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14 janeiro 2013

Experimente esse siciliano, você vai gostar: Cusumano Benuara IGT 2009


Sempre temos boas experiências com vinhos da Sicília feitos a partir do típico corte Nero d'Ávola e Syrah. Com esse não foi diferente. Aliás, foi o melhor vinho degustado no 4º encontro de nossa Confraria, em dezembro/2012.

É elaborado pela Cusumano, uma empresa familiar fundada em 1963, com objetivo inicial de produzir vinhos em escala minúscula e fornecer uvas para vinícolas tradicionais da Sicília. Seus vinhos começaram a ser comercializados em escala maior apenas no ano 2000, depois de 40 anos de estudos e experimentações. Atualmente está sob a direção dos irmãos Alberto e Diego Cusumano.

Esse IGT tem 70% de Nero d'Ávola e 30% Syrah, com amadurecimento de 80% do líquido em tanques de inox e os 20% restantes em tonéis de carvalho de 2.000 litros. Tem 14,5% de teor alcoólico.

Um vinho moderno, com muita fruta, estrutura para acompanhar pratos e está em ótima forma aos 3 anos de idade, podendo evoluir nos próximos 2 anos. 

Aromas com boa complexidade, flores, frutos vermelhos e negros, mas com notas da madeira. Corpo mediano, taninos finos e acidez marcante, típica dos vinhos italianos, gastronômicos por natureza. Final longo, maduro, com boa fruta, palato com notas amadeiradas bem integradas e vontade de mais um gole.

Um tinto italiano com características interessantes pra quem não se adapta tanto aos vinhos de outras regiões, porque tem um frutado maduro que o aproxima dos paladares mais acostumados aos vinhos do Novo Mundo. Boa pedida. 


Detalhes da compra:

É importado pela Aurora (não confundir com a vinícola brasileira) e encontrado no mercado na casa dos R$ 80-85. Essa garrafa foi comprada no site da Wine, com o desconto oferecido aos membros do ClubeW. 

Avaliação VPT = 87 pontos. 

Saúde a todos!



20 dezembro 2012

Bom exemplar da Ilha Norte: Trinity Hill Syrah 2009


Esse foi o último vinho do 3º encontro da nossa Confraria, realizado no dia 19 de novembro. O único que não veio da região de Marlborough (Ilha Sul) e nem é do mesmo produtor. 

Esse Shiraz é elaborado na região de Hawke's Bay, na Ilha Norte, pela Trinity Hill, cuja história tem início em 1987 pelas mãos do enólogo John Hancock. Atualmente a vinícola tem 40 hectares de vinhedos próprios na região.

O vinho tem passagem de 11 meses por barricas de carvalho francês e americano. Tem expectativa de guarda de 5 anos, conforme o site da Wine, onde comprei a garrafa pagando R$85.  

Na taça tem coloração rubi. No nariz um pouco de álcool incomodando no início (13,5% de teor). Aromas de frutos vermelhos, amoras, pimenta do reino. Taninos macios, com boa estrutura e acidez marcante, dando ao vinho condições de acompanhar pratos mais potentes. O carvalho dá certa complexidade ao vinho, com lembrança de baunilha ao lado da fruta. Final mediano. Apesar da expectativa de 5 anos de guarda, acredito que esteja no ponto ideal para consumo. 

Avaliação VPT = 86/100 pontos. 

Saúde a todos!


19 dezembro 2012

Achocolatado: Vicar's Choice Pinot Noir 2009


O terceiro vinho da noite impressionou nos aromas quando a garrafa foi aberta. Muito chocolate no nariz e um envolvente tostado, fruto dos 8 meses de passagem por barricas de carvalho.

Na taça tem coloração rubi. Aromas inicialmente tomados por notas lembrando chocolate, elegnte tostado, mas que depois de alguns minutos se equilibraram com o frutado delicado, lembrando cereja, groselha, framboesa. De leve corpo, apresentou boa acidez, álcool a 13,5% sem incomodar. Final mediano, com muita fruta e um discreto amargor.

