dos vinhedos que a Casa Valduga mantém em Encruzilhada do Sul. Por lá a variação climática (especialmente as chuvas ao final da maturação das uvas) tem menor influência no resultado final. Aliás, ao buscar os melhores terroir para seus vinhos, a vinícola deixou para a tradicional região do Vale dos Vinhedos os seus espumantes, o Merlot e o Chardonnay. Os demais vinhos "tranquilos" ficaram para a Serra do Sudeste e para a Campanha Gaúcha. Um acerto!
Vamos ao que interessa:
Na taça amarelo palha. Bons aromas, com o típico floral da Gewürztraminer, mas também lichia e outros frutos brancos. Em boca é leve, mas untuoso, com acidez equilibrada, repetindo o floral e os frutos brancos. Bom frescor e perfil gastronômico evidente, limpando a boca quando servido para acompanhar pratos mais leves. Final de boa persistência.
Enfim, um Gewürztraminer brasileiro em que você pode confiar. Confesso que já tive experiências não muito boas com vinhos dessa uva de outras regiões importantes do mundo (Alemanha e Alsace, por exemplo), mas em alguns casos o valor gasto não compensa o resultado. Então, aposte nesse vinho que tem preço acessível.
Detalhes da compra:
Saúde a todos!

2 comentários:
Boa tarde. No final de 2013 abri uma garrafa da safra 2012 deste vinho e fiquei bastante decepcionado. Aromas realmente pouco intensos. Final bastante curto. Álcool em desequilíbrio. Realmente esperava mais. Pode ter sido problema naquela garrafa.
Abraço.
Prezado Anônimo,
essas coisas acontecem. Talvez tenha sido aquela garrafa, ou o dia não era tão propício etc.
no geral, gosto desse vinho.
abraço!
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