Essa sopa faz o maior sucesso aqui em casa e olha que sopa não é um prato que o Gil admire muito. Quando faço, minha sogra fica cheia de elogios: “ninguém faz sopa como você”. Será que eu acredito?
Já eu adoro fazer e comer sopas. O preparo é simples e podemos usar ingredientes que temos em casa, aproveitando o que tem na geladeira.
Pesquisando um pouco mais sobre essa sopa que eu faço tanto, descobri que “minestra” é sopa em italiano e “one” é um sufixo de aumentativo. Portanto, “sopão” ou sopa com “vários ingredientes”.
O Jamie Oliver diz que existem tantas receitas para minestrone quanto vilas na Itália. Diz também que existem três regras básicas para impressionar: o caldo, o soffritto e a sazonalidade dos alimentos.
Uso sempre o mesmo caldo que faço para o risoto, um brodo apenas com ingredientes naturais. Mas se não tiver ou achar difícil, pode usar caldos protos.
Eu sempre coloco tomates ou molho de tomate para engrossar o caldo e dar um sabor especial.
O soffritto mencionado pelo Jamie Oliver significa fritar os legumes lentamente para obter uma boa base de sabor. Eu uso azeite e deixo os legumes fritarem bem, isso faz com que se intensifique o sabor.
A sazonalidade é importante porque os produtos da estação são sempre mais saborosos na época certa, mas fáceis de serem encontrados e mais baratos que em outras estações.
Metendo a colher:
- Desta vez não vou colocar receita, pois não tem receita para fazer minestrone. O que tem na geladeira é o que sempre utilizo. Pique os legumes em pedaços pequenos, frite a pancetta, deixe escorrer o excesso de gordura e seque com papel toalha. Frite os legumes em azeite. No dia em que a foto foi tirada, usei batata, cenoura, tomates sem sementes e vagem. A couve eu rasgo grosseiramente e só coloco no final.
- E o macarrão? Sabe aqueles pacotes que vamos usando pela metade, estão cheios de pedaços quebrados e escondidos no armário? Pois é, essa receita é perfeita para aproveitamento de todos eles.
- Uso sempre folhas de louro e, no final da preparação, acrescento folhas de manjericão fresco.
- Várias receitas pedem para usar feijões, mas nunca usei. Um dia vou testar.
- Para acompanhar a minestrone nada melhor que pães. Mas no dia (veja a foto) usei uma massa fina de pizza temperada com azeite, sal grosso, alecrim e gergelim. Levei ao forno por alguns minutos e estava pronto um acompanhamento bem crocante.
- O vinho escolhido foi italiano, claro (relembre). Uma regra interessante de harmonização é combinar vinho da região com a comida da região. Como na Toscana a minestrone também é prato importante, não pensamos duas vezes. O vinho casou perfeitamente. No início estávamos um pouco desconfiados, mas nem a sopa nem o vinho ganharam a batalha. Ao contrário, se completaram, como deve ser uma boa harmonização.
- O livro que aparece na foto é da tradicional escola Le Cordon Bleu, que eu ganhei da Eliane e tem me servido de referência. Tem alguns problemas na tradução, como me alertou a Rafaela Giordano, do Le Vin au Blog. Mas foi apenas uma referência. A receita aqui de casa ainda não está nos livros. Quem sabe um dia.
Bom apetite!
Érika Mesquita
2 comentários:
Érika,
adorei esse post. Faço sopa em casa mas fica um pouco sem graça. Essas dicas foram preciosas pra mim.
Obrigada.
Paula Meirelles
Temos um bar dentro de um condomínio, a dica do minestrone e o vinho serao hoje nosso prato especial, obrigada
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