É produzido pela Saint Clair, cujos fundadores produzem vinhos desde 1978, mas somente centralizaram a produção com uvas de vinhedos próprios a partir de 1994. Em 2005 recebeu o prêmio de melhor produtor da Nova Zelândia no International Wine and Spirit Competition, em Londres. Seus Sauvignon Blanc e Pinot Noir estão entre os mais premiados de todo o mundo.   

Foi comprado na loja da Grand Cru, em Ribeirão Preto e custou R$ 89. 

A indicação de guarda feita pelo importador é de 5 anos, mas acredito que esteja no auge e não deve ganhar muito em garrafa.

Avaliação VPT = 87/100 pontos .

Saúde a todos!



18 dezembro 2012

Tropical e mineral: Vicar'a Choice Sauvignon Blanc 2011


O segundo vinho da noite era o oposto do primeiro, mais delicado. Esse é intenso em aromas e sabores. Um típico Sauvignon Blanc da Nova Zelândia, elaborado pela Saint Clair, que produz vinhos desde 1978 e tem seus Pinot Noir e Sauvignon Blanc dentre os mais premiados do mundo.

Foi comprado por R$79 na loja da Grand Cru, de Ribeirão Preto.

Na taça a coloração é amarelo palha. Aromas intensos, ervas aromáticas, alecrim, muito maracujá, manga, discreta lembrança de amêndoas e toques minerais (salgado). Na boca tem grande acidez e mineralidade. Final persistente, repetindo frutos tropicais e mineralidade. As notas de maracujá estão no limite de deixar o vinho um pouco enjoativo, mas a grande acidez e a mineralidade dão a complexidade necessária para tornar o vinho muito interessante. 

Avaliação VPT = 88/100 pontos. 

Saúde a todos!


17 dezembro 2012

Abrindo os trabalhos: Vicar's Choice Riesling 2011


Começamos o 3º encontro de nossa Confraria com esse Riesling, produzido pela Saint Clair, na região de Marlborough, localizada na parte norte da Ilha Sul, na Nova Zelândia. Foi comprado na loja da Grand Cru, em Ribeirão Preto. Custou R$ 79. 

O produtor é a Saint Clair, cujos fundadores produzem vinhos desde 1978, mas somente centralizaram a produção com uvas de vinhedos próprios a partir de 1994. Em 2005 recebeu o prêmio de melhor produtor da Nova Zelândia no International Wine and Spirit Competition, em Londres. Seus Sauvignon Blanc e Pinot Noir estão entre os mais premiados de todo o mundo.   

Esse  é um vinho sem passagem por madeira, de coloração amarelo palha, com aromas florais e notas especiadas, como alecrim. Em boca tem boa acidez, corpo delicado e notas cítricas, como limão. O final é de persistência mediana, com palato lembrando amêndoas, além das notas cítricas e florais. 

Começamos bem a noite, com um vinho que prima mais pela elegância e delicadez, em oposição ao segundo vinho da noite, um Sauvignon Blanc bem potente.

Avaliação VPT = 86/100 pontos.

Saúde a todos!

 

16 dezembro 2012

Os vinhos do 3º encontro de nossa Confraria


O 3º encontro de nossa Confraria, ainda sem nome, aconteceu no dia 19 de novembro, na casa dos amigos Eli e Roberta Schettini. O tema havia sido escolhido no encontro anterior: vinhos da Nova Zelândia.

Comprei os vinhos na Grand Cru, de Ribeirão Preto. Fui atendido pelo Ricardo Levy, sempre competente e atencioso. Mas acabei comprando também um último rótulo, um Syrah, no site da Wine. A ideia era experimentarmos vinhos com as principais variedades daquele país: Sauvignon Blanc e Pinot Noir, mas também outros vinhos que normalmente têm grande qualidade, como os elaborados com Riesling e Shiraz. 

