Mostrando postagens com marcador Aurora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aurora. Mostrar todas as postagens

07 março 2024

No carrinho do supermercado :: Aurora Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2020


País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Uvas: 100% Cabernet Sauvignon
Maturação: 6 meses por barricas francesas e americanas
Álcool: 12,5%

Essa é uma linha da Aurora que gosto bastante. Além desse Cabernet Franc brasileiro eles fazem um Malbec argentino, um Carmenère chileno e um Tannat uruguaio. Mas, confesso minha predileção para este vinho de hoje. Não se trata de um vinho excepcional e nem mudará sua vida, mas tem suas qualidades, é muito fácil de beber e a um preço honesto pelo que entrega. 

Com uma passagem curta por barricas de carvalho americano e francês - até porque não é um vinho para grandes estágios em madeira - tem taninos macios, a acidez típica da Serra Gaúcha, com aromas de frutos negros, chocolate e tabaco. 

Um vinho para ser bebido de forma alegre e jovial, em razão da proposta, por isso é ideal para ocasiões menos formais, indo bem com uma massa, pizza, churrasco ou qualquer prato simples do dia a dia. Poderá ser servido aos seus convidados sem medo de desagradar, porque é equilibrado e fácil de agradar, além de ter um ótimo preço. 

Não guarde essa safra, porque ela está pronta! 


Detalhes da compra:

No site da vinícola o vinho é vendido a R$59. Uma excelente compra!

Saúde a todos!




26 janeiro 2024

Continua com a boa qualidade :: Aurora Chardonnay Pinto Bandeira 2022



País: Brasil
Região: Pinto Bandeira
Produtor: Aurora
Uvas: 100% Chardonnay
Maturação: 3 meses por barricas de carvalho americano
Álcool: 13% 

Em outubro de 2012 (relembre) conheci o projeto da Vinícola Aurora em Pinto Bandeira, região vinícola da Serra Gaúcha, município de Bento Gonçalves, e que detém o selo de IP - Indicação de Procedência. Naquela visita degustei pela primeira vez seu Chardonnay elaborado com uvas de vinhedos próprios, cultivadas naquela promissora região. 

Hoje tanto o projeto quanto os vinhos já são uma realidade, principalmente para nós que gostamos de preços mais acessíveis e boa qualidade. Não são excepcionais, mas entregam uma qualidade acima da média para os preços praticados. 

Esse Chardonnay tem rápida passagem por barricas americanas, o que lhe dão uma boa complexidade aromática, mas com bom equilíbrio, já que a fruta franca e fresca está bem presente. Vinho com notas frutadas, florais e nuances abaunilhadas. Na boca é leve, com alguma untuosidade e ótima acidez. Vinho um degrau acima do que chamaríamos de "descompromissado". 

Veja o post no Instagram: https://x.gd/RnXIs.


Detalhes da compra:

Provei esta safra 2022 no restaurante Di Paolo, onde antigamente ficava a Canta Maria. Lá o preço é de restaurante (R$ 75), mas no site da vinícola o preço está bem mais acessível. Vale a pena ter em casa para seus dias de beber vinho sem grandes pretensões de etiqueta. 

Saúde a todos!




01 março 2017

Para todos os bolsos :: Aurora Reserva Chardonnay 2015


Já falei aqui no blog inúmeras vezes sobre o meu respeito pela história, tradição e produtos da Vinícola Aurora, então vou direto ao ponto: o vinho de hoje!

Ele é um 100% Chardonnay, elaborado com uvas da Serra Gaúcha, ou seja, não vem necessariamente do Vale dos Vinhedos ou de Pinto Bandeira, onde a vinícola mantém projetos. Mas certamente vem de uma região em que a acidez das uvas brancas garante espumantes e vinhos tranquilos de ótima acidez. 

Não sei precisar o tempo que passa em carvalho, mas o site da vinícola indica que o vinho passa por fermentação malolática em barricas francesas. Nessa fermentação o ácido málico se transforma em ácido lático, com objetivo de controlar a acidez e "amaciar" o vinho. Nesse caso como ela acontece em barricas o produto final ganha em aromas e sabores amanteigados, lembrança de baunilha, que são o ponto alto desse vinho que é uma versão que lembra os famosos chardonnay californianos. Um estilo intenso e de grande personalidade, mas em que as características primárias da fruta ficam menos evidentes. 

Na taça uma coloração intensa, amarelo-dourado. Nos aromas uma predominância muito clara dos aromas amanteigados, abaunilhados, mas também uma presença intensa de frutos tropicais maduros, como abacaxi, maçã verde e, dependendo da temperatura, banana. 

