Sempre disse aos mais próximos e aos meus alunos: "duvide de um livro cujo título tenha um ponto de interrogação". Mas e um vinho? Bom, na verdade eu nunca pensei sobre isso aplicado ao vinho, mas não me preocupei muito com esse detalhe por que esse foi um presente trazido pelos amigos Lílian e Afrânio, que o compraram nos Estados Unidos em junho passado.
Como sabem que o vinho viria aqui pro blog não se importaram em revelar o preço pago (US$20). Se fosse importado para o Brasil, certamente estaria numa faixa de preços mais alta, perto dos R$100.
Como sabem que o vinho viria aqui pro blog não se importaram em revelar o preço pago (US$20). Se fosse importado para o Brasil, certamente estaria numa faixa de preços mais alta, perto dos R$100.
O produtor é a Tres Sabores, que iniciaram os trabalhos em 1987 no Vale do Napa, numa propriedade em que estavam plantadas videiras de Zinfandel de 20 anos de idade.
A história desse vinho é mais ou menos essa: em 2000 a vinícola elaborou 500 caixas de seu Zinfandel e 200 caixas de um Cabernet Sauvignon. Com os barris que sobraram os produtores pensaram em fazer um blend, acrescentando um pouco de especiarias (Petite Syrah e Petit Verdot). Será que daria certo? A resposta foi: "Why not?". Daí o nome do vinho.
Não encontrei informações sobre a participação de cada uva na safra 2009, mas no site da vinícola há informação de que em 2006 a Zinfandel correspondia a 76% do vinho, a Cabernet Sauvignon a 12% e as demais uvas com uma pequena contribuição.
Na taça a cor é púrpura, com lágrimas grossas escorrendo pelas paredes da taça. Os aromas são intensos, de frutos vermelhos maduros, chocolate branco, baunilha, especiarias e discreto mentolado. Álcool de leve no nariz (14,7% de teor).
Na boca tem médio corpo, mas potência dada pelo álcool. Taninos finos, bem moldados, acidez em boa conta. Intenso em sabores, muita fruta madura, quase compotada, repetição do chocolate e notas salgadas aparecendo de leve.
Final de boa persistência, com a boca salivando um pouco. Palato marcado por frutos maduros e mineralidade. Estilo Novo Mundo, com predominância clara das características da Zinfandel. Pronto para beber agora.
Final de boa persistência, com a boca salivando um pouco. Palato marcado por frutos maduros e mineralidade. Estilo Novo Mundo, com predominância clara das características da Zinfandel. Pronto para beber agora.
Obrigado aos amigos Lílian e Afrânio pela gentileza.
Avaliação VPT = 88 pontos.
Avaliação VPT = 88 pontos.

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