Na última semana tive o prazer de entrevistar Paula Velasco, diretora comercial da Bodega Tinedo, vinícola espanhola da região de La Mancha. Na oportunidade falamos um pouco sobre a história da bodega, sua modernização a partir dos anos 2000, sobre seus vinhos e a opinião da diretora sobre a crise econômica brasileira.
Na última quinta-feira tive o prazer de conhecer o enólogo Nicolas Perez, da chilena Viña Leyda, que esteve em Uberlândia para um evento de seu importador.
E, como costumo perder essas oportunidades, fiz uma entrevista em que falamos sobre as particularidades da região, de como o clima influenciado pelo Pacífico interfere em seus vinhos, de enoturismo e até sobre um espumante extra brut que a vinícola elabora.
Desde que a Copa do Mundo começou parece que até o interesse das pessoas pelos vinhos e pelo que escrevem os blogs especializados diminuiu bastante. Tanto é que fiquei um pouco sumido daqui, porque escreveria para poucos.
Mas, como a Érika estava me cobrando a publicação desse vídeo, já que ela fez tudo com tanto carinho, aqui vai uma prática e simples receita de sobremesa, bastante fresca e que harmoniza muito bem com um espumante moscatel. Espero que gostem.
Talvez cada um dos leitores desse blog tenha uma receita de pão de queijo. Se for goiano ou mineiro, não tenho dúvidas disso. Mas, hoje é dia de divulgar aqui uma receita que a Érika faz em casa há algum tempo, herdada do caderno de receitas da avó dela.
Espero que gostem, especialmente porque essa deixa o pão de queijo bem amarelinho, culpa dos ovos de galinha caipira e, se acertar a mão no forno, a casca ficará bem crocante. Como deve ser!
O fim de semana em que recebemos a visita dos amigos Cristiano e Valdirene rendeu boas risadas, bons vinhos, boa comida e vídeos aqui pro blog.
Depois de divulgar a costelinha suína que o Cris preparou (relembre), filmamos a receita do famoso "Filé da Val", que há tempos era prometido, mas ainda não tinha sido feito.
Ele pode ser servido com arroz, purê de batata ou massa. O Cris levou um tinto espanhol, da região do Priorat, que harmonizou-se muito bem com a carne. O Les Crestes 2010 é um corte que leva 80% de Garnacha, 10% de Carineña e 10% de Syrah, com passagem de 10 meses por barricas francesas.
Além do vídeo que publiquei aqui na segunda-feira (relembre) falando sobre as taças de espumantes, aproveitei a visita do Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos) para filmar uma receita que ele fez pra nós, uma deliciosa costelinha suína.
A carne ficou bem delicada e pedia um tinto com iguais características. Um cabernet sauvignon do Chile talvez não fosse a melhor pedida inicialmente, mas o Casa Lapostolle 2007 que o Cris levou estava elegante, aveludado, macio... nem precisa dizer o quanto ficou boa a harmonização, não é?
Espero que gostem de mais essa receita, que fizemos na churrasqueira, mas também pode ser feita no forno.
No último fim de semana recebemos a visita dos amigos Cristiano e Valdirene e, como sempre, aproveitei para explorar um pouco dos conhecimentos do amigo do Vivendo Vinhos. Dessa vez, além de receitas que em breve estarão por aqui, fizemos um vídeo a respeito de um questão que ainda provoca discussões: qual a melhor taça para espumante?
Se você ainda não conhece a "polêmica", é simples: tradicionalmente bebe-se espumante em taças em formato de tulipa (flûte), mas várias pessoas começaram a bebê-los em taças para vinho branco, com suas razões bem definidas. Alguém tem razão nessa história?
Na última quinta-feira (17/04) fui convidado pela gerente da loja Vinum Domo, aqui em Uberlândia, para participar de uma degustação promovida pela representação da Mistral na cidade.
Na ocasião o gerente de marcas da Niepoort, Gonçalo Guimarães, apresentaria três de seus vinhos, sendo dois da linha Conversa (tinto e branco) e um superior, o Vertente. Todos esses vinhos utilizam as uvas locais da região do Douro e serão comentados individualmente aqui no blog no decorrer da semana.