Os vinhos foram os seguintes:

  • Vicar's Choice Riesling 2011 - R$ 79.
  • Vicar's Choice Sauvignon Blanc 2011 - R$ 79
  • Vicar's Choice Pinot Noir 2010 - R$ 89
  • Trinity Hill Shiraz 2009 - R$ 85

A partir de amanhã vou publicar as impressões que tive de cada um dos vinhos da noite. 

Saúde a todos!

31 outubro 2012

Mais um francês de grande qualidade e preço acessível: Château La Verrerie Esprit Bastide Rouge 2007


O quarto vinho francês que bebemos no último encontro da nossa Confraria foi o meu preferido, aquele que considerei o mais completo e interessante, comprado no site da Chez France por R$ 67. Uma boa compra, sem dúvida. 

É produzido pela Château La Verrerie, cuja história tem início em 1981 quando o empresário Jean-Louis Descours começa a trabalhar os 30 hectares de vinhedos, mas a vinificação ainda era feita numa cooperativa próxima. Em 1987, já com uma cave própria, a vinícola obtém sua AOC e garante que as primeiras safras sejam comercializadas. Um grande feito para o pequeno produtor veio em 2003 quando um de seus vinhos recebe medalha de ouro no Concurso "Melhores Syrah do Mundo". 

O vinho que degustamos é um corte (o único da noite) de Syrah (40%), Grenache (40%) e Carignan (20%), com cada parcela do vinho passando de 15 a 18 meses por barricas de carvalho. Tem 14% de álcool, o maior teor dentre os vinhos da noite. 

É produzido na região de Côtes du Rhône, mais especificamente na sub-região Côtes du Lubéron, dividida em 36 comunas do Departamento de Vaucluse. Ao norte faz fronteira com outra importante região, Côtes du Ventoux. 
 
Nessa região as principais uvas tintas são Syrah e Grenache, podendo participar do corte outras uvas como a Mourvèdre, Carignan e Cinsault. Permite-se que até 20% do vinho contenha "uvas secundárias": Counoise, Gamay e Pinot Noir. 
 
Pois bem. O vinho que degustamos tem coloração rubi. Os aromas são elegantes, de boa complexidade, lembrando frutos vermelhos como morango, algo de groselha, musgo e chocolate. Na boca tem corpo mediano, taninos macios e boa acidez. Muito equilibrado, com álcool contribuindo com alguma potência, mas sem atrapalhar. Repetição em boca da boa complexidade percebida nos aromas. Final longo, elegante, complexo, taninos e acidez presentes chamando para mais um gole. 
 
Considerei esse o melhor vinho da noite porque tem boa complexidade para a faixa de preços e está num ótimo momento para consumo, apesar da expectativa de seu importador de que pode ser guardado por 10 anos. Vinho de personalidade, didático, com a elegância que sempre espero de um vinho do Velho Mundo.

Avaliação VPT = 88 pontos.

Saúde a todos!



30 outubro 2012

Um Cabernet Franc do Loire, por R$49: Domaine La Bonnelière Cuvée Tradition 2010


Uma das mais importantes uvas tintas francesas é a Cabernet Franc, fundamental na elaboração dos famosos Bordeaux, mas que raramente experimentamos sozinha, a não ser em vinhos da América do Sul. Diante dessa realidade, escolhemos para o segundo encontro de nossa Confraria um vinho do Loire, 100% Cabernet Franc e sem passagem por madeira, justamente para compreendermos o que essa uva pode nos oferecer, mas no estilo original do Velho Mundo.

É elaborado pelo Domaine de la Bonnelière, fundado em 1972 por André Bonneau e sua esposa. Atualmente possuem 30 hectares de videiras.


