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03 abril 2017

Divulgação :: Amanhã no MasterChef da Band o vinho brasileiro será protagonista

Rótulos Casa Valduga, Vinícola Aurora e Casa Perini - FOTO: Carlos Reinis

Programa televisivo irá ar a partir das 22h30min, pela Band. Primeira prova externa desafiará os 20 competidores a harmonizar menus com rótulos nacionais 

Nesta terça-feira (4), a partir das 22h30min, irá ao ar pela Band a primeira prova coletiva fora do estúdio da quarta temporada de MasterChef Brasil. Com articulação do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o episódio gravado nos dias 4, 5 e 6 de março, nos municípios de Bento Gonçalves, Farroupilha e Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha, terá como desafio a elaboração de menus acompanhados de vinhos nacionais.

A harmonização de três rótulos com pratos que evocassem à culinária das culturas italiana e alemã servirá de mote para a apresentação da produção vitivinícola brasileira aos 20 competidores, aos jurados da atração, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, e, por consequência, à prestigiada audiência do talent show. Nos cardápios criados pelos times azul e vermelho, o espumante Brut 130, da Casa Valduga, acompanhará a entrada, o vinho tinto Reserva Merlot, da Vinícola Aurora, o prato principal, e o espumante moscatel rosé Aquarela, da Casa Perini, a sobremesa. A trinca será responsável por representar a diversidade e qualidade da vitivinicultura nacional no principal programa de gastronomia da televisão brasileira.

A prova será avaliada por 80 convidados, entre eles dirigentes do Ibravin, representantes de vinícolas e enófilos, que terão a difícil missão de eleger a equipe vencedora.

Time vermelho, Henrique Fogaça e Paola Carosella - FOTO: Carlos Reinis/Band

O MasterChef Brasil é transmitido pela Band às terças-feiras, às 22h30min, com exibição simultânea no site e no aplicativo da emissora para smartphones, sendo também reproduzido pelo Discovery Home & Health, nas sextas, às 19h20min, com reapresentação aos domingos às 21h45min.        

SOBRE OS VINHOS DA PROVA      

Brut 130         
O Casa Valduga Brut 130 foi elaborado em 2005 para comemorar os 130 anos da chegada da Família Valduga ao Brasil. Considerado um dos destaques da vinícola, o Brut 130 tornou-se um dos espumantes ícones do país e já ganhou inúmeros prêmios nacionais e internacionais. O espumante que já está presente em diversos países, como Estados Unidos e Alemanha, conquistou medalha de prata no Decanter Wine Awards 2016, uma das mais importantes premiações do mundo, e também já foi condecorado com medalha de ouro, no Effervescents du Monde, realizado na França. Elaborado pelo método tradicional, também conhecido como Champenoise, segue os moldes de Champagne, na França. O espumante Brut 130 é elaborado com uvas Chardonnay e Pinot Noir de safras especiais e, após a refermentação, matura por 36 meses na penumbra das caves subterrâneas. O rótulo possui perlage fascinante, coloração dourada e aromas que lembram frutas brancas, frutas secas como amêndoas e um leve tostado que proporciona elegância e complexidade exuberante à bebida. Em boca, apresenta acidez equilibrada e notável cremosidade. É um espumante de caráter único que pode ser harmonizado com pratos frios, peixes, carnes brancas, queijos mais jovens, além de massas com molhos leves.           

Aurora Reserva Merlot        
O vinho Aurora Reserva Merlot integrou a seleção TOP 100 do Mundo em 2014, pelas premiações que acumulou nos mais importantes concursos internacionais. O Aurora Reserva Merlot 2016, que está no mercado, foi elaborado 100% com uvas Merlot da safra, cultivadas em parreirais de produtores da Cooperativa Vinícola Aurora, na Serra Gaúcha. Passou por vinificação clássica, com estágio de seis meses em barricas de carvalho, francês e americano, e tem 13% de álcool. Apresenta coloração rubi com tons violáceos, aromas intensos de frutas vermelhas maduras e em compota, paladar elegante, equilibrado, bom corpo e persistência muito boa. Final de boca agradável, confirmando os adocicados toques de frutas vermelhas em compota. O vinho Aurora Reserva Merlot é ideal para acompanhar bacalhau, massas com molhos leves, como os de tomate e funghi, carnes vermelhas grelhadas e queijos médios.

Aquarela
O Casa Perini Aquarela foi o primeiro espumante moscatel rosé lançado no Brasil. Ele é o resultado do harmônico assemblage das variedades Moscato Branco, Moscato Gallo e Moscato de Hamburgo, sendo este último o responsável por conferir uma tonalidade levemente rosada ao espumante. Possui borbulhas que formam uma bela coroa de espuma na taça e aromas com notas cítricas que remetem à casca de laranja e flores como o jasmim. É um espumante super premiado nacional e internacionalmente, com destaque para Medalha de Prata no Vinalies 2015, na França, e medalha de ouro no VII Concurso Internacional de Vinhos do Brasil 2016. Para harmonizar este produto, a sugestão são canapés e entradas com sabores doces ou com frutas e geleias, além de sobremesas a base de creme ou torta de frutas. 

Time azul e Erick Jacquin - FOTO: Carlos Reinis/Band

SOBRE AS VINÍCOLAS         

Casa Valduga 
Localizada no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), a Casa Valduga possui a maior adega de espumantes da América Latina e foi uma das primeiras vinícolas brasileiras a dominar e desenvolver o método tradicional (champenoise) para elaborar espumantes ícones. Investe em produtos com padrão de excelência reconhecidos mundialmente e busca sempre inovar nos conceitos de elaboração e apresentação de seus vinhos.

