Depois de provar com bons resultados o viognier da Campos de Cima, jovem vinícola fundada em 2002, com sede em Itaqui (RS), na microrregião conhecida como "Campanha Ocidental", foi a vez de abrirmos esse rosé que homenageia Irene Antonietta, avó materna da proprietária da empresa, Hortência Ravache Brandão Ayub.
Na taça tem a coloração clássica, elegante, lembrando casca de cebola. Os aromas vêm em boa intensidade ao nariz, lembrando frutos vermelhos silvestres, mas algo cítrico, semelhante a laranja. Na boca é untuoso, com sensação de corpo maior até por conta do álcool a 13%. Boa acidez, elegante, com boa fruta e alguma mineralidade. As notas cítricas apareceram firmes, principalmente lembrando laranja ou alguma fruta dessa família.
Final de boa persistência. Vinho feito para acompanhar comida, como salmão e camarões, que farão bom par com essa cor do vinho. Mas, no dia da degustação, não pensamos muito nisso e no jantar a Érika preparou um nhoque com molho vermelho e ficou muito bom, com o vinho dando conta do recado e até passando um pouco por cima da comida, sinal de que não é tão descontraído quanto parece.
A característica mais marcante do vinho para mim foi sua elegância e o perfil bem diferente da maioria dos rosés sul-americanos. Às cegas certamente apostaria que seria um vinho europeu, o que parece ter sido a proposta da vinícola ao contar com o enólogo francês Michel Fabre na elaboração desse vinho segundo as técnicas usadas na Provence, a mais importante região de rosés do mundo.
O vinho tem tiragem limitada a 1.800 garrafas e abrimos a de nº 367.
Detalhes da compra:
Recebi esse vinho para degustação através da .Doc, assessoria de comunicação da vinícola, mas seu preço de mercado está na faixa dos R$ 39.
Saúde a todos!

Um comentário:
Bela foto!!!
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