Em boca tem corpo mediano, repetindo todas as características aromáticas, com uma bela acidez, deixando o vinho amigável para inúmeras harmonizações, como carnes brancas, risotos e massas com molho branco. 

Final um tanto ligeiro, com um elegante tostado aparecendo no palato. Tem 13% de álcool. Uma boa compra, especialmente para os que preferem esse estilo mais maduro nos chardonnay.   


Detalhes da compra:

Esse vinho é facilmente encontrado em supermercados Brasil a fora. Aqui em Uberlândia paguei R$ 37,90 e a vinícola o vende em sua loja virtual por R$ 46,90. 

Saúde a todos!


14 janeiro 2016

Tradição e qualidade: Aurora Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2013


Tenho muito respeito pela história da Vinícola Aurora, cooperativa fundada em 1931 e que reúne nesses 84 anos a essência do cooperativismo, da força de trabalho dos imigrantes italianos que chegaram ao sul do Brasil e, também, todas as dificuldades que os produtores enfrentam na elaboração de produtos de qualidade.

Sempre que converso com amigos que estão iniciando no mundo dos vinhos eles mencionam os vinhos da Aurora, porque sem dúvida é uma marca que faz parte do cotidiano da maioria dos consumidores brasileiros. E, nessas conversas, sempre perguntam sobre algum vinho da minha preferência. Sem querer interferir demais no gosto de cada um, menciono a linha Pequenas Partilhas como uma das boas compras em se tratando de vinhos da Aurora. 

Essa linha conta com tintos Carmenère, Malbec, Tannat e esse Cabernet Franc, que tem passagem de 6 meses por barricas de carvalho americano e francês. Tem 13% de álcool.

Na taça a cor é rubi. Aromas em boa intensidade, frutos vermelhos, especiarias (pimenta), leve lembrança amadeirada. Em boca tem corpo mediano, com taninos finos e ótima acidez. Harmônico, é muito amigável e fácil de agradar. Final de boa persistência, com a boca salivando e pedindo mais um gole.

Vinho que irá bem como aperitivo, mas pode acompanhar queijos maduros e massas com molhos que levem cogumelos. 


Detalhes da compra:

Comprei esse vinho em supermercado por $59, mas na loja virtual da Aurora é vendido por R$51 (veja aqui).

Saúde a todos!


15 agosto 2013

No carrinho do supermercado :: Aurora Espumante Chardonnay Brut

Com a taça adequadamente limpa o espumante mostrou toda sua qualidade.

No mesmo dia em que comprei um outro espumante da Vinícola Aurora, já comentado aqui (relembre), também comprei esse Chardonnay, elaborado pelo método Charmat, com 12% de álcool e que já tinha me agradado bastante em outras ocasiões. 

As uvas vêm da Serra Gaúcha, das propriedades dos inúmeros cooperados que constroem desde 1931 a bela história dessa vinícola, cujos produtos estão bem distribuídos pelo mercado brasileiro. São vinhos que cabem no bolso da maioria dos consumidores e entregam um resultado correto, como foi o caso do espumante anterior (100% Pinot Noir) e desse hoje publicado. 

Ao servi-lo fiquei surpreso com a boa formação de espuma, as bolhinhas pequenas e persistentes, o que foi favorecido pelas taças impecavelmente limpas, que ficaram sob a responsabilidade da Érika, minha esposa. Dá pra perceber essas características na foto acima. 

Já que qualquer resíduo ou sujeira na taça podem atrapalhar essa análise visual, não tenho falado nos últimos tempos sobre esse aspecto para não ser injusto com nenhum espumante. Mas não foi o caso desse, felizmente. 

A coloração é amarelo palha. Nos aromas em boa intensidade a presença de frutos brancos, mas um toque cítrico bem presente, característica da variedade. Na boca uma acidez marcante e certa cremosidade, bom equilíbrio, açúcar residual em boa conta, sem deixar o espumante adocicado em demasia. Refrescante para bebericar, mas adequado para acompanhar petiscos à beira da piscina. Final de boca com mediana persistência.

Pelo método de elaboração, em que a segunda fermentação ocorre em tanques de inox, o espumante não tem grande complexidade, mas esse não é o objetivo desse produto. Penso que atingiu exatamente o que desejavam seus enólogos: entregar um espumante leve, agradável, refrescante, frutado, fácil de beber e cativante para os mais variados paladares. E o melhor, a um preço bem justo. 


Detalhes da compra: (repetindo o que escrevi para o espumante anterior) 
 
Gostaria de comprar os espumantes da Aurora com mais frequência, mas os preços aqui em Uberlândia são impraticáveis. No supermercado Extra é vendido a $39,90. Como eu sei que esse preço não é real, simplesmente não compro. Essa garrafa foi comprada no Pão de Açúcar, em Ribeirão Preto, por R$25,90.
 