Vinícola Aurora         
Com 86 anos de história, a Vinícola Aurora é a mais premiada do Brasil nos concursos internacionais. É uma cooperativa com 1.100 produtores de uvas e possui uma propriedade em Pinto Bandeira, de paisagem exuberante com parreirais no plano e em encostas, a Aurora Pinto Bandeira. Nessa área específica, a maior vinícola brasileira cultiva uvas para elaboração de vinhos com Indicação de Procedência (IP) na sua linha Aurora Pinto Bandeira. Seus demais rótulos, incluindo os Aurora Reserva, são elaborados com as uvas cultivadas pelas famílias associadas da cooperativa, responsáveis por uma safra de 71,5 milhões de quilos este ano, que contam com total acompanhamento dos técnicos e agrônomos da Aurora em todas as fases do ano.  A Vinícola Aurora está presente em todo o território nacional e exporta, para 20 países, parte de seu portfólio composto por 13 marcas e mais de 200 itens.  

Casa Perini
Uma das cinco principais vinícolas do Brasil, a Casa Perini, situada no Vale Trentino, em Farroupilha, na Serra Gaúcha, é uma vinícola familiar que produz vinhos desde 1970, sendo que a família cultiva videiras desde 1929. Os vinhos são elaborados com uvas provenientes de vinhedos plantados com mudas europeias certificadas. A Casa Perini oferece mais de 90 itens de produtos derivados de uvas para cinco mil clientes no Brasil. Entre os produtos, a vinícola conta com a linha Perini (Linha Premium), Casa Perini (Vinhos finos e espumantes), Arbo e Macaw (Vinhos finos), além dos sucos de uva integral Perini.       

Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Brasileiro do Vinho - IBRAVIN

07 novembro 2016

Dicas para "garimpar" vinhos no supermercado!

Foto: http://vinepair.com/wp-content/uploads/2015/08/supermarket-wine-social.jpg

Em muitos lugares do Brasil não há lojas especializadas e os supermercados são nossas melhores opções para comprar vinhos. E não há nada de errado nisso, embora eu saiba que muitos torcem o nariz para essa possibilidade. 

Isso acontece por puro esnobismo em grande parte das vezes, mas também devemos tomar certos cuidados nessas compras, porque são poucos os supermercados que têm, por exemplo, um atendente especializado para as gôndolas de vinhos. Por não serem necessariamente especialistas nesse tipo de mercadoria, muitos cometem erros no armazenamento, na disposição dos produtos, nos levando a compras infelizes. 

Em razão da experiência que tenho no assunto, seja porque há mais de 10 anos esse blog publica vinhos acessíveis, seja porque continuo comprando vinhos em supermercados, separei algumas dicas para que nossas chances de errar sejam diminuídas. Vamos a elas:

- Prefira safras mais jovens, pois vinhos de longa guarda normalmente não são o foco de um supermercado, que precisa de giro mais rápido. Exceção para as empresas que possuem adega climatizada. 

- Verifique se as garrafas não tomam sol. Acredite: conheço supermercados em que determinada hora do dia o sol bate diretamente nas garrafas de vinho. A luz solar é um veneno para essa bebida. Talvez seja o caso de visitar o supermercado em horários diferentes para verificar essa condição.  

- Rótulo estragado indica maus tratos. Se o rótulo está castigado, rasgado, mofado, molhado, enrugado etc, escolha outro produto, pois esse especificamente pode ter sofrido bastante a ponto de comprometer o líquido. 

- Opte por garrafas deitadas. Alguns supermercados deixam uma garrafa exposta em pé e outras deitadas logo atrás. Gosto sempre de "futricar" e procurar  uma garrafa deitada, que ficou lá no fundo, no escurinho às vezes. 

- Aposte nos vinhos com tampa de rosca. Não tenha receio, eles são lacrados assim para serem mais baratos ao consumidor e porque foram feitos para consumo rápido, talvez de 1 a 3 anos, dependendo do estilo. E eles tem a vantagem de podermos abri-los em qualquer lugar, sem necessidade de saca-rolhas.

- Dentre os vinhos baratos, os brancos são uma compra mais segura. Não sei dizer exatamente porque, mas quando optamos por comprar vinhos bem baratos, como os famosos "Reservado" as chances maiores de acerto são para os brancos. E essa opinião também é a mesma de muitas pessoas que conhecem muito de vinho. Os desequilíbrios são menores que nos tintos. Já encontrei surpreendentes Chadonnay por menos de $30 (atualmente), mas dificilmente encontro tintos que sejam tão interessantes. 

- Observe se a cor dos vinhos (especialmente brancos) é a mesma em todas as garrafas. Quando as garrafas são transparentes você consegue ver a cor dos vinhos. Se a coloração varia nas garrafas de um mesmo vinho, não compre! A única explicação para essa variação é que o vinho teve contato com a luz solar ou com o oxigênio, por um problema na rolha ou tampa de rosca, por exemplo. 

Nos tintos é mais difícil visualizar isso. Mas no "pescoço" da garrafa sempre conseguimos dar uma olhadinha no líquido. Se ele estiver turvo, não compre! Aliás, a turbidez não é bom sinal em nenhum tipo de vinho, pois todos devem ter brilho e a maioria uma transparência evidente. 

Espero que as dicas sejam úteis aos amigos!

Saúde a todos!  

16 outubro 2016

Quer dicas valiosas para comprar vinhos rosés?

Foto: https://www.gentlemansgazette.com/the-rose-wine-guide/

Definitivamente, deveríamos beber mais vinhos rosés!

Nosso clima é muito propício a esses vinhos. No momento em que escrevo esse texto estou dentro de casa e da minha testa brotam gotas de suor de forma contínua. Se eu tivesse uma taça de rosé aqui do lado certamente meu humor seria outro. 

Creio que existam vários motivos para não comprarmos mais vinhos rosados: muitas pessoas ainda deixam de experimentar vinhos brancos, rosés e espumantes por acreditarem que os "grandes vinhos" sejam necessariamente os tintos.  