Esse vinho vem da sub-região Saumur Champigny, uma denominação bem pequena dentro da região de Anjou-Saumur, uma das cinco subdivisões da AOC Vallée de la Loire. O nome champigny é uma derivação do latim campus igni, que significa "campos de fogo", referência ao solo com grande capacidade de retenção de calor, permitindo que as uvas tenham um amadurecimento mais precoce.

Seus vinhos são necessariamente tintos, elaborados com a Cabernet Franc. Se o vinho a ser elaborado foi um corte, podem entrar apenas as variedades Cabernet Sauvignon e Pineau d'Aunis. Aliás, essa última uva é uma novidade pra mim. Fui pesquisar a respeito e encontrei que já foi chamada em outros tempos de Chenin Noir, sendo a mais antiga variedade cultivada no Loire e atualmente seus vinhedos ocupam cerca de 1.000 hectares na França, especialmente na região mencionada. É uma videira vigorosa, fértil, que sendo bem conduzida pode atingir 80 anos de idade. Suas características de aromas e sabores mais comuns são framboesa e pimenta. 

Voltando ao vinho da noite. É um 100% Cabernet Franc, elaborado a partir de videiras com mais de 20 anos de idade. Amadurece por alguns meses em tanques de aço inoxidável e foi comprado pelo site da Chez France a R$49, uma compra imperdível para se conhecer o estilo da região e dessa variedade.  

Na taça o vinho apresentou coloração rubi. Os aromas remetem a frutos vermelhos mais delicados, groselha e uma intrigante lembrança de chocolate branco, aroma que foi reconhecido também pelos confrades. Na boca é macio, elegante, taninos maduros e boa acidez. Vinho para a mesa, mas com delicadeza e fruta que também permitem funcionar bem como aperitivo, embora eu ache isso um desperdício. Final de boa persistência, com frutado bem maduro, quase compotado. Álcool a 13% sem aparecer em nenhum momento. 

Avaliação VPT = 87 pontos.

Saúde a todos!



29 outubro 2012

Domaine de l'Ouby Morgon AOC 2009


No dia  5 de outubro realizamos o segundo encontro da nossa Confraria e o segundo vinho da noite vem de uma famosa região francesa, Beaujolais, que é sinônimo de vinhos fáceis, refrescantes, frutados, adaptáveis a várias culinárias e elaborados com a uva Gamay. Essa região possui 10 sub-regiões (crus) e uma denominação genérica, Beaujolais-Village (veja no mapa abaixo).  

Dessa importante região vem o famoso Beaujolais Nouveau, vinho jovem que está pronto para comercialização 2 meses após a colheita, sempre na terceira quinta-feira do mês de novembro, simbolizando o primeiro vinho da safra. 

Em seu processo ocorre a maceração carbônica, em que as uvas iniciam a fermentação num ambiente sem oxigênio e saturado de gás carbônico. O rompimento da casca não ocorre pelo tradicional esmagamento dos grãos, mas pelos efeitos próprios da fermentação. É um vinho para celebração, não para guarda, devendo ser consumido em até seis meses após a produção. 

Mas o vinho da nossa Confraria é mais robusto. Vem de uma importante sub-região, Morgon, situada no coração dos crus, onde a Gamay dá vinhos mais intensos em aromas e sutilmente mais encorpados. É produzido pelo Domaine de L'Ouby, que possui apenas 6 hectares nessa sub-região, dedicados ao cultivo da uva emblemática da região. 

Na taça coloração grená, translúcido. Aromas de frutos mais delicados, cereja, framboesa, e algo terroso. Na boca tem médio corpo, é intenso em sabores e tem grande acidez. Seus taninos são finos e elegantes, com repetição de boa fruta e um fundo de especiarias. Final frutado, de boa persistência, deixando a boca salivando e pedindo mais um gole. A perspectiva de guarda apontada no site do importador é de 8 anos, mas está pronto para consumo agora, podendo ganhar alguma complexidade com alguns anos, se bem acondicionado. 