Fiquei curioso pra saber o que explica essa diferença de mais de 50% se ambos supermercados pertencem ao mesmo grupo e se a tributação para o estado de São Paulo é tão famigerada como aqui em Minas Gerais. Alguém me explica, por favor?
 
Saúde a todos!
 
 
 

05 agosto 2013

No carrinho do supermercado :: Aurora Espumante Brut 100% Pinot Noir


Não me lembro de não ter gostado de um espumante da Vinícola Aurora. São baratos, corretos e entregam o que prometem. E esse 100% Pinot Noir elaborado com uvas da Serra Gaúcha é uma ótima compra, principalmente ao preço justo que paguei. Portanto, deixe o preconceito de lado e aposte nos espumantes da mais antiga cooperativa brasileira.

O método de elaboração é o Charmat, isso significa que a segunda fermentação - aquela com objetivo de produzir gás carbônico e espuma - ocorre em tanques de inox. Normalmente (mas nem sempre) esses espumantes visam o frescor e a leveza, como esse.  

A coloração não é um amarelo palha, pois tem uns reflexos cobre. Nos aromas a lembrança é frutada, mas com notas de ervas aromáticas. Na boca tem boa acidez, com frutas e ervas se repetindo e certa cremosidade. É seco, com discretas notas adocicadas, o que deixaria o espumante um pouco cansativo, mas não é o caso. Final mediano, muito fresco e agradável. 

Não é um espumante de grande complexidade aromática e gustativa, mas é fresco, delicado, agradável e muito bem feito. Foi muito bem acompanhado sushi e sashimi aqui em casa. Mas é daqueles também pra se bebericar num dia quente na companhia de seus amigos. 


Detalhes da compra:

Gostaria de comprar os espumantes da Aurora com mais frequência, mas os preços aqui em Uberlândia são impraticáveis. No supermercado Extra é vendido a $39,90. Como eu sei que esse preço não é real, simplesmente não compro. Essa garrafa foi comprada no Pão de Açúcar, em Ribeirão Preto, por R$25,90.

Fiquei curioso pra saber o que explica essa diferença de mais de 50% se ambos supermercados pertencem ao mesmo grupo e se a tributação para o estado de São Paulo é tão famigerada como aqui em Minas Gerais. Alguém me explica, por favor?

Saúde a todos!


      

19 fevereiro 2013

Em vídeo: a safra 2013 e as novidades da Vinícola Aurora, com o enólogo André Peres Júnior


No último dia 15 de fevereiro estive na Vínícola Aurora, uma gigante do vinho brasileiro que teve sua grandeza confirmada pessoalmente porque fiz a visita durante o recebimento de uvas da safra 2013. Só pra se ter uma ideia, no dia anterior (14) a vinícola recebeu 2 milhões de quilos de uva, destinados a suas dezenas de rótulos, não só de vinhos finos, mas também de mesa, espumantes e outras bebidas à base de uva. 

Na cantina provamos algumas bases para espumantes feitas com Chardonnay, originárias de uma nova região agora explorada pela vinícola, Pinto Bandeira, mas também do Vale dos Vinhedos. Foi interessante perceber as diferenças desses vinhos, alguns com muita acidez e aromas de abacaxi, outros menos ácidos e predominância de aromas lembrando banana. 

Um espumante Pinot Noir, com uma leve colaboração da Riesling Itálico (20%). Vendido na loja virtual da vinicola a R$ 32,95

Depois fomos ao tanque do Tannat 2013, que irá para a linha Reserva da vinícola. Um vinho com acidez e taninos lá no alto, até difícil de beber nesse momento, mas que deverá resultar num vinho bastante interessante, que poderá ser guardado por alguns anos. 

Mas, o intuito da visita era entrevistar o enólogo André Peres Júnior, que já conhecia de outras visitas por lá e de quem eu queria obter informações sobre o andamento da safra e dos lançamentos da Aurora. 

Para André esse é um Pinot Noir que pode ser guardado por alguns anos. É vendido no site da Aurora por R$ 32,70

Confiram no vídeo essas informações sobre a colheita e também de dois produtos recém lançados pela cooperativa: um espumante brut rosé e um Pinot Noir elaborado com uvas de Pinto Bandeira. 

Saúde a todos!

15 dezembro 2012

Fotografe os espumantes Aurora e concorra a prêmios


Não costumo publicar nada que não seja conteúdo produzido por mim. Nesses 6 anos e meio de blog foram raríssimas as exceções. Elas se justificam quando as considero importantes para o leitor do blog, como essa que acabo de receber via e-mail. Uma notícia que interessará a muitas pessoas que conheço. 

