O desafio de provar um vinho mensalmente para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs, primeira e única virtual do país, é um dos momentos mais especiais para mim, porque a comunhão entre as dezenas de blogs participantes é algo muito gratificante. Por isso, antes de mais nada, ergo um brinde à CBE, desejando que ela seja duradoura e continue ajudando aos leitores na escolha de seus vinhos.
O tema desse mês de março veio do Recife, com a escolha feita pelo casal Maykel e Anna, do blog Vinho por 2: "Tannat uruguaio, em qualquer faixa de preços". Devo confessar que é um prazer procurar por vinhos uruguaios para o blog, porque aquele país é encantador e seus vinhos me agradam bastante.
Esse Tannat é elaborado pela Bodega Garzón, cujo projeto capitaneado pelo casal Betina e Alejandro Bulgheroni teve início em 1999 que consideraram o lugar a sua "pequena Toscana no Uruguai". A construção da bodega de 19 mil metros quadrados levou em conta princípios ecologicamente corretos, como a menor utilização de energia elétrica, captação natural da água da chuva, restauração da biodiversidade etc, possuindo certificações internacionais nesse sentido.
O vinho pertence à linha de Varietais da vinícola, que também tem vinhos Reserva. É um 100% Tannat, com passagem de 9 meses por barricas de carvalho francês. Tem 14,5% de álcool.
Na taça tem coloração rubi, lacrimoso. Na taça aromas em boa intensidade, lembrando o carvalho, chocolate, café e muita fruta madura, como ameixa. Depois de um tempo aberto a complexidade aumentou, com o surgimento de notas de especiarias e geleia.
Na boca tem corpo médio, taninos já macios, boa acidez e muita fruta madura se repetindo. Está entre os Tannat mais "parrudos" do Uruguai e aqueles com notas doces que acabam sendo enjoativos. Esse é um meio-seco, segundo a legislação brasileira (informação do contra-rótulo), mas ao acompanhar carnes vermelhas assadas se mostrou um bom par.
Final persistente, repetindo as sensações em boca, muita fruta e presença amadeirada, mas em bom equilíbrio.
Enfim, um vinho muito fácil de beber, macio, sem desequilíbrios e mesmo sendo um demi-sèc (tem em torno de 3,5 gramas de açúcar por litro) passa longe de ser enjoativo e está pronto para beber agora.
Detalhes da compra:
O vinho é importado pela World Wine, que o vende em sua loja virtual por R$ 89.
* Esse é o 114º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs, primeira e única!
Saúde a todos!

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