Na minha opinião sua grande virtude é a capacidade de harmonizar-se com vários pratos, porque tem boa acidez, taninos que não vão se conflitar com alguns condimentos difíceis de harmonizar, tem boa fruta e é extremamente fácil de beber. Servirá como aperitivo também e agradará ao todos os paladares, do menos experiente ao mais exigente.

Foi comprado no site da Chez France por R$73. 

Avaliação VPT = 86 pontos. 

Saúde a todos!



28 outubro 2012

Domaine Jean-Marie Haag Pinot Blanc 2009


A Alsácia é uma região muito particular da França, especialmente em razão de sua proximidade com outros países europeus. Sua cultura, culinária e estilo de vinhos são únicos e quisemos experimentar um pouco disso no segundo encontro da nossa Confraria. 

O vinho escolhido é elaborado pela Domaine Jean-Marie Haag, uma pequena vinícola fundada em 1982 e conduzida pelo casal Jean-Marie e Myriam. É elaborado com 100% Pinot Blanc, também muito cultivada na Alemanha, onde é chamada Weisser Burgunder. Não tem passagem por madeira. 

Na taça coloração amarelo bem claro. Aromas a frutos brancos, como pêssego. Na boca tem boa presença, é untuoso, com notas de especiarias, algo lembrando mel e novamente os frutos brancos marcam presença. Final de boa persistência, com palato marcado por alguma mineralidade também. Álcool a 13% sem qualquer desequilíbrio.

No site do importador há indicação de 9 anos como tempo de guarda, mas o vinho está num ótimo momento pra consumo, principalmente para aproveitar seu frescor. É daqueles vinhos brancos com grande capacidade de harmonização, mas também pode servir como aperitivo, porque tem notas levemente adocicadas que vão agradar paladares menos experientes. 

Foi comprado no site da Chez France, por R$ 55.

Avaliação VPT = 87 pontos. 

Saúde a todos!





27 outubro 2012

Os vinhos do 2º Encontro de nossa Confraria


Nossa Confraria continua sem nome, mas isso não é tão relevante quanto manter a regularidade dos encontros e o bom convívio com os amigos. Assim, no dia 5 de outubro realizamos mais uma degustação, dessa vez com o tema França. 

O local escolhido foi um tanto inusitado, já que um restaurante mexicano não é, digamos, a primeira opção que lhe vem à cabeça quando pensa em vinhos. Aliás, na minha cabeça acho que não está nem entre as dez primeiras opções. Mas, contrariando minhas expectativas, a degustação foi divertida. Fomos bem recebidos no Mexicali, casa aberta há poucos meses aqui em Uberlândia e o chef foi atencioso com nossos pedidos, já que a harmonia entre comida e vinhos poderia ser facilmente comprometida com os picantes pratos mexicanos. 

Fui encarregado das compras e pensei em proporcionar aos confrades uma experiência diferente do último encontro, em que foram degustados vinhos da África do Sul. A ideia era degustarmos vinhos de estilo Velho Mundo, que pudessem representar o que cada região pode proporcionar, a preços razoáveis. 

Em busca pelo site da Chez France encontrei alguns vinhos a bom preço e que poderiam satisfazer esse objetivo: 

  • Alsace - Domaine Jean Marie Haag Pinot Blanc 2009 - R$ 55
  • Beaujolais - Domaine de l'Ouby 2009 - R$ 73
  • Loire - Domaine La Bonnelière Cuvée Tradition 2010 - R$ 49
  • Rhône - Château La Verrerie Esprit Bastide Rouge 2007 - R$ 67

Propositalmente deixei de fora regiões como Bordeaux e Bourgogne, porque essas devem ser temas de degustações futuras. 

Nos próximos dias minhas impressões sobre cada um dos vinhos degustados. 

Saúde a todos!
   