A tradicional Vinícola Aurora criou um concurso de fotos para os usuários de redes sociais e que vai até o dia 30 de dezembro. 

Funciona assim: você acessa o site www.auroragram.com.br e baixa um aplicativo especialmente criado para fotografar os espumantes da vinícola, o Auroragram (nome alusivo a um dos mais famosos aplicativos de fotos hoje disponível, o Instagram).

Conforme foi informado pelo e-mail, é um aplicativo "com filtros inspirados nas cores dos espumantes da linha Aurora. Os interessados em concorrer devem fazer os seus registros pelo aplicativo e enviá-los até 30 de dezembro. Os 3 melhores ganharão uma câmera Nikon One". 

O aplicativo também está disponível na Fanpage da Vinícola Aurora. A escolha dos ganhadores será feita por uma comissão interna com base no critério criatividade aliada ao slogan da campanha publicitária: "Celebre com Tudo".

O grafismo da campanha publicitária mostra uma imagem lúdica da explosão do espumante, cujos efeitos sugerem formas de pessoas comemorando, brindando com alegria. 

Saúde e boas fotos!
 

12 novembro 2012

Uma boa aposta dessa histórica vinícola: Aurora Chardonnay Pinto Bandeira 2011


Quando estive em setembro na Serra Gaúcha, uma das mais interessantes visitas foi a que fizemos ao Centro de Pesquisa da Vinícola Aurora, em Pinto Bandeira, região que detém atualmente o selo de IP - Indicação de Procedência. Essa visita valeu um post aqui (relembre). 

Além de mostrarem os espumantes que estão sendo produzidos na região, esse Chardonnay foi servido durante o almoço e agradou bastante a todos. É o primeiro vinho da Aurora a ser produzido exclusivamente com uvas da região de Pinto Bandeira, vindas de sua propriedade e não dos cooperados. Uma aposta diferente dessa gigante do vinho brasileiro que tem tudo para dar certo. 

O vinho é vendido na loja virtual da vinícola por R$ 32,70. Tem coloração amarelo palha. Nos aromas é bastante expressivo, com as notas aromáticas típicas dos Chardonnay que provamos nessa viagem, muitos frutos brancos, banana, pêra, notas florais e a sensação abaunilhada dada pela passagem de 3 meses por barricas americanas. 

Na boca tem bom corpo, boa presença de acidez e uma untuosidade que deixa o vinho elegante. Frutos e flores se repetindo, bem como a lembrança da madeira bem integrada. Boa complexidade para a faixa de preços. Final de boa persistência.

Um vinho "inaugural" desse novo projeto da Aurora que ao lado de um Pinot Noir provado em primeira mão no almoço do dia 28/09 devem fazer sucesso. Vinhos de bom preço, muito corretos, fáceis de beber e parceiros da boa mesa. 

Saúde a todos!





25 outubro 2012

A região de Pinto Bandeira aposta em seus ótimos espumantes

 No interior da vinícola Aurora o deus Baco recepciona os turistas em sua "fonte de vinho".

Interrompi por alguns dias as postagens sobre a última viagem que fizemos ao Rio Grande do Sul, mas volto agora contando sobre mais uma excelente visita que fizemos à Vinícola Aurora, no dia 28 de setembro. 

Foi a segunda vez que estive por lá e a recepção dessa vez foi novamente impecável, emocionante, carinhosa... tudo isso regado a excelentes vinhos e especiamente espumantes. Aliás, nossa visita tinha como objetivo conhecer os espumantes de Pinto Bandeira, região dos chamados "vinhos de montanha" que recebeu o selo de IP - Indicação de Procedência, caminho obrigatório para obtenção futura da DO - Denominação de Origem. Para saber mais sobre as regras da IP, clique aqui.

Na moderna sala de degustações da Aurora provamos os ótimos espumantes de quatro vinícolas que participam da Associação dos Produtores de Vinho de Pinto Bandeira. Todos os vinhos foram apresentados pelos enólogos, o que possibilitou que dúvidas técnicas pudessem ser resolvidas com muita facilidade.

No Centro Tecnológico da Aurora a união das vinícolas de Pinto Bandeira. 

A Aurora apresentou seu Espumante Brut Rosé, elaborado com 80% Pinot Noir e 20% Riesling pelo método Charmat longo, com 9 meses de autólise. Um espumante vendido a R$28 no varejo da vinícola, com bom perlage, aromas a frutos vermelhos, morango. Muita cremosidade e boa acidez. Final frutado, com açúcar residual em boa conta, agradável como aperitivo, bem feito e barato.  

As uvas desse espumante são de Pinto Bandeira, de uma área que a vinícola começará a explorar com mais força nos próximos anos, situada numa propriedade onde está instalado seu centro de pesquisa. Portanto, as uvas são de vinhedos próprios e não de cooperados.

