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16 fevereiro 2012

Visitando a Boscato


Saindo da Luiz Argenta fomos à Vinícola Boscato, localizada em Nova Pádua, distante cerca de 13 km de Flores da Cunha.

A vinícola foi fundada em 1983 pelos irmãos Clóvis e Valmor Boscato, que realizavam na sua fundação o papel de enólogo e viticultor, respectivamente. Ao contrário da maioria das vinícolas gaúchas, a Boscato não produz espumantes.



Fomos muito bem atendidos no varejo da vinícola pela Andrelise, que nos apresentou quase todos os vinhos, com exceção do Anima Vitis, o ícone da vinícola. É um corte de CS, Ancelotta, Merlot, Refosco e Alicante Bouschet, vendido no varejo a R$200, mas num restaurante de Garibaldi estava na carta por módicos R$388.

Degustamos os seguintes vinhos: 

- Boscato Reserva Chardonnay 2011. Vinho jovem, sem madeira, fresco, aromas um tanto discretos. R$ 24.

- Boscato Reserva Gewürztraminer 2010. Grande expressão aromática, muito frescor. Um vinho que me deixou surpreso, tanto que comprei uma garrafa. Ótimo preço. R$ 24. 

- Boscato Reserva Merlot 2007. Vinho pronto para consumo, bons aromas, corpo mediano e taninos macios. Elegante. Bom preço. R$ 24.   

- Boscato Reserva Cabernet Sauvignon 2007. Outro tinto pronto para consumo, taninos macios, aromas interessantes. Boa compra. R$ 30.

- Boscato Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2004. O melhor tinto que provamos, não por ser o mais caro, mas porque é um vinho muito elegante, com aromas complexos, evoluídos, taninos maduros e ainda com tempo para afinar em garrafa. R$ 75.

Encerrada a degustação, a Andrelise nos ofereceu dois vinhos novos da vinícola, ainda sem rótulo e fora do mercado. Um Touriga Nacional e um Pinot Noir. Ambos bons vinhos, mas preferi o Pinot Noir em razão da tipicidade. São vinhos que estarão em breve à venda e certamente manterão a boa relação custo x benefício. 

Se for visitá-los, vá com um carro espaçoso, pois ficará tentado a comprar bastante. 

Para saber mais: www.boscato.com.br

Saúde a todos!
 

19 agosto 2009

Boscato Reserva Merlot 2005

No dia 28 de julho jantamos no Família Geremia, em Garibaldi. Quem conhece a região sabe que fica no Castelo Benvenuti, às margens da rodovia. Lugar agradável, com serviço muito bom, comandado pelo Paulo Geremia, empresário com restaurantes em várias cidades da região. Da carta de vinhos com centenas de opções, experimentamos espumantes da Cave Geisse e da Perini (briga desigual).
Dentre os tintos, ficamos curiosos com este merlot da Vinícola Boscato, localizada no município de Nova Pádua, no Vale do Rio das Antas, e fundada em 1983 pelos irmãos Clóvis e Valmor Boscato. Segundo o site da empresa, todos os Reserva passam por barrica de carvalho, mas não especifica o período. Pela garrafa pagamos R$35.
Na taça um vinho de coloração rubi, com reflexos violáceos, aparentando untuosidade. Aromas discretos, com lembranças de frutos vermelhos e especiarias. Na boca apresentou leveza, com taninos finos e baixa acidez. Presença discreta em boca, o que levou a todos na mesa a utilizar o adjetivo "vazio" para descrever a sensação. Retro-olfato com boa fruta.
Final mediano, notas de bala de café e um gostoso frutado. Vinho delicado e elegante, muito macio e sem nenhum amargor para incomodar. Equilibrado e diferente da maioria dos merlot brasileiros. Não é um vinho excepcional, mas vale a experiência. Pronto para beber. Álcool equilibrado (12,5% de teor) e madeira muito discreta, na medida que deve ser.




Este é o 300º vinho que comento no blog. Não foi escolhido por ser especial, apenas coincidiu com a marca. Obrigado aos leitores por me suportarem há tanto tempo!

04 fevereiro 2007

Boscato Reserva Chardonnay 2005

A história da Vinícola Boscato começa com o casal Clóvis Roberto Boscato e sua esposa, Inês Gelain Boscato, ambos descendentes de italianos. Clóvis já ajudava seu pai numa vinícola e, em 1972, formou-se técnico enólogo pela Escola Agrotécnica de Bento Gonçalves, atuando como responsável técnico em diversas empresas até 1985. A partir deste trabalho decidiu fundar a a própria vinícola, juntamente com seu irmão, Valmor João Boscato, que atuava na viticultura. A vinícola está localizada no município de Nova Pádua-RS, a 165km de Porto Alegre e 36km de Caxias do Sul.
Este reserva (linha intermediária da vinícola) foi adquirido em junho de 2006, pelo qual paguei R$ 19,00. Guardei para os dias quentes do verão. É um vinho com produção limitada a 12.000 garrafas. Esta foi a de nº 7165.
No copo, coloração amarelo palha, com tons esverdeados. Poucas lágrimas, até mesmo pelo baixo teor alcoólico (11,7%). No nariz, aromas discretos, muito aquém do que se espera de um chardonnay cativante.
Na boca, baixa acidez, vinho plano. Na opinião unânime dos amigos que me acompanharam, a baixa acidez o tornou um vinho que não incentiva outro gole. Retrogosto agradável. Final de boa persistência.
Quando fui atribuir a "nota", fiquei na dúvida entre duas ou três taças. Entre avaliá-lo como um vinho razoável ou um vinho bom. Recorrendo ao que me propus no início deste blog (relembre), preferi deixá-lo com duas taças, pois não me arrependi de comprá-lo, mas não compraria novamente. Talvez a vinícola tenha mais a demonstrar. Veremos no futuro!