Esse vinho foi trazido pelo amigo Paulo Rabelo, apreciador dos vinhos brancos e que nos surpreendeu com sua última escolha, um Sauvignon Blanc da África do Sul, ótima relação qualidade x preço (relembre).
O vinho dessa vez vem da Hungria e é o primeiro que comento aqui no blog. Foi degustado no dia 2 de outubro, mas só agora tenho um espaço para publicá-lo.
A Hungria é o berço de uma verdadeira lenda, o vinho Tokaj, o primeiro vinho elaborado com uvas botritizadas ("podridão nobre"), talvez dois séculos antes de outra lenda, o famoso Sauternes. Segundo a literatura, as condições climáticas da região possibilitam que a podridão seja endêmica, concentrando naturalmente o açúcar, o ácido e o açúcar inconfundíveis.
Mas o vinho agora comentado é seco, elaborado com a variedade Olaszrizling, tradicional casta da região de Villány, mais ao sul do país, de clima mais quente e mais propício ao cultivo de uvas tintas.
O produtor é Atilla Gere, uma estrela do vinho húngaro, que resolveu abandonar a profissão de guarda florestal em 1978 para se dedicar à vitivinicultura, inicialmente em vinhas que ganhou como presente de casamento.
Não passa por madeira. É um vinho fresco. Amarelo palha, aromas em boa intensidade, frutos cítricos e algum floral. Boa acidez em boca. É leve, mas vivo, repetindo frutado e algo mineral. Floral mais discreto. Vinho equilibrado, com final persistente.
Vale conhecer, embora eu não saiba afirmar nada sobre a relação qualidade x preço.
Saúde a todos!
Vale conhecer, embora eu não saiba afirmar nada sobre a relação qualidade x preço.
Saúde a todos!

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