A Vinícola Don Giovanni apresentou dois produtos. O Chardonnay 2011, vendido a R$32, com leve passagem por madeira, que lhe deu elegância e complexidade. Também degustamos o ótimo Rosé Brut, vendido ao mesmo preço e elaborado com 50% Merlot, 40% Pinot Noir e 10% Chardonnay, pelo método Charmat (45 dias de autólise). Um espumante que ganhou boa estrutura com a presença da Merlot em seu vinho base. Tem boa cremosidade, bom volume em boca, acidez marcante e final longo. Ótima compra a esse preço. 

O enólogo Marco Antônio Salton, da Valmarino, apresentou dois espumante de ótimo preço, vendidos a R$30 no varejo deles. O primeiro foi um Brut Rosé Champenoise, elaborado com Sangiovese e Pinot Noir. Um espumante bonito, de coloração pêssego, com boa acidez, boa cremosidade e final mediano. Tem boa estrutura e açúcar residual em menor percentual, deixando o espumante mais seco.

O segundo espumante da Valmarino foi o Brut Champenoise 2011, elaborado com 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir vindas de uma mesma safra. Na taça apresentou bolhas finíssimas e boa formação de espuma. Mais complexo que o anterior, com boa acidez e alguma citricidade no palato. Bom final.

A Cave Geisse apresentou dois ótimos espumantes, confirmando a excelência de seus produtos. Os dois produtos escolhidos têm produção limitada a 7.000 garrafas por rótulo, elaborados com uma uva apenas e recebendo no rótulo designações no idioma francês, indicando essas características. Ambos são vendidos a R$65.

O Cave Geisse Blanc de Blanc Brut 2009 é elaborado com 100% Chardonnay, pelo método tradicional. Amarelo palha, "barulhento", com perlage intenso, bolhas finíssimas. Gastronômico, com boa acidez, boa complexidade, notas minerais e final longo. Já o Cave Geisse Blanc de Noir Brut 2009 é elaborado apenas com a Pinot Noir vinificada sem contato com a casca, originando um espumante branco. Mas esse tinha alguns reflexos cor de pêssego. Aroma mineral, frutado, vegetal de leve. Boa estrutura, acidez marcante e final longo. Particularmente, se tivesse que escolher entre os dois, escolheria esse último, mais interessante que o 100% Chardonnay. 

De uma maneira geral identifiquei uma boa característica em todos os espumantes apresentados: a cremosidade. Além disso, os preços são muito convidatidos, fazendo com que dificilmente um espumante de outro país, na mesma faixa de preços, seja tão interessante quanto esses brasileiros.  

Uma das lindas paisagens que visitamos, o Centro Tecnológico da Aurora. 

Após essa degustação, que aconteceu na sede da Aurora em Bento Gonçalves, fomos para o Centro Tecnológico da vinícola, situada no distrito de Pinto Bandeira. Lá a vinícola tem vinhedos próprios e está começando a vinificar, para que num futuro próximo já possua uma linha completa de produtos com a IP Pinto Bandeira. 

Durante o almoço degustamos dois vinhos por lá produzidos, a partir dos vinhedos próprios da Aurora. O Chardonnay Pinto Bandeira 2011 é um vinho com breve passagem por madeira, fresco, com bons aromas, ótimo para bebericar ou para acompanhar comida. Muito correto e barato.

Também provamos um Pinot Noir da safra 2012, retirado da barrica no mesmo dia para degustarmos no almoço. Tem aromas em boa intensidade, típicos, coloração viva e na boca ainda é jovem, mas demonstra grande potencial para chegar ao mercado como uma ótima opção de compra, já que tem bom preço e entrega um resultado muito bom. Estima-se que estará à venda nos próximos 1 ou 2 meses, a depender da evolução do vinho.

Lourdes Conci (ao centro), num brinde com o Carlos Arbazua, enólogo da Cave Geisse e André Peres Júnior, enólogo da Aurora.   

O almoço transcorreu num clima de simpatia e cordialidade que marcaram essa visita à Aurora, com os representantes das vinícolas da região, unidos pelo propósito de divulgar seus produtos, deixando eventuais divergências comerciais longe dali. Mas, vale aqui um agradecimento especial à Gerente de Marketing da Aurora, uma anfitriã que mais uma vez nos recebe com alegria, carinho e generosidade comoventes. Obrigado, Lourdes Conci.

Saúde a todos!

*** Viajamos ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

22 junho 2011

Marcus James Cabernet 1991


Esse é meu último post sobre os vinhos brasileiros que experimentei na viagem ao Vale dos Vinhedos no início do mês, a convite do Ibravin. A escolha tem um motivo simples: foi a maior surpresa da viagem e desconfio que para os demais blogueiros presentes também.