Aproveitei a ocasião para bater um papo com o Gonçalo sobre os vinhos e ouvir algumas dicas de harmonização, detalhes sobre a guarda dos vinhos e outras informações. Espero que gostem.
No último dia 16 de fevereiro entrevistei o enólogo Márcio Mortari, gerente regional de vendas da Domno do Brasil, empresa do grupo Valduga que além de elaborar premiados espumantes também importa vinhos de vários países produtores.
Pra ser mais exato, desde o final de 2012, a Domno importa vinhos dos seis mais importantes países para o mercado brasileiro, que juntos representam cerca de 95% das importações para nosso país. Além dos já conhecidos vinhos de Argentina, Chile, Portugal e França, a empresa passa a trazer com exclusividade alguns rótulos da Itália e da Espanha.
Os novos rótulos estão situados em faixas diferentes de preços e alguns deles contam com etiquetas de altas pontuações obtidas junto a críticos e publicações especializadas.
Segundo Márcio o catálogo da importadora agora está bem próximo do que foi planejado por eles, contando com vinhos dos principais países e de produtores selecionados, situados nas mais variadas faixas de preços, para atender aos consumidores de diferentes níveis de exigência em relação a valores.
Saiba um pouco mais dessa nova fase da Domno assistindo ao vídeo que produzimos.
No último dia 16 de fevereiro encontrei com Juciane Casagrande, diretora comercial da Casa Valduga, no encerramento da convenção anual da empresa com seus representantes de todo o Brasil. Nesse ano o evento foi realizado no Hotel Dall'Onder (Grande Hotel), em Bento Gonçalves, onde foram apresentados os números de crescimento da vinícola e as metas para 2013.
Em nossa conversa Juciane comenta o sucesso de duas medidas que a Valduga tomou no ano passado e que foram muito bem aceitas pelo mercado.
O Arte Tradicional conta com um selo indicando ter passado 12 meses de maturação.
A primeira foi a inserção no rótulo de seus espumantes Champenoise de um selo com a indicação do tempo mínimo de maturação pelo qual o vinho passa, como acontece há muito tempo nos uísques. Desde então a linha Arte Tradicional (brut e demi-sèc) conta com um selo de 12 meses, a linha Reserva (brut e Blush) com o selo de 25 meses e a linha Gran Reserva (extra-brut e nature) com o selo de 60 meses. Essa identificação visual facilita muito a vida do consumidor.
A outra medida foi a divisão de suas linhas de acordo com o terroir de cada região produtora. Os vinhos tranquilos elaborados no Vale dos Vinhedos fazem parte da linha Leopoldina, numa homenagem à princesa que denomina inclusive o endereço da vinícola no Vale.
Para os vinhos da Serra do Sudeste, onde a vinícola tem vinhedos em Encruzilhada do Sul, foi criada a linha Identidade, que já denominava os vinhos Marselan, Arinarnoa e Ancellota, mas agora ganha um corte (top da região), um Gewürztraminer e o lançamento do ano, um Pinot Noir safra 2012.
Por fim, a região da Campanha Gaúcha também tem sua linha própria, chamada de Raízes, com um ótimo Sauvignon Blanc, as tintas Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, além do excelente Gran Raízes, um corte muito bem elaborado com as variedades Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat.
O Gran Raízes Corte é um dos vinhos brasileiros que tem recebido boas avaliações em feiras e degustações às cegas
Assim, para a região tradicional do Vale dos Vinhedos ficaram os espumantes e os vinhos Chardonnay e Merlot, inclusive o ícone Storia, além das linhas mais básicas (Duetto, Arte e Naturelle).
No dia 16 de fevereiro cheguei atrasado na visita que
agendei com o Flávio Pizzato e minha desculpa foi: “estava com o André Larentis
e, você sabe, enólogos gostam muito de falar, então me atrasei”.
A brincadeira – feita na presença do André que não pode me
acusar de difamação – tinha um fundo de verdade, mas depois da visita à Pizzato
ela não só foi confirmada, mas ampliada.
