Matei a curiosidade e experimentei um vinho grego (finalmente). Veio numa caixa da Sociedade da Mesa e custou R$ 36,50. É um corte de uvas locais, 70% Roditis e 30% Moscofilero.
É produzido pela Domaine Skouras, fundada em 1986 e eleita em 2009 como a Vinícola do Ano no país. É elaborado na região do Peloponeso, pedaço histórico da Grécia que curiosamente tornou-se uma ilha apenas em 1893 com a abertura do Canal de Corinto. É hoje responsável por 25% da produção de vinhos do país.
Os vinhos gregos recebem classificação em sistema semelhante ao francês, divididos em três categorias:
- Denominação de Origem de Qualidade Superior (OPAP) e Denominação de Origem Controlada (OPE), indicam vinhos secos ou doces prevenientes de áreas definidas, produzidos à semelhança dos AOC franceses. Existem 28 vinhos com denomiações, além de dois níveis: Reserva e Grande Reserva.
- Topikos Oenos (TO), equivalente ao Vin de Pays (vinho da região) francês, como é o caso desse vinho (veja no rótulo).
- Epitrapezios Oenos (EO), equivalente ao Vin de Table (vinho de mesa) da França.
Os vinhos gregos recebem classificação em sistema semelhante ao francês, divididos em três categorias:
- Denominação de Origem de Qualidade Superior (OPAP) e Denominação de Origem Controlada (OPE), indicam vinhos secos ou doces prevenientes de áreas definidas, produzidos à semelhança dos AOC franceses. Existem 28 vinhos com denomiações, além de dois níveis: Reserva e Grande Reserva.
- Topikos Oenos (TO), equivalente ao Vin de Pays (vinho da região) francês, como é o caso desse vinho (veja no rótulo).
- Epitrapezios Oenos (EO), equivalente ao Vin de Table (vinho de mesa) da França.
Mas, vamos ao vinho:
Coloração amarelo palha, com reflexos esverdeados. Aromas em boa intensidade, cítrico, lichia. Simples no nariz. Na boca é leve, com apenas 12,2% de álcool, refrescante, com boa acidez e repetição dos aromas. Mineralidade discreta no retrolfato. Final ligeiro, acidez que possibilita acompanhar comidas leves, mas é ideal também para bebericar. Sem complexidade. Pareceu um Malvasia brasileiro bem simples, que pode ser encontrado por menos da metade desse preço.
Com todo respeito, não se justifica pagar R$ 36,50 por esse vinho, a não ser que você esteja curioso para beber um vinho grego ou queira tirar uma onda com seus convidados. Espero que o tinto que veio junto com esse seja melhor.
Resumindo: Atenas 0 x 2 Esparta.
Saúde a todos!


3 comentários:
Caro Gil,
fiquei decepcionado também com esse vinho. Não é ruim, mas o preço é alto para o que ele entrega. Lembra mesmo um vinho malvasia, desses de 15 reais.
abraço.
Guido Franco
Muito bom post!Sério e divertido!Boas provas
Eu gostaria de encontrar estes malvasias brasileiros que você indicou (nunca vi deles em Campinas), pois este vinho Cuvée Prestige da Skouras é exatamente o que eu gosto em vinhos brancos, e não encontro vinhos parecidos por este preço.
Mais baratos que ele, só encontro Chardonnays e Sauvignon Blancs enjoativos (aromas excessivamente doces) da Amércia do Sul.
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