O vinho Marcus James é produzido pela Vinícola Aurora e tem uma história longa. Lembro-me na adolescência de ouvir que era o "primeiro vinho brasileiro a figurar em cartas na Europa e EUA". E, por conta dessa informação e de outros detalhes (como a falta de opções no mercado fechado para importações e o preço baixo), bebi muito MJ a partir da segunda metade da década de 90.

No último dia 4 de junho, depois de um dia longo de muitas degustações, chegamos ao Hotel Farina, onde estávamos hospedados, e fomos convidados para um brinde no restaurante que fica no subsolo. Brindamos e um dos presentes encontrou esse vinho, acho que foi o Arlindo Menoncin (O Morgano), do blog Enotrip, que também se encarregou do delicado serviço após a gentil oferta da proprietária do hotel.

O vinho estava em perfeitas condições, sem nenhuma turbidez, aromas ou sabores desagradáveis. A rolha, de boa qualidade, preservou muito bem o vinho. As cores na taça indicavam um vinho envelhecido: reflexos alaranjados, com transparência e muito brilho. Aromas evoluídos, frutos secos, chocolate. Em boca tinha mais acidez que muitos vinhos jovens do novo mundo, nenhum amargor e final mediano.

No rótulo consta apenas a indicação "Cabernet", mas era um Cabernet Franc, demonstrando que para o consumidor daquela época essa informação não era tão relevante. Cabernet era Cabernet. Ponto.

Um vinho da histórica safra 1991, que para alguns foi a melhor safra de todos os tempos na Serra Gaúcha. Mais uma prova da capacidade do vinho brasileiro de envelhecer bem.

Detalhe: os vinhos dessa linha custam hoje R$14 e são uma "linha democrática" da vinícola, ideal para quem está começando no mundo dos vinhos finos e não quer gastar muito.
.
.
.

10 junho 2011

Aurora Millésime Cabernet Sauvignon 2008


A Vinícola Aurora é uma gigante: os cooperados cultivam mais de 100 variedades de uvas. Em 2011 processou 59 milhões de kilos de uva, sendo que 25% desse montante é de viníferas para elaboração de vinhos finos. O restante vai para os vinhos de mesa e suco. Possui cerca de 330 funcionários, dentre eles 15 são enólogos, sendo 6 mulheres. Recebemos essas informações da Paula Guerra Schenato, enóloga que nos acompanhou na visitação técnica.

O vinho comentado hoje é o top dentre os tintos da casa. Foi elaborado apenas em cinco safras consideradas muito boas: 1991, 1999, 2004, 2005 e esse de 2008. Gostei dessa fato, pois algumas vinícolas dizem produzir tais rótulos somente em safras excepcionais e, ano sim outro também, lá está o vinho.
Esse CS tem passagem por madeira, mas não sei precisar o tempo. Na loja virtual da vinícola é vendido a R$ 51, mas no varejo estava um pouco mais barato, acho que R$ 49.


Na taça apresentou coloração rubi. Nariz elegante e com boa complexidade, frutos maduros, algo defumado, pimenta e chocolate. Na boca tem corpo médio, taninos elegantes e bom equilíbrio. O final é de média persistência. É mais complexo e interessante que o Pequenas Partilhas. Pronto para beber, mas manterá suas características pelos próximos 2 anos, sem dúvida. Acompanhou as carnes assadas no restaurante da vinícola.
.
.




Ao final do jantar a Lourdes nos surpreendeu com um vinho comemorativo dos 75 anos da vinícola. Um corte bordalês que já foi comentado aqui. Um tinto com nove anos de idade e inteiro, vivo, com boa fruta e ainda estruturado. Sinceramente me pareceu mais interessante agora do que em 2006, quando foi comentado (relembre). Essa experiência só confirma a capacidade de envelhecimento dos tintos brasileiros. Valeu, Lourdes!

09 junho 2011

Aurora Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2009


Já estive no Vale dos Vinhedos outras quatro vezes e nunca tinha visitado a tradicional
Vinícola Aurora. Perdi a conta de quantas vezes passei na porta e sempre pensava: "depois eu volto". E nunca voltei. Mas, na noite do dia 2 de junho o pessoal do Ibravin proporcionou aos seus convidados uma noite especial. Tive oportunidade de conhecer a vinícola, seu gentil pessoal e degustar uma boa quantidade de seus rótulos: espumantes, brancos, tintos e colheita tardia.

Não é preciso escrever aqui sobre a grandeza da vinícola e sua importância histórica para a vitivinicultura brasileira. Mas quero salientar um ponto importante que pode ser resumido na frase do amigo Beto Duarte, do blog Papo de Vinho: "do Sangue de Boi às Pequenas Partilhas". É uma vinícola que produz vinhos para todos os gostos e bolsos, democratiza a bebida e permite que alguém com R$ 14 no bolso possa beber um vinho fino ou um espumante.