O Flávio, que eu já conhecia de outros eventos, é um sujeito falante, daqueles que contagiam todos à sua volta com informações técnicas,
curiosidades e impressões pessoais sobre seus vinhos, sobre o mercado e parece
ter uma opinião sobre tudo que envolve esse mundo. Pra quem é curioso como eu é uma oportunidade rara.
Nesse clima de entusiasmo degustamos alguns de seus vinhos,
cuja exportação para importantes mercados já representa 20% do faturamento da
Pizzato. Esses mercados buscam, segundo Flávio, uma característica do vinho
brasileiro que é seu frescor, mantido mesmo após alguns anos em garrafa.
Corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat, elaborado com uvas da Pizzato em Dr. Fausto, município de Dois Lajeados.
Em razão do tempo que tínhamos, não degustamos
os espumantes, uma certa "novidade" para a vinícola, que sempre se destacou por seus vinhos tranquilos. Mas provamos os seguintes rótulos:
- Chardonnay, tradicionalmente sem madeira – mantém um ótimo frescor e a
franqueza da fruta.
- Legno Chardonnay – com boa complexidade conferida pela madeira, usada
com parcimônia, tem boa acidez e vocação gastronômica.
- Concentus 2007 – um vinho em franca evolução ainda, com
bom potencial de guarda, onde predomina a Merlot, com cerca de 55% de
participação no corte.
- Verve de Pizzato - um corte vendido ao mesmo preço que
o Concentus, mas com uvas de vinhedos localizados a 50 km da sede da vinícola
(Dr. Fausto, em Dois Lajeados). No assemblage predomina a Cabernet Sauvignon. Nesse momento está mais pronto que o Concentus, mas com evolução por mais
1-2 anos sem preocupações.
- DNA Merlot 2008 – o ícone da vinícola, ainda sem rótulo e que será lançado na Expovinis 2013. Ainda ainda está
muito jovem, uma criança, com taninos marcantes e boa acidez. Ponto forte para
sua complexidade aromática. Deve evoluir bem por muitos anos ainda.
No vídeo em alguns momentos há pessoas conversando ao fundo. É que a Pizzato tem um interessante programa de visitação para turistas e nesse dia algumas famílias estavam por lá, passeando pelos vinhedos, aprendendo sobre a elaboração de vinhos, pisando uvas e degustando os produtos.
Desde minha primeira visita à vinícola Larentis, em 2010, tenho feito citações a ela como sendo uma verdadeira “vinícola familiar”, onde gerações diferentes cuidam do vinhedo, da elaboração dos vinhos, divulgação e venda dos produtos.
Marquei uma entrevista com o jovem enólogo André Larentis para o dia 16 de fevereiro e tive a satisfação de conhecer seu pai, que estava chegando com um carregamento de uvas para vinificação. Ao cumprimentá-lo e dizer minha opinião sobre essa particularidade ele me disse: “o pai está no vinhedo”. Não pensei duas vezes e fui com eles para o campo, procurar o “Nonno” para uma foto. Lá estava ele, com uma caixa já lotada de uvas, sorriso no rosto e disposição de um jovem.
Três gerações da família Larentis: Cilo, Larri e André
Durante a entrevista provamos o Marsellan 2009, que continua sendo meu vinho preferido da vinícola. Além desse provamos novamente um dos melhores vinhos em bag in box do mercado, pronto para beber, macio e muito agradável, o que todo consumidor desses vinhos procura, porque costuma bebê-los no dia-a-dia, sem maiores preocupações com aromas, taninos etc. Vendido nas variedades Merlot e Cabernet Sauvignon é uma compra certa, na minha opinião.
Uva Marselan, quase pronta para ser colhida, com quase 13º de álcool natural
No vídeo produzido nesse dia o André fala um pouco da história da vinícola, da atual colheita e dos lançamentos programados para esse ano, um Malbec e um Tannat da safra 2012. Ao final dá sua opinião sobre o atual estágio de evolução do Mérito 2008, o tinto ícone da vinícola.
No último dia 15 de fevereiro estive na Vínícola Aurora, uma gigante do vinho brasileiro que teve sua grandeza confirmada pessoalmente porque fiz a visita durante o recebimento de uvas da safra 2013. Só pra se ter uma ideia, no dia anterior (14) a vinícola recebeu 2 milhões de quilos de uva, destinados a suas dezenas de rótulos, não só de vinhos finos, mas também de mesa, espumantes e outras bebidas à base de uva.