Também - infelizmente - muitos acreditam que os vinhos rosés são inferiores, um subproduto que as vinícolas colocam no mercado quando não conseguem uvas de alta qualidade ou, pior ainda, ainda há aqueles que acreditam que os rosés são uma mistura de vinho branco com vinho tinto. Dois erros!

Mas, como nós da Confraria Brasileira de Enoblogs não pensamos assim, publicamos alguns textos com dicas independentes e preciosas para você encontrar um belo rosé do Velho Mundo, ou seja, elaborado em países europeus. 

Boas compras!

- Bis Rosé 2015 - Portugal - blog Escrivinhos.  

- Champagne Lanson Rosé Label Brut - França - blog Vinhos de Minha Vida. 

- Fonte do Nico Rosé 2015 - Portugal - blog Simplificando o Vinho.

- Puech-Haut Prestige 2011 - França - blog Vou de Vinho.

- Vincada Rosé Vinho Verde DOC - Portugal - blog Vinho para Todos.  


Saúde a todos!

14 fevereiro 2016

Vale a pena comprar um Casillero del Diablo?


Já não compro vinhos da linha Casillero del Diablo e os motivos são simples: a essa altura, na condição de apreciador de vinhos com alguma experiência, procuro vinhos diferentes, mais interessantes e até mais baratos do que esse clássico da Concha y Toro. Portanto, minha praia são as descobertas. 

Mas, no mês de janeiro fui ao supermercado e estava na seção de vinhos quando escutei o seguinte diálogo entre duas mulheres, já com mais de trinta anos. Ressalto que uma delas estava com um Santa Carolina Reservado nas mãos:

- Esse aqui é mais amadeirado que o outro, né?
- Acho que sim. Cabernet Sauvignon é muito amadeirado. 
- Liga para o Fulano e pergunta se pode ser esse. 
 (...)
- Ele falou para comprar o Casillero que é muito bom. 
- Nossa, nunca bebi esse vinho. Vou adorar! 

Pegaram duas garrafas do Casillero Carmenère e levaram para casa, felizes e empolgadas por beberem pela primeira vez o famoso vinho, cuja lenda ainda impressiona muitos consumidores. Vendo a cena, resolvi comprar esse Chardonnay 2015 para relembrar a experiência.   

Então, a resposta para a pergunta do título é SIM! São vinhos bem feitos, de um estilo que agrada principalmente o paladar do consumidor iniciante (combinação entre madeira, álcool e notas adocicadas) e um preço não tão salgado.

* Se você já passou dessa fase, tudo bem, mas não vale torcer o nariz para a importância da linha para o crescimento do número de novos consumidores de vinho no Brasil e para sua qualidade média sempre boa. 

E qual a importância de terem, ambas as mulheres da história, mais de 30 anos? Apenas para observar que em grande parte do país começamos a beber vinhos já com uma idade mais alta, porque não temos cultura vinícola (exceto o sul do país) e principalmente porque somente depois de uma certa estabilidade profissional é que conseguimos desembolsar o que vale uma garrafa de vinho.  

Quanto ao Chardonnay, que tem 13,5% de álcool e uma breve passagem por barricas de carvalho, tenho a dizer que é um vinho fácil de beber, com notas tropicais em seus aromas e na boca, uma acidez mediana, mas o vinho é bem vivo.

Tem bom corpo, com notas levemente adocicadas, um leve abaunilhado da madeira. Final persistente, agradável, sem muita complexidade, mas demonstra que é um vinho muito bem feito e que está em nível de qualidade compatível com seu preço.


Detalhes da compra:

Comprei esse vinho em um supermercado aqui em Uberlândia pagando R$ 41 pela garrafa. Sim, foi-se o tempo que o Casillero del Diablo custava menos de R$ 30. Tempos complicados!  

Saúde a todos!



27 janeiro 2016

Aplicativo Vivino divulga os melhores vinhos avaliados por seus 13 milhões de usuários

Imagem: Vivino / Divulgação

O Vivino é um dos aplicativos para celulares mais populares no mundo do vinho e hoje divulgaram o resultado do Vivino's 2016 Wine Style Awards, um ranking com o reconhecimento dos "melhores vinhos do planeta, em mais de 100 categorias". 

Essa premiação foi determinada por 13 milhões de usuários do aplicativo em suas avaliações no decorrer de 2015, sendo que cada um dos vinhos escolhidos obrigatoriamente deveria ter mais de 50 avaliações, o que dá mais confiabilidade à nota média alcançada.

Os países presentes nessa lista são África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Nova Zelândia e Portugal. Para cada país foram determinadas algumas categorias e dentre as mais populares estão Malbec argentino, Cabernet Sauvignon dos EUA, Chianti Clássico, Shiraz australiano etc. 

O Brasil teve duas categorias nessa premiação, mas ambas para os vinhos tintos, com os espumantes curiosamente ficando de fora embora sejam o grande destaque da produção nacional. Mas, talvez isso decorra justamente da preferência do  brasileiro pelos vinhos tintos, que recebem mais avaliações que os espumantes.

Vejam os vinhos brasileiros mais pontuados em cada uma das categorias:

Categoria: Cabernet Sauvignon Brasileiro

1º) Casa Valduga Villa Lobos 2010
2º) Luiz Argenta Gran Reserva 2005
3º) Don Abel Rota 324 2012
4º) Aurora Millesimé 2011
5º) Boscato Reserva 2010
6º) Miolo Quinta do Seival 2011
7º) Almaúnica Reserva 2010
8º) Boscato 2010
9º) Guatambú Rastros dos Pampas 2013
10º) Jolimont Morro Calcado Reserva Especial 2008

Categoria: Merlot brasileiro:

1º) Casa Valduga Storia 2006
2º) Pizzato DNA 99 2011
3º) Miolo Terroir 2009
4º) Lídio Carraro Grande Vindima 2006
5º) Dom Cândido 2011
6º) Almaúnica 2012
7º) Salton Desejo 2006
8º) Pizzato Reserva 2012 
9º) Boscato Reserva 2010
10º) Máximo Boschi Vindima 2005

Para acessar todas as categorias, clique aqui. 