Para as postagens escolhi os dois vinhos de que mais gostei. Esse faz parte da série Pequenas Partilhas, que também tem um Carmenère. É vendido na loja virtual da vinícola a R$ 31,50.

Vinho de coloração rubi, com aromas em boa intensidade, boa fruta, baunilha e chocolate discreto. Na boca tem corpo mediano, taninos finos e boa acidez, fazendo um conjunto equilibrado. A passagem de 5 a 6 meses por madeira deixou o vinho elegante, sem que a fruta perdesse força. Final de boa persistência.

Esse é um vinho muito correto que eu tinha curiosidade de experimentar. Opção elegante para o cotidiano e com preço justíssimo. Tem 13% de álcool, sem qualquer desequilíbrio. Pronto para beber ou guardar. Eu mesmo vou encomendar algumas garrafas para prová-lo daqui um, dois, três anos...
.
.

04 abril 2010

Brazilian Soul Espumante Brut

Esse espumante charmat é produzido pela Vinícola Aurora, na Serra Gaúcha, como parte de um projeto que visa exportar vinhos brasileiros para os EUA através da BWC - Brazilian Wine Connection. O projeto reúne ainda as marcas Marson, Don Laurindo e Georges Aubert.
Pela garrafa paguei módicos $17. Não encontrei informações sobre as uvas que entram na elaboração do espumante, mas desconfio que não se trata do tradicional corte de pinot noir e chardonnay. Infelizmente, no site da Aurora não há menção ao produto e no site da BWC só aos vinhos tranquilos da mesma linha (chardonnay, merlot e cabernet).
Na prática um espumante que não é ruim, mas também não se justifica, apesar do preço baixo.
Tem coloração amarelo palha e perlage de boa persistência, com bolhas médias. Aromas iniciais lembrando frutos cítricos, um tanto discretos, algo lembrando pêssego. Discreto floral em alguns momentos de temperatura mais baixa. Leve na boca, com acidez correta, sem lembrança da fermentação. Final curto, com predominância cítrica (maçã verde).
Enfim, espumante leve e descontraído. Não perderá dinheiro, mas também não lhe causará suspiros. Mas é muito melhor que um desses frizantes italianos de supermercado.
.

23 julho 2009

Aurora Reserva Cabernet Sauvignon 2007

Comprei este vinho disposto a provar pra mim mesmo que não tenho qualquer preconceito em relação à histórica Vinícola Aurora. É que sempre olho para seus vinhos com uma certa desconfiança, porque "vinhos de cooperativas" podem ser elaborados com uvas de procedências tão diversas que a qualidade pode estar comprometida.
Paguei R$22 pela garrafa num supermercado e o resultado foi razoável. Não valeria mais que o preço pago.
É um vinho de coloração púrpura com notas violáceas. Aromas iniciais lembrando terra úmida. Agitando a taça, apareceram notas bastante elegantes da madeira, lembrança de baunilha, côco e tabaco. Fruta muito escondida. Madeira dominando, mas sem ofender o nariz, como tem ocorrido com alguns importados que tiveram contato com lascas (chips) de carvalho.
Apresentou pouco corpo, especialmente por se tratar de um CS. Taninos finos e retro-olfato dominado pela madeira, mas agradável. Fácil de beber. Final curto para fruta e mediano para madeira. Sem amargor final.
É daqueles vinhos que renderiam um "debate técnico", porque na minha ignorância enológica considero sua estrutura de taninos e acidez insuficiente para tanta madeira, o que acabou escondendo as características mais elementares da CS. Vinhos simples e descompromissado, pra ser bebido ontem, com todo respeito.

17 setembro 2007

Aurora Varietal Gewürztraminer 2005

Quando se compra um gewürztraminer, espera-se encontrar um vinho refrescante, de boa acidez, extremamente aromático (com suas notas florais) e muitíssimo agradável. Este varietal da Vinícola Aurora passou longe disso, apesar de ser da safra 2005, a melhor dos últimos anos na Serra Gaúcha.
Um vinho de coloração amarelo palha, quase pálido. Aromas florais medianos, com toques minerais discretos. Acidez mediana, deixando o vinho plano, chato. Final curto, deixando rapidamente a sensação de "boca limpa", como diria o Saul Galvão.
Vinho mediano, descaracterizado, sem atrativos, não se comparando, por exemplo, ao gewürztraminer da Casa Valduga, já comentado aqui nas safras 2005 e 2006.
Paguei R$15 pela garrafa. Teor alcoólico de 11%.