24 outubro 2012

O Poderoso Chefão sul-africano: The Goatfather Vintage 2009


Quando fui comprar os vinhos para a Confraria fiquei curioso com esse vinho, que embora seja sul-africano tem um jeitão italiano. Nao só pela alusão ao Poderoso Chefão no rótulo, mas especialmente por ser um corte de uvas tipicamente italianas: Sangiovese (50%), Barbera (33%), com uma pitada de Cabernet Sauvignon (17%).

Como os demais vinhos da noite, é produzido pela Fairview, que tem o costume divertido de homenagear a cabra em seus rótulos. As uvas vem das regiões Darling, Swartland e Stellenbosch. Tem passagem de 13 meses por barricas francesas e americanas e teor alcoólico de 14,5%. 

Vinho rubi. Aromas lembrando frutos vermelhos silvestres, mel, própolis, tabaco. Boa complexidade aromática. Na boca tem corpo mediano, com taninos finos e grande acidez, típica das variedades italianas. Final mediano, repetindo a boa complexidade no palato. Vinho para acompanhar as tradicionais massas com molhos vermelhos, além de carnes vermelhas.

Foi comprado no site da Importadora Ravin por R$70. 

Saúde a todos!



23 outubro 2012

Boa relação custo x benefício: La Capra Shiraz 2008


A África do Sul também se destaca pela produção de bons Shiraz, por isso essa variedade foi escolhida para estar no primeiro encontro de nossa Confraria. Foi comprado a R$54, no site da Importadora Ravin e também é produzido pela Fairview Wine & Cheese, que por também produzir queijos com leite de cabra, homenageia esse animal em seus rótulos. 

As uvas vem de Coastal Region, mais precisamente de Agter, área pertencente à tradicional região de Paarl. O vinho passa 12 meses em pequenas barricas de carvalho para afinamento. Tem 14,7% de álcool, mantendo o estilo Novo Mundo, potente, com notas adocicadas, mas sem incomodar. 

Vinho de coloração rubi. Aromas com muita fruta vermelha, especiarias, menta. Na boca tem bom corpo, com taninos levemente rascantes e boa acidez. Repetição da fruta e das especiarias, com álcool presente, mas sem atrapalhar o conjunto. Final mediano, muito agradável, pedindo mais um gole. 

Ao final da degustação elegemos informalmente nossos melhores vinhos. Na minha opinião pessoal esse é o melhor custo x benefício dentre todos os vinhos da noite.  

Saúde a todos!




22 outubro 2012

O melhor da noite em nossa Confraria: Fairview Pinotage 2009


Degustação de vinhos com o tema África do Sul não pode faltar Pinotage, a uva que simboliza a produção daquele país. Para quem não sabe, ela é o resultado de um cruzamento entre duas variedades francesas, Pinot Noir e Hermitage (a mesma Cinsault) realizado em 1925 por Abraham Izak Perold, professor de Viticultura da Universidade de Stellenbosch (leia aqui sobre o pesquisador).

O primeiro vinho com a nova variedade foi feito em 1941, ano em que foram plantadas as primeiras mudas na propriedade da Kanonkop, importante vinícola sul-africana.  O primeiro rótulo a fazer sucesso foi um Pinotage campeão no Wine Show, realizado em 1959, na cidade do Cabo. Assim, durante os anos 1960, houve uma proliferação de novos vinhedos com essa variedade nacional.

Quanto ao vinho bebido no primeiro encontro da nossa Confraria, foi comprado no site da Importadora Ravin, por R$72 e foi considerado pela maioria dos confrades como o "melhor da noite". É produzido pela Fairview, assim como todos os demais vinhos da degustação,  com uvas da região de Malmesbury. Tem passagem de 10 meses por barricas de carvalho francês e americano.