Saúde a todos!

21 janeiro 2016

Casa Valduga acerta ao lançar sua linha de cervejas especiais


Há algum tempo tenho me dedicado às cervejas especiais, estudando a respeito desse imenso mundo (como fiz com os vinhos), degustando, escrevendo e fazendo minha própria cerveja em casa. Tudo isso me permite - creio eu - avaliar como um grande acerto a entrada da Casa Valduga no mercado das cervejas especiais. 

É uma tendência do mercado. Tanto vinícolas quanto as grandes cervejarias apostam nesse nicho que tem consumidores cada vez mais exigentes. Porém, nem todas as apostas tem sido um acerto, porque já provei cervejas bem simples e algumas até ruins, porque uma cerveja para ser chamada de especial deve ter atributos que as lagers industrializadas e que padronizaram o paladar do brasileiro definitivamente não possuem. 

Mas vamos ao que motivou esse texto. 

A linha chama-se Leopoldina, nome que já faz parte da história da vinícola, e foram lançados cinco estilos. Provei todas e acredito que estão em um nível muito bom, algumas com predicados bem interessantes. Segue rápida análise, com preços da loja virtual, sem considerar os impostos para estados como SP ou MG.

Foto: evento "Sabores Gerais" (Wine Home / Maison Greta Cauê) - Novembro/15. 

- Leopoldina Pilsner Extra :: convenhamos, uma lager elaborada apenas com malte de cevada e lúpulo importado tem seu valor. É uma cerveja leve, mas de bom corpo. Ideal para quem já gosta das cervejas "puro malte" que estão disponíveis no mercado. Como sugestão, acredito que uma espuma mais persistente poderia deixar a cerveja mais cremosa ainda. Preço: R$ 20.

- Leopoldina India Pale Ale :: esse é meu estilo preferido, embora não goste tanto das IPA que tenham um amargor acima da média. Essa é harmônica nesse quesito, pois o amargor do lúpulo está em bom equilíbrio com o malte. Preço: R$ 25.

- Leopoldina Weissbier :: provavelmente a porta de entrada para o mundo das cervejas especiais são as Weiss, cervejas de trigo encorpadas, aromáticas e com paladar adocicado. Essa segue o estilo e tem algo bem interessante, que pode parecer insignificante, mas não é. Sabe aqueles copos grandes, especiais para as cervejas de trigo? Pois é, eles tem 500 ml, mas a grande maioria das cervejas brasileiras de trigo tem 600 ml. Essa foi feita para que toda a garrafa seja servida de uma só vez, como se faz na Alemanha, por exemplo. Preço: R$ 23.

- Leopoldina Witbier :: quem gosta de cerveja refrescante esse é um estilo interessante. Surgida na Bélgica, as Witbier são cervejas elaboradas com trigo, mas com aditivos que as deixam bem aromáticas e cítricas. Essa Leopoldina segue a tradição e leva em sua elaboração sementes de coentro e raspas de limão siciliano. Preço: R$ 16.

- Leopoldina Old Strong Ale :: essa é uma cerveja potente (11% de álcool) e complexa. Deve ser bebida com atenção, não só para não se embriagar com facilidade, mas principalmente para apreciar sua complexidade. É uma cerveja escura, com aromas lembrando nozes, mel e vinhos licorosos. Tem maturação de 10 meses em barricas de carvalho francês e a segunda fermentação acontece na própria garrafa, como os espumantes elaborados pelo método Champenoise. A garrafa é um diferencial, lacrada com cera. Preço: R$ 130.

Saúde a todos!

17 janeiro 2016

Quer boas dicas para comprar Vinho Verde?

Foto: Campanha 2008 / Corpo Fresco / Espírito Jovem. Fonte: www.vinhoverde.com

Desde o dia 10 desse mês os integrantes da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE dedicaram espaço em seus blogs dando boas dicas de Vinhos Verdes, esse ícone de Portugal que vai muito bem no calor brasileiro. São vinhos refrescantes, leves, bem versáteis, que podem ser bebidos desde a descontração de um encontro entre amigos à beira da piscina até como acompanhamento de refeições à base de saladas e frutos do mar.   

Para aqueles que ainda estão iniciando no mundo dos vinhos é importante esclarecer que são chamados de "Vinhos Verdes" aqueles elaborados na região demarcada em 1908 (DOC) que se estende por todo o noroeste de Portugal, na zona conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Só podem ser elaborados a partir das uvas nativas (autóctones) da região e podem ser brancos, rosés, tintos ou espumantes.

* Vale a pena visitar o site da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes para mais informações.


Veja a lista das boas compras indicadas pelos confrades da CBE:

- Calamares Vinho Verde (Vou de Vinho)


- Casal Mendes Vinho Verde (Vivendo Vinhos)

- Club des Sommeliers Vinho Verde 2014 (Vinhos de Minha Vida)

- Morgado da Vila Vinho Verde 2013 (Balaio do Victor)




O tema foi indicado pelo confrade Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte, que escreveu um texto indicando não apenas uma, mas três boas opções desses vinhos disponíveis no mercado brasileiro (veja aqui). 

Saúde a todos!

07 janeiro 2016

Uma boa lista de espumantes acessíveis, para alegrar suas férias #CBE


Nos últimos dias de 2015 a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE mais uma vez cumpriu seu papel de indicar aos leitores dos blogs participantes alguns espumantes confiáveis e de preço acessível. 

Embora as dicas tenham sido direcionadas às festividades de fim de ano, ainda dá tempo de aproveitar o que os confrades beberam, já que as férias de janeiro e o verão são dois bons motivos para experimentar os espumantes. 