Na cantina provamos algumas bases para espumantes feitas com Chardonnay, originárias de uma nova região agora explorada pela vinícola, Pinto Bandeira, mas também do Vale dos Vinhedos. Foi interessante perceber as diferenças desses vinhos, alguns com muita acidez e aromas de abacaxi, outros menos ácidos e predominância de aromas lembrando banana.
Um espumante Pinot Noir, com uma leve colaboração da Riesling Itálico (20%). Vendido na loja virtual da vinicola a R$ 32,95
Depois fomos ao tanque do Tannat 2013, que irá para a linha Reserva da vinícola. Um vinho com acidez e taninos lá no alto, até difícil de beber nesse momento, mas que deverá resultar num vinho bastante interessante, que poderá ser guardado por alguns anos.
Mas, o intuito da visita era entrevistar o enólogo André Peres Júnior, que já conhecia de outras visitas por lá e de quem eu queria obter informações sobre o andamento da safra e dos lançamentos da Aurora.
Para André esse é um Pinot Noir que pode ser guardado por alguns anos. É vendido no site da Aurora por R$ 32,70
Confiram no vídeo essas informações sobre a colheita e também de dois produtos recém lançados pela cooperativa: um espumante brut rosé e um Pinot Noir elaborado com uvas de Pinto Bandeira.
No final de setembro de 2012 estive com o enólogo Irineo Dall'Agnol, da vinícola Estrelas do Brasil. Conversei com ele sobre as novidades de sua produtora, os novos vinhos, as reedições e os projetos para o enoturismo.
No SPA do Vinho, em Bento Gonçalves, o enólogo apresentou sua linha de espumantes e seus dois tintos
Quem não visitou a sede da Estrelas do Brasil está perdendo uma das mais belas paisagens da Serra Gaúcha, uma linda vista para o Vale Aurora. Nesse local Irineo está construindo um varejo para visitação e alguns outros atrativos em meio aos vinhedos. Será um dos mais interessantes pontos turísticos para os amantes do vinho.
Passamos o réveillon 2012 em Catalão-GO, na fazenda dos meus sogros, lugar que carinhosamente chamamos de VPT Farm. Estávamos em boa companhia, tivemos fogos que segundo o Cristiano Orlandi podiam ser vistos de Goiânia (exagero), mas um momento em particular foi registrado em vídeo e compartilho com todos aqui.
A querida amiga Gabriella Damião, figura quase cômica, chegou à festa levando um "filtrado doce", bebida feita com maçã e gaseificada artificalmente. Queria "estourar a champa" na virada do ano, mas o resultado não foi o esperado.
Certamente ela imaginou uma chuva de espuma, tanto que deixou o próprio celular filmando a cena, mas...
Convido a todos a se divertirem com o episódio e agradeço à atriz principal do vídeo por permitir a divulgação dele aqui no blog.
Aprender é uma das mais importantes experiências para o ser humano. Muitos, por descuido ou ignorância, não aproveitam as inúmeras oportunidades de aprender, especialmente com os mais experientes. E essas pessoas estão sempre à nossa volta, não é?
Tivemos o prazer de conhecer há algum tempo a dona Wania Marcondes, mãe de nossa amiga Roberta e sogra do Eli Schettini. Mas, nos últimos dias afinamos essa convivência a ponto de convencê-la a participar do blog com uma de suas deliciosas receitas, fruto de muita experiência no Brasil e também no exterior, já que morou na França e Argélia.
Vivenciar sua delicadeza, elegância e conhecimentos tem sido um prazer pra nós em casa.
Hoje a receita é de um clássico francês, o Cassoulet, originário da região do Languedoc-Roussillon, feito basicamente com feijão branco e carne (principalmente ganso ou pato), salsichas, lingüiça, carne de porco ou cordeiro. O nome Cassoulet é derivado de cassole, a caçarola de barro em que é feito originalmente.
A receita está abaixo e esperamos, de coração, que dona Wania nos brinde com mais receitas em breve.
