Esse é mais um projeto da famosa Baron Philippe de Rothschild no Novo Mundo, dessa vez no Chile. O nome Escudo Rojo é a tradução para o nome alemão da família: Roth (vermelho) + schild (escudo). Os vinhos vêm do Vale do Maipo, região vinícola mais próxima à capital Santiago, importante na produção de grandes tintos daquele país.
Ao
que parece o objetivo desse tinto é ter um perfil mais europeu, com
mais elegância e menos fruta. Isso começa pela opção de ser um corte e não um varietal: Caménère (40%),
Cabernet Sauvignon (38%), Syrah (20%) e Cabernet Franc (2%), com
passagem de 7 meses por barricas de carvalho francesas.
Se for isso mesmo, acredito que conseguiram, porque o vinho é harmônico, equilibrado, elegante e gastronômico, ao contrário da maioria dos chilenos nessa faixa de preços (R$65) que abusam da fruta, do álcool, com pouca acidez e por isso se parecem pouco com vinhos europeus. Esse tem perfil mais próximo aos Bordeaux.
Na taça é rubi, translúcido, lacrimoso, deixando manchas nas paredes. Bons aromas, fruta bem presente, com uma curiosa alternância das características varietais durante a degustação. Pimenta, especiarias, ameixa, algo de frutos negros e carvalho bem integrado. Em alguns momentos parecia um Cabernet Sauvignon, noutros um Carmenère ou Syrah.
Na boca tem corpo mediano, com taninos macios, acidez correta. Em boca a Carmenère está mais presente. Apresenta um toque mentolado, frutos maduros, especiarias, café e chocolate. Álcool deu potência ao vinho, mas não atrapalha (14% de teor).
Final mediano, repetindo boca. É um vinho que vale o que custa e ainda permite observar essas variações que um assemblage proporciona, portanto, uma boa complexidade. Boa compra a R$65.
Avaliação VPT = 86/100 pontos.
Além
desse corte a vinícola produz também um Chardonnay (com passagem por barricas de
carvalho) e um Rosé (corte de Syrah, Caménère, Cabernet Sauvignon e
Cabernet Franc).
Saúde a todos!

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