Vejam as indicações:

- Almaúnica Nature (Vou de Vinho)

- Bossa Brut nº 1 (EnoDeco)

- Casa Perini Brut (Vinhos de Minha Vida)

- Cave de Amadeu Brut Rosé (Vinho para Todos)

- Club des Sommeliers Brut (Balaio do Victor)


- Salton Lucia Canei Brut Rosé (Le Vin au Blog)

- Salton Series Brut (Universo dos Vinhos)


Apreciem as dicas, porque são dadas com independência, por quem tem bastante experiência.

Boas férias e saúde a todos!

04 outubro 2015

A chilena Maquis, vinícola de boutique em terroir único!

O enólogo Rodrigo Romero apresentando seu vinho TOP, um 100% cabernet franc.

Na última terça-feira recebemos aqui em Uberlândia o enólogo Rodrigo Romero, que pela primeira vez veio ao Brasil para apresentar os vinhos da chilena Viña Maquis, uma vinícola boutique que elabora vinhos de grande personalidade e que tem história e filosofia que gostaria de compartilhar com vocês. 

Depois de passar por São Paulo o enólogo-chefe da Maquis veio direto para Uberlândia onde participou de uma degustação promovida pela Wine Home e sua importadora, a Domno do Brasil. Recebidos com o carinho de sempre no charmoso Bistrô Benade, os convidados da noite degustaram alguns dos rótulos da bodega e tiveram oportunidade de conhecer um pouco do que a vinícola está fazendo. 


A Viña Maquis existe desde 1916, quando Don José María Hurtado adquiriu a propriedade e começou a plantar seus vinhedos. Portanto, já são quatro gerações da mesma família no comando do negócio e com experiência para elaborar vinhos realmente diferentes dos padrões a que estamos acostumados quando falamos em Chile. 

Imagem: Maquis/Divulgação

Essa particularidade dos vinhos é resultado de uma localização privilegiada dos vinhedos. Embora estejam no vale do Colchagua, região quente do país, as vinhas da Maquis estão situadas entre dois grandes rios, o Tinguiririca e o Chimbarongo. Esse fato faz com que as temperaturas nos vinhedos sejam mais amenas, o que favorece a elaboração de vinhos com mais fruta fresca e uma acidez natural mais evidente. 

O atual proprietário, Ricardo Rivadeneira Hurtado, juntamente com sua equipe sempre tomaram cuidados para que a vinícola recebesse certificados de sustentabilidade da Wines of Chile, ratificando o cuidado com o meio ambiente através de práticas sustentáveis em todos os processos de produção. Dentre as iniciativas mais relevantes estão a eliminação do uso de herbicidas na maior parte dos vinhedos, melhoria na ventilação dos vinhedos através do manejo da vegetação às margens dos rios, o o monitoramento diário do controle de pragas e a redução do consumo de eletricidade em 30% e de 90% do consumo de gás através da aquisição da primeira bomba de calor geotérmica da indústria chilena. 

Imagem: Maquis/Divulgação.

Atualmente a vinícola elabora um vinho rosé (100% malbec) e os demais são tintos. A linha mais básica já é considerada gran reserva, com quatro varietais: malbec, carmenère, cabernet franc e cabernet sauvignon. Há um vinho premium, o Lien, que é um blend de quatro uvas em que predomina a carmenère, acompanhada por Shiraz, cabernet franc e petit verdot. 

Mas, as grandes estrelas são os dois ultra premium, o Viola Carmenère e o Franco Cabernet Franc. Esses dois com capacidade de guarda para 15-20 anos. Aliás, fiquei muito feliz em encontrar um vinho com a cabernet franc sendo o mais importante de uma vinícola chilena, que na sua maioria preferem outras variedades para elaborar seus ícones. 

Ao provar os vinhos na última terça-feira ficou clara para mim a proposta de elaboração de vinhos frescos e elegantes. São todos vinhos com muita fruta fresca, sem serem pesados ou alcoólicos e o uso da madeira é sempre muito bem dosado. Em sua explicação Romero informou que as barricas utilizadas são de segundo ou até terceiro uso, isto é, barricas que já não interferem tanto nos aromas e sabores do vinho, apenas contribuem para sua elegância. 

Os enólogos Eric e Jacques Boissenot. Foto: http://www.mottox.co.jp/

O enólogo fez questão de ressaltar a contribuição que recebe dos consultores da vinícola, muito conhecidos e premiados na Europa e responsáveis por trabalhos junto a 95% dos Gran Cru Classé de Bordeaux, na França. Desde o início do projeto Jacques Boissenot (falecido em 2014) e seu filho, Eric, tem ajudado a Maquis a elaborar vinhos realmente diferenciados em solo chileno.

Tim-tim!

Nelsir Kuffel (Domno), Rodrigo Romero, Érika Mesquita, Márcio Mortari (Domno) e o anfitrião Washington Mendes (Bistrô Benade).



17 setembro 2015

Divulgação :: Dia 30/09 tem o Argentina Tasting Experience 2015, em São Paulo


A grande metrópole brasileira sediará o lançamento mundial desta nova iniciativa da Wines of Argentina para apresentar alguns dos melhores vinhos daquele país. O evento contará com uma Mega Degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os vinhos premiados com medalhas de Ouro e Prata no último Argentina Wine Awards.

No dia 30 de setembro de 2015, às 16:30 h, a Wines of Argentina, realiza o Argentina Tasting Experience na cidade de São Paulo no Hotel 115 - Vila Madalena. O evento contará com uma degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os vinhos premiados com medalhas de Ouro e Prata no último Argentina Wine Awards.