Na taça tem um acoloração violácea. Aromas intensos, muito típicos dos Pinotage sul-africanos, frutos maduros, muito chocolate, baunilha, bala de carmelo e especiarias em alguns momentos de variação de temperatura. Na boca tem bom corpo, amplo, com taninos macios e acidez moderada. Final longo, com palato lembrando todas as características aromáticas. Abriu-se com alguns minutos de aeração.

Um vinho de grande tipicidade, que demonstra bem o estilo desses vinhos. Equilibrado, muito agradável apenas como aperitivo ou para acompanhar comida. 14% de teor alcoólico, dando potência ao vinho, sem desequilibrá-lo. 

Saúde a todos!



21 outubro 2012

Na Confraria: Spice Route Sauvignon Blanc 2011



Abrimos o primeiro encontro de nossa Confraria (ainda sem nome) com esse belo Sauvignon Blanc da África do Sul, comprado no site da Importadora Ravin, por R$ 77.

O produtor é a Fairview Wine & Cheese, que elabora vinhos e queijos, daí em seu brasão e nos rótulos a homenagem às cabras, que são cerca de 800 na propriedade produzindo leite ao som de boa música. 

A vinícola elabora vinhos com sua própria marca desde 1974 e alguns des seus rótulos são marcados pelo senso de humor, como alguns que provamos nessa noite da Confraria e que serão publicados nos próximos dias. 
 
Goat = cabra. Essa homenagem rendeu rótulos divertidos, como o La Capra, Goats do Roam e Goatfather. 

Na taça o vinho tem coloração amarelo palha. Os aromas são típicos dos SB do Novo Mundo, grama cortada, ervas, aspargos e notas minerais bem evidentes. Vinho com ótima acidez, marcado por mineralidade em boca, com final mediano. Bom à mesa, especialmente com peixes e saladas. Acredito que poderá ir bem com a culinária japonesa também, em virtude de sua boa acidez. 

Não tem passagem por madeira e as uvas vêm de Darling, sub-região de Swartland, na costa Oeste do país. Para minha alegria a compra foi aprovada por todos os confrades, já que fui responsável pela seleção desse mês.

Saúde a todos!






19 outubro 2012

1º encontro de nossa Confraria


Há muito tempo queríamos montar uma confraria aqui em Uberlândia, para reunir os bons amigos, beber bons vinhos, falar sobre eles, mas com descontração, sem os rigores de uma degustação técnica. 

Em agosto nos reunimos para definir alguns detalhes, como o tema do primeiro encontro, a data e o local. Só não definimos um nome para a Confraria, tarefa difícil. Pra quem já escolheu o nome para uma banda, para um filho, o título para um livro, sabe como é uma tarefa delicada. 

Para esse primeiro encontro, no dia 21 de setembro, o tema escolhido foi: África do Sul. 

O encontro foi realizado num espaço muito interessante do restaurante Barolo, tradicional casa de Uberlândia. Tivemos um garçon praticamente o tempo todo à nossa disposição, um lugar reservado, boa comida e serviço muito correto. Agradecemos ao Euzébio, gerente da casa, pela gentileza de nos receber com tanta atenção. 

A escolha e compra dos vinhos coube a mim. Então, pensei em adquirir vinhos que representassem bem o estilo do país. Daí comprei um Sauvignon Blanc, um Pinotage, um Shiraz e um corte. 

Para facilitar comprei de um mesmo produtor (Fairview), trazido ao Brasil com exclusividade pela Importadora Ravin e foram os seguintes:
 
  • Spice Route Sauvignon Blanc 2011 - R$ 77.
  • Fairview Pinotage 2009 - R$ 72
  • La Capra Shiraz 2008 - R$ 54
  • The Goatfather 2009 - R$ 70

A partir de amanhã os vinhos desse encontro estarão aqui no blog.

Um agradecimento especial a todos os confrades: Érika Mesquita, Lílian Santos, Afrânio da Costa, Roberta Schettini, Eli Schettini, Carol Ferreira, Paulo Rabelo e Fernando Pupim.  

Saúde a todos!