| Um ótimo exemplar de Cabernet Franc sem passagem por madeira. |
Estou firme no propósito de atualizar os vinhos da nossa gloriosa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que mantem-se firme como a primeira e única confraria virtual brasileira, na ativa desde fevereiro de 2007 e com mais uma centena de temas comentados por seus confrades, blogueiros que não deixam essa ideia morrer.
O vinho de hoje deveria ter ido ao ar no dia 1º de outubro, porque o tema daquele mês foi "vinho 100% Cabernet Franc, de qualquer país ou faixa de preços", sugerido pelo confrade Felipe Silva e Silva, do blog BebadoVinho.
Pois bem. Minha escolha recaiu sobre esse vinho do Vale do Loire, elaborado por Frédéric Mabileau, cuja família atua no ramo vinícola desde 1620. Atualmente a vinícola possui 28 hectares de vinhedos, com idades variando entre 25 e 50 anos de idade e que originaram o primeiro vinho em 1991.
Os 28 hectares estão, em sua maioria, dentro da apelação Saint Nicolas de Bourgueil, onde são plantadas a branca Chenin Blanc e as tintas Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. Desde maio de 2007 a vinícola adota procedimentos biológicos em seus vinhedos que resultou na emissão, em 2010, do certificado que a habilita rotular seus vinhos como biodinâmicos. A produção é limitada a 173.000 garrafas por ano.
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| A região do vinho é a de nº 20, em amarelo. Fonte: Wikipedia |
Quanto ao vinho, já adianto que ele é elegante, de bom frescor, chega a ser delicado e seu amadurecimento apenas em tanques de inox - portanto sem madeira - faz dele um produto para apreciadores de vinhos do Velho Mundo. Digo isso porque eu também gosto de vinhos com boa carga de madeira, mas ao provar esse aqui é preciso desligar no cérebro aquele neurônio que pede aromas e sabores de carvalho.
Outra coisa importante: sozinho o vinho não chegou a empolgar, mas acompanhando o almoço de domingo se tornou outro, melhorando muito seu conjunto. Portanto, aposte nas carnes vermelhas (aqui em casa fomos de filé mignon ao ponto), queijos meia cura e até mesmo massas com molhos vermelhos mais espessos, lasanha etc.
Na taça tem coloração rubi, com reflexos violáceos. Boa transparência. Aromas um tanto tímidos no início: frutos vermelhos mais delicados, algo floral e chocolate em segundo plano. Na boca é leve, com taninos finos, boa acidez, frutado e chocolate se repetindo. Harmônico e muito fácil de beber. Como disse acima, não é grandioso se bebido sozinho, mas melhora muito acompanhando comida. Final de boa persistência, com boca salivando e pedido mais um gole. Tem 12,5% de álcool.
Detalhes da compra:
O vinho é importado pela Premium Wines, de Belo Horizonte, mas pedi essa garrafa no site da Wine, pagando R$92.
* Esse é o 100º vinho que comento para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE.
Saúde a todos!


2 comentários:
Ola, muito legal encontrar um blog brasileiro que entende de harmonizaçao de vinhos! Parabéns pelo conteudo! Se quiser conferir meus posts sobre o mundo do vinho, fique à vontade: www.viverbordeaux.fr
Abraços
Olá,
muito obrigado pelo comentário.
na verdade, acho que mais me preocupo em aprender sobre harmonizações do que realmente entendo a respeito. Mas, agradeço o elogio.
saúde!
Gil Mesquita
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