O Argentina Tasting Experience é um evento dinâmico e interativo e os participantes poderão participar de várias palestras onde os palestrantes serão renomados enólogos como Alejandro Vigil (Catena Zapata), Sebastián Zuccardi (Familia Zuccardi), Bernardo Bossi (Casarena), Hervé Birnie Scott (Diretor da Chandon) e Manoel Beato (Sommelier-Chefe do Grupo Fasano), entre outros.

Cerca de 150 pessoas terão a oportunidade de provar às cegas os 18 vinhos premiados com troféu e com medalha de ouro na última edição dos Argentina Wine Awards. Outra atividade durante o dia incluirão o "BAR AWA" com 22 vencedores de medalhas de ouro e prata na AWA 2015. O evento começa às 16:30 e vai até às 23:00 h.

Esta será uma forma inovadora de apresentar vinhos de forma descontraída e instrutiva.

Haverá também um espaço central e social, mais lifestyle, para que os convidados possam aproveitar um cocktail exclusivo, com música e um um DJ convidado, além de um espaço para fotos com cabine fotográfica. 

As entradas para o evento serão vendidas através do site: https://goo.gl/nEHCjE 

Os valores são:

- Palestras (16:30 às 19:00 h): R$ 80,00.
- Degustação Principal (20:00 às 22:30 h): R$ 100,00.
- Pacote Palestras + Degustação: R$ 150,00.

As Vinícolas argentinas participantes:

ANDELUNA CELLARS
BODEGA ARGENTO
BODEGA ATAMISQUE
BODEGA DEL FIN DEL MUNDO - PATAGONIA ARGENTINA
BODEGA RIGLOS
BODEGA SEPTIMA
Bodegas Salentein
CASA BIANCHI
CASARENA
DOÑA PAULA
EL ESTECO
FAMILIA ZUCCARDI
FINCA SOPHENIA
KAIKEN
LAGARDE
MASCOTA VINEYARDS
NIETO SENETINER
NORTON
PASCUAL TOSO
PROEMIO WINES
RICCITELLI WINES
TERRAZAS DE LOS ANDES
TRAPICHE
VINORUM

Sobre o Argentina Wine Awards:

Organizado desde 2007 pela Wines of Argentina, o AWA é a competição mais importante para o vinho argentino. Ele reúne os mais prestigiados especialistas internacionais e permite que as vinícolas locais mostrem ao mundo a força e qualidade de seus vinhos. Seu objetivo é avaliar e reconhecer a qualidade e o progresso do vinho argentino.

Os critérios utilizados para degustação são baseados na classificação de todas as amostras por tipo, variedade e preço, realizando provas às cegas.

O júri varia de acordo com cada edição, reforçando os diferentes aspectos dos mercados-alvo. No entanto, é sempre garantido que terão 12 especialistas altamante qualificados, com uma visão geral do mercado mundial do vinho, quer sejam jornalistas, Master of Wine, Master-Sommelier e Enólogos, entre outros. Além disso, a equipe destes jurados internacionais são sempre acompanhados por seis especialistas de prestígio da Argentina.

Sobre a WofA

Wines of Argentina é a entidade responsável pela “marca” vinho argentino no mundo. Desde 1993, a organização promove a imagem de vinhos locais no exterior, bem como ajudando a orientar a estratégia de exportação da Argentina, estudando e analisando as mudanças que ocorrem nos mercados de consumo. O seu objetivo é contribuir para a consolidação da Argentina entre os principais exportadores de vinho do mundo e contribuir para o sucesso global da indústria do vinho, procurando levantar a percepção positiva no comércio, formadores de opinião e consumidores.

Maiores informações: Ate2015@winesofargentina.com

27 julho 2015

Em vídeo :: entrevista com Paula Velasco, diretora da Bodega Tinedo (Espanha)


Na última semana tive o prazer de entrevistar Paula Velasco, diretora comercial da Bodega Tinedo, vinícola espanhola da região de La Mancha. Na oportunidade falamos um pouco sobre a história da bodega, sua modernização a partir dos anos 2000, sobre seus vinhos e a opinião da diretora sobre a crise econômica brasileira. 

Saúde a todos!

27 maio 2015

Ainda em solo argentino: o autêntico Karim Mussi e sua bodega Altocedro


A receptividade em todos os lugares que visitamos na Argentina foi impressionante. Tudo sempre organizado para nos receber com o melhor da hospitalidade de nossos vizinhos. 

Em nosso primeiro dia na Argentina fomos a Coquimbito, no departamento de Maipú, província de Mendoza, a 1.150 quilômetros da capital Buenos Aires. Ali, Karim Mussi assumiu uma vinícola antiga e montou a Bodega Altocedro, que iniciou a produção dos primeiros vinhos em 2001 e utiliza uvas de seu vinhedo de 5 hectares, localizado em torno das instalações principais, com idades variando entre 15 e 104 anos. 

Karim, proprietário e enólogo chefe da vinícola, tem personalidade muito forte, extremamente simpático e ao mesmo tempo desafiador. Mostra em seus vinhos e em suas palavras que sabe muito bem o que quer, onde quer chegar e não se interessa por produzir vinhos de “modismo”.

Karim Mussi Saffie tem 39 anos de idade e pode ser considerado um enólogo e empresário de vocação e formação. Em 2007 foi reconhecido pelo Conselho Empresário Mendocino com o prêmio Jovens Mendocinos Destacados, na categoria Negócios. Em 2008 o Altocedro Reserva Malbec foi eleito pela revista Wine Spectator como um 100 melhores vinhos do mundo. Segundo o site de sua bodega, Karim é mais que feliz ao falar de política mundial, atualidades, filosofia britânica do século 17 e rock dos anos setenta (The Doors e Led Zeppelin são suas bandas favoritas). 

Quando se refere à elaboração de seus vinhos, fica clara sua paixão e parece “incorporar” um grande alquimista para misturar os cortes, preservando sempre a boa acidez, o frescor e cuidando para que o teor alcoólico não fique tão elevado. 