Cassoulet - Ingredientes
- 500 g de feijão branco (de molho por 12 h)
- 300 g de bacon picado em pedaços maiores
- 200 g de costela de porco
- 300 g de lombo de porco
- 400 g de paio
- 300 g de lingüiça calabresa
- 5 coxas e sobre de frango desossadas
- uma cebola grande picada
- 4 dentes de alho picados
- 2 colheres de extrato de tomate
- 4 tomates sem pele, sem semente, picados bem miudinhos
- 2 folhas de louro
- salsa e cebolinha
- bouquet garni (amarre manjericão junto a um belo talo de salsão, que será retirado antes de servir)
Como fazer
- o frango, as costelas e o lombo, cortados em pedaços generosos, devem ser temperados de véspera.
- jogar fora a água que o feijão ficou de molho, cobrir com água fresca.
- fritar as carnes, separadamente, desprezando a gordura, juntar ao feijão cru.
- fritar o paio, a lingüiça calabresa e também juntar ao feijão .
- o bacon deve ser bem frito e na gordura deste fritar a cebola, o alho, o tomate picado e o extrato.
- juntar tudo ao feijão e cozinhar em fogo lento por 2:30 h.
Esse vinho foi trazido pelo Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos), que nos proporcionou uma interessante oportunidade de provar um vinho branco elegante, corte de duas uvas e que na variação de temperatura revelava ora características de uma, ora de outra uva.
É produzido pelo Château La Gravière Bellefond na sub-região de Graves, em Bordeaux. A primeira safra do vinho foi em 2004. Atualmente sua proposta é atender o gosto da maioria dos consumidores por vinhos frutados, levemente amadeirados, mas com aptidão para o envelhecimento. A vinícola tem vinhedos próprios com área de 5 hectares, onde são cultivadas as uvas para esse vinho, um corte harmonioso de 40% Semillon e 60% Sauvignon Blanc.
A degustação foi bastante informal, tanto que produzimos um vídeo que demonstra isso. Mas algumas características aromáticas só se revelaram depois, com a variação de temperatura.
Na taça apresentou coloração amarelo esverdeado quando estávamos à sombra da árvore, mas com uma toalha branca ao fundo a coloração é mais dourada.
No início, numa temperatura mais baixa, predominaram os aromas de mel, própolis e frutos brancos, destacando as características da Semillon. Com o vinho esquentando um pouco na taça, os aromas remetem à Sauvignon Blanc, mais vegetais, grama cortada e aspargos. Em boca o corpo é mediano, untuoso, com boa acidez. Elegante e gastronômico. Final de boa persistência.
Boa surpresa. Um vinho comprado a R$ 40, no site da importadora Chez France. Uma ótima relação custo x benefício, principalmente para os que querem conhecer o estilo elegante dos vinhos brancos de Bordeaux sem gastar muito.
Uma das grandes atrações da Avaliação Nacional de Vinhos é o serviço. Imagine a dificuldade de servir 850 pessoas ao mesmo tempo, garantindo que o vinho esteja nas mesmas condições para todos os que vão degustá-lo?
Nessa 20ª edição tivemos oportunidade de conferir isso pessoalmente e foi uma ótima experiência, a constatação in loco daquilo que já ouvíamos há tempos: o serviço do vinho nesse evento é impressionante. Foi feito por 90 estudantes de cursos de Enologia e Enoturismo, que serviram 1.440 garrafas durante o evento.
*** Viajamos ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.
Na última segunda-feira foi dia da postagem coletiva intitulada #torolocoday. Vários blogs brasileiros apresentaram suas impressões sobre o vinho Toro Loco Tempranillo 2011 e nós, saindo um pouco do costume, resolvemos fazer um vídeo dessa degustação. Ele deveria ter ido ao ar ontem, mas não consegui deixá-lo pronto no Youtube.
Nesse vídeo, Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos)
e eu degustamos o vinho na tranquilidade da zona rural, com direito a
ovos caipiras sobre a mesa, churrasqueira acesa e cercados de total informalidade. É claro que
a qualidade do vídeo não se assemelha a
outros blogs especializados, mas foi divertido filmar e editar. Espero
que gostem (e não nos joguem pedras).
