Esse vinho eu comprei porque achei o rótulo bonito. Sim, exatamente isso! Fui ao supermercado com o firme propósito de escolher o vinho pelo rótulo e não por outros aspectos. Mas isso foi proposital, porque o tema da nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE foi exatamente esse: "abrir um vinho sobre o qual vc não tem muitas referências, mas que 'foi com a cara' dele pelo seu visual", uma escolha muito criativa da Fabiana Gonçalves, do ótimo Escrivinhos.
Nossa escolha foi esse californiano elaborado pela Fetzer, fundada em 1968 no condado de Mendocino e uma das vinícolas mais conhecidas dos Estados Unidos, sendo atualmente o sexto maior produtor. Como a vinícola foi há pouco tempo vendida a um empresário chileno, foram lançados dois cortes comemorativos: um branco chamado Quartz (Chardonnay, Riesling, Gewürztraminer e Pinot Grigio) e esse tinto chamado Crimson.
É um corte das variedades Syrah, Zinfandel, Cabernet Sauvignon e Petite Syrah, com passagem por madeira, mas não sei precisar o tempo. A criação é do enólogo Dennis Martin.
Na taça a cor é púrpura. Vinho denso e sem reflexos de evolução.
Os aromas são expressivos, com muita fruta madura e madeira em grande intensidade, aparecendo notas de pimenta, cedro e baunilha.
Tem bom corpo, com muita fruta e notas doces. Presença marcante do tostado da passagem por madeira. Os taninos já estão macios e a acidez é mediana. Tem potência alcoólica (13,5%). Final mediano, com bastante tostado, passando um pouco por cima da fruta (framboesa e ameixa), o que deu ao vinho menos complexidade do que poderia ter.
Vinho intenso, estilo "Novo Mundo", ótimo para bebericar, mas com menos vocação gastronômica. Falta um pouco de estrutura (acidez + taninos) e por isso imagino que não vá evoluir com a guarda.
Apesar do estilo mais pancadão, não posso deixar de reconhecer que é um vinho com predicados e que agradará muito aos que gostam de vinhos potentes.
Detalhes da compra:
Na taça a cor é púrpura. Vinho denso e sem reflexos de evolução.
Os aromas são expressivos, com muita fruta madura e madeira em grande intensidade, aparecendo notas de pimenta, cedro e baunilha.
Tem bom corpo, com muita fruta e notas doces. Presença marcante do tostado da passagem por madeira. Os taninos já estão macios e a acidez é mediana. Tem potência alcoólica (13,5%). Final mediano, com bastante tostado, passando um pouco por cima da fruta (framboesa e ameixa), o que deu ao vinho menos complexidade do que poderia ter.
Vinho intenso, estilo "Novo Mundo", ótimo para bebericar, mas com menos vocação gastronômica. Falta um pouco de estrutura (acidez + taninos) e por isso imagino que não vá evoluir com a guarda.
Apesar do estilo mais pancadão, não posso deixar de reconhecer que é um vinho com predicados e que agradará muito aos que gostam de vinhos potentes.
Detalhes da compra:
Compramos esse vinho no Pão de Açúcar, em Ribeirão Preto. Custou R$69,90 e é importado pela VCT, que creio seja a empresa criada pela Concha y Toro inicialmente para trazer seus vinhos para o Brasil.
Saúde a todos!

4 comentários:
Boa noite
Nao sou um profissional em vinhos, mas tambem comprei pelo seu visual. Por incrivel que pareca hoje moro em Orlando e em minha adega nao deixo faltar esse vinho, achei muito leve e suave .
Abracos
Bebi recentemente no Rio e achei sem nenhuma personalidade. Daqueles vinhos que nao te dizem nada. EC
Porqueira!
Para o meu paladar, este Vinho é um dos melhores que ja pude degustar.
À temperatura em torno dos 18°C, permite encontrar um buquê inigualável.
Sempre que encontro à venda, adquiro, além do extraordinário "branco".
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