Iniciamos nossa degustação junto à sua equipe com um torrontés de Salta, um vinho que me impressionou pelos aromas. Sempre espero muita mineralidade nos vinhos dessa região e esse também apresentou muita fruta também, uma lembrança clara de lichia e uma acidez excepcional. Karim nos explicou que a torrontés é colhida em três etapas: mais verde, mais madura e bem madurinha, demonstrando nessa técnica o prazer que tem em ser um “alquimista”. 

Quando fala de seus vinhos Gran Reserva o enólogo diz que prefere que se pareçam com uma “dama elegante” e não com um “macho musculoso”. Conversei bastante com ele e descobri que ele conhece muito bem o Eduardo Valduga, filho do Juarez Valduga, que esteve por lá durante a elaboração do Mundvs Malbec, vinho de DNA argentino que faz parte dessa linha internacional da Casa Valduga. Para a próxima safra, o vinho da vinícola brasileira terá uma personalidade mais próxima dos vinhos da Altocedro. 


Tivemos ainda uma feira organizada para nós, em que degustamos os vinhos da Finca el Origen, Argento, Finca Agostino, Tapiz e Trivento. Foram 3 a 4 vinhos de cada produtor e por ali ficamos para um jantar caloroso ao lado de pessoas apaixonadas pelo que fazem. E fazem muito bem!

Durante o jantar o vinho que me acompanhou foi o Altocedro Año Cero Pinot Noir, da safra 2013, com uvas de La Consulta. Um belíssimo vinho para coroar uma visita harmoniosa e de muito aprendizado. 

Tim-tim!




23 abril 2015

A Patagônia e a bodega dos dinossauros!


Quando chegamos à vinícola da Família Schroeder, que fica no Vale de San Patrício del Chañar, a 53 km da cidade de Neuquén, fiquei impressionada e maravilhada com a estrutura da bodega, preparada para receber muito bem os turistas e com um maravilhoso restaurante, com uma vista perfeita para os vinhedos. 

O mais interessante ainda estava por vir: ao iniciarmos a visitação nos deparamos com um enorme esqueleto de dinossauro encontrado ali no início da construção da vinícola e preservado com muito cuidado. Os visitantes têm informações a respeito do dinossauro (Panamericansaurus Schroederi), de 75 milhões de anos.     

Os ossos verdadeiros foram retirados e ali foram deixadas réplicas, mostrando como foram encontrados e há muitos painéis contando a história dessa descoberta. 


Neste dia degustamos 21 vinhos e toda a degustação e visita foi acompanhada pela Carolina, uma excelente anfitriã, que inclusive providenciou que a bandeira do Brasil estivesse hasteada em nossa homenagem, uma gentileza que me emocionou. 

Nossa degustação foi dividida por uvas: primeiro degustamos todos os sauvignon blanc, depois os chardonnay, pinot noir, malbec, merlot, cabernet sauvignon, alguns cortes de uvas tintas e finalizamos com espumantes extra brut, nature e um Asti para a sobremesa. Gostei muito dos vinhos sem passagem por madeira, com muita fruta presente, boa acidez e para mim com uma característica gastronômica muito clara. Tenho gostado muito desse tipo de vinho, mais puros, que mostram o quanto nosso paladar muda com o passar dos anos, com a experiência em degustações. Voltamos a gostar do que é mais simples.


Depois dessa degustação fomos para o restaurante Saurus, onde iniciamos com um mimo do chef Sebastian Grimaldi: torradinha integral com creme de truta e um toque de beterraba. A truta patagônica é um dos peixes mais saborosos que já comi. 

A Carolina fez questão que o chef nos oferecesse em pequenas porções um pouco de tudo que o cardápio do restaurante oferece. Para mostrar as entradas: lagostin defumado com creme azedo de abacate, terrine de coelho com pimentões assados, purê de damasco com aioli, polvo marinado, truta confitada com quinoa andina. Estava tudo perfeito, mas a terrine de coelho me conquistou.

Meu prato principal foi um raviolli de truta defumada, apesar de serem oferecidos vários pratos de carne, mas havia prometido que em Neuquén daria preferência sempre aos peixes. Estava perfeito, mas eu e meus colegas de viagem sempre trocávamos uma garfada do prato alheio, para degustarmos um pouco mais da culinária local. 

Na sobremesa novamente um mix de tudo para degustarmos todas as opções do cardápio. Enfim, uma visita imperdível para quem for à Patagônia conhecer seus vinhos. 

Tim-tim!







26 março 2015

Os vinhos da Patagônia pelas mãos de Marcelo Miras

Bruno Agostini, Marcelo Miras, eu e um dos filhos de Miras, que também trabalha no projeto familiar.

Na última coluna comecei a contar sobre nossa visita à Patagônia, para conhecer os vinhos argentinos do fim do mundo, que assim podem ser chamados não só pela distância considerável que precisamos percorrer para chegar a essa região, mas também porque suas condições climáticas severas nos dão essa sensação. 

Depois de conhecer a Humberto Canale e provar muitos de seus ótimos vinhos, fomos conhecer o projeto familiar do enólogo Marcelo Miras, principal responsável pelos vinhos da famosa Bodega del Fin del Mundo. E, como disse na coluna de domingo passado, fiquei encantada com sua proposta e principalmente com o resultado na taça.

Na conversa que tivemos ele disse que “não pratica enologia” em seus vinhos, não interfere, não usa maquiagem, para que seus vinhos se apresentem de “cara lavada”. Disse, com orgulho, que utiliza o conceito uva + homem = vinho! E, apesar de trabalhar na maior vinícola da Patagônia revela muita simplicidade ao falar de seus vinhos, que elabora com sua família e sem ajuda de nenhum empregado. Ele, sua mulher e um dos filhos nos receberam com muito carinho. São donos e funcionários do projeto. Não tem como não funcionar!