No
mesmo fim de semana fizemos outro vídeo degustando um Bordeaux branco,
de maneira ainda mais informal... mas isso é uma outra história a ser contada em
breve por aqui.
A ViniPortugal, através da Essência do Vinho, realiza uma campanha de promoção dos vinhos portugueses em 12 cidades brasileiras. Iniciada em julho a ação irá até o mês de setembro, em 30 eventos de formação dirigidas a profissionais da área, imprensa especializada e formadores de opinião. Basicamente as ações se dividem em cursos com duração de 6 horas e jantares harmonizados.
No último dia 9 de agosto estivemos em Ribeirão Preto para participarmos de um jantar harmonizado, realizado no restaurante Flor de Sal, comandado pelo chef Tiago Caparroz.
Antes do evento tivemos o prazer de conversar com crítico e jornalista de vinhos Rui Falcão, que nos falou sobre a campanha em prol do vinho português. Logo em seguida ele proferiu uma breve palestra sobre as regiões que seriam representadas naquela noite, já que provaríamos alguns importantes rótulos brancos e tintos.
O primeiro vinho provado foi um ótimo representante dos Vinhos Verdes, o Alvarinho Deu La Deu, elaborado na sub-região de Monção e Melgaço. O segundo vinho foi também um branco da região do Douro, o Alves de Sousa Branco da Gaivosa 2010, capaz de salivar a boca apenas com seus aromas. Enfim, dois ótimos aperitivos para o que viria a seguir.
A entrada servida foi um Pirarucu Defumado, acompanhado de compota de cebola e mousseline de batata. A harmonização ficou perfeita com um vinho branco da região do Dão, o Quinta dos Roques Encruzado 2008. Esse foi o vinho que mais me impressionou dentre todos da noite, embora tenhamos bebido excelentes tintos. Mas a complexidade aromática, a acidez extraordinária e a capacidade de envelhecimento fazem dele um vinho a ser conhecido.
O prato principal foi uma Porquetta (leitoa de leite, desossada e recheada), acompanhada de risotto de aspargos e cogumelos. Para harmonizar com esse prato foram escolhidos três ótimos tintos, de regiões diferentes e características também muito distintas.
O primeiro tinto foi o CH by Chocapalha 2009, elaborado com 100% Touriga Nacional, na região de Lisboa, um vinho bem aromático, capaz de demonstrar toda a intensidade dessa uva emblemática de Portugal.
O segundo foi o Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2009. Esse foi o vinho que deixei por último na taça, para bebê-lo lentamente. É elaborado com uvas provenientes de vinhas com muitas dezenas de anos e variedades desconhecidas pela própria vinícola. Aliás, o Rui Falcão fez questão de realçar essa prática portuguesa de elaborar vinhos. Caso alguém resolva perguntar ao enólogo quais as variedades utilizadas, certamente a resposta seria: "não sabemos. Nem nos interessa saber". Um vinho intenso e de extrema elegância.
O terceiro, o Quinta das Bageiras Garrafeira Baga 2004 é um ótimo exemplo das melhores características dessa uva, maior representante da região da Bairrada, que dá vinhos com muita acidez e taninos poderosos, que demoram muitos anos para se tornarem macios. Portanto, grande capacidade para acompanhar as refeições e grande potencial de guarda. Foi o que comportou-se melhor com a Porquetta.
A sobremesa encerrou muito bem a noite, mantendo o alto nível dos pratos servidos. Foi servido um Cheesecake com compota de goiaba, harmonizado com o Alambre Moscatel de Setúbal 2007, elaborado pela José Maria da Fonseca.
Nossas impressões sobre o evento foram ótimas. Apesar da correria de percorrer os quase 300 km de distância entre Uberlândia e Ribeirão Preto, valeu cada minuto passado na companhia de ótimos vinhos e de excelentes figuras humanas. Rui Falcão e o diretor da Essência do Vinho, Nuno Pires, foram muito gentis e sentaram-se à nossa mesa, proporcionando momentos descontraídos em torno de uma paixão única.
A próxima parada desses "embaixadores do vinho português" será em Campinas, nos dias 13 e 14 de agosto.