País: Brasil
Região: Bagé (Campanha Gaúcha) e Encruzilhada do Sul (Serra do Sudeste)
Produtor: Garbo
Uvas: Merlot (86%) e Sauvignon Blanc (14%)
Maturação: 30% do vinho passa 12 meses em barricas de carvalho francês
Álcool: 13,5%
Quem é apreciador dos vinhos brasileiros e ainda não conhece a irreverência da Vinícola Garbo e seus três jovens enólogos, está perdendo tempo! Fundada em 2020, talvez seja a única vinícola cuja marca tem subtítulo: Enologia Criativa. E criatividade não falta aos jovens Andrei, Guilherme e Jhonatan, que se conheceram em 2005 no curso de Enologia e elaboraram seu primeiro vinho em 2015.
Eles já estão cultivando seus primeiros vinhedos próprios em Pinto Bandeira e possuem um varejo instalado em uma casa muito aconchegante no tradicional Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves.
Estive lá nessa última viagem ao sul no dia do meu aniversário (31 de agosto) e provamos vários vinhos, todos muito interessantes, mas escolhi esse para trazer aqui para o blog porque ele tem uma curiosidade na sua elaboração: leva a tinta Merlot e a branca Sauvignon Blanc, algo não muito comum e vinhos brasileiros, mas que alguns produtores já começam a fazer, tal como na França e África do Sul, por exemplo. Essa prática influencia vários aspectos do produto final e, no caso deste vinho, a própria vinícola declara que "a Merlot aporta elegância e profundidade, a Sauvignon Blanc traz intensidade e frescor, tornando este inusitado corte um vinho instigante e complexo".
É um vinho jovem e de grande frescor, com notas de frutas vermelhas, algumas notas que provavelmente vêm da Sauvignon Blanc e elegante madeira em segundo plano. De cara um vinho que vai bem para beber sem maiores formalidades, mas tem grande capacidade para acompanhar uma infinidade de pratos, mas que não podem ser muito potentes ou estruturados. Aposte em queijos com menos tempo de maturação, carnes vermelhas mais magras, risoto de cogumelos ou massas com molho ao sugo.
Na boca tem boa estrutura, ótima acidez e taninos finos. Boa complexidade se ficar atento às sutilezas que as duas variedades aportam ao vinho. Quando bebi pela primeira vez esse vinho não observei o rótulo e pensei em um Merlot bem "irreverente", mas ao saber da presença da Sauvignon Blanc deu para entender o motivo.
Final de boa persistência e potencial para ser bebido ainda em grande forma por mais um ou dois anos Não me pareceu um vinho para longa guarda, até porque toda essa exuberância jovial pode se perder escondida em sua adega!
Detalhes da compra:
Bebemos esse vinho no varejo da vinícola, que o vende em sua loja virtual a R$ 175.
Saúde a todos!


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