Ao se apresentar deixa claro que não pertence a uma geração de enólogos, mas a duas delas: “dos enólogos mais jovens eu sou o mais velho”. Experiente, mas inovador.  

Saí de lá ainda mais apaixonada pelo mundo do vinho argentino, especialmente por descobrir muitos deles com uma personalidade tão forte, capazes de acabar com aquela ideia simplista de que todos os vinhos são muito parecidos. 

O apaixonante vinho com Trousseau Nouveau, uva um tanto rara na América do Sul.

Basta um gole de algum dos vinhos de Marcelo Miras para percebermos sua identidade própria. Aliás, eles até possuem uma certa “padronização”, se podemos dizer assim, porque todos são elegantes e com acidez bem presente, feitos para acompanharem uma refeição e não somente servir de aperitivo. Dos brancos elaborados com semillon e chardonnay, o seu rosé de malbec, os excelentes tintos de pinot noir, malbec e cabernet franc, todos possuem essas características. 

Provamos 14 vinhos elaborados por sua família e todos são encantadores. São duas linhas, uma jovem, que busca a expressão mais franca das uvas utilizadas, e outra reserva, com passagem do vinho por barricas de carvalho.    

São vinhos sem disfarces, acompanhados de uma delicadeza intrigante. Para mim a frase que define melhor esse produtor é: a riqueza da simplicidade, que deixei escrita a ele com muito carinho. 

Ganhei uma garrafa de um de seus vinhos, o Trousseau Nouveau 2014, que provocou reações emocionadas quando foi degustado na ocasião. Essa uva é conhecida em Portugal como bastardo e na França como gros cabernet. Possui taninos impactantes e grande acidez, mas a degustação desse vinho em casa será um capítulo à parte, que farei questão de relatar por aqui.

Tim-tim!

Os excelentes Pinot Noir, Merlot e Malbec da linha Reserva.

Três ótimos vinhos da linha Joven: Merlot, Malbec e um Blend da safra 2014.

O vinho da esquerda, da linha Reserva, prova que a Cabernet Franc está se tornando uma uva imperdível na Argentina.



19 março 2015

Visitando a Patagônia (e o brilho nos olhos)

A exuberante vista de um mirante patagônico.

Em nosso quarto dia de viagem saímos pela manhã de Buenos Aires com destino a Neuquén, na Patagônia. Confesso que de todo nosso roteiro este era o que mais fazia meus olhos brilharem. 

Sabia que ali encontraria vinhos diferentes daqueles que estou acostumada a experimentar no meu cotidiano. E foi assim que iniciei a viagem à Patagônia argentina, cheia de expectativas e com o propósito de ver o país muito além dos malbec, em busca de algo que me fascinasse. 

Iniciamos a viagem acompanhados pela Maria José, uma francesa que nos mostrou tudo sobre aquela pequena cidade onde o Rio Negro é o lugar preferido de seus habitantes, que usufruem não só de suas águas para a alimentação e agricultura, mas também como fonte de lazer. Por ali encontramos, além dos vinhedos, a cultura abundante de árvores frutíferas, principalmente peras e maçãs.  

O nosso anfitrião na Humberto Canale.

Nossa primeira visita foi à Humberto Canale, propriedade que desde 1909 dedica-se à elaboração de vinhos, mas também ao cultivo de frutas, sendo uma das pioneiras da região. Por lá fomos recebidos pelo Guillermo Barzi, seu diretor, que representa a quinta geração da família à frente do negócio. 

Ele nos levou a uma degustação com oito de seus rótulos: Humberto Canale Sauvignon Blanc 2014, vinho de boa acidez e bastante cítrico, com as uvas colhidas sempre na primeira semana de março. Os cachos para a versão 2015 desse vinho já estavam bem encaminhados durante nossa visita.

O ótimo riesling de vinhas velhas.

Para mim os vinhos de destaque nessa degustação foram, além desse sauvignon blanc, o La Morita Riesling, com uvas de vinhedos antigos, colhidas na primeira semana de abril. Bem doce no nariz, mas seco na boca e com acidez muito presente. Eu compraria muitas garrafas deste vinho. 

Interessante que a todo momento éramos informados sobre os ventos na região, sempre presentes, fortes e frios, fazendo com que as cascas das uvas fiquem mais grossas, beneficiando o resultado final na garrafa. 

Nesse mesmo dia o querido amigo Marcel Miwa agendou uma visita que acabou se transformando em uma grande surpresa da viagem. Fomos conhecer o vitivinicultor Marcelo Miras e as três horas livres em nossa agenda permitiram que nossos olhos brilhassem! 

Marcelo é atualmente o enólogo-chefe da Bodegas del Fin del Mundo, além de ter trabalhado na Humberto Canale por doze anos. Mas, fomos conhecer seu projeto solo, para o qual arredondou uma vinícola inativa (Estepa) e utiliza suas instalações para elaborar em família o seu próprio vinho. Sua esposa e um de seus filhos estavam por ali nos acompanhando em uma degustação de 14 vinhos fantásticos.

Bruno Agostini, Marcelo Miras, eu e Marcel Miwa.

O projeto começou com uma produção de 6.000 garrafas em 2011 e hoje produz 30.000 garrafas, uma produção minúscula mesmo se comparado a vinícolas de porte médio. Muito dessa produção é feita com amigos, como se fossem uma cooperativa e para isso compraram um vinhedo com quatro hectares. 

Essa visita merecerá uma coluna só pra ela, porque Marcelo Miras fez meus olhos brilharem com sua simplicidade, seu amor pelos vinhos e seu respeito pela natureza. 

Até a próxima coluna. 

Tim-tim!


O vento deixa suas marcas nas árvores da Patagônia.

Sauvignon blanc da Humberto Canale - quase pronta para a colheita. 

Um ótimo exemplar de Pinot Noir da Humberto Canale.