28 julho 2007

Aurora Espumante Moscatel

Um espumante de qualidade deve ter até 12,5% de teor alcoólico, boa acidez, aromas fartos e deve ser safrado, senão corremos o risco de degustarmos uma mistura de uvas de diversas safras. Porém, não podemos esperar isso dos espumantes nacionais feitos com a uva moscatel, porque não têm a pretensão de serem grandiosos, mas apenas a de agradar aos consumidores em ocasiões informais.
Assim é que analiso estes espumantes e creio que este Aurora cumpre seu papel, com alguns senões. É um espumante produzido pelo método charmat, em que a segunda fermentação se dá em tanques de aço inoxidável (autoclaves). Um corte de moscato bianco e malvasia bianca. Não é safrado, mas o rótulo indica que a garrafa é do lote 001/07, pela qual paguei R$15,60 no Extra. Possui 7,5% de álcool.
No nariz, aromas de boa intensidade, cítricos, com algo de metálico e notas minerais, agradável. Pouca perlage. Bolhas irregulares, grandes e pequenas. Pouca acidez, o que diminuiu sua refrescância. Final curto, mas agradável. Fiquei com a impressão de que a sacarose acrescentada causou uma sensação exageradamente adocicada neste espumante. Soou um tanto falso. Ainda prefiro os moscatéis da Casa Valduga ou da Valmarino.

28 agosto 2006

Aurora 75 (2002)

Este é um vinho comemorativo dos 75 anos da Vinícola Aurora, feito no Vale dos Vinhedos com uvas da excelente safra de 2002. Um corte de merlot, cabernet franc e cabernet sauvignon, típico da região francesa de Bordeaux, que me custou R$ 28,00. Enfim, um vinho que esperava ser excepcional, o melhor nacional que já degustei. Porém, se mostrou um vinho muito bom, mas não excepcional como imaginei.
No exame visual, é um vinho de coloração jovem, mas que demonstra certa evolução na garrafa, formando lindas lágrimas no copo.
No nariz, madeira no primeiro momento, mas um aroma frutado intenso quando o vinho respira um pouco. Na boca, tem corpo médio e notas herbáceas, com acidez equilibrada e harmonia entre madeira, fruta e álcool. Seu final é agradável e persistente, sem prevalência do álcool (13%).
O ponto negativo, na minha opinião (que não deve demovê-los da idéia de degustá-lo) é que este vinho é melhor de nariz do que boca, isto é, as sensações olfativas são bem mais tentadoras do que o retrogosto. Pareceu-me haver um certo predomínio da uva merlot neste vinho, camuflando as demais. De resto, um vinho muito bom.
Degustado em 14 de agosto de 2006.

16 agosto 2006

Aurora Varietal Merlot 2004

No dia 16 de julho postei comentários sobre um Aurora Varietal Merlot, safra 2002 (que para alguns é a melhor do século XXI). Naquele dia, achei o vinho apenas razoável. Agora posso dizer que o vinho da safra 2004 é um pouco melhor, mas não espere muita coisa.
É um vinho que no exame olfativo se revelou jovem, com boa fruta. Na boca, é agradável, de corpo médio, leve, com final persistente e leve predominância do álcool. O retrogosto é herbáceo, mas não irrita como no vinho de 2002. Arrisco a dizer que este merlot está no seu ápice, isto é, não deixe para comprar em 2007, pois até lá deve decair em qualidade.
Sua gradação alcoólica é de 12% e me custou R$ 14,90. Digamos que este 2004 apagou a má impressão do 2002, mas não chega a entusiasmar. Só para constar, este vinho foi premiado no Panamá (não sei se isso significa muito...).
Degustado em 07 de agosto de 2006.

08 agosto 2006

Aurora Reserva Gewurztraminer 2004

Os vinhos elaborados a partir da varietal gewürztraminer são muito atraentes. Vão desde os completamente secos aos doces (de sobremesa), sempre com elegância e muito aromáticos. Embora produzida com melhores resultados na Alsácia (França), a variedade tem feito sucesso em outras partes do globo.

Este Aurora Reserva não é dos mais aromáticos gewurz que degustei, mas é honesto para os padrões do vinho nacional. No copo apresentou coloração amarelo palha, brilhante, cristalino e com lágrimas finas. Possui aromas florais medianos (talvez jasmim). Notei algo de mineral também, lembrando giz.
É um vinho mais seco no paladar do que os aromas podem levar a imaginarmos. Tem acidez equilibrada e muito agradável, com teor alcoólico de 12%. Um vinho fresco e leve, com final frutado e de boa persistência, que me custou R$ 24,90 e é produzido na Serra Gaúcha.
Degustado em 05 de agosto de 2006.