O primeiro vinho do ano é para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, nossa brincadeira virtual que em fevereiro completará 10 anos de atividades. A primeira e única confraria brasileira nesse formato e que tive o prazer de fundar, juntamente com outros blogueiros naquele distante ano, quando ainda éramos pouquíssimos blogueiros.
O tema foi indicado pelo confrade Victor Beltrami, do blog Balaio do Victor, que assim pediu a todos: "um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização".
Bom... o tema é realmente desafiador, mas devo de início pedir desculpas ao confrade, porque não consegui um vinho de um país que ainda não tenha sido provado. Afinal, já foram muitos países e em minha região não é tão fácil encontrar vinhos assim tão diferentes.
Então, proponho - espero que aceitem - adaptar o tema para o seguinte: um país que eu gostaria de provar mais e uma uva que igualmente eu gostaria de provar mais vezes. Assim, escolhi um tinto do Uruguai com a uva Petit Verdot. Espero ser absolvido, Victor!
O vinho é elaborado pela Bracco Bosca, jovem vinícola fundada em 2005, mas possui vinhedos que são da família há 5 gerações. Originários do Piemonte (Itália), se instalaram na região de Atlántida para continuar a tradição do vinho.
Na taça o vinho apresentou coloração púrpura, bem jovem, límpido e brilhante. Aromas de boa complexidade, com frutas vermelhas e negras, flores, especiarias e notas lembrando couro. Boa concentração, corpo mediano, muito fácil de beber. Boa fruta, mineralidade, taninos macios e acidez marcante.
Final boa persistência. Harmônico, presença discreta da madeira. Aproxima-se mais de um vinho do Velho Mundo. Tem 13,8% de álcool e metade do vinho passou 5 meses por barricas de carvalho, ganhando harmonia, mas sem que a madeira interfira de maneira intensa no resultado final.
Na taça o vinho apresentou coloração púrpura, bem jovem, límpido e brilhante. Aromas de boa complexidade, com frutas vermelhas e negras, flores, especiarias e notas lembrando couro. Boa concentração, corpo mediano, muito fácil de beber. Boa fruta, mineralidade, taninos macios e acidez marcante.
Final boa persistência. Harmônico, presença discreta da madeira. Aproxima-se mais de um vinho do Velho Mundo. Tem 13,8% de álcool e metade do vinho passou 5 meses por barricas de carvalho, ganhando harmonia, mas sem que a madeira interfira de maneira intensa no resultado final.
Ombú é uma árvore nativa do Uruguai e que também está presente na região da vinícola. Segundo uma história local, os antigos proprietários das terras da vinícola tinham o costume de guardar suas riquezas sob a árvore Ombú. Com o passar dos anos, a árvore acabou sendo atingida por um raio e perdeu suas folhas. Com o surgimento da vinícola, a árvore ganhou vida novamente, trazendo um significado para a Bracco Bosca de que seus vinhedos são a sua maior riqueza.
Detalhes da compra:
O vinho é importado pela Domno e vendido em sua loja virtual por R$ 135 para clientes de Minas Gerais.
* Esse é o 124º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs.
